Última revisão: 29 Out 2020
Última atualização: 20 Nov 2018

Visão geral

Doença
Descrição

O transtorno depressivo maior é caracterizado pela presença de pelo menos 5 sintomas e pode ser classificado de espectro leve a grave. Os episódios graves podem incluir sintomas psicóticos como paranoia, alucinações ou incapacitação funcional.[1]

Um dos transtornos psiquiátricos pediátricos mais comuns, especialmente em meninas durante a adolescência. A depressão em crianças e adolescentes pode ter um início mais insidioso que em adultos. Ela pode ser caracterizada mais por irritabilidade que tristeza e ocorre com mais frequência em associação a outras condições, como ansiedade.[2][3]

Transtorno disruptivo de desregulação do humor

O transtorno disruptivo de desregulação do humor é uma categoria de transtorno depressivo diagnosticado pela primeira vez entre os 6 e 18 anos de idade, com apresentação inicial antes dos 10 anos. Ele é caracterizado pela 5º edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) por humor irritável ou bravo, de forma intensa e persistente, quase diariamente, e explosões recorrentes graves de mau-humor em média 3 vezes ou mais por semana por, no mínimo, 1 ano.[1]

Forma comum de depressão, mas com duração maior que o transtorno depressivo maior agudo. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, quinta edição (DSM-5) desenvolveu novos critérios de diagnóstico para transtorno depressivo persistente, incluindo o transtorno depressivo maior crônico e a categoria prévia de transtorno distímico (distimia) ou depressão crônica de grau leve. O DSM-5 incluiu especificadores para identificar caminhos diferentes para o diagnóstico de transtorno depressivo persistente e diversas apresentações com base na gravidade e em características clínicas.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, quinta edição (DSM-5) não reconhece a depressão pós-parto como um diagnóstico à parte. Em vez disso, as pacientes precisam satisfazer os critérios de um episódio depressivo maior e os critérios do especificador de início perinatal. Portanto, de acordo com o DSM-5, a definição é de um episódio depressivo maior com início na gestação ou em até 4 semanas após o parto,[1] embora as definições da duração do período pós-natal variem e possam chegar a até 12 meses após o parto.

As características da depressão pós-parto incluem culpa sobre os sintomas depressivos, sentimentos ambivalentes em relação ao lactente, vinculação prejudicada e ruminações obsessivas, incluindo pensamentos intrusivos sobre causar danos ao lactente. A depressão pós-parto deve ser distinguida da melancolia pós-parto (baby blues), na qual os sintomas geralmente desaparecem dentro de 2 semanas.

A síndrome pré-menstrual (SPM) é caracterizada por sintomas comportamentais e físicos cíclicos que ocorrem na fase lútea do ciclo menstrual (o período entre a ovulação e o início da menstruação). O transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é uma variante mais grave que inclui pelo menos 1 sintoma afetivo. A depressão pode coexistir com a SPM ou o TDPM em até 50% dos casos. Um diagnóstico de SPM ou de TDPM pode anteceder um diagnóstico de depressão.[4]

O transtorno afetivo sazonal (TAS) é um subtipo de depressão maior e transtorno bipolar que ocorre nas mudanças das estações durante, pelo menos, um período de 2 anos. Mais comumente, manifesta-se com início de depressão no outono ou inverno e remissão completa dos sintomas na primavera ou no verão. O TAS ocorre mais comumente em altas latitudes. As estimativas ao longo da vida para transtornos bipolares e depressivos com um padrão sazonal ficam entre 0.4% e 2.9% em estudos de comunidade dos EUA, Canadá e Reino Unido.[5][6][7] Algumas estimativas podem chegar a 9.7%.[8] Entretanto, essas diferenças provavelmente se devem às diferenças na amostragem e nos critérios diagnósticos utilizados.

Transtorno mental recorrente e às vezes crônico, o transtorno afetivo bipolar se caracteriza por períodos alternados de elevação do humor (mania ou hipomania) e depressão, associados a uma alteração ou prejuízo da capacidade funcional. A evolução em longo prazo da doença é caracterizada pela predominância da depressão, embora seja necessária uma história de pelo menos um episódio maníaco, hipomaníaco ou misto para diagnosticar o transtorno bipolar.

Transtorno bipolar, tipo I: pelo menos um episódio maníaco ou episódio misto.

Transtorno bipolar, tipo II: nunca ter tido um episódio maníaco franco; pelo menos um episódio hipomaníaco e pelo menos um episódio depressivo maior.[1]

Transtorno bipolar em crianças

A 5º edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) não faz distinção em sua definição entre transtornos bipolares em adultos e crianças.[1] A prevalência em crianças é menor que em adultos, mas se torna mais frequente em adolescentes. Em crianças e adolescentes, a doença pode ser mais grave e os ciclos entre mania e depressão, muito mais rápidos. O diagnóstico pode ser controverso, pois os critérios se sobrepõem aos de outras condições da infância, como TDAH e transtorno desafiador de oposição.

O suicídio é uma das principais causas de morte globalmente. Em pessoas de 15 a 44 anos de idade, o suicídio é a quarta principal causa de morte e a sexta causa mais comum de doenças e incapacidade no mundo, o que o torna um importante problema de saúde pública. O manejo do risco de suicídio refere-se à identificação, à avaliação e ao tratamento de uma pessoa que mostre comportamento suicida. É um processo contínuo no tratamento de uma pessoa que apresenta um distúrbio mental, mas pode também ser relevante para quem nunca apresentou nenhum diagnóstico psiquiátrico prévio.

Colaboradores

BMJ Publishing Group

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