Monitoramento

Pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) devem ser avaliados regularmente de acordo com a gravidade da doença. Pacientes com DPOC estável leve devem ser acompanhados em intervalos de 6 meses, enquanto pacientes com exacerbações graves frequentes e pacientes recém-hospitalizados precisam de acompanhamento em intervalos de 2 semanas a 1 mês. Nas sessões de acompanhamento, os pacientes devem ser avaliados para determinar a adesão ao esquema terapêutico, a resposta à terapia e o progresso da doença. O nível de dispneia em repouso e com exercícios deve ser determinado, bem como o número de exacerbações. Questionários, como o Teste de Avaliação da DPOC, podem ser utilizados para avaliar os sintomas. Estes podem ser encontrados nas diretrizes da GOLD.[1] A condição de tabagismo e a exposição à fumaça devem ser determinadas em cada consulta, seguidas por ação adequada.[1]

Os testes de função pulmonar (TFPs) devem ser monitorados pelo menos a cada 3 anos, a fim de avaliar a resposta à terapia e possível necessidade de mudança dos medicamentos. Se houver qualquer alteração significativa de medicação ou se o paciente estiver sendo tratado com corticosteroides sistêmicos, é necessário um monitoramento mais frequente com teste de função pulmonar. As diretrizes GOLD recomendam medir o VEF1 por espirometria pelo menos uma vez ao ano para identificar pacientes que estejam apresentando uma piora rápida do quadro.[1] A saturação de oxigênio deve ser monitorada e os pacientes avaliados periodicamente quanto à necessidade de oxigênio suplementar. Os pacientes precisam ser monitorados quanto a complicações da DPOC em curto e longo prazos. Também é necessário monitorar o peso, o estado nutricional e a atividade física do paciente. A presença de caquexia e desempenho físico reduzido são indicadores de prognóstico desfavorável.

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