Visão geral de lesões relacionadas ao esporte

Última revisão: 1 Nov 2022
Última atualização: 14 Out 2021

Introdução

Condição
Descrição

Uma lesão cerebral traumática (LCT) é um acometimento da função ou da estrutura normal do cérebro causada por um impacto ou força externa na cabeça.[7][8] Traumatismos contusos, lesões penetrantes e lesões por explosão podem causar LCT. A abordagem inicial é uma rápida avaliação das vias aéreas, respiração, circulação e incapacidade, além de intervenções apropriadas, se indicadas.

Também denominada de lesão cerebral traumática leve, essa lesão cerebral aguda resulta de um golpe direto na cabeça ou da transmissão de uma força impulsiva para a cabeça. Os sintomas podem ser divididos em 3 grupos: cognitivos, somáticos e afetivos. Uma combinação de sintomas somáticos e cognitivos é o mais comum.

Acúmulo de sangue entre as membranas dural e aracnoide do cérebro. Pode ser agudo ou crônico, e a causa primária é o trauma. É a lesão que oferece risco de vida mais comum encontrada em boxeadores.[9] Tipicamente se manifesta com cefaleia, náuseas e vômitos e confusão, os quais podem ser decorrentes do aumento da pressão intracraniana, e redução das respostas oculares, verbais e motoras.

Uma dilatação anormal focal adquirida da parede de uma artéria no cérebro. Em geral, é hemodinamicamente induzida, embora o trauma possa contribuir para sua formação. Estresse e esforço físico podem desencadear a ruptura por meio de efeitos hemodinâmicos. Tipicamente, os pacientes apresentam cefaleia nova, a qual não tinham antes, de caráter variável.

A hemorragia subaracnoide (HSA) é um sangramento no espaço subaracnoide e constitui uma emergência. Ela pode ser decorrente de trauma ou ruptura de um aneurisma intracraniano (o qual pode ser desencadeado por estresse e esforço físico). Cefaleia intensa e súbita, fotofobia e perda da consciência são características.

Esportes são uma causa frequente dessas lesões traumáticas. O traumatismo contuso do globo ocular (por exemplo, impacto por uma bola de squash) pode causar fraturas no assoalho orbital e/ou parede medial. Também podem ocorrer fraturas da órbita posterior. Em crianças, o osso da órbita é mais elástico, podendo ocorrer uma fratura do tipo "alçapão". A cirurgia urgente é indicada em pacientes pediátricos com sinais de encarceramento de tecidos moles (músculos).

Uma das principais causas de perda de visão e cegueira que frequentemente afeta os jovens. As lesões variam de leves, sem risco de perda da visão (por exemplo, abrasão da córnea ou corpo estranho na superfície da córnea) a extremamente graves, com possíveis consequências que podem causar cegueira (por exemplo, lesão ocular aberta ou lesão por corpo estranho intraocular). Lesões relacionadas a esportes ou a atividades recreacionais são uma causa importante de trauma ocular no mundo todo.

Condição aguda ou progressiva na qual a neurorretina se separa do epitélio pigmentar da retina com acúmulo de fluido sub-retiniano e perda de função retiniana. O trauma é um importante fator de risco de descolamento de retina.[10] Dependendo do tipo de trauma, o descolamento pode ocorrer em dias ou semanas (geralmente após uma lesão aberta no globo ocular) ou em meses ou anos (geralmente após uma contusão).

Os sintomas típicos incluem sensação de corpo estranho (mesmo que nenhum esteja presente), fotofobia, lacrimejamento excessivo, blefaroespasmo e visão embaçada. Pode haver história de trauma leve, seguido por início agudo de desconforto ocular. O exame físico pode constatar acuidade visual reduzida, hiperemia conjuntival com coloração corneana com fluoresceína no olho afetado e rubor ciliar.

As causas mais comuns de dor cervical são espondilose cervical (osteoartrite da coluna vertebral) e lesão por chicote; outras causas incluem processos musculoesqueléticos, neurológicos, neoplásicos e infecciosos. A lesão por chicote é comumente observada em lesões esportivas e acidentes de trânsito. A lesão é um forte preditor da dor cervical crônica.[11]

Lesões da coluna cervical resultam principalmente de acidentes com veículo automotor, quedas, atividades esportivas (por exemplo, rúgbi, futebol americano, trampolim acrobático) e mergulhos em água rasa. Mecanismos de lesão de energia mais alta, bem como aqueles associados a golpes na cabeça ou no rosto, trazem um risco mais elevado de uma lesão instável da coluna cervical. Em todos os casos, é necessário que seja feita uma investigação cuidadosa a fim de garantir que a estabilidade da coluna cervical não tenha sido comprometida, pois, em casos extremos, a instabilidade da coluna cervical pode causar deficit neurológico progressivo, quadriplegia e até mesmo morte.

O trauma da coluna toracolombar geralmente ocorre por trauma de alta energia; aproximadamente 10% são relacionados a esportes.[12] As fraturas toracolombares são o desfecho usual de um trauma toracolombar. Deve-se suspeitar de lesão aguda na medula espinhal em qualquer paciente após trauma, especialmente quando o trauma ocorre na cabeça ou no pescoço, e quando o paciente está sem resposta clínica devido à hipotensão e apresenta comprometimento respiratório.

Pode ocorrer como resultado de trauma da coluna, fratura por compressão vertebral, hérnia de disco intervertebral, tumor primário ou metastático da medula espinhal ou infecção. A lesão na medula espinhal resultante pode ser aguda, subaguda ou crônica. Ela decorre de danos diretos à medula, causados pela compressão e/ou infiltração ou comprometimento do aporte vascular para a medula. A compressão aguda da medula espinhal é uma emergência médica que necessita de diagnóstico e tratamento rápidos a fim de evitar lesões irreversíveis na medula espinhal e incapacidade em longo prazo.

As lesões no plexo braquial geralmente são causadas por traumas nas raízes do plexo ao saírem da coluna cervical.[13] Pode envolver as 2 ou 3 raízes nervosas superiores (lesão parcial) ou todas as 5 raízes nervosas (lesão completa). Tanto lesões parciais como lesões completas no plexo braquial podem ser tratadas com sucesso, mas as lesões completas podem exigir múltiplas cirurgias de grande porte ao longo de anos, enquanto as lesões parciais podem, muitas vezes, ser corrigidas com apenas uma cirurgia.

As rupturas do manguito rotador podem decorrer de um evento traumático agudo, de atividade repetitiva ou vigorosa acima da cabeça (como jogar beisebol ou levantar peso) ou de degeneração crônica. O sintoma manifesto mais comum é dor no ombro, que geralmente é agravada por atividades acima da cabeça. Outros sintomas incluem fraqueza funcional, perda da amplitude de movimento, dor noturna e dor deltoide.

Separação total de 2 superfícies ósseas da articulação, muitas vezes causada por impacto súbito na articulação. Luxações comuns incluem as do ombro, cotovelo, dedo da mão, patela e quadril. O tratamento geralmente consiste em redução fechada, assim que for possível, para minimizar as complicações potenciais, que podem incluir lesão de tecidos moles, lesão na superfície articular e comprometimento neurovascular.

Uma condição fibrosante crônica, caracterizada por uma restrição insidiosa, progressiva e intensa da amplitude de movimento ativa e passiva do ombro, na ausência de um distúrbio intrínseco conhecido do ombro. Em geral, é considerada uma condição autolimitada e geralmente remite dentro de 18 a 24 meses; casos graves e resistentes podem exigir intervenção cirúrgica.

Ocorre quando o nervo mediano é comprimido no punho. Os sintomas típicos incluem dormência e parestesias, sobretudo nos dedos polegar e radial, dor na parte anterior do punho e do antebraço e falta de coordenação. Atletas de cadeiras de rodas têm taxas muito elevadas de síndrome do túnel do carpo. O mecanismo pode ser secundário a esforço inevitavelmente superior do punho ou a extremos posturais prolongados.[14][15]

Epicondilite do cotovelo é uma condição associada a atividades repetitivas do antebraço e do cotovelo.[16][17] Tanto a epicondilite lateral (comumente conhecida como "cotovelo de tenista") quanto a medial (comumente conhecida como "cotovelo de golfista") são caracterizadas por dor no cotovelo durante ou após a flexão e extensão do mesmo. As atividades esportivas comumente implicadas incluem tênis, esgrima, golfe, remo e beisebol (arremesso). Uma combinação de mecânica desfavorável, microrrupturas em áreas de hipoperfusão e resposta tardia à cicatrização contribui para a fisiopatologia da afecção.[18][19]

As fraturas do punho incluem aquelas que afetam as extremidades distais do rádio, da ulna e do carpo. As fraturas do rádio distal são as lesões mais comuns e, em geral, são causadas por queda sobre a mão estendida.[20] Em uma pequena proporção dos pacientes, podem ocorrer fraturas concomitantes do rádio distal e do escafoide.[21]

Grupo de entidades com uma patologia comum que envolve os tendões extrínsecos da mão e do punho e suas bainhas retinaculares correspondentes. Elas geralmente começam como uma irritação do tendão que se manifesta como dor e pode evoluir para encarceramento e bloqueio quando o deslizamento do tendão falha. Dedos em gatilho e doença de De Quervain são as duas formas mais comuns de tenossinovite estenosante.

Um termo geral para descrever a degeneração do tendão caracterizada por uma combinação de dor, edema e desempenho comprometido. Aproximadamente 10% dos corredores desenvolvem tendinopatia de Aquiles, que se manifesta com início insidioso de dor no calcanhar, geralmente após um aumento súbito na intensidade dos treinos. A tendinopatia patelar (joelho do saltador) é comum em esportes que envolvem saltos ou atividades de extensão repetitiva do joelho (por exemplo, voleibol, basquetebol e futebol). Os pacientes podem apresentar início insidioso de dor bem-localizada anterior do joelho no polo inferior da patela.

A dor lombar é um sintoma, e não um diagnóstico. Várias estruturas da coluna vertebral, inclusive ligamentos, facetas articulares, musculatura e fáscia paravertebrais, discos intervertebrais e raízes nervosas da coluna vertebral, têm sido apontadas como geradoras de dor.[22] No entanto, a maior parte da dor lombar é inespecífica, não se podendo identificar a causa.[23][24]Uma anamnese e um exame físico abrangentes ajudam a elucidar o diagnóstico.

Entorse/lesão muscular, fascial e ligamentar pode causar lombalgia (dor lombar). Espasmos musculares podem ser associados à dor incômoda, em facada, lacerante, ardente ou elétrica (em choque). Geralmente, a dor não se irradia para as pernas ou se estende além do joelho. Um diagnóstico de exclusão é feito eliminando-se as causas específicas de dor lombar decorrentes de comprometimento neurológico, neoplasia, artrite inflamatória, fratura e dor referida de outros locais ou sistemas de órgãos.

A dor torácica pode ser causada por etiologias benignas ou com risco de vida e é geralmente dividida em causas cardíacas e não cardíacas. A natureza da dor torácica pode ajudar a diferenciar entre causas cardíacas, respiratórias, musculoesqueléticas, entre outras. A dor no tórax pode ser referida (por exemplo, do ombro direito).[25]

Uma ruptura no osso da costela do esqueleto torácico. Fraturas de costela podem ser relativamente benignas, mas frequentemente podem ser um indicador de lesões concomitantes como pneumotórax, hemopneumotórax e/ou contusões pulmonares. Um número maior de costelas fraturadas está correlacionado com o aumento da morbidade e mortalidade.

Uma lesão muito comum que resulta de atividade física, incluindo a prática de esportes. A lesão mais comum é a dor na virilha relacionada ao músculo adutor, ao músculo iliopsoas, ao músculo inguinal e à articulação do quadril. Em certos esportes (por exemplo, futebol e hóquei no gelo), a incidência de lesões na virilha pode chegar a 18%.[5]

Dor debilitante no cóccix, exacerbada ao sentar-se ou levantar-se da posição sentada. A dor geralmente tem qualidade pungente ou lancinante, pode se irradiar para o sacro ou nádegas e pode coexistir com a lombalgia. A coccigodínia pode ter origem traumática, não traumática ou idiopática e é mais comum em mulheres.

De modo geral, é considerada como qualquer fratura do fêmur distal à cabeça do fêmur e em uma posição proximal a um nível de poucos centímetros abaixo do trocânter menor. Associadas mais comumente a lesões de baixa energia em idosos (por exemplo, quedas da própria altura) e osteoporose ou osteopenia. Em pacientes mais jovens, a etiologia primária é um trauma de alta energia, que inclui acidentes com veículo automotor e quedas de altura.[26]

A distensão é uma lesão na junção muscular ou musculotendinosa, enquanto entorse é uma lesão no ligamento. A contusão muscular ocorre quando um músculo é submetido a uma força compressora intensa e repentina, como uma pancada direta no músculo. A lesão aguda de tornozelo é uma das lesões musculoesqueléticas mais comuns em atletas, responsável por 20% de todas as lesões esportivas nos EUA.[27][28][29]

Entre as lesões esportivas mais relatadas.[30][31][32] As lesões traumáticas do joelho geralmente são diferenciadas com base no mecanismo da lesão, qual seja, com contato ou sem contato. Além disso, elas podem ser definidas como lesões de alta velocidade ou baixa velocidade, especialmente no caso de luxações do joelho.

Geralmente ocorre como resultado de uma lesão aguda por desaceleração sem contato, de uma hiperextensão forçada ou de forças rotacionais excessivas sobre o joelho.[33][34] Sinais e sintomas manifestos incluem um "estalo" audível, edema rápido do joelho, incapacidade de retornar à atividade e uma sensação de instabilidade no joelho. Cerca de 70% das rupturas do ligamento cruzado anterior (LCA) ocorrem durante atividades esportivas. Os esportes associados a lesões do LCA incluem futebol, basquetebol e esqui.

Ocorre quando tensões excessivas em valgo ou forças de rotação externas são exercidas sobre a articulação do joelho. O sintoma mais comum é dor no joelho na porção medial acima ou abaixo da interlinha articular. Os pacientes geralmente conseguem andar. A incidência de lesão do ligamento colateral medial é mais alta em esportes como futebol americano (55%), esqui (15% a 20% de todas as lesões e 60% de todas as lesões de joelho) e rúgbi (29%), em que forças em valgo (torção para fora afastando-se da linha média) e forças rotacionais externas sobre o joelho são comuns.[35][36][37] As lesões no ligamento colateral medial também podem ocorrer em esportes que não envolvem contato.

Os meniscos medial e lateral, localizados entre o fêmur e a tíbia, absorvem o choque e distribuem a força. Os meniscos podem se romper em decorrência de lesão traumática ou desgaste degenerativo (por exemplo, na artrite do joelho) e podem comprometer a distribuição da força em toda a articulação do joelho. A população de atletas corre maior risco, principalmente aqueles que participam de esportes de torção (comumente, futebol e basquete). Queixas comuns incluem travamento, bloqueio ou instabilidade articular do joelho, dor no joelho ou qualquer combinação desses sintomas.

Definida como dor no joelho resultante de alterações mecânicas e biomecânicas na articulação patelofemoral. A síndrome da dor patelofemoral é um dos distúrbios mais comuns do joelho, responsável por 25% das lesões de joelho observadas na clínica de medicina esportiva.[38] As causas de problemas patelofemorais são multifatoriais, abrangendo mecânica anormal da articulação patelofemoral, alterações na cadeia cinética inferior e sobrecarga.

Afecção inflamatória aguda ou crônica de uma bursa. Na bursite, ocorrem o espessamento e a proliferação da membrana sinovial, aderências bursais, formação de vilos, pólipos e depósitos de calcário. Estes podem resultar de estresse por esforço repetitivo, infecção, doença autoimune ou trauma. Os principais achados diagnósticos são dor localizada, sensibilidade sobre a bursa e edema, caso esteja localizada superficialmente.

Uma síndrome de uso excessivo que geralmente afeta atletas jovens durante o estirão de crescimento adolescente. Ela se manifesta com dor, sensibilidade à palpação e edema diretamente sobre a tuberosidade tibial. Geralmente, é uma condição autolimitada que remite após um período de modificação da atividade, sendo que a resolução definitiva ocorre quando o paciente atinge a maturidade esquelética.[39] Esportes de alto risco são aqueles que demandam extensão forçada e repetida do joelho (por exemplo, corrida, salto, agachamento e agachamento completo), incluindo corrida em pista, futebol americano, rúgbi, basquetebol, beisebol e futebol.[39][40]

O cisto poplíteo, também conhecido como cisto de Baker, é o resultado de um acúmulo de líquido sinovial na articulação que se forma atrás do joelho. Isso ocorre por meio do aumento da pressão intrassinovial que faz com que a cápsula sinovial forme uma protuberância em uma área onde há falta de suporte anatômico externo.[41] As condições subjacentes mais comuns que causam a superprodução de líquido sinovial incluem artrite e rupturas de menisco, as quais podem ser decorrentes de lesão esportiva.

Uma lesão idiopática adquirida, potencialmente reversível, do osso subcondral que resulta em delaminação e sequestro, com ou sem comprometimento e instabilidade da cartilagem articular.[42][43][44] Cada vez mais observada como causa de dor articular (joelho, tornozelo ou cotovelo) em atletas adolescentes e adultos jovens, possivelmente em decorrência da participação precoce e mais intensa em esportes competitivos. A osteocondrite dissecante está fortemente associada ao beisebol, ginástica, levantamento de peso e esportes com raquetes.[45]

A causa mais comum de dor lateral nos joelhos em corredores. Caracterizada por uma dor aguda ou ardente aproximadamente a 2 cm na porção superior da interlinha articular lateral. Pode haver irradiação da dor, além de edema local e crepitação. Os corredores que apresentam uma predisposição à síndrome da banda iliotibial (SBIT) tipicamente estão em sobretreinamento (overtraining) e em geral apresentam uma fraqueza subjacente da musculatura abdutora da articulação do quadril.[46][47][48][49] A SBIT também é comum em ciclistas e pode ser observada em atletas que participam de esportes como voleibol, tênis, futebol, esqui, levantamento de peso e aeróbica. Ela é incomum em não atletas.

Embora a maioria dos casos de cãibras musculares seja de natureza benigna e autolimitada, elas também podem ser sintomáticas de uma grande variedade de doenças sistêmicas potencialmente graves. Pessoas que realizam exercícios extenuantes, principalmente em provas de resistência, como triatlos (68%), maratonas (39%), e ultramaratonas (100%), estão predispostas a cãibras musculares associadas ao exercício (CMAE).[50][51] As pessoas que participam de esportes de equipe também estão predispostas a CMAE (por exemplo, rúgbi: 52%, ciclismo: 60%).[50]

A síndrome compartimental é caracterizada pela alta pressão intersticial em um compartimento osteofascial fechado, resultando em restrição do fluxo sanguíneo capilar. Os compartimentos posteriores profundos e anteriores da perna e o compartimento volar do antebraço são os mais afetados. Ela pode surgir agudamente a partir de lesão traumática óssea ou de tecidos moles, ou pode ocorrer como uma condição crônica e recorrente, como resultado de intensa atividade muscular.

A fratura do tornozelo geralmente se refere a uma fratura dos maléolos medial, lateral ou posterior. Em geral, ouve-se um "estalo" no momento da queda. A formação de uma protuberância semelhante a uma tenda na pele sobre o maléolo medial e deformidade no tornozelo são sinais comuns de luxação. A lesão esportiva é a terceira causa mais comum de fraturas do tornozelo (10.2%).[52]

Dor crônica ou aguda no calcanhar inferior na ligação da banda medial da fáscia plantar à tuberosidade medial do calcâneo. Tem sido descrita como um processo inflamatório crônico e pode ser uma lesão de uso excessivo.[53] A dor é autolimitada e geralmente remite após 6 a 18 meses sem nenhum tratamento.[54] Os pacientes podem não ser capazes de se lembrar de algum trauma no pé. Ocorre em aproximadamente 10% das pessoas que correm regularmente.[55][56]

Podem ocorrer após algumas lesões agudas, como parte de doenças degenerativas ou como afecções primárias (por exemplo, enxaqueca e fibromialgia). As causas da dor crônica são variadas e podem ser decorrentes de causas musculoesqueléticas (mecânicas), neurológicas, de cefaleia, de causas psicológicas ou de doenças localizadas, ou como parte de um processo generalizado de doença.

Pré-participação no esporte

A avaliação pré-participação é um exame clínico usado para avaliar atletas em relação a lesões, afecções ou outras condições que possam aumentar o risco de dano a si próprios ou a outros ao participarem de um esporte.[57][58][59][60] A avaliação pré-participação é uma exigência legal ou administrativa para muitos atletas de competição em alguns países. Embora a avaliação pré-participação seja geralmente considerada uma ferramenta de rastreamento, ela também pode ser usada para avaliar a adequabilidade dos atletas com afecções conhecidas para a participação em atividades atléticas particulares.

Colaboradores

Autores

Editorial Team

BMJ Publishing Group

Declarações

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