Monitoramento

  • A HbA1c (hemoglobina glicosilada) deve ser verificada duas vezes ao ano em pacientes que estão atingindo a meta de tratamento <59 mmol/mol (<7.5%) para pacientes <18 anos de idade com diabetes do tipo 1 e <53 mmol/mol (<7%) para pacientes adultos. Recomenda-se verificar a HbA1c a cada 3 meses nos pacientes cuja terapia está sendo modificada ou que não estão atingindo a meta desejada. Nos pacientes muito idosos ou muito jovens e naqueles com história de hipoglicemia grave ou expectativa de vida limitada, a meta de HbA1c pode ser menos rígida.[1][43]

  • Verifique a pressão arterial em todas as consultas e trate até atingir menos de 140/90 mmHg.[1] Em adultos mais idosos, a diminuição da pressão arterial a níveis inferiores a <130/70 mmHg não é recomendada.

  • Para pacientes que não estão recebendo estatinas, recomenda-se avaliar um rastreamento de perfil lipídico (colesterol total, colesterol LDL [lipoproteína de baixa densidade], colesterol HDL [lipoproteína de alta densidade] e triglicerídeos) em adultos com diabetes no momento do primeiro diagnóstico, na avaliação médica inicial e/ou aos 40 anos e, depois, a cada 5 anos subsequentemente (em alguns casos pode ser indicada a avaliação anual). Deve-se recomendar modificações no estilo de vida para todos os pacientes com diabetes com o objetivo de melhorar o perfil lipídico. Para pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica, uma terapia com estatina de alta intensidade deve ser adicionada à modificação do estilo de vida. Para pacientes com idade entre 40 a 75 anos sem fatores de risco de doença cardiovascular aterosclerótica adicional, a American Diabetes Association (ADA) recomenda adição de terapia com estatina de intensidade moderada. Para pacientes com idade entre 40 a 75 anos com fatores de risco de doença cardiovascular aterosclerótica adicional, a ADA recomenda adição de terapia com estatina de intensidade alta. Uma vez que o paciente esteja tomando estatina, os níveis de colesterol LDL devem ser avaliados 4-12 semanas após o início do tratamento com estatina, após qualquer alteração na dose e de maneira individual (por exemplo, para monitorar a adesão e a eficácia). Se o paciente aderir à terapia com estatina mas não houver resposta, recomenda-se julgamento clínico para determinar a necessidade e o momento para uso dos perfis lipídicos.[1]

  • Nos EUA, o rastreamento inicial de retinopatia por um oftalmologista é recomendado dentro de 5 anos após o diagnóstico inicial de diabetes e a cada 2 anos posteriormente se não houver evidência de retinopatia. Na presença de achados anormais, pode-se indicar acompanhamento mais frequente (por exemplo, anualmente).[1] As recomendações são diferentes em outros países; por exemplo, no Reino Unido, o rastreamento da retinopatia é oferecido no momento do diagnóstico e anualmente para todos os pacientes com mais de 12 anos de idade.[44][45] Consulte as orientações locais.

  • O rastreamento anual de aumento de excreção de albumina urinária e creatinina sérica para calcular a taxa de filtração glomerular deve ser feito em todos os pacientes que têm diabetes do tipo 1 há 5 anos ou mais.[1]

  • Faça a triagem anual de polineuropatia simétrica distal usando o teste de sensibilidade à dor, temperatura e percepção de vibração (com garfo de 128 Hz), e sensação de pressão de monofilamento de 10 g na superfície plantar distal dos dois hálux e dos reflexos do tornozelo.

  • Os sintomas de neuropatia autonômica podem ser avaliados por meio de história (intolerância a exercícios, constipação, diarreia, gastroparesia, disfunção sexual ou da bexiga, insuficiência autonômica hipoglicêmica) e exame físico (taquicardia em repouso, hipotensão ortostática).[1]

  • Exames odontológicos anuais são indicados para pacientes com e sem dentes para controlar a doença periodontal, que contribui e exacerba a hiperglicemia.

  • Devem ser administradas vacinas de acordo com as diretrizes específicas para a idade da população geral, incluindo aquelas para gripe (influenza) e pneumonia pneumocócica. A vacina contra hepatite B deve ser administrada a adultos não vacinados com diabetes e idade entre 19 a 59 anos, e deve ser considerada para adultos não vacinados com diabetes e idade ≥60 anos.[1]

  • Os pacientes com diabetes autoimune têm maior probabilidade de ter doença tireoidiana, doença celíaca e depressão.[43] Os médicos devem estabelecer um limiar baixo para rastreamento dessas condições.

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