Visão geral do diabetes

Última revisão: 16 Abr 2022
Última atualização: 23 Mar 2021

Introdução

Condição
Descrição

Doença comum caracterizada por resistência insulínica e deficiência relativa de insulina. A maioria dos pacientes é assintomática e é diagnosticada por meio de rastreamento (glicemia de jejum, hemoglobina A1c e/ou teste oral de tolerância à glicose anormais).[1] Os fatores de risco fortes incluem idade avançada, sobrepeso/obesidade, sedentarismo, diabetes gestacional anterior, pré-diabetes, ascendência não branca, história familiar de diabetes ou síndrome dos ovários policísticos.[1]

Caracterizada por deficiência absoluta de insulina. A maioria dos casos resulta da destruição autoimune das células beta pancreáticas em indivíduos geneticamente suscetíveis.[1] Geralmente manifesta-se com sintomas agudos ou cetoacidose na infância ou adolescência.

A obesidade, levando à resistência insulínica, é a causa principal de diabetes do tipo 2 em crianças. A incidência de diabetes do tipo 2 em jovens (entre 10 e 19 anos de idade) está aumentando.[2] Comumente acompanhada de acantose nigricans (90% a 95% dos pacientes).[3]

O DMG é diagnosticado no segundo ou terceiro trimestres da gravidez (geralmente entre 24 e 28 semanas de gestação) com base em testes de tolerância à glicose com resultados anormais.[1] As mulheres com alto risco de diabetes do tipo 2 são testadas em sua primeira consulta pré-natal a detecção diabetes preexistente (manifesto).[1]Os fatores de risco para DMG incluem idade materna avançada (>40 anos), obesidade, história pessoal de diabetes gestacional ou macrossomia em gestação anterior, síndrome dos ovários policísticos, ascendência não branca e história familiar de diabetes mellitus.[1][4]

A cetoacidose diabética (CAD) e o estado hiperosmolar hiperglicêmico (EHH) são emergências metabólicas agudas. A CAD é caracterizada pela deficiência absoluta de insulina e é a complicação hiperglicêmica aguda mais comum do diabetes do tipo 1.[5] O sucesso do tratamento inclui a correção da depleção de volume, da hiperglicemia e da cetose/acidose, dos desequilíbrios eletrolíticos e das comorbidades que desencadearam os eventos (por exemplo, infecção), com monitoramento frequente.

Hiperglicemia grave, hiperosmolalidade e depleção de volume, na ausência de cetoacidose grave.[5] Ocorre mais comumente em pacientes com idade mais avançada com diabetes do tipo 2, com alta mortalidade. O tratamento inclui a correção de deficit de fluidos e das anormalidades eletrolíticas, e administração intravenosa de insulina.

A doença arterial coronariana e o acidente vascular cerebral (AVC) são as manifestações mais comuns e são responsáveis pela maior parte dos óbitos nas pessoas com diabetes. As modificações dos fatores de risco cardiovasculares (por exemplo, hipertensão, dislipidemia) são questões importantes no tratamento em longo prazo.[1][6]

Definida por albuminúria (aumento da excreção urinária da albumina definido como ≥3.4 mg/mmol [30 mg/g]) e redução progressiva estimada na taxa de filtração glomerular (TFGe) quando o diabetes for de longa duração (>10 anos de duração do diabetes do tipo 1; pode estar presente ao diagnóstico do diabetes do tipo 2) e tipicamente associada a retinopatia.[1] Os sintomas podem ser ausentes até que a doença esteja avançada.

A complicação crônica mais comum do diabetes, que afeta diferentes partes do sistema nervoso e apresenta-se com diferentes manifestações clínicas.[7] A neuropatia periférica pode se manifestar como perda da sensibilidade, úlceras indolores em pontos de pressão ou dor, embora muitos pacientes sejam assintomáticos.

Complicações do pé diabético

Engloba as condições da úlcera do pé diabético (ou seja, um defeito epitelial da espessura total abaixo/distal do tornozelo) e infecções do pé diabético (isto é, qualquer infecção óssea ou nos tecidos moles que ocorre no pé diabético). Prevenção e/ou recuperação de úlceras do pé diabético ajudam a evitar infecções e minimizam o risco de perda do membro.[8][9]

Resultado do extravasamento e oclusão progressivos da microcirculação pelo diabetes.[10] Os sinais que indicam risco à visão incluem edema macular, isquemia ou tração; hemorragia vítrea; ou descolamento da retina.

Refere-se à identificação e ao tratamento da hiperglicemia no hospital, tanto em pacientes com diabetes preexistente quanto em pacientes com hiperglicemia de início recente. O desenvolvimento de hiperglicemia durante uma afecção clínica ou cirúrgica aguda pode não ser uma condição fisiológica ou benigna, mas um marcador de desfechos ruins e mortalidade elevada.

Um conjunto de anormalidades comuns, incluindo resistência insulínica, intolerância à glicose, obesidade abdominal, níveis reduzidos de colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL), triglicerídeos elevados e hipertensão. Entretanto, esta síndrome não é universalmente aceita como sendo clinicamente mais útil que a avaliação dos fatores de risco cardiovasculares do indivíduo.[11][12]

Caracterizado por polidipsia, poliúria, aumento da sede e urina hipotônica. O diabetes insípido (DI) central é decorrente da síntese defeituosa ou da liberação de arginina-vasopressina (AVP).[13] O DI nefrogênico é decorrente da insensibilidade renal à AVP.[14]

Colaboradores

Autores

Editorial Team

BMJ Publishing Group

Declarações

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