Complicações

Complicações table
ComplicaçãoPeríodo de execuçãoProbabilidade

hipoglicemia

curto prazoalto

Essa complicação iatrogênica pode ocorrer com uma insulinoterapia de dose excessivamente alta. Pode ser prevenida seguindo os protocolos de tratamento atuais com o monitoramento frequente da glicose plasmática e uso de fluidos intravenoso contendo glicose.[1]

hipocalemia

curto prazoalto

Essa complicação iatrogênica pode ocorrer com uma insulinoterapia de dose excessivamente alta e terapia com bicarbonato. Pode ser prevenida seguindo os protocolos de tratamentos atuais com monitoramento frequente dos níveis de potássio e reposição apropriada.[1][57][70]

evento tromboembólico venoso ou arterial

curto prazomédio

A heparina de baixa dose profilática padrão é certamente razoável em alguns pacientes.[1][43][88] A aplicação de tratamento profilático é baseada na avaliação clínica dos fatores de risco para eventos tromboembólicos. Atualmente não há evidências de anticoagulação total.

acidose hiperclorêmica sem anion gap

curto prazobaixo

Ocorre em função da perda urinária de cetoânions necessários para a regeneração do bicarbonato e também pelo aumento da reabsorção do cloreto secundário à administração intensiva de fluidos contendo cloretos. Essa acidose geralmente remite e não deve afetar o tratamento. É mais provável em gestantes.[1][70]

edema cerebral/lesão cerebral

curto prazobaixo

Ocorre em 0.7% a 10% de crianças com cetoacidose diabética (CAD) e é raro em adultos com CAD. Crianças com menos de 5 anos de idade apresentam maior risco.[83] É manifestada por cefaleia, letargia, alterações papilares e convulsão. A mortalidade é alta. A infusão de manitol e a ventilação mecânica devem ser usadas para tratar essa condição. A prevenção pode ser obtida evitando uma hidratação excessivamente zelosa e mantendo o nível de glicose em 8.3 a 11.1 mmol/L (150-200 mg/dL) na CAD[1][23][84][85] Os resultados do primeiro estudo prospectivo randomizado para avaliar os regimes de fluídos em crianças com CAD mostraram que nem o conteúdo de cloreto de sódio nem a velocidade de entrega da fluidoterapia intravenosa afetaram os desfechos neurológicos em curto e longo prazo.[86]

síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA)

curto prazobaixo

A redução na pressão osmótica coloidal relacionada ao tratamento pode causar o acúmulo de água nos pulmões, diminuição da complacência pulmonar e uma possível hipoxemia na CAD. O manejo inclui o monitoramento dos níveis de oxigênio no sangue com a oximetria de pulso e diminuição da ingestão de fluidos com adição da reposição coloidal.[23][87]

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