Prognóstico

A mortalidade em curto prazo varia conforme o cenário de assistência. Para os pacientes hospitalizados, a mortalidade varia de 5% a 15%, aumentando para 20% a 50% entre aqueles que necessitam de internação em uma unidade de terapia intensiva (UTI).[1][183][184]​​​​ Os pacientes tratados na comunidade geralmente têm um bom prognóstico, com mortalidade <1%.[74]

Os fatores de risco associados a maior mortalidade em 30 dias incluem bacteremia, internação em UTI, comorbidades (especialmente doenças neurológicas) e infecção por um patógeno potencialmente multirresistente (por exemplo, Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Enterobacteriaceae).[3][185][186][187]

Entre 7% e 12% dos pacientes hospitalizados com pneumonia adquirida na comunidade (PAC) são reinternados em até 30 dias.[188]​ Em mais da metade dos casos, a reinternação deve-se principalmente ao agravamento de comorbidades - mais comumente doenças cardiovasculares, pulmonares ou neurológicas - enquanto nos outros pacientes é atribuível a um novo episódio de pneumonia.[188] Os fatores de risco para reinternação incluem falha no tratamento inicial, instabilidade clínica à alta hospitalar, idade avançada, múltiplas comorbidades e comprometimento do estado funcional.[188]

A PAC grave está associada a morbidade e mortalidade significativas em longo prazo. As complicações continuadas, particularmente eventos cardiovasculares e comprometimento neurológico, são consideradas resultado de uma inflamação sistêmica e hipoxemia persistentes. Essas complicações contribuem para desfechos adversos em longo prazo, incluindo a morte. Taxas de mortalidade de até 40.7% em um ano foram relatadas após uma PAC, com os desfechos fortemente influenciados por idade mais avançada, comorbidades e gravidade da doença.[189]

Diversos biomarcadores prognósticos, incluindo a pró-adrenomedulina, formas pró-hormonais do peptídeo natriurético atrial, o cortisol, a procalcitonina e a proteína C-reativa, estão sendo pesquisados como preditores de mortalidade; no entanto, é necessária validação adicional antes de um uso clínico rotineiro.[190]​ O escore Avaliação de Falência Orgânica Sequencial rápido (qSOFA) também foi avaliado para estratificação do risco. Metanálises sugerem que um escore qSOFA ≥2 está associado a maior mortalidade nos pacientes com pneumonia; no entanto, sua sensibilidade limitada restringe a utilidade clínica e requer validação adicional.[191]

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