Prevenção primária

O preparo do paciente sobre o manejo de sua diabetes durante os períodos de doença leve (controle diário da doença) é essencial para prevenir a cetoacidose diabética (CAD). Esse preparo deve incluir informações sobre quando entrar em contato com um profissional de saúde, o monitoramento da glicose sanguínea, o uso de insulina e o início da nutrição adequada durante a doença. Essas informações devem ser reforçadas com os pacientes periodicamente. Os pacientes devem ser aconselhados a continuar com a insulina e procurar aconselhamento profissional no início da evolução da doença. O acompanhamento próximo é muito importante, pois ficou comprovado que visitas a cada 3 meses ao endocrinologista reduz o número de acidentes e internações no pronto-socorro por CAD.[1][38][39] O automonitoramento de cetonas também é novidade como uma estratégia potencial.[40]

A CAD associada a inibidores da SGLT-2 em pacientes com diabetes do tipo 2 costuma ser desencadeada pela omissão de insulina ou pela redução significativa da dose, doença grave aguda, desidratação, excesso de atividade física, cirurgia, dietas baixas em carboidratos ou consumo excessivo de bebidas alcoólicas. As estratégias de prevenção da CAD devem incluir a retenção de inibidores da SGLT-2 na presença de desencadeadores, além de evitar a omissão de insulina ou uma grande redução da dose de insulina.[41][42]

Muitos casos podem ser prevenidos através de um melhor acesso aos cuidados clínicos, educação adequada e comunicação eficaz com um profissional de saúde durante uma doença intercorrente. A supervisão adequada pela família e pelo profissional de saúde pode diminuir as taxas de internação e mortalidade.[1][43] A internação hospitalar com CAD, e internações recorrentes em particular, podem ser consideradas "sinais de alerta" e levar a uma avaliação psiquiátrica, para que os problemas de saúde mental sejam tratados e as futuras internações por CAD sejam evitadas.[24]

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