Epidemiologia

A doença celíaca é um distúrbio comum nos EUA e na Europa. Constatou-se uma prevalência relativamente uniforme em muitos países, com soroprevalência global acumulada e prevalência confirmada por biópsia de 1.4% e 0.7%, respectivamente, de acordo com estudos bem desenhados.[2][3][4] No entanto, apesar de a soroprevalência ser similar no mundo todo, a doença celíaca confirmada por biópsia é ligeiramente menos comuns na América do Sul, Oriente Médio, Turquia e África Subsaariana.[2][5] Israel e Índia apresentam os mesmos índices de soroprevalência e doença celíaca confirmada por biópsia que os países europeus e norte-americanos.[5] Com exceção da Malásia e do Vietnã, faltam estudos de base populacional realizados no Extremo Oriente, inclusive China, Japão e Sudeste Asiático.[6][7] Na América do Norte, após várias décadas de prevalência crescente, a prevalência da doença celíaca parece estável nos últimos anos.[8]

As mulheres têm probabilidade ligeiramente maior de ser acometidas por doença celíaca.[2] Na prática clínica, elas compõem quase dois terços dos pacientes diagnosticados. A incidência de doença celíaca refratária em pacientes com doença celíaca não é bem conhecida, mas pode ser de aproximadamente 1%. O primeiro período de pico de apresentação é na primeira infância, logo após as exposições iniciais ao glúten, com um segundo pico maior na quarta e quinta décadas. Embora a idade mais comum no momento do diagnóstico, nos EUA, seja de cerca de 40 anos, a doença celíaca pode ser diagnosticada em qualquer idade.[9][10]

Acredita-se que a prevalência de doença celíaca assintomática seja responsável por pelo menos 20% dos pacientes. A incidência de doença celíaca refratária em pacientes com doença celíaca é de aproximadamente 1%.

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