Epidemiologia

Os primeiros casos de infecção pelo vírus Ebola foram relatados no Zaire (atualmente conhecido como República Democrática do Congo) em 1976. Houve 318 casos e 280 mortes, uma taxa de letalidade de 88%.[24] A transmissão nesse surto foi relacionada ao uso de agulhas contaminadas em um ambulatório no Hospital Missionário de Yambuku. Desde então, surtos frequentes ocorreram na África Central e Ocidental.[25]

A espécie mais comum do vírus Ebola responsável pelos surtos é o Zaire ebolavirus; a segunda espécie mais comum é o Sudan ebolavirus.

O Zaire ebolavirus é responsável pelo surto que teve início na África Ocidental em 2014. Esse surto foi relatado inicialmente em março de 2014 e foi o maior desde que o vírus foi descoberto, em 1976. O sequenciamento genético mostrou que o vírus isolado de pacientes infectados no surto de 2014 é 97% similar ao vírus que surgiu originalmente em 1976.[26] Foram relatados mais de 28,000 casos (confirmados, prováveis e suspeitos) no surto, com mais de 11,000 mortes.

Relatou-se uma taxa de letalidade de 90% associada ao Zaire ebolavirus em surtos anteriores.[6] A comparação direta de taxas de letalidade entre diferentes centros de tratamento e surtos de Ebola deve ser interpretada com cuidado, uma vez que muitas variáveis podem introduzir viés e distorcer até mesmo grandes dados de coorte. A taxa de letalidade durante o surto de 2014 foi de até 64.3% em internações hospitalares,[18] caindo para 31.5% em alguns centros de tratamento na África Ocidental,[27] e cerca de 20% em pacientes tratados fora da África Ocidental.[28]

Por outro lado, o Sudan ebolavirus tem uma taxa de letalidade menor, de 53% a 65%, em surtos anteriores; o maior surto ocorreu em 2000 em Uganda (425 casos).[6] Houve somente 1 surto do Bundibugyo ebolavirus: em 2007, no oeste de Uganda, e este surto teve uma taxa de letalidade de 25%.[9]

A OMS declara um surto extinto quando um país não tem nenhum novo caso relatado por 42 dias (isto é, duas vezes o período de incubação máximo), contanto que vigilância ativa esteja comprovadamente em vigor e que haja boa capacidade de diagnóstico.[29]

Atualmente existe um surto na província de Equateur, na República Democrática do Congo (RDC). Este é o décimo primeiro surto identificado na RDC até o momento.[30]

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