Prevenção primária

A vacina contra a rubéola é um vírus vivo atenuado. No Reino Unido, ela está disponível apenas em combinação com a vacina contra o sarampo e a caxumba (vacina tríplice viral). A primeira dose da vacina tríplice viral é administrada com 1 ano de idade, e a segunda dose é administrada antes da entrada na escola, por volta dos 3 anos e 4 meses de idade.[16]

Nos Estados Unidos, estão disponíveis duas vacinas de vírus vivo atenuado para a prevenção da rubéola: uma vacina tríplice viral e uma vacina quadrivalente contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (SCRV). A vacina SCRV é licenciada para uso apenas em pessoas com idade entre 12 meses e ≤12 anos.[12]​​​ CDC: rubella vaccination Opens in new window​​​​ O componente da cepa RA 27/3 de rubéola de cada uma destas vacinas é idêntico. Foi relatado que as vacinas contra a rubéola demonstraram efetividade de aproximadamente 97% na prevenção da doença após uma dose única.[12] Embora 1 dose de vacina contra a rubéola seja altamente protetora, 2 doses de vacina contendo o vírus da rubéola são recomendadas para crianças e adolescentes por causa das recomendações de 2 doses de vacinas contendo o vírus do sarampo e caxumba e para fornecer proteção adicional a pessoas que tenham falha da vacina primária.[17]​ Dependendo da idade e do risco de exposição, 1 ou 2 doses são recomendadas para adultos suscetíveis.[12][18]​​​​​​ A comprovação de imunidade à rubéola inclui documentação de ≥1 dose de vacina contendo rubéola a partir do primeiro ano de vida, comprovação laboratorial de imunidade ou nascimento antes de 1957.[18]​ Reações adversas à vacina tríplice viral são raras. As reações adversas mais comuns incluem febre baixa, erupção cutânea transitória e linfadenopatia.[12]​ Vários estudos não conseguiram demonstrar nenhuma correlação entre as vacinas tríplices virais e o autismo.[19][20][21]

​ Nos países onde há uma incidência muito baixa de sarampo, caxumba e rubéola, o diagnóstico clínico de rubéola não deve ser considerado evidência de imunidade aceitável.[12] Consulte as diretrizes locais sobre imunização. Pessoas com aumento do risco de infecção por rubéola (profissionais de saúde, educadores, cuidadores infantis) devem ser avaliadas quanto à suscetibilidade para a rubéola e, se suscetíveis, deverão ser imunizadas com a vacina tríplice viral. CDC: rubella Opens in new window Pan American Health Organization/WHO: rubella Opens in new window

Mulheres não gestantes em idade fértil que apresentem resultados suscetíveis em rastreamentos sorológicos ou cujo estado de imunização não esteja documentado devem ser imunizadas com uma dose da vacina tríplice viral, a menos que se saiba que estão grávidas.[18]​ É recomendado o rastreamento pré-natal de rotina para a imunidade à rubéola.[22]​ A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gravidez.[18]​ Gestantes que não tenham evidências aceitáveis de imunidade à rubéola devem ser aconselhadas a evitar viajar para países onde a rubéola é endêmica ou para áreas com surtos conhecidos de rubéola, especialmente durante as primeiras 20 semanas de gravidez. A síndrome da rubéola congênita é rara quando a infecção ocorre a partir da 20ª semana de gestação.​[23]​ A vacina tríplice viral deve ser administrada em mulheres suscetíveis no período pós-parto imediato.[18]

As diretrizes específicas de cada país devem ser seguidas em relação à vacinação contra a rubéola antes da viagem. A vacinação é recomendada para todos os viajantes internacionais com ≥6 meses sem imunidade comprovada.[24]​ Antes de sair dos EUA, bebês de 6-11 meses de idade devem receber uma dose da vacina tríplice viral (para proteção contra o sarampo), e crianças não vacinadas com ≥12 meses devem receber duas doses da vacina tríplice viral com intervalo de ≥28 dias.[17]

Prevenção secundária

As pacientes com rubéola pós-parto devem ser isoladas por 7 dias após o início da erupção cutânea. Precauções padrão e contra transmissão por gotículas são recomendadas para pacientes hospitalizados.[11]

O isolamento de contato é recomendado para lactentes infectados congenitamente até que 2 culturas seriais nasofaríngeas e de urina obtidas após os 3 meses de idade estejam estéreis ou no primeiro ano de vida.

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