A mortalidade em curto prazo varia conforme o cenário de assistência. Para os pacientes hospitalizados, a mortalidade varia de 5% a 15%, aumentando para 20% a 50% entre aqueles que necessitam de internação em uma unidade de terapia intensiva (UTI).[1]Torres A, Peetermans WE, Viegi G, et al. Risk factors for community-acquired pneumonia in adults in Europe: a literature review. Thorax. 2013 Nov;68(11):1057-65.
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[183]Luna HI, Pankey G. The utility of blood culture in patients with community-acquired pneumonia. Ochsner J. 2001 Apr;3(2):85-93.
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[184]Reyes LF, Conway Morris A, Serrano-Mayorga C, et al. Community-acquired pneumonia. Lancet. 2025 Nov 15;406(10517):2371-88.
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Os pacientes tratados na comunidade geralmente têm um bom prognóstico, com mortalidade <1%.[74]Lim WS, Baudouin SV, George RC, et al; Pneumonia Guidelines Committee of the BTS Standards of Care Committee. British Thoracic Society guidelines for the management of community acquired pneumonia in adults: update 2009. Thorax. 2009 Oct;64(suppl 3):iii1-55.
https://thorax.bmj.com/content/64/Suppl_3/iii1.long
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Os fatores de risco associados a maior mortalidade em 30 dias incluem bacteremia, internação em UTI, comorbidades (especialmente doenças neurológicas) e infecção por um patógeno potencialmente multirresistente (por exemplo, Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Enterobacteriaceae).[3]Cillóniz C, Polverino E, Ewig S, et al. Impact of age and comorbidity on cause and outcome in community-acquired pneumonia. Chest. 2013 Sep;144(3):999-1007.
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[185]Torres A, Cillóniz C, Ferrer M, et al. Bacteraemia and antibiotic-resistant pathogens in community acquired pneumonia: risk and prognosis. Eur Respir J. 2015 May;45(5):1353-63.
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[186]Sligl WI, Marrie TJ. Severe community-acquired pneumonia. Crit Care Clin. 2013 Jul;29(3):563-601.
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[187]Melzer M, Welch C. 30-day mortality in UK patients with bacteraemic community-acquired pneumonia. Infection. 2013 Oct;41(5):1005-11.
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Entre 7% e 12% dos pacientes hospitalizados com pneumonia adquirida na comunidade (PAC) são reinternados em até 30 dias.[188]Prina E, Ranzani OT, Torres A. Community-acquired pneumonia. Lancet. 2015 Sep 12;386(9998):1097-108.
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Em mais da metade dos casos, a reinternação deve-se principalmente ao agravamento de comorbidades - mais comumente doenças cardiovasculares, pulmonares ou neurológicas - enquanto nos outros pacientes é atribuível a um novo episódio de pneumonia.[188]Prina E, Ranzani OT, Torres A. Community-acquired pneumonia. Lancet. 2015 Sep 12;386(9998):1097-108.
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7173092
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Os fatores de risco para reinternação incluem falha no tratamento inicial, instabilidade clínica à alta hospitalar, idade avançada, múltiplas comorbidades e comprometimento do estado funcional.[188]Prina E, Ranzani OT, Torres A. Community-acquired pneumonia. Lancet. 2015 Sep 12;386(9998):1097-108.
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7173092
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A PAC grave está associada a morbidade e mortalidade significativas em longo prazo. As complicações continuadas, particularmente eventos cardiovasculares e comprometimento neurológico, são consideradas resultado de uma inflamação sistêmica e hipoxemia persistentes. Essas complicações contribuem para desfechos adversos em longo prazo, incluindo a morte. Taxas de mortalidade de até 40.7% em um ano foram relatadas após uma PAC, com os desfechos fortemente influenciados por idade mais avançada, comorbidades e gravidade da doença.[189]Carella F, Aliberti S, Stainer A, et al. Long-term outcomes in severe community-acquired pneumonia. Semin Respir Crit Care Med. 2024 Apr;45(2):266-73.
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Diversos biomarcadores prognósticos, incluindo a pró-adrenomedulina, formas pró-hormonais do peptídeo natriurético atrial, o cortisol, a procalcitonina e a proteína C-reativa, estão sendo pesquisados como preditores de mortalidade; no entanto, é necessária validação adicional antes de um uso clínico rotineiro.[190]Viasus D, Del Rio-Pertuz G, Simonetti AF, et al. Biomarkers for predicting short-term mortality in community-acquired pneumonia: a systematic review and meta-analysis. J Infect. 2016 Mar;72(3):273-82.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26777314?tool=bestpractice.com
O escore Avaliação de Falência Orgânica Sequencial rápido (qSOFA) também foi avaliado para estratificação do risco. Metanálises sugerem que um escore qSOFA ≥2 está associado a maior mortalidade nos pacientes com pneumonia; no entanto, sua sensibilidade limitada restringe a utilidade clínica e requer validação adicional.[191]Jiang J, Yang J, Jin Y, et al. Role of qSOFA in predicting mortality of pneumonia: a systematic review and meta-analysis. Medicine (Baltimore). 2018 Oct;97(40):e12634.
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6200542
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30290639?tool=bestpractice.com