Prognóstico

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma doença com evolução indeterminada e prognóstico variável. O prognóstico depende de diversos fatores, incluindo predisposição genética, exposições ambientais, comorbidades e, em menor grau, exacerbações agudas.

Embora a sobrevida em curto prazo para pacientes com DPOC e insuficiência respiratória dependam da gravidade geral da doença aguda, a sobrevida em longo prazo é inicialmente influenciada pela gravidade da DPOC e pela presença de comorbidades clínicas. Tradicionalmente, o prognóstico tem sido relatado com base no volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), que faz parte dos testes de função pulmonar. Uma análise de meta-regressão mostrou uma correlação significativa entre o aumento do VEF1 e o risco mais baixp de exacerbação da DPOC.[131] Além do VEF1, outros fatores que preveem o prognóstico são o peso (peso muito baixo é um fator prognóstico desfavorável[132]), a distância percorrida em 6 minutos e o grau de dispneia com atividades físicas. Tais fatores, conhecidos como índice de massa corporal, obstrução do fluxo aéreo, dispneia e exercício (BODE), podem ser usados para fornecer informações sobre o prognóstico da sobrevida em 1 ano, 2 anos e 4 anos.[133] Um estudo revelou que a concentração de plasma pró-adrenomedulina associada ao índice BODE é uma melhor ferramenta de prognóstico que o índice BODE isolado.[134] As elevações da adrenomedulina, da arginina-vasopressina, do peptídeo natriurético atrial e da proteína C-reativa[135] estão associadas ao aumento do risco de morte nos pacientes com DPOC estável.[136] Recentemente, demonstrou-se mais interesse nas comorbidades e exacerbações prévias como sendo preditoras do ciclo da DPOC. O índice CODEX (comorbidades, obstrução, dispneia e exacerbações prévias graves) é comprovadamente superior ao índice BODE na predição de prognóstico de pacientes com DPOC.[137] As frequentes exacerbações da DPOC e a necessidade de diversas intubações e de ventilação mecânica invasiva para o tratamento da insuficiência respiratória aguda em pacientes com DPOC são marcadores de prognóstico desfavorável.[138]

Entre as diferentes modalidades terapêuticas para DPOC, os únicos dois fatores que melhoram a sobrevida são o abandono do hábito de fumar e a suplementação de oxigênio.

[ Índice BODE para predição de sobrevida na DPOC ]

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