História e exame físico

Principais fatores diagnósticos

comuns

exposição a fezes/mordida de roedores

Uma história de exposição peridoméstica a roedores ou limpeza de áreas contaminadas por roedores são um indício epidemiológico para o diagnóstico de infecção por hantavírus.[23]

dispneia

No início da infecção, pode não estar associada a hipoxemia e ser inespecífica. O paciente pode progredir rapidamente para dificuldade respiratória grave.

hipotensão

Uma característica de doença moderada a grave. Pode evoluir para choque cardiogênico.

Outros fatores diagnósticos

comuns

febre

Uma característica inespecífica do pródromo virêmico.[5]

mialgia

Uma característica inespecífica do pródromo virêmico.[5]

sintomas gastrointestinais

Sintomas gastrointestinais como anorexia, náuseas, vômitos, diarreia ou dor abdominal podem ocorrer na fase prodrômica.[5][10]​​​[64]

Os sintomas podem confundir o diagnóstico.

cefaleia

Sintomas inespecíficos durante o pródromo virêmico.[5]

saturação de oxigênio normal ou baixa

A saturação de oxigênio é normal na fase inicial da doença, mas os pacientes tornam-se hipóxicos conforme a doença evolui.

estertores pulmonares

Um sinal de edema pulmonar. Típico de doença moderada a grave, e marca o início da fase cardiopulmonar.

tosse, constrição torácica

Uma tosse ou constrição torácica pode se desenvolver durante a fase cardiopulmonar como um sinal de edema pulmonar.[6]

Fatores de risco

Fortes

exposição a fezes/mordida de roedores

O camundongo-cervo, hospedeiro do vírus Sin Nombre (SNV), é amplamente distribuído pelos EUA, exceto nos estados da costa sudeste do Atlântico. Diversos roedores foram identificados como hospedeiros de diferentes subtipos de hantavírus na América Central e do Sul.[23]​ Os roedores infectados não apresentam sinais da doença.

O risco está relacionado à exposição a roedores, particularmente em atividades peridomésticas, como a limpeza interna e externa de casas com evidências de infestação, e a limpeza ou ocupação sazonal de estruturas fechadas que foram habitadas por roedores.[16]

Fracos

contato próximo com humanos infectados por hantavírus

A transmissão entre humanos foi relatada apenas com o vírus Andes (ANDV).

A transmissão do ANDV entre humanos foi relatada na Argentina e no Chile e constatou-se que ocorre principalmente em grupos familiares.[27][28]​​​ Os parceiros sexuais apresentaram um aumento de 10 vezes no risco de infecção em comparação com o resto dos contactantes domiciliares.[29]​ Contato próximo com uma pessoa doente durante a fase prodrômica da doença (12-27 dias após exposição inicial ao caso fonte) pareceram aumentar as chances de transmissão entre humanos.[4]

A transmissão do ANDV entre humanos foi registrada durante o surto ocorrido no navio de cruzeiro M/V Hondius em 2026.[21]​ A transmissão foi provavelmente amplificada por diversos fatores, incluindo a idade mais avançada das pessoas a bordo (média de 65 anos) e uma proporção significativa de indivíduos com comorbidades, bem como o confinamento em espaços de convivência e a exposição a áreas internas compartilhadas.[30]

A transmissão nosocomial do ANDV foi relatada entre profissionais da saúde em situações de implementação tardia de precauções baseadas na transmissão ou de falhas nas medidas de prevenção e controle de infecções.[28][33]

Uma metanálise das evidências disponíveis não dá suporte à transmissão rotineira do ANDV entre humanos.[32]

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