Prevenção primária

Prevenção e controle de infecções para profissionais da saúde

  • Sempre consulte os protocolos locais de prevenção e controle de infecções; aqui são detalhados somente os princípios básicos.

  • Isole imediatamente todos os casos suspeitos ou confirmados em uma área separada dos demais pacientes. Coloque os pacientes em quartos individuais adequadamente ventilados, se possível. Quando quartos individuais não estiverem disponíveis, coloque todos os casos juntos no mesmo quarto e verifique se há pelo menos 1 metro (3 pés) entre os pacientes.[299]

  • Implemente as precauções padrão a todo momento:[299]

    • Pratique a higiene respiratória e das mãos

    • Dê aos pacientes uma máscara médica para usar

    • Use equipamento de proteção individual apropriado

    • Pratique o manejo seguro de resíduos e a limpeza ambiental. 

  • Implemente precauções adicionais contra contato e gotículas antes de entrar em uma sala onde casos sejam admitidos:[299]

    • Use máscara médica, luvas, avental adequado e proteção ocular/facial (por exemplo, óculos de proteção ou escudo facial)

    • Utilize equipamentos de uso único ou descartáveis. 

  • Implemente precauções para transmissões pelo ar ao executar procedimentos geradores de aerossóis, incluindo a colocação de pacientes em uma sala de pressão negativa.[299]

    • Alguns países e organizações recomendam precauções contra a transmissão pelo ar para qualquer situação que envolva os cuidados de um paciente com COVID-19.

  • Todos os espécimes coletados para investigações laboratoriais devem ser tratados como potencialmente infecciosos.[299]

  • O equipamento de proteção individual adequado oferece aos profissionais da saúde um alto nível de proteção contra a COVID-19. Um estudo transversal de 420 profissionais da saúde em Wuhan com equipamento de proteção individual apropriado demonstrou que eles apresentaram resultado negativo para o vírus da síndrome respiratória aguda grave por coronavírus 2 (SARS-CoV-2) em testes moleculares e sorológicos quando voltaram para casa, apesar de todos os participantes terem contato direto com pacientes com COVID-19 e terem realizado pelo menos um procedimento gerador de aerossol.[300] As máscaras cirúrgicas padrão são tão eficazes quanto as máscaras respiratórias para prevenir a infecção dos profissionais da saúde nos surtos de doenças respiratórias virais, como a gripe (influenza), mas não se sabe se isso se aplica à COVID-19.[301]

  • Estão disponíveis orientações detalhadas sobre prevenção e controle de infecções:

Telemedicina para médicos de atenção primária

Medidas gerais de prevenção para o público em geral

  • As pessoas devem ser aconselhadas a:[303][304]

    • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos ou usar um antisséptico para as mãos à base de álcool (que contém pelo menos 60% de álcool), especialmente depois de estar em um local público, assoar o nariz ou tossir/espirrar. Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas

    • Evitar o contato próximo com as pessoas (isto é, manter uma distância de pelo menos 1 metro [3 pés]), incluindo apertar as mãos, principalmente dos que estejam doentes, tenham febre ou estejam tossindo ou espirrando. Evitar ir a lugares lotados. É importante observar que as distâncias recomendadas diferem entre os países (por exemplo, 2 metros são recomendados nos EUA e no Reino Unido), e você deve consultar as orientações locais. No entanto, não há evidências para dar suporte a uma distância de 2 metros[305] 

    • Praticar a higiene respiratória (ou seja, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, descartar lenços imediatamente em uma lixeira com tampa e lavar as mãos)

    • Procurar atendimento médico se apresentar febre, tosse e dificuldade para respirar, além de informar ao profissional da saúde seu histórico de viagens recentes e de contato com outras pessoas (viajantes ou casos suspeitos/confirmados)

    • Ficar em casa e se autoisolar se estiverem doentes, mesmo com sintomas leves, até se recuperarem (exceto para obter assistência médica)

    • Limpar e desinfetar diariamente as superfícies tocadas com frequência (por exemplo, interruptores de luz, maçanetas, bancadas, puxadores, telefones).

Máscaras para o público em geral

  • As recomendações sobre o uso de máscaras faciais em contextos comunitários variam entre os países.[306] É obrigatório o uso de máscara em público em alguns países ou em determinadas situações, e as máscaras devem ser usadas em alguns países de acordo com os hábitos culturais locais. Consulte as orientações locais para obter mais informações. 

  • Não há evidências científicas diretas ou de alta qualidade para dar suporte ao uso generalizado de máscaras por pessoas saudáveis no contexto comunitário, e há riscos e benefícios que devem ser considerados.[98][307] As evidências da eficácia da máscara na prevenção de infecções do trato respiratório são mais fortes nos cenários de assistência à saúde em comparação com os cenários comunitários; faltam evidências diretas sobre a eficácia comparativa na infecção por SARS-CoV-2.[308]

  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que as pessoas com sintomas de COVID-19 usem uma máscara médica, se auto-isolem e procurem orientação médica o mais rapidamente possível. A OMS agora também incentiva o público em geral a usar máscaras médicas ou de pano em situações e ambientes específicos (por exemplo, áreas com transmissão generalizada conhecida ou suspeita e capacidade limitada ou inexistente de implementação de outras medidas de contenção, como distanciamento social, rastreamento de contatos e testes; contextos em que o distanciamento social não pode ser alcançado, particularmente em populações vulneráveis). Esta recomendação é baseada apenas em evidências observacionais.[98] 

  • Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) recomendam que máscaras de pano caseiras podem ser usadas em locais públicos onde as medidas de distanciamento social sejam difíceis de manter (por exemplo, farmácias, supermercados), especialmente em áreas onde haja transmissão comunitária significativa.[309] 

  • O uso de uma máscara isoladamente é insuficiente para fornecer a proteção adequada, e ela deve ser usada em conjunto com outras medidas de prevenção e controle de infecções, como higiene frequente das mãos e distanciamento social. É importante lavar as mãos com água e sabão (ou um antisséptico à base de álcool) antes de se colocar uma máscara facial, e removê-la corretamente. As máscaras usadas devem ser descartadas de forma adequada.[98]

  • Os possíveis danos e desvantagens do uso de máscaras incluem: aumento do risco potencial de auto-contaminação devido à manipulação da máscara facial e ao toque no rosto/olhos, ou quando máscaras não médicas não são trocadas quando molhadas ou sujas; cefaleia e/ou dificuldades respiratórias; lesões cutâneas faciais, dermatite irritativa ou agravamento de acne; desconforto; dificuldade em se comunicar; falsa sensação de segurança; baixa adesão; questões de gerenciamento de resíduos; e dificuldades para pacientes com doenças respiratórias crônicas ou problemas para respirar.[98] As máscaras também podem criar um habitat úmido, onde o vírus pode permanecer ativo e isso pode aumentar a carga viral no trato respiratório; uma respiração mais profunda causada pelo uso de máscara pode empurrar o vírus para dentro dos pulmões.[310] 

  • Em um estudo que comparou o uso de máscaras de pano com máscaras cirúrgicas em profissionais da saúde, as taxas de todos os desfechos de infecção foram mais altas no braço da máscara de pano, com a taxa de doenças influenza-símiles estatisticamente significantemente maior nesse grupo. A retenção de umidade, a reutilização das máscaras de pano e a filtragem insuficiente podem resultar em um aumento do risco de infecção.[311] A filtração, o ajuste, a eficácia e o desempenho das máscaras de pano são inferiores às máscaras e respiradores médicos. A proteção pode ser aprimorada selecionando-se material apropriado, aumentando-se o número de camadas da máscara e usando-se máscaras com um design que ofereça filtragem e um ajuste adequado.[312]

Antissépticos para as mãos à base de álcool

  • O CDC emitiu um aviso sobre antissépticos à base de álcool contendo metanol (que podem ser rotulados como contendo etanol). A intoxicação por metanol deve ser considerada nos pacientes que apresentem sinais e sintomas relevantes (por exemplo, cefaleia, visão comprometida, náuseas/vômitos, dor abdominal, perda de coordenação, diminuição do nível de consciência) que relatem ingestão de antisséptico para as mãos ou uso tópico repetido frequente. Foram relatados casos de cegueira permanente e morte.[313]

  • O uso frequente de antissépticos para as mãos pode resultar em resistência microbiana. Ingestão acidental, especialmente por crianças, foi relatada.[314]

Triagem e quarentena

  • As pessoas que viajam partindo de áreas com alto risco de infecção podem ser avaliadas por meio de questionários sobre sua viagem, contato com pessoas doentes, sintomas de infecção e/ou medição da temperatura. O rastreamento combinado de passageiros de companhias aéreas na saída de uma área afetada e na chegada a algum outro lugar foi relativamente ineficaz quando usado em outras infecções, como infecção pelo vírus Ebola, e foi desenvolvido de forma que não detecta até 50% dos casos de COVID-19, principalmente aqueles sem sintomas durante o período de incubação.[315] Foi relatado que os processos de rastreamento com base nos sintomas são ineficazes para detectar a infecção por SARS-CoV-2 em um pequeno número de pacientes que, posteriormente, apresentaram evidências de SARS-CoV-2 em swabs de garganta.[316]

  • A quarentena forçada está sendo usada para isolar coortes facilmente identificáveis de pessoas com risco potencial de exposição recente (por exemplo, grupos evacuados de avião das áreas afetadas, pessoas retornando a seus países de origem antes do fechamento de fronteiras ou grupos em navios de cruzeiro com pessoas infectadas a bordo).[317] Os efeitos psicossociais da quarentena obrigatória podem ter repercussões de longa duração.[318][319] Apesar das evidências limitadas, uma revisão Cochrane revelou que a quarentena é importante na redução do número de pessoas infectadas e mortes, especialmente quando iniciada mais precocemente e quando usada em combinação com outras medidas de prevenção e controle.[320]

  • Os viajantes que chegam ao Reino Unido devem se autoisolar por 14 dias. Public Health England: coronavirus (COVID-19) – how to self-isolate when you travel to the UK external link opens in a new window

Distanciamento social

  • Muitos países implementaram medidas obrigatórias de distanciamento social para reduzir e retardar a transmissão (por exemplo, confinamento nas cidades, determinação de permanecer em casa, toque de recolher, fechamentos de atividades comerciais não essenciais, proibições de reuniões, fechamento de escolas e universidades, restrições e proibições de viagens, trabalho remoto, quarentena de viajantes/pessoas expostas).

  • Embora as evidências para o distanciamento social devido à COVID-19 sejam limitadas, elas estão surgindo, e as melhores evidências disponíveis parecem dar suporte às medidas de distanciamento social para reduzir a transmissão e protelar a disseminação. O momento oportuno e a duração dessas medidas parecem ser críticos.[321][322]

  • Pesquisadores de Cingapura descobriram que as medidas de distanciamento social (isolamento de indivíduos infectados e quarentena familiar, fechamento de escolas e distanciamento do local de trabalho) diminuíram significativamente o número de infecções nos modelos de simulação.[323]

  • Public Health England: staying alert and safe (social distancing) external link opens in a new window

Como proteger pessoas extremamente vulneráveis

  • A proteção é uma medida usada para proteger pessoas vulneráveis (incluindo crianças) que correm um risco muito alto de doenças graves por causa da COVID-19 porque têm um problema de saúde subjacente. A proteção envolve minimizar todas as interações entre aqueles que são extremamente vulneráveis e outras pessoas para protegê-los de entrar em contato com o vírus. 

  • Os grupos extremamente vulneráveis incluem:[324]

    • receptores de transplantes de órgãos sólidos

    • Pessoas com cânceres específicos

    • Pessoas com doenças respiratórias graves (por exemplo, fibrose cística, asma grave ou DPOC grave)

    • Pessoas com doenças raras que aumentem significativamente o risco de infecções (por exemplo, anemia falciforme, imunodeficiência combinada grave)

    • Pessoas recebendo terapia imunossupressora suficiente para aumentar significativamente o risco de infecção

    • Gestantes com cardiopatia significativa (congênita ou adquirida)

    • Outras pessoas que também tenham sido classificadas como extremamente vulneráveis clinicamente com base no julgamento clínico e em uma avaliação de suas necessidades. 

  • Atualmente, o governo do Reino Unido recomenda proteção para certos grupos de pessoas até 31 de julho e interromperá a proteção a partir de 1º de agosto, a menos que a transmissão comunitária comece a aumentar significativamente.[324] Consulte as orientações atuais para recomendações específicas (as recomendações podem diferir entre os países).

  • Conselhos para a proteção de crianças e adultos jovens estão disponíveis; as crianças podem ser divididas em grupo A (condições que requerem proteção) ou grupo B (condições que requerem discussão entre o médico, a criança e sua família/cuidador para se estabelecer se a proteção é necessária).[325] A maioria das crianças atualmente consideradas extremamente vulneráveis clinicamente poderá ser removida da lista de pacientes protegidos a partir de 1º de agosto após discussão com seu especialista pediátrico ou médico de família.

Vacinas

  • Atualmente, não há vacina disponível. Há vacinas em fase de desenvolvimento, mas pode demorar pelo menos 12 a 18 meses até que alguma esteja disponível. Muitas candidatas a vacina estão atualmente aprovadas para testes em seres humanos por meio de ensaios clínicos, incluindo vacinas em plataformas de RNAm e DNA, vacinas que usam adenovírus como vetor e vacinas de vírus inativado.[326] 

  • Ensaios anteriores de vacinas contra o coronavírus identificaram a imunopatologia celular e a potencialização da infecção por anticorpos (ADE) como possíveis problemas de segurança; portanto, existem preocupações com a ADE do SARS-CoV-2 devido à exposição prévia a outros coronavírus (como aqueles que causam o resfriado comum).[327][328]

  • Os resultados de estudos preliminares em animais e humanos estão começando a surgir, mas os cientistas pedem cautela sobre os resultados.[329]

  • Ad5-nCoV: uma vacina recombinante vetorizada por adenovírus tipo 5 (Ad5) que expressa a glicoproteína Spike do SARS-CoV-2. Os resultados de um ensaio clínico de fase 1, de centro único, aberto, não randomizado e de escalonamento de dose na China relatam que a vacina foi imunogênica, induzindo respostas humorais (atingindo a intensidade máxima 28 dias após a vacinação) e respostas de células T (atingindo a intensidade máxima 14 dias após vacinação) na maioria dos participantes. Os participantes eram saudáveis e não apresentavam doenças subjacentes. Pelo menos uma reação adversa foi relatada nos primeiros 7 dias após a vacinação em 83% (grupos de doses baixa e média) e 75% (grupo de dose alta) dos participantes. As reações adversas mais comuns relatadas incluíram reações no local da injeção, febre, fadiga, cefaleia e dores musculares. Não foram observados eventos adversos graves dentro de 28 dias após a vacinação. Um ensaio clínico de fase 2 está em andamento.[330]

  • ChAdOx1 nCoV-19: uma vacina vetorizada por adenovírus que carrega a proteína Spike do SARS-CoV-2. Resultados preliminares (sem revisão por pares) de estudos em animais constataram que uma dose única induziu uma resposta humoral e celular em camundongos e macacos rhesus. No entanto, enquanto as cargas virais no líquido do lavado broncoalveolar e nos tecidos pulmonares de animais vacinados foram significativamente reduzidos em comparação com animais não vacinados, não foi observada redução na disseminação de partículas virais pelo nariz.[331] Apesar disso, os pesquisadores estão passando para ensaios em humanos.

  • Vírus SARS-CoV-2 inativado (Sinovac®): contém uma versão mais tradicional do vírus inativado quimicamente. Verificou-se que a vacina induz imunidade em camundongos, ratos e primatas não humanos. Quando desafiados com o vírus, os macacos que foram vacinados com a dose mais alta da vacina não desenvolveram infecção e nenhum vírus foi recuperado da garganta, pulmão ou reto.[332]

  • mRNA-1273: uma nova vacina que utiliza uma tecnologia de RNAm não previamente aprovada para uso em seres humanos. O RNAm codifica uma proteína Spike de comprimento total do SARS-CoV-2 estabilizada pré-fusão, e é encapsulado em uma nanopartícula lipídica. Os estudos animais em camundongos foram concluídos, mas testes em outros animais, como hamsters, furões e primatas não humanos, foram ignorados para acelerar o processo de desenvolvimento da vacina. Os resultados de um estudo de fase 1 indicaram que todos os 45 adultos saudáveis (com idades entre 18 e 55 anos) que receberam 2 injeções (25, 100 ou 250 microgramas) da vacina com intervalo de 28 dias entre si apresentaram conversão no dia 15 após a primeira dose. Todos os grupos de doses apresentaram níveis de anticorpos no quartil superior para soro de convalescente após a segunda vacinação. Os eventos adversos sistêmicos ocorreram com mais frequência após a segunda vacinação, e ocorreram em 54% dos participantes no grupo de 25 microgramas e em 100% dos participantes nos grupos de 100 e 250 microgramas. Da coorte de 14 pacientes que receberam a dose mais alta (250 microgramas), 21% dos participantes apresentaram um ou mais eventos adversos graves após a segunda dose. Um participante do grupo de 25 microgramas foi excluído em decorrência de urticária transitória relacionada à primeira vacinação. O estudo não incluiu pessoas com doenças subjacentes.[333] A mRNA-1273 recebeu a designação de tramitação rápida ("fast track") da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, e estudos de fase 2 estão em andamento.

  • BNT162b1: uma vacina de RNAm modificado por nucleosídeo formulada em nanopartículas lipídicas e que codifica o domínio de ligação ao receptor (RBD) da glicoproteína Spike. Foram publicados resultados preliminares (não revisados por pares) da fase 1/2 do estudo em adultos saudáveis com idades entre 18 e 55 anos. Anticorpos do tipo imunoglobulina G de ligação ao RBD e anticorpos neutralizantes de SARS-CoV-2 foram detectados em todos os participantes aos 28 dias após duas doses. As reações adversas foram dose-dependentes e relatadas em 50% dos participantes que receberam as doses de 10 microgramas ou 30 microgramas e em 58% dos participantes que receberam a dose de 100 microgramas.[334] A BNT162b1 e a BNT162b2 (sua candidata a vacina relacionada) receberam a designação de tramitação rápida ("fast track") da FDA.

Passaportes de imunidade

  • Alguns governos estão discutindo ou implementando certificações para pessoas que contraíram e se recuperaram da COVID-19 com base em testes de anticorpos (às vezes chamados de "passaportes de imunidade"). A posse de um passaporte permitiria que as pessoas tivessem uma maior amplitude de de privilégios (por exemplo, trabalho, educação, viagens). No entanto, a OMS não dá suporte a essas certificações, pois atualmente não há evidências de que as pessoas que tenham se recuperado de uma infecção e tenham anticorpos estejam protegidas contra reinfecções.[335] Outros problemas potenciais incluem a falta de apoio público a essas medidas, o potencial de discriminação de grupos de pessoas, erros de testagem (incluindo reatividade cruzada com outros coronavírus humanos), acesso a testes, fraudes, objeções legais e éticas e pessoas se infectando de maneira intencional para obter uma certificação.[336]

Abandono do hábito de fumar

  • Ex-fumantes e fumantes têm quase o dobro do risco de doença grave, e o abandono do hábito de fumar deve ser incentivado.[241] A OMS recomenda que os usuários de tabaco parem de usá-lo, dados os bem estabelecidos danos associados ao uso do tabaco e à exposição ao fumo passivo.[244] A Public Health England também recomenda abandonar o hábito de fumar. Public Health England: COVID-19 – advice for smokers and vapers external link opens in a new window

Prevenção secundária

O reconhecimento precoce de novos casos é essencial para prevenir a transmissão. Isole imediatamente todos os casos suspeitos e confirmados e implemente os procedimentos recomendados de prevenção e controle de infecções de acordo com os protocolos locais, inclusive as precauções padrão a todo momento, e as precauções referentes a contato, gotículas e transmissão pelo ar enquanto o paciente estiver sintomático.[299] A COVID-19 é uma doença de notificação compulsória; informe todos os casos suspeitos e confirmados às autoridades de saúde locais.

Uma orientação detalhada sobre as medidas de prevenção e controle da infecção está disponível na Organização Mundial da Saúde e nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças:

O uso deste conteúdo está sujeito aos nossos avisos legais