Passo a passo

Quadro clínico

O diabetes do tipo 1 se manifesta com poliúria, polidipsia, perda de peso, fraqueza generalizada e visão turva. Alguns pacientes apresentam cetoacidose diabética, a complicação aguda do diabetes do tipo 1. Esses pacientes têm sintomas de desidratação e acidose como náuseas, vômitos, dor abdominal, taquipneia, taquicardia e letargia. Raramente um paciente é diagnosticado com diabetes do tipo 1 durante exames de sangue de rotina. A afecção é diagnosticada muito antes do desenvolvimento das complicações crônicas.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito com base em qualquer uma das seguintes formas:[1]

  1. Em um paciente sintomático, glicemia aleatória >11 mmol/L (>200 mg/dL)

  2. A glicemia de jejum é >6.99 mmol/L (>126 mg/dL)

  3. Nível de glicose plasmática ≥11 mmol/L (≥200 mg/dL) 2 horas depois de uma carga de glicose oral de 75 g

  4. A1C (hemoglobina glicosilada) ≥48 mmol/mol (≥6.5%).

Em um paciente assintomático, os resultados devem ser confirmados com repetição do exame (da mesma amostra ou em duas amostras de teste separadas).[1] Em pacientes sintomáticos, a medição da glicose plasmática é suficiente para diagnosticar diabetes.[1] Diabetes é o termo de diagnóstico geral aplicado às pessoas que satisfazem a esses critérios, sendo os tipos 1 e 2 as subclasses adicionais com base em critérios clínicos e/ou laboratoriais.[34]

O diagnóstico de diabetes do tipo 1 é geralmente óbvio quando é observado o quadro clínico, mas pode ser confirmado por meio de exames adicionais. Níveis baixos de peptídeo C e presença de um ou mais marcadores autoimunes são consistentes com um diagnóstico de diabetes do tipo 1.[35] Marcadores autoimunes incluem autoanticorpos para descarboxilase do ácido glutâmico (DAG), insulina, ilhotas, antígenos de ilhota (IA2 e IA2-beta) e transportador de zinco ZnT8.

Os níveis elevados de corpos cetônicos plasmáticos ou urinários na presença de hiperglicemia sugerem diabetes do tipo 1, mas são ocasionalmente observadas na manifestação clínica de pacientes com diabetes do tipo 2. Por exemplo, quando um adolescente obeso com história familiar positiva de diabetes do tipo 2 apresenta altos níveis de glicose plasmática nos exames de sangue de rotina, o diagnóstico de diabetes do tipo 1 ou 2 talvez não seja claro. Um diagnóstico de diabetes do tipo 1 poderá ser considerado se os níveis de peptídeo C forem muito baixos ou indetectáveis em relação à glicose plasmática e os anticorpos anti-DAG forem positivos nesse paciente.

Também é importante considerar o diabetes monogênico no diferencial para o tipo de diabetes, já que isto contribui para até 4% do diabetes pediátrico e o tratamento com insulina é inadequado nesses casos.[35] A suspeita deve ser maior no diabetes pediátrico negativo para cetonas no soro e anticorpos, com uma história familiar de diabetes em várias gerações.[1] As duas formas principais de diabetes monogênico são o diabetes juvenil de início na maturidade (MODY) e o diabetes neonatal. O teste genético é definitivo e pode ser usado para aconselhar o paciente e os membros da família.


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