Visão geral da depressão

Última revisão: 28 Ago 2022
Última atualização: 27 Jan 2022

Introdução

Condição
Descrição

O transtorno depressivo maior é caracterizado pela presença de pelo menos 5 sintomas e pode ser classificado de espectro leve a grave. Os episódios graves podem incluir sintomas psicóticos como paranoia, alucinações ou incapacitação funcional.[1]

Um dos transtornos psiquiátricos pediátricos mais comuns, especialmente entre meninas durante a adolescência. Ela pode ser caracterizada mais por irritabilidade que tristeza e ocorre com mais frequência em associação a outras condições, como ansiedade.[2][3]

Transtorno disruptivo de desregulação do humor

O transtorno disruptivo de desregulação do humor é uma categoria de transtorno depressivo diagnosticado pela primeira vez entre os 6 e 18 anos de idade, com apresentação inicial antes dos 10 anos. Ele é caracterizado pela 5º edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) por humor irritável ou bravo, de forma intensa e persistente, quase diariamente, e explosões recorrentes graves de mau-humor em média 3 vezes ou mais por semana por, no mínimo, 1 ano.[1]

Forma comum de depressão, mas com duração maior que o transtorno depressivo maior agudo. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, quinta edição (DSM-5) desenvolveu novos critérios diagnósticos para o transtorno depressivo persistente, o qual inclui o transtorno depressivo maior crônico e a categoria prévia de transtorno distímico (distimia) ou depressão crônica de grau leve. O DSM-5 incluiu especificadores para identificar vias diferentes para o diagnóstico de transtorno depressivo persistente e diversas apresentações com base na gravidade e naa características clínicas.

A depressão pós-parto não é reconhecida pelos sistemas de classificação atuais como uma doença em si, mas o início de um episódio depressivo em até 4 semanas pós-parto pode ser registrado pelo especificador de início perinatal no DSM-5.[1] No sentido geral, episódios depressivos que ocorrem de 6 a 12 meses após o parto podem ser considerados depressão pós-parto.

As características da depressão pós-parto podem incluir culpa sobre os sintomas depressivos, sentimentos ambivalentes em relação ao lactente, vinculação deficiente e ruminações obsessivas, incluindo pensamentos intrusivos sobre causar danos ao lactente. A depressão pós-parto deve ser distinguida de uma pequena perturbação do humor (blues pós-parto ou "baby blues"), na qual os sintomas geralmente desaparecem dentro de 2 semanas.

A síndrome pré-menstrual (SPM) é caracterizada por sintomas comportamentais e físicos cíclicos que ocorrem na fase lútea do ciclo menstrual (o período entre a ovulação e o início da menstruação). O transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é uma variante mais grave que inclui pelo menos 1 sintoma afetivo. A depressão pode coexistir com a SPM ou o TDPM em até 50% dos casos. Um diagnóstico de SPM ou de TDPM pode anteceder um diagnóstico de depressão.[4]

O transtorno afetivo sazonal (TAS) é um subtipo de depressão maior e transtorno bipolar que ocorre nas mudanças das estações durante, pelo menos, um período de 2 anos. Mais comumente, manifesta-se com início de depressão no outono ou inverno e remissão completa dos sintomas na primavera ou no verão. As estimativas ao longo da vida para transtornos bipolares e depressivos com um padrão sazonal ficam entre 0.4% e 2.9% em estudos de comunidade dos EUA, Canadá e Reino Unido.[5][6][7] Algumas estimativas podem chegar a 9.7%.[8] Entretanto, essas diferenças provavelmente se devem às diferenças na amostragem e nos critérios diagnósticos utilizados.

Transtorno mental recorrente e às vezes crônico, o transtorno bipolar se caracteriza por períodos alternados de elevação do humor (mania ou hipomania) e depressão, associados a uma alteração ou prejuízo da capacidade funcional. A evolução em longo prazo da doença é caracterizada pela predominância da depressão, embora seja necessária uma história de pelo menos um episódio maníaco, hipomaníaco ou misto para se fazer um diagnóstico de transtorno bipolar.

Transtorno bipolar tipo I: pelo menos um episódio maníaco ou episódio misto.

Transtorno bipolar tipo II: nunca ter tido um episódio maníaco franco; pelo menos um episódio hipomaníaco e pelo menos um episódio depressivo maior.[1]

Transtorno bipolar em crianças

O transtorno bipolar é uma condição incomum em crianças, que se torna mais frequente entre adolescentes, aproximando-se da frequência observada entre adultos.[9][10] Os critérios para adultos descrevem um transtorno de ciclos de humor flutuantes, que consistem em episódios de humor elevado e aumento da atividade ou energia direcionada a um objetivo (mania) que dura pelo menos 1 semana, e episódios de humor e atividade reduzidos (depressão); um episódio de mania é necessário para que um diagnóstico seja feito. O diagnóstico pode ser controverso, pois os critérios se sobrepõem aos de outras condições da infância, como TDAH e transtorno desafiador de oposição comórbido.

O suicídio é uma importante causa de morte no mundo todo e um problema significativo de saúde pública. Estima-se que 800,000 pessoas morram em decorrência do suicídio a cada ano; é a segunda maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos.[11] Originalmente denominada manejo do risco de suicídio, a mitigação do risco de suicídio procura ser uma abordagem mais realista e compassiva.[12][13][14] O manejo do risco de suicídio refere-se à identificação, à avaliação, à intervenção e ao tratamento de uma pessoa que mostre risco de comportamento suicida. É um processo contínuo, seja devido a um transtorno mental ou a uma crise existencial.

Colaboradores

Autores

Editorial Team

BMJ Publishing Group

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