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O exame estabelece VEF1 e CVF. A razão desses dois valores indica se há obstrução do fluxo aéreo. A gravidade da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é classificada com base no VEF1 do paciente e seu percentual de VEF1 predito. Nos casos em que há dificuldade para medir a CVF, pode-se usar o VEF6 (volume expiratório forçado em 6 segundos).[32]

A espirometria deve ser realizada após administrar uma dose adequada de, pelo menos, um broncodilatador de curta ação por via inalatória para minimizar a variabilidade.[1]


Espirometria na práticaEspirometria na prática

Técnica e interpretação da espirometriaTécnica e interpretação da espirometria

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razão de volume expiratório forçado no primeiro segundo/capacidade vital forçada (VEF1/CVF) <0.70; a ausência total da reversibilidade não é necessária nem é o resultado mais típico

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Além da limitação do fluxo aéreo, as diretrizes da Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD) reconhecem a importância das exacerbações quanto à interferência na evolução natural da DPOC e enfatizam a avaliação dos sintomas, dos fatores de risco das exacerbações e das comorbidades.[1]

O questionário modificado do Medical Research Council (mMRC) ou o Teste de Avaliação da DPOC (CAT) são recomendados para avaliar os sintomas. Estes podem ser encontrados nas diretrizes da GOLD.[1] Precauções da GOLD contra o uso da escala de dispneia mMRC isoladamente para avaliar os pacientes, pois os sintomas de DPOC vão além de apenas dispneia. Por esse motivo, o CAT é preferível. O entanto, a GOLD reconhece que o uso da escala mMRC é disseminado; dessa forma, um limite de um grau ≥2 na mMRC ainda é incluído para se definirem os pacientes com "mais falta de ar" em seus critérios de avaliação.[1]

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O escore mMRC varia de 0-4; o escore CAT varia de 0-40: um escore mMRC ≥2 ou CAT ≥10 indica maior carga de sintomas

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Verificado como parte dos sinais vitais na apresentação aguda. Espera-se que o aparelho detecte uma onda de pulso razoável. Em pacientes com doença crônica, uma saturação do oxigênio de 88% a 90% pode ser aceitável.

Se <92%, é necessário verificar a gasometria capilar ou arterial.[1]

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baixa saturação de oxigênio

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Verificada em pacientes que estão agudamente doentes, sobretudo se tiverem uma leitura anormal da oximetria de pulso. Também deve ser realizada em pacientes estáveis com VEF1 <35% do predito ou com sinais clínicos sugestivos de insuficiência respiratória ou saturação de oxigênio no sangue arterial periférico <92%.

Hipercapnia, hipóxia e acidose respiratória são sinais de insuficiência respiratória iminente e possível necessidade de intubação.

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PaCO₂ >50 mmHg e/ou PaO₂ <60 mmHg sugerem insuficiência respiratória

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Raramente é diagnóstico, porém é útil para excluir outras patologias.

Pode-se verificar o aumento da proporção anteroposterior, do diafragma achatado, do aumento dos espaços intercostais e de pulmões hipertransparentes.com.bmj.content.model.Caption@4b967694[Figure caption and citation for the preceding image starts]: Radiografia torácica da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC; vista anteroposterior): pulmão hiperinsuflado, diafragma achatado, aumento dos espaços intercostaisDo acervo de Manoochehr Abadian Sharifabad, MD [Citation ends].com.bmj.content.model.Caption@4fc9b10e[Figure caption and citation for the preceding image starts]: Radiografia torácica da DPOC (vista lateral): pulmão hiperinsuflado, diafragma achatado, aumento do diâmetro anteroposterior (tórax em tonel) na vista lateralDo acervo de Manoochehr Abadian Sharifabad, MD [Citation ends].

Pode também demonstrar complicações da DPOC, como pneumonia e pneumotórax.

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hiperinsuflação

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Este teste pode ser considerado para avaliar a gravidade de uma exacerbação e pode exibir policitemia (hematócrito >55%), anemia e leucocitose. As diretrizes do Reino Unido recomendam o hemograma completo para todos os pacientes recém-diagnosticados.[2]

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hematócrito elevado, anemia, possível aumento da contagem leucocitária

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Os fatores de risco para DPOC são semelhantes aos da cardiopatia isquêmica, de forma que a comorbidade é comum. A insuficiência cardíaca do lado direito pode se desenvolver na DPOC de longa duração (cor pulmonale).

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sinais de hipertrofia ventricular direita, arritmia, isquemia

Investigações a serem consideradas

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Útil na resolução de incertezas diagnósticas e para avaliação pré-operatória.[1] Requer instalações laboratoriais especializadas.

A diminuição da CDCO sugere enfisema em vez de bronquite crônica.

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padrão obstrutivo, diminuição da capacidade de difusão do monóxido de carbono (CDCO)

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Oferece uma melhor visualização que a radiografia torácica para o tipo e a distribuição dos danos no tecido pulmonar e formação de bolhas.com.bmj.content.model.Caption@14daab03[Figure caption and citation for the preceding image starts]: Tomografia computadorizada (TC) do tórax na DPOC: pulmão hiperinsuflado, alterações enfisematosas e aumento do diâmetro anteroposterior (tórax em tonel)Do acervo de Manoochehr Abadian Sharifabad, MD [Citation ends].

Em contraste com a DPOC relacionada ao tabagismo, a deficiência de alfa 1-antitripsina afeta principalmente os campos inferiores.

Útil para descartar outras doenças pulmonares subjacentes, como bronquiectasia e câncer pulmonar, e para avaliação pré-operatória.

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hiperinsuflação

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Pode ser usada para descartar asma em caso de incerteza diagnóstica.[2]

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<20% de variabilidade diurna ou diária

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Em pacientes com exacerbações frequentes, limitação intensa do fluxo aéreo e/ou exacerbações que necessitam de ventilação mecânica, deve-se enviar o escarro para cultura.[1]

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organismo infeccioso

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Nível baixo em pacientes com deficiência de alfa 1-antitripsina. O teste é feito caso haja grande suspeita de deficiência de alfa 1-antitripsina, como história familiar positiva e casos de DPOC atípicos (pacientes jovens e não fumantes). A Organização Mundial da Saúde recomenda que todos os pacientes com diagnóstico de DPOC sejam rastreados uma vez, especialmente em áreas com alta prevalência de deficiência de alfa 1-antitripsina.[34]

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deve ser normal em pacientes com DPOC

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Pode ser de grande valor em pacientes com um grau desproporcional de dispneia em relação à espirometria.[36] Pode ser realizada em um cicloergômetro, esteira ergométrica ou com um simples teste de marcha cronometrada (por exemplo, 6 minutos ou menos).[37] O teste ergométrico é útil em pacientes selecionados para reabilitação.

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incapacidade de finalizar o teste ou hipoxemia por esforço sugerem doença avançada

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A apneia obstrutiva do sono, um achado comum em pacientes com DPOC, está associada ao aumento do risco de morte e hospitalização em pacientes com DPOC.[35]

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índice elevado de apneia-hipopneia e/ou hipoxemia noturna

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A função dos músculos respiratórios pode ser testada se a dispneia ou a hipercapnia aumentarem desproporcionalmente em relação à VEF1, bem como em pacientes com desnutrição ou com miopatia por corticosteroides.[38]

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redução da pressão inspiratória máxima

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Para valiar o estado cardíaco, em caso de suspeita de doença cardíaca ou hipertensão pulmonar.[2]

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pode ser normal ou mostrar insuficiência cardíaca do lado direito e/ou hipertensão pulmonar

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