Última revisão: 22 Set 2020
Última atualização: 31 Dez 2019
27 Oct 2017

Classificação operacional de tipos de convulsão e epilepsias da International League Against Epilepsy (ILAE) revisada

O que há de novo?

  • A classificação foi revisada. As convulsões são divididas em focais, generalizadas e de início desconhecido, com subcategorias de motoras, não motoras, com consciência mantida ou comprometida para convulsões focais.

  • Os níveis de classificação para ajudar no diagnóstico incluem tipo de convulsão, tipo de epilepsia (focal, generalizada, generalizada combinada e focal, desconhecida) e síndrome epiléptica.

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Visão geral

Doença
Descrição

Afecção neurológica que oferece risco de vida, definida como atividade convulsiva contínua ou convulsões repetitivas com duração de 5 minutos ou mais sem recuperação da consciência.[4] O estado de mal epiléptico convulsivo generalizado, em seus subtipos sutil ou observável, constitui a variante mais frequente. O reconhecimento é crucial, pois a supressão rápida ajuda a prevenir lesões cerebrais graves, especialmente nos pacientes com comprometimento da consciência. O tratamento envolve uma abordagem escalonada dos medicamentos a fim de se interromperem as convulsões clínicas e eletrográficas.

As convulsões generalizadas (crises convulsivas tônico-clônicas generalizadas [CCTCG]) classicamente envolvem perda de consciência e um enrijecimento tônico fásico dos membros, seguido por contrações involuntárias clônicas repetitivas. A maioria das CCTCGs são autolimitadas sem intervenção. O eletroencefalograma (EEG) mostra atividade epileptiforme bissincrônica em ambos os hemisférios cerebrais.[5] A CCTCG ocorre em muitos tipos diferentes de epilepsia. Agentes antiepilépticos são o tratamento primário para todos os tipos.[6][7] A CTCG também pode ser provocada por uma lesão em um indivíduo que não tenha epilepsia.

As convulsões podem ocorrer como eventos isolados ou recorrentes. Os fatores de risco incluem história médica pregressa de danos perinatais (por exemplo, asfixia) ou convulsões febris; predisposição genética ou história familiar; distúrbios neurodegenerativos; infecção; distúrbios metabólicos ou imunes; trauma cranioencefálico; e anormalidades estruturais do sistema nervoso central.[8][9] O eletroencefalograma (EEG) é o teste diagnóstico padrão, e a tomografia computadorizada ou a ressonância nuclear magnética de crânio também podem ser úteis.[10] As principais opções de tratamento dependerão da síndrome epiléptica, mas incluem anticonvulsivantes, dieta cetogênica, estimulação do nervo vago ou medidas de estilo de vida.[11]

Convulsão que ocorre em crianças febris entre 6 e 60 meses de idade, sem evidências de infeção intracraniana, distúrbio metabólico ou história de convulsões afebris.[12] O diagnóstico é feito por avaliação clínica, com a realização de punção lombar para excluir meningite ou encefalite em caso de suspeita.[13] A maioria das convulsões febris apresenta resolução espontânea e não exige tratamento anticonvulsivante agudo ou em longo prazo.

Normalmente, caracteriza-se pela interrupção abrupta de atividade e responsividade, dura entre 5 e 10 segundos, com movimentos mínimos associados, episódios de olhar fixo e sem aura/estado pós-ictal. As crises de ausência típicas podem ser precipitadas por hiperventilação e fotoestimulação. O eletroencefalograma (EEG) é o exame definitivo. A maioria das crises de ausência típica responde à medicação, e a epilepsia do tipo ausência da infância (EAI) tende a remitir na fase adulta. As crises de ausência típicas na EAI, na epilepsia de ausência juvenil e na epilepsia mioclônica juvenil são tratadas com anticonvulsivantes.[14] As crises de ausência atípicas têm início e término menos diferenciados e, geralmente, não são precipitadas por hiperventilação. As crises de ausência atípica tendem a ser refratárias a medicamentos e associadas a comprometimento cognitivo.

As crises focais (parciais) são manifestações elétricas e clínicas de atividade epiléptica que se origina de uma parte do cérebro. Podem ocorrer em casos de anormalidade cerebral estrutural subjacente, ou podem ser idiopáticas. O eletroencefalograma (EEG) normalmente indica uma descarga localizada sobre a área de início. O lobo temporal é a área mais comum de início de crises focais, mas elas podem surgir de qualquer lobo. A consciência é preservada nas crises focais conscientes, enquanto as crises focais com comprometimento da consciência apresentam perda de memória pela duração do evento clínico, ou responsividade comprometida no momento do evento.[2] Crises focais podem ocasionar convulsões generalizadas secundárias. A monoterapia com medicamentos antiepilépticos é o tratamento inicial preferido.

Síndrome epiléptica que tipicamente se apresenta na infância, com etiologia variável. Os espasmos podem ser flexores, extensores, uma forma mista de flexores/extensores, simétricos ou assimétricos, e geralmente ocorrem em salvas. Um padrão de hipsarritmia no eletroencefalograma (EEG) é característico, mas não se manifesta universalmente. Geralmente, os espasmos infantis são associados a um distúrbio subjacente. Quando não é detectada uma causa subjacente (10% a 40% dos pacientes) e o desenvolvimento é normal antes do início, o prognóstico tende a ser melhor.[15] As opções de tratamento incluem terapia hormonal (hormônio adrenocorticotrófico ou corticosteroides) ou vigabatrina.[16]

A distinção entre síncope e crise epiléptica pode, às vezes, ser desafiadora. Contorções e espasmos são frequentemente observados na síncope vasovagal ou cardíaca, podendo ser diferenciados do espasmo rítmico de todos os membros nas convulsões tônico-clônicas. A perda de controle do intestino e da bexiga, comumente observada nas convulsões, é rara durante a síncope. A confusão pós-ictal é um dos principais fatores que diferenciam as convulsões.[17] A presença de uma aura e inconsciência por >5 minutos é mais típica de convulsão.

Colaboradores

BMJ Publishing Group

Divulgações

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