Discussões com os pacientes

Discussões gerais

  • Comunique-se com os pacientes e suas famílias e cuidadores e apoie seu bem-estar mental para ajudar a aliviar qualquer ansiedade e medo que eles possam ter. Sinalização para instituições de caridade e grupos de apoio.[471]

  • Explique que os sintomas podem incluir tosse, febre e perda do olfato ou paladar. Os pacientes também podem apresentar dispneia (que pode causar ansiedade), delirium (que pode causar agitação), fadiga, cefaleia, mialgia, faringite, sonolência (especialmente em pessoas idosas), inapetência e desconforto/dor torácica. Os sintomas adicionais em crianças podem incluir gemência, batimento da asa do nariz, congestão nasal, inapetência, sintomas gastrointestinais, erupções cutâneas e conjuntivite. A presença de febre, erupção cutânea, dor abdominal, diarreia ou vômitos em crianças pode indicar síndrome multissistêmica inflamatória em crianças (SIM-C). Tranquilize o paciente de que ele provavelmente se sentirá muito melhor em uma semana se os sintomas forem leves.[471]

  • Discuta quem contatar se os sintomas piorarem ou se houver suspeita de SIM-C. Ofereça consultas por telefone ou vídeo, conforme apropriado.[471]

  • Discuta os benefícios e riscos da internação hospitalar ou outros serviços de prestação de cuidados agudos. Explique que as pessoas podem deteriorar-se rapidamente, e discuta as preferências de cuidados futuros na primeira avaliação para dar às pessoas que não tenham planos de cuidados antecipados existentes uma oportunidade de expressar suas preferências.[471]

Medidas gerais de prevenção

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos ou usar um antisséptico para as mãos à base de álcool (que contenha pelo menos 60% de álcool), especialmente depois de estar em um local público, assoar o nariz ou tossir/espirrar. Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.

  • Evitar o contato próximo com as pessoas (isto é, mantenha uma distância de pelo menos 1 metro [3 pés]), incluindo apertar as mãos, principalmente dos que estejam doentes, tenham febre ou estejam tossindo ou espirrando. Evitar ir a lugares lotados e pouco ventilados. É importante observar que as distâncias recomendadas diferem entre os países (por exemplo, 2 metros [6 pés] são recomendados nos EUA e no Reino Unido) e você deve consultar as orientações locais.

  • Praticar a higiene respiratória (ou seja, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, descartar lenços imediatamente em uma lixeira com tampa e lavar as mãos).

  • Fique em casa se estiver doente, mesmo com sintomas leves, até se recuperar (exceto para obter assistência médica)

  • Limpar e desinfetar diariamente as superfícies tocadas com frequência (por exemplo, interruptores de luz, maçanetas, bancadas, puxadores, telefones).[404][405]

  • BMJ Learning: Covid-19 – handwashing technique and PPE videos external link opens in a new window

Máscaras faciais

  • Apesar da ausência de evidências de alta qualidade, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselha que em áreas de transmissão comunitária ou agrupamento conhecido ou suspeito, as pessoas devem usar uma máscara não médica nas seguintes circunstâncias: ambientes internos ou externos onde o distanciamento físico não possa ser mantido; ambientes internos com ventilação inadequada, independentemente de se o distanciamento físico pode ser mantido; e situações em que o distanciamento físico não possa ser mantido e a pessoa tenha um risco maior de complicações graves (por exemplo, idade avançada, condição subjacente). Cuidadores e pessoas que convivem com casos suspeitos ou confirmados devem usar máscara médica quando estiverem no mesmo ambiente, independentemente de o caso apresentar ou não sintomas. Crianças de até 5 anos não devem usar máscaras para controle de fonte. Uma abordagem baseada no risco é recomendada para as crianças de 6 a 11 anos. Considerações especiais são necessárias para crianças imunocomprometidas ou com certas doenças, distúrbios de desenvolvimento ou deficiências. A OMS informa que as pessoas não devem usar máscaras durante atividades físicas de intensidade vigorosa. O uso de uma máscara isoladamente é insuficiente para fornecer a proteção adequada, e ela deve ser usada em conjunto com outras medidas de prevenção e controle de infecções, como higiene frequente das mãos e distanciamento social.[91]

  • WHO: coronavirus disease (COVID-19) advice for the public – when and how to use masks external link opens in a new window

  • Public Health England: how to make a cloth face covering external link opens in a new window

  • CDC: use masks to slow the spread of COVID-19 external link opens in a new window

Oximetria de pulso

Orientações de viagem

Animais e animais de estimação

  • No momento, não há evidências de que os animais de companhia (incluindo animais de estimação e outros animais) desempenhem um papel significativo na disseminação da COVID-19, e o risco de os animais disseminarem a COVID-19 para as pessoas é considerado muito baixo. Não há evidências de que o vírus possa se disseminar para as pessoas a partir da pele ou dos pelos de animais de companhia.[1147]

  • Foi relatado um número muito pequeno de animais de estimação infectados com o vírus após contato próximo com pessoas com COVID-19 confirmado; no entanto, milhares de animais de estimação foram testados nos EUA sem nenhum resultado positivo. Há evidências de que gatos e furões são altamente suscetíveis ao coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2), enquanto cães e outros animais não têm ou têm baixa suscetibilidade. Grandes felinos em cativeiro (leões, tigres e um puma) e gatos domésticos tiveram resultados positivos após contatos com humanos sintomáticos. Também houve relatos de transmissão entre gatos. O vírus foi relatado em visons em fazendas e, uma vez que o vírus é introduzido em uma fazenda, pode se disseminar entre os visons, e entre os visons e outros animais da fazenda. Também existe a possibilidade do vison transmitir a infecção aos humanos nesses ambientes.[1148][1149][1150][1151][1152] Gorilas em um zoológico dos EUA tiveram testes positivos. Suspeita-se que os gorilas tenham adquirido a infecção de um funcionário assintomático.[1153]

  • Aconselhe os pacientes a limitar seu contato com animais de estimação e outros animais, especialmente enquanto estiverem sintomáticos. Aconselhe as pessoas a não deixarem animais de estimação interagirem com pessoas ou animais fora da casa e, se um membro da família se sentir mal, isole-o de todos os outros, incluindo os animais de estimação.[1154]

  • CDC: coronavirus disease 2019 (COVID-19) – pets and other animals external link opens in a new window

Retorno à atividade física

  • Recomende um retorno gradual aos exercícios somente quando o paciente estiver sem sintomas por pelo menos 7 dias. Aconselhe os pacientes a começarem com pelo menos 2 semanas de esforço físico mínimo e a usar o automonitoramento diário para monitorar o progresso e decidir se avançam ou retrocedem uma fase. Pacientes que tenham história de doença grave, envolvimento cardíaco, sintomas continuados ou sintomas psicológicos adversos requerem avaliação clínica adicional antes de retornarem à atividade física.[1155]

  • Orientações sobre o retorno aos esportes após a COVID-19 em crianças estão disponíveis na American Academy of Pediatrics:

Sugestão de retorno à atividade física após COVID-19: estratificação de risco para descartar características sugestivas de miocardite ou COVID-19 pós-aguda e retomada em fases da atividade física após 7 dias sem sintomas[Figure caption and citation for the preceding image starts]: Sugestão de retorno à atividade física após COVID-19: estratificação de risco para descartar características sugestivas de miocardite ou COVID-19 pós-aguda e retomada em fases da atividade física após 7 dias sem sintomasBMJ. 2021;372:m4721 [Citation ends].

Recursos

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