Diagnósticos diferenciais

SINAIS / SINTOMAS
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Os pacientes apresentam dor ou desconforto abdominal crônico ou recorrente centrado na parte superior do abdome, geralmente associado à ingestão de alimentos. Pode haver uma história de uso de anti-inflamatórios não esteroidais e de medicamentos antiácidos para aliviar o desconforto.

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A duodenite péptica está associada à lesão por ácido e causa um espectro de alterações histológicas da mucosa, que podem ser difíceis de distinguir daquelas observadas na doença celíaca.[79] Por essa razão, as biópsias devem ser feitas no bulbo duodenal e na segunda ou terceira porção do duodeno (relativamente protegidas da lesão péptica). As biópsias do bulbo e duodeno distal devem ser enviadas para a patologia em frascos separados.

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A doença de Crohn pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, e os sintomas podem ser extremamente variáveis.

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Os achados clássicos no exame histológico incluem granulomas, ulcerações e inflamação aguda e crônica, muitas vezes estendendo-se por todas as camadas da parede do intestino.

A sorologia de transglutaminase tecidual geralmente é negativa e não deve haver nenhuma resposta à supressão de glúten.

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Giardíase é uma doença diarreica causada por uma infecção com um parasita transmitido pela água, Giardia lamblia. Uma história de exposição à água contaminada pode sugerir o diagnóstico.[80]

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Diversas amostras de fezes geralmente revelam o parasita. Métodos alternativos para detecção são os testes de detecção de antígeno por imunoensaios enzimáticos e detecção de parasitas por imunofluorescência.[80]

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A história pode mostrar doenças que alteram a anatomia intestinal, a motilidade e a secreção de ácido gástrico (como o uso de inibidores da bomba de prótons ou distúrbios anatômicos no intestino, incluindo fístulas, divertículos e alças cegas criadas após cirurgia).[81]

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A investigação definitiva requer cultura do fluido jejunal que cresce além de 10⁵ bactérias/mL. O teste do hidrogênio no ar expirado pode mostrar má absorção, mas não é muito sensível ou específico para supercrescimento bacteriano. Uma tentativa de tratamento com antibióticos por 1 semana poderá fornecer o diagnóstico.[82]

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Em algumas crianças, um episódio clínico indistinguível de gastroenterite aguda é seguido de diarreia prolongada. Isso pode estar relacionado com infecção prolongada por rotavírus[83] ou intolerância transitória à lactose.

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Geralmente não é necessário realizar uma investigação.

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A enterite eosinofílica pode afetar qualquer parte do canal alimentar e pode se manifestar com anemia, diarreia, dor abdominal e perda de peso. Frequentemente, nenhuma causa é identificada, embora infecções por nematódeos sejam muitas vezes isoladas.[84]

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O diagnóstico segue a biópsia endoscópica ou laparoscópica do intestino afetado com histologia mostrando infiltrados eosinofílicos.[84]

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O espru tropical causa atrofia vilosa progressiva no intestino delgado semelhante à doença celíaca.

Não há características clínicas, endoscópicas ou histológicas capazes de diferenciar espru tropical de doença celíaca.[85] São necessários testes sorológicos específicos para doença celíaca.

Acredita-se que o espru tropical seja iniciado ou sustentado por uma infecção ainda indefinida. A taxa de recidiva é substancial em pacientes tratados que permanecem ou retornam para áreas endêmicas nos trópicos.[86]

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Negativo para anticorpos antitransglutaminase tecidual e antiendomísio.[87]

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A imunodeficiência comum variável e distúrbios relacionados têm uma história de infecções recorrentes.

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Sorologia de transglutaminase tecidual negativa e níveis de imunoglobulina reduzidos sugerem imunodeficiência. Ausência de plasmócitos na lâmina própria.

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A DECH pode ocorrer com qualquer transplante de órgão, mas é mais comum após o transplante de medula óssea. Os pacientes têm diarreia aquosa de alto volume cerca de 3 semanas após o transplante se houver DECH.[88]

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A biópsia endoscópica demonstrando a presença de números elevados de células epiteliais apoptóticas nas criptas intestinais é diagnóstica.[88]

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Essa afecção é caracterizada pela atrofia vilosa que não é responsiva a nenhuma restrição alimentar.[89]

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Anticorpos antiendomísio e imunoglobulina A antigliadina negativos.

A coloração por imunofluorescência pode revelar anticorpos contra enterócitos.[89] Infiltração linfocítica no epitélio da cripta, abscesso da cripta e corpos apoptóticos.

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Pode não ser possível distingui-la clínica e patologicamente da doença celíaca.

A olmesartana, um antagonista do receptor de angiotensina II, foi associado com a enteropatia.[90]

Também houve relatos de casos com outros antagonistas do receptor de angiotensina II e micofenolato.[91] O uso de anti-inflamatórios não esteroidais está também associado a infiltrado linfoplasmacítico e atrofia vilosa parcial.

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A sorologia da transglutaminase tecidual é normal.

Os sintomas remitem uma vez que o uso do medicamento causador é interrompido.

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Pode compartilhar sintomas semelhantes aos da doença celíaca, com melhora mediante uma dieta sem glúten. Não deve haver nenhuma atrofia vilosa.

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A sorologia da transglutaminase tecidual continua normal. Hemograma completo, níveis de ferro, folato, B12 e vitamina D normalmente estão na faixa normal, mas pode haver deficiência na minoria dos pacientes.[92] A histologia do intestino delgado é normal. Há melhora dos sintomas após 6 semanas (ou menos) mediante dieta sem glúten e recorrência com a reintrodução do glúten.

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