Última revisão: 20 Set 2020
Última atualização: 11 Fev 2020

Visão geral

Doença
Descrição

A meningite viral é a causa mais comum de meningite asséptica. Entre os agentes causadores estão o enterovírus humano (mais comumente), vírus do herpes simples, caxumba, arbovírus, como o do Nilo Ocidental, vírus da imunodeficiência humana (HIV) e (raramente) gripe (influenza). Pode ser difícil diferenciar a meningite bacteriana da meningite viral, e o tratamento com terapêutica antimicrobiana empírica pode ser necessário enquanto o paciente aguarda os resultados da análise do líquido cefalorraquidiano. Lactentes, pacientes imunocomprometidos e aqueles infectados com o vírus do herpes ou arbovírus têm maior probabilidade de terem complicações. No entanto, a meningite viral é tipicamente autolimitada sem sequelas graves. 

A meningite bacteriana é uma inflamação rara, mas grave, das meninges causada por várias bactérias. Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e Neisseria meningitidis são os patógenos causadores predominantes, tanto em adultos quanto em crianças. Pessoas com idade entre <2 meses e >60 anos são as mais comumente afetadas, devido a sua imunidade comprometida ou reduzida. A avaliação rápida e a terapêutica antimicrobiana imediata são essenciais.

A infecção meningocócica pode evoluir rapidamente para um choque séptico, com hipotensão, acidose e coagulação intravascular disseminada. Avaliação e tratamento imediatos são essenciais, pois a taxa de letalidade e o risco de complicações graves são altos.

Meningite progressiva, crônica ou subaguda, que traz risco de vida, geralmente é causada pela espécie Cryptococcus.[2] Ela é frequentemente acompanhada por comprometimento sistêmico em pacientes imunossuprimidos. Lactentes e neonatos também apresentam risco elevado. Outros patógenos causadores incluem as espécies Coccidioide, Candida ou o Histoplasma capsulatum.[3]

Crianças com início agudo de erupção cutânea acompanhado de febre ou sinais sistêmicos precisam de avaliação e tratamento urgentes. Um dos diagnósticos diferenciais com maior risco de vida é a septicemia meningocócica. Outras doenças infecciosas que se apresentam com erupções cutâneas em crianças e que podem acarretar meningite como complicação incluem, por exemplo, roséola infantum (sexta doença).

A meningite tuberculosa é resultante da disseminação hematogênica do Mycobacterium tuberculosis, com o desenvolvimento de focos submeníngeos ou intrameníngeos denominados focos de Rich. Com o rompimento do foco de Rich para o interior do espaço subaracnoide, a meningite se desenvolve. Ela pode ser resultante de reativação da infecção (mais comum em adultos) ou de infecção primária (mais comum em crianças). O diagnóstico depende do exame do líquido cefalorraquidiano (LCR) e seu rápido diagnóstico é essencial para um melhor desfecho.

A raiva é causada por vírus RNA de sentido negativo do gênero Lyssavirus. Os vírus entram no sistema nervoso através de terminais sensoriais e motores não mielinizados. Clinicamente, a raiva tem duas formas: encefalítica (furiosa) e paralítica. Ambas as formas apresentam um pródromo de febre, calafrios, mal-estar, faringite, vômitos, cefaleias e parestesias.

Globalmente, é uma infecção comum causada pelas bactérias espiroquetas Treponema pallidum. A neurossífilis é caracterizada por uma inflamação crônica e insidiosa das meninges, e é causada pela invasão dos treponemas no sistema nervoso central, que pode ocorrer em qualquer estágio da infecção. Geralmente, as síndromes de neurossífilis resultam do comprometimento meningovascular; a infecção pode ser assintomática ou se apresentar com cefaleia, meningismo, perda auditiva, convulsão ou paralisias de nervos cranianos.[4] A neurossífilis tardia pode decorrer de envolvimento meningovascular ou de infecção direta do parênquima do encéfalo e da medula espinhal.

Colaboradores

BMJ Publishing Group

Divulgações

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