Epidemiologia

Adultos

  • Na China, 87% dos casos confirmados tinham entre 30 e 79 anos e 3% tinham 80 anos ou mais. Aproximadamente 51% dos pacientes foram do sexo masculino.[14] 

  • Na Itália, a idade mediana e a prevalência de comorbidades foram maiores em comparação com a China.[15]

  • No Reino Unido, a idade mediana dos pacientes foi 73 anos e os homens representavam 60% das internações em um estudo prospectivo de coorte observacional com mais de 20,000 pacientes hospitalizados.[16]

  • Nos EUA, os pacientes mais idosos (com idade ≥65 anos) representaram 31% de todos os casos, 45% das internações, 53% das internações em unidades de terapia intensiva e 80% das mortes, com a maior incidência de desfechos graves nos pacientes com idade ≥85 anos.[17]

Crianças

  • As crianças têm menor probabilidade de serem afetadas que os adultos, e representam uma pequena proporção dos casos confirmados dependendo da localização geográfica:[14][18][19][20][21][22][23]

  • No Reino Unido, um estudo de coorte observacional prospectivo revelou que as crianças e os adultos jovens representaram 0.9% de todos os pacientes hospitalizados na época. A idade mediana das crianças internadas em hospitais foi de 4.6 anos, 56% foram do sexo masculino, 35% tinham menos de 12 meses de idade e 42% tinham pelo menos uma comorbidade. Em termos de etnia, 57% eram brancos, 12% eram sul-asiáticos e 10% eram negros. A idade inferior a 1 mês, as idades de 10 a 14 anos e raça negra foram fatores de risco para a internação em cuidados intensivos.[24]

  • A maioria dos casos ocorrem em agrupamentos familiares ou em crianças com história de contato próximo com um paciente infectado.[25] Parece que as crianças geralmente não transmitem o vírus aos contactantes domiciliares.[26] Ao contrário dos adultos, as crianças não parecem estar em maior risco para doença grave com base na idade ou no sexo.[27]

Gestantes

  • Uma metanálise de mais de 2500 gestantes com COVID-19 confirmada revelou que 73.9% das mulheres estavam no terceiro trimestre; 50.8% eram negras, asiáticas ou de grupos étnicos minoritários; 38.2% eram obesas; e 32.5% apresentavam comorbidades crônicas.[28]

  • No Reino Unido, a incidência estimada de internação hospitalar por infecção confirmada pelo coronavírus causador de síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2) na gravidez é de 4.9 por 1000 nascimentos. A maioria das mulheres estava no segundo ou terceiro trimestre. Dessas pacientes, 41% tinham 35 anos ou mais, 56% eram de minorias étnicas ou negras, 69% apresentavam sobrepeso ou obesidade e 34% apresentavam comorbidades preexistentes.[29]

  • Nos EUA, de acordo com uma análise de 8200 gestantes infectadas, as gestantes hispânicas e negras não hispânicas parecem ser afetadas de forma desproporcional durante a gravidez.[30]

Profissionais da saúde

  • A proporção global de profissionais da saúde com teste positivo para SARS-CoV-2 entre todos os pacientes com COVID-19 em uma revisão sistemática e metanálise continuada foi de 11% pela reação em cadeia da polimerase e 7% pelo rastreamento de anticorpos. Os profissionais da saúde afetados com mais frequência foram os enfermeiros. Apenas 5% dos profissionais da saúde desenvolveram a doença grave, e 0.5% morreram.[31] A incidência de doença grave ou crítica e a mortalidade em profissionais da saúde foram menores que a incidência de doença grave ou crítica e a mortalidade em todos os pacientes.[32]

  • As taxas de infecção em profissionais da saúde variam de acordo com a localidade:[32][33][34]

    • EUA - 18%

    • Reino Unido - 10%

    • Itália - 9%

    • Holanda - 6%

    • China - 4.2%.

  • A maioria dos profissionais da saúde com COVID-19 relatou contato no cenário de serviços de saúde. Em um estudo com mais de 9000 casos relatados em profissionais da saúde nos EUA, 55% tiveram contato apenas em cenários de serviços de saúde, 27% apenas em casa, 13% apenas na comunidade e 5% em mais de um ambiente.[35] 

Recursos

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