Primeiro caso fora da África confirmado em meio ao maior total registrado no primeiro mês de qualquer surto
O primeiro caso confirmado de Ebola fora do continente africano foi registrado na França, em um médico que havia retornado de avião da República Democrática do Congo (RDC). Esta é a primeira vez que a França detecta um caso de Ebola.[32]
Até 7 de julho de 2026, foram relatados 1561 casos confirmados e 506 mortes confirmadas na RDC, com 20 casos confirmados e 2 mortes confirmadas em Uganda, e 1 caso na França (taxa de letalidade de 32%).[33] Este é o maior número de casos confirmados no primeiro mês de qualquer surto da doença.
A situação está se desenvolvendo rapidamente, e você deve consultar a autoridade de saúde pública local para obter informações atualizadas sobre a situação. Informações estão disponíveis na OMS, nos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), na Agência de Vigilância Sanitária do Reino Unido (UKHSA) e no Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC).
A OMS declarou que o surto constituiu uma emergência de saúde pública de importância internacional em 17 de maio de 2026. A condição de emergência de saúde pública de importância internacional visa acelerar o financiamento, a investigação e as medidas e cooperação internacionais em matéria de saúde pública para conter uma doença. Existem vários motivos para a OMS declarar uma emergência de saúde pública de importância internacional para este surto, incluindo:[34]
Existe, neste momento, uma incerteza significativa quanto ao número real de pessoas infectadas e à sua disseminação geográfica. Além disso, o conhecimento sobre as ligações epidemiológicas com casos conhecidos ou suspeitos é limitado. Os primeiros dados apontam para um surto potencialmente muito maior do que o que está sendo detectado e relatado.
Já foram relatados casos em Uganda; portanto, considera-se que os países vizinhos como o Sudão do Sul têm alto risco de maior disseminação.
Há uma situação de insegurança em andamento e uma crise humanitária na região.
Atualmente não existem vacinas ou terapias específicas conhecidas para o vírus de Bundibugyo.
A taxa histórica de letalidade da doença causada pelo vírus de Bundibugyo varia de 30% a 50%, segundo a OMS, embora os dados variem dependendo de se foram utilizados casos confirmados em laboratório ou casos suspeitos para calcular a taxa.
Considera-se que o risco global geral é baixo. No entanto, o risco em nível nacional na RDC é muito elevado, e o risco em nível regional (incluindo Uganda e países que fazem fronteira com nações onde houve detecção documentada) é considerado alto. O risco no restante da região africana é considerado baixo.[35]
Antes deste surto, houve apenas dois surtos da doença causada pelo vírus Bundibugyo: em Uganda, em 2007, e na RDC, em 2012.
Summary
Definition
History and exam
Key diagnostic factors
- presença de fatores de risco
- exposição a um orthoebolavirus nos últimos 21 dias
- febre/calafrios
- mialgia
- hiperemia conjuntival
Other diagnostic factors
- fadiga
- anorexia
- diarreia
- náuseas/vômitos
- cefaleia intensa
- dor abdominal ou pirose
- tosse, dispneia, dor torácica
- faringite
- prostração
- taquipneia
- exantema maculopapular
- sangramento
- hepatomegalia
- linfadenopatia
- soluços
- taquicardia
- hipotensão
- sinais neurológicos
Risk factors
- morar, trabalhar ou chegar de uma área endêmica nos últimos 21 dias
- contato com fluidos corporais infectados
- exposição ocupacional
- hábito de comer carne de caça ou consumo de carne de animais infectados (ou potencialmente infectados)
- bioterrorismo
Diagnostic tests
1st tests to order
- reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa (RT-PCR)
- investigações para malária
Tests to consider
- níveis de eletrólitos séricos
- creatinina sérica e ureia
- lactato sanguíneo
- gasometria arterial
- Hemograma completo
- exames de coagulação
- urinálise
- TFHs
- nível de amilase sérica
- glicemia sérica
- hemoculturas
- ELISA de captura de antígeno
- sorologia
- radiografia torácica
Treatment algorithm
Contributors
Authors
Catherine F. Houlihan, MSc, MB ChB, MRCP, DTM&H
Clinical Lecturer
University College London
Honorary Clinical Lecturer
London School of Hygiene and Tropical Medicine
London
UK
Disclosures
CFH declares that she has no competing interests.
Manuel Fenech, MD, MRCP, DTM&H
Specialist Trainee in Infectious Diseases
Royal Liverpool University Hospital
Liverpool
UK
Disclosures
MF declares that he has no competing interests.
Tom E. Fletcher, MBE, MBChB, MRCP, DTM&H
Wellcome Trust/MoD Research Fellow
Liverpool School of Tropical Medicine
Liverpool
UK
Disclosures
TEF is an author of a number of references cited in this monograph. TEF is a consultant/expert panel member to the World Health Organization, and is funded by the UK Surgeon General and the Wellcome Trust. TEF has received research grants from the Medical Research Council and the UK Public Health Rapid Support Team (UK-PHRST).
Acknowledgements
Dr Catherine F. Houlihan, Dr Manuel Fenech, and Dr Tom E. Fletcher would like to thank Dr Nicholas J. Beeching, a previous contributor to this topic, and Dr Colin Brown (Infectious Disease Lead, Kings Sierra Leone Partnership) for his helpful comments and insights.
Disclosures
NJB was partially supported by the National Institute of Health Research Health Protection Unit in Emerging and Zoonotic Infections at the University of Liverpool and Public Health England. NJB is an author of references cited in this topic. CB declares that he has no competing interests.
Peer reviewers
William A. Petri, Jr, MD, PhD, FACP
Wade Hampton Frost Professor of Epidemiology
Professor of Medicine, Microbiology, and Pathology
Chief
Division of Infectious Diseases and International Health
University of Virginia
Charlottesville, VA
Disclosures
WAP declares that he has no competing interests.
Luis Ostrosky-Zeichner, MD, FACP, FIDSA, FSHEA
Professor of Medicine and Epidemiology
UT Health Medical School
Medical Director of Epidemiology
Memorial Hermann Texas Medical Center
Houston, TX
Disclosures
LO-Z declares that he has no competing interests.
Stephen Mepham, MRCP (UK), FRCPATH, DTM&H, MD
Consultant in Microbiology and Infectious Diseases
Royal Free London NHS Foundation Trust
London
UK
Disclosures
SM declares that he has no competing interests.
Peer reviewer acknowledgements
BMJ Best Practice topics are updated on a rolling basis in line with developments in evidence and guidance. The peer reviewers listed here have reviewed the content at least once during the history of the topic.
Disclosures
Peer reviewer affiliations and disclosures pertain to the time of the review.
References
Key articles
World Health Organization. Clinical care for survivors of Ebola virus disease: interim guidance. Apr 2016 [internet publication].Full text
World Health Organization. Guidelines for the management of pregnant and breastfeeding women in the context of Ebola virus disease. Feb 2020 [internet publication].Full text
World Health Organization. Infection prevention and control guideline for Ebola and Marburg diseases. May 2026 [internet publication].Full text
World Health Organization. Optimized supportive care for Ebola virus disease: clinical management standard operating procedures. Sep 2019 [internet publication].Full text
World Health Organization. WHO guidelines for the clinical management of filovirus disease. Jun 2026 [internet publication].Full text
Lamontagne F, Fowler RA, Adhikari NK, et al. Evidence-based guidelines for supportive care of patients with Ebola virus disease. Lancet. 2018 Feb 17;391(10121):700-8.Full text Abstract
World Health Organization. Clinical management of patients with viral haemorrhagic fever: a pocket guide for front-line health workers. Feb 2016 [internet publication].Full text
World Health Organization. Therapeutics for Ebola virus disease - Democratic Republic of the Congo. Aug 2022 [internet publication].Full text
Reference articles
A full list of sources referenced in this topic is available here.
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