Novos tratamentos

Endopeptidases

A latiglutenase (antiga ALV003) pode digerir o glúten no lúmen intestinal resultando em peptídeos não antigênicos. Um estudo não conseguiu demonstrar nenhuma melhora histológica ou geral dos sintomas na doença celíaca sem resposta clínica.[111] Uma análise de subgrupos post-hoc indicou melhora dos sintomas entre pacientes com doença celíaca com transglutaminase tecidual (tTG) positiva apesar de uma dieta sem glúten.[112]

Reguladores de junções íntimas

O lazarotide pode reforçar as tight junctions e evitar a infiltração de glúten na mucosa.[113] Constatou-se melhora sintomática entre indivíduos com sintomas contínuos, apesar da adesão à dieta sem glúten.[102][113]

Inibidor de transglutaminase (tTG) tecidual

Inibidores da tTG podem impedir a desamidação e a consequente potencialização dos peptídeos de gliadina.[20] Está em andamento um estudo de fase 2a sobre a eficácia/tolerabilidade do inibidor de tTG ZED1227 (em pacientes com doença celíaca bem controlada submetidos ao teste de provocação com glúten).[114]

Imunomodulação

A imunomodulação pode restaurar a tolerância ao glúten.[115] A TIMP-GLIA é uma terapia à base de nanopartículas que está sendo estudado para o tratamento da doença celíaca. O objetivo é reverter a sensibilidade ao glúten e estimular a tolerância imunológica ao fornecer a gliadina encapsulada para células imunes tolerogênicas. Estão em andamento ensaios clínicos de fase 1.[116]

Antagonistas da interleucina-15

A interleucina-15 mostrou ser uma componente essencial para a sobrevivência de linfócitos intraepiteliais e danos na mucosa. Agentes que bloqueiam essa citocina estão em desenvolvimento para casos de doença celíaca refratária e sem resposta clínica. Um ensaio clínico de fase 2a com um inibidor de interleucina-15, AMG 714 em pacientes com doença celíaca refratária não relatou nenhuma alteração na proporção de linfócitos intraepiteliais aberrantes no grupo de tratamento comparado com o grupo de placebo. Os pacientes do grupo de tratamento relataram uma redução nos sintomas de diarreia.[117]

Probióticos

Evidências preliminares sugerem que algumas cepas de probióticos podem agir na imunogenicidade do glúten, ajudar na recuperação intestinal e melhorar os sintomas dos pacientes.[118][119] Deve-se ter cautela, pois alguns probióticos podem estar contaminados com glúten.

Glúten de trigo modificado

Vários métodos estão sendo examinados para alterar os peptídeos imunogênicos do glúten presentes na farinha de trigo, diminuindo assim sua imunogenicidade, quer por micro-ondas, radiação gama, hidrólise com lactobacilos e proteases fúngicas ou alterações no sequenciamento do gene.[120][121][122] O tratamento da farinha de trigo com transglutaminase microbiana é outra opção a ser explorada.[123]

Montelucaste

Um estudo piloto demonstrou que o montelucaste, um antagonista do receptor de leucotrieno usado para o tratamento da asma, pode suprimir a produção de mediadores inflamatórios pelos linfócitos intraepiteliais e, possivelmente, acelerar a cicatrização da mucosa.[124]

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