Todos os pacientes com suspeita de infecção meningocócica devem ser isolados em quartos individuais, com precauções contra a transmissão por gotículas. Antibióticos devem ser iniciados o mais rápido possível. Esse procedimento pode reduzir o rendimento da punção lombar, mas a administração de antibióticos não deve ser protelada caso a avaliação diagnóstica não possa ser finalizada de imediato.
A doença meningocócica é uma doença de notificação compulsória em muitos países, inclusive nos EUA; os casos devem ser notificados imediatamente aos departamentos de saúde locais e nacionais.[21]Centers for Disease Control and Prevention. Meningococcal disease. Feb 2024 [internet publication].
https://www.cdc.gov/meningococcal/about/index.html
Como as infecções meningocócicas não são imediatamente diferenciadas de infecções graves causadas por outros patógenos bacterianos, a antibioticoterapia deve incluir agentes de amplo espectro que envolvam a cobertura de Streptococcus pneumoniae e Staphylococcus aureus.[55]van de Beek D, Cabellos C, Dzupova O, et al. ESCMID guideline: diagnosis and treatment of acute bacterial meningitis. Clin Microbiol Infect. 2016 May;22 Suppl 3:S37-62.
https://www.clinicalmicrobiologyandinfection.com/article/S1198-743X(16)00020-3/fulltext
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27062097?tool=bestpractice.com
[65]Le Saux N; Canadian Pediatric Society. Position statement: guidelines for the management of suspected and confirmed bacterial meningitis in Canadian children older than 2 months of age. Oct 2020 [internet publication].
https://www.cps.ca/en/documents/position/management-of-bacterial-meningitis
[
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In suspected cases of meningococcal disease, do pre-admission antibiotics improve outcomes?/cca.html?targetUrl=https://cochranelibrary.com/cca/doi/10.1002/cca.99/fullMostre-me a resposta
Antibioticoterapia empírica para suspeita de meningite bacteriana
A escolha do antibiótico inicial depende da idade:[55]van de Beek D, Cabellos C, Dzupova O, et al. ESCMID guideline: diagnosis and treatment of acute bacterial meningitis. Clin Microbiol Infect. 2016 May;22 Suppl 3:S37-62.
https://www.clinicalmicrobiologyandinfection.com/article/S1198-743X(16)00020-3/fulltext
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[66]Hasbun R. Progress and challenges in bacterial meningitis: a review. JAMA. 2022 Dec 6;328(21):2147-54.
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[67]Chaudhuri A, Martinez-Martin P, Kennedy PG, et al. EFNS guideline on the management of community-acquired bacterial meningitis: report of an EFNS Task Force on acute bacterial meningitis in older children and adults. Eur J Neurol. 2008 Jul;15(7):649-59.
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http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18582342?tool=bestpractice.com
Idade ≤1 mês e imunocompetente: ampicilina associada a cefotaxima. Caso não seja possível administrar uma cefalosporina (por exemplo, em pacientes com alergia), um esquema alternativo é a ampicilina (para cobertura contra Listeria monocytogenes) associada a um aminoglicosídeo (por exemplo, gentamicina). É aconselhável consultar um especialista para neonatos.
Idade >1 mês a <50 anos e imunocompetente: ceftriaxona ou cefotaxima associada a vancomicina. Se uma cefalosporina não puder ser administrada (por exemplo, pacientes com alergia), um carbapenêmico (por exemplo, meropeném) associado a vancomicina pode ser considerado.
Idade ≥50 anos ou imunocomprometidos (qualquer idade): ampicilina associada a ceftriaxona ou cefotaxima associada a vancomicina. Caso a ampicilina não possa ser administrada (por exemplo, em pacientes com alergia), sulfametoxazol/trimetoprima pode ser considerado uma alternativa à ampicilina para alguns grupos de pacientes, a fim de garantir a cobertura contra L monocytogenes. Recomenda-se consultar um especialista para neonatos imunocomprometidos.
Em regiões onde a resistência a ceftriaxona não está disseminada (como Brasil), uso de vancomicina pode não ser rotineiro.
Corticosteroide adjuvante para suspeita de meningite bacteriana
Alguns estudos mostraram que corticosteroides em altas doses reduzem a probabilidade de sequelas neurológicas, principalmente na meningite secundária ao Haemophilus influenzae ou S pneumoniae. Entretanto, a função de corticosteroides adjuvantes na meningite meningocócica permanece controversa.[55]van de Beek D, Cabellos C, Dzupova O, et al. ESCMID guideline: diagnosis and treatment of acute bacterial meningitis. Clin Microbiol Infect. 2016 May;22 Suppl 3:S37-62.
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[68]Brouwer MC, McIntyre P, Prasad K, et al. Corticosteroids for acute bacterial meningitis. Cochrane Database Syst Rev. 2015 Sep 12;(9):CD004405.
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[69]van de Beek D, Farrar JJ, de Gans J, et al. Adjunctive dexamethasone in bacterial meningitis: a meta-analysis of individual patient data. Lancet Neurol. 2010 Mar;9(3):254-63.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20138011?tool=bestpractice.com
No caso de suspeita de meningite bacteriana, a maioria dos especialistas recomenda que os pacientes >6 semanas de idade recebam a dexametasona por 2-4 dias, com a primeira dose administrada antes ou concomitantemente à primeira dose de antibióticos.[49]McGill F, Heyderman RS, Michael BD, et al. The UK joint specialist societies guideline on the diagnosis and management of acute meningitis and meningococcal sepsis in immunocompetent adults. J Infect. 2016 Apr;72(4):405-38.
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[67]Chaudhuri A, Martinez-Martin P, Kennedy PG, et al. EFNS guideline on the management of community-acquired bacterial meningitis: report of an EFNS Task Force on acute bacterial meningitis in older children and adults. Eur J Neurol. 2008 Jul;15(7):649-59.
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[70]Mount HR, Boyle SD. Aseptic and bacterial meningitis: evaluation, treatment, and prevention. Am Fam Physician. 2017 Sep 1;96(5):314-22.
https://www.aafp.org/pubs/afp/issues/2017/0901/p314.html
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[71]Ramirez D, Nigo M, Hasbun R, et al. Timing and use of adjunctive steroids in adults with bacterial meningitis: compliance with international guidelines. Open Forum Infect Dis. 2022 Dec15; 9(2):877.
https://academic.oup.com/ofid/article/9/Supplement_2/ofac492.877/6902745
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In children with acute bacterial meningitis, is there randomized controlled trial evidence to support adding corticosteroids to standard treatment with antibacterial agents?/cca.html?targetUrl=https://cochranelibrary.com/cca/doi/10.1002/cca.1217/fullMostre-me a resposta
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In adults with acute bacterial meningitis, is adding corticosteroids to standard treatment with antibacterial agents helpful?/cca.html?targetUrl=https://cochranelibrary.com/cca/doi/10.1002/cca.1273/fullMostre-me a resposta
Os corticosteroides deverão ser descontinuados se o diagnóstico de meningite bacteriana for contestado. A maioria dos especialistas recomenda descontinuar os corticosteroides para meningite bacteriana se ficar comprovado que o organismo causador é Neisseria meningitidis, embora alguns recomendem a continuação do tratamento adjuvante, independente do patógeno.[55]van de Beek D, Cabellos C, Dzupova O, et al. ESCMID guideline: diagnosis and treatment of acute bacterial meningitis. Clin Microbiol Infect. 2016 May;22 Suppl 3:S37-62.
https://www.clinicalmicrobiologyandinfection.com/article/S1198-743X(16)00020-3/fulltext
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27062097?tool=bestpractice.com
Antibioticoterapia empírica para suspeita de bacteremia meningocócica
A escolha da terapia empírica para pacientes com suspeita de bacteremia meningocócica deve basear-se nos padrões de suscetibilidade locais, mas em geral inclui:[72]Gilbert DN, Chambers HF, Saag MS, et al, eds. The Sanford guide to antimicrobial therapy 2022. 52nd ed. Sperryville, VA: Antimicrobial Therapy, Inc; 2022.
Crianças <1 mês de idade: cefotaxima ou ceftriaxona ou ceftazidima ou um aminoglicosídeo (por exemplo, gentamicina) associado a ampicilina. O aciclovir é indicado para lactentes com características clínicas de infecção pelo vírus do herpes simples (HSV), incluindo aparência adoentada, vesículas mucocutâneas, convulsões e pleocitose do líquido cefalorraquidiano.
Crianças com idade ≥1 mês de idade: ceftriaxona ou cefotaxima ou cefepima associada a vancomicina.
Adultos: vancomicina associada a ceftriaxona ou cefotaxima ou cefepima ou imipeném/cilastatina ou meropeném com ou sem um aminoglicosídeo (por exemplo, gentamicina).
Em regiões onde a resistência a ceftriaxona não está disseminada (como Brasil), uso de vancomicina pode não ser rotineiro.
O manejo da suspeita de bacteremia está se tornando cada vez mais complexo e deve se basear na microbiologia local, nos fatores de risco (por exemplo, estado imunocomprometido, infecção focal) e na gravidade da doença.
Terapia de suporte
O principal objetivo da terapia de suporte é restaurar e manter as funções respiratória, cardíaca e neurológica normais.
As infecções meningocócicas podem evoluir rapidamente, e a deterioração clínica pode continuar, mesmo com a instituição imediata da antibioticoterapia. A avaliação inicial deve seguir os princípios do suporte avançado de vida em adultos e em pediatria, com a avaliação das condições das vias aéreas, da respiração e da circulação, e com o estabelecimento do acesso intravenoso seguro por meio de cateteres de grosso calibre para a administração de fluidos.[52]Nadel S, Kroll JS. Diagnosis and management of meningococcal disease: the need for centralized care. FEMS Microbiol Rev. 2007 Jan;31(1):71-83.
https://academic.oup.com/femsre/article/31/1/71/2367440
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17233636?tool=bestpractice.com
[73]Evans L, Rhodes A, Alhazzani W, et al. Surviving Sepsis Campaign: international guidelines for management of sepsis and septic shock 2021. Crit Care Med. 2021 Nov 1;49(11):e1063-143.
https://journals.lww.com/ccmjournal/Fulltext/2021/11000/Surviving_Sepsis_Campaign__International.21.aspx
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34605781?tool=bestpractice.com
Os pacientes em choque (a frequência cardíaca pode estar persistentemente elevada, a pele mosqueada, os membros frios devido ao aumento da resistência vascular sistêmica, o tempo de enchimento capilar prolongado e o débito urinário diminuído) ou com dificuldade respiratória devem receber suporte respiratório adequado. Isso pode incluir oxigênio suplementar ou intubação e ventilação mecânica para pacientes com dificuldade respiratória grave, alteração do nível de consciência ou evidências de aumento da pressão intracraniana.[73]Evans L, Rhodes A, Alhazzani W, et al. Surviving Sepsis Campaign: international guidelines for management of sepsis and septic shock 2021. Crit Care Med. 2021 Nov 1;49(11):e1063-143.
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http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34605781?tool=bestpractice.com
[74]Weiss SL, Peters MJ, Alhazzani W, et al. Surviving sepsis campaign international guidelines for the management of septic shock and sepsis-associated organ dysfunction in children. Intensive Care Med. 2020 Feb;46(suppl 1):10-67.
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7095013
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32030529?tool=bestpractice.com
A oxigenação adequada, a prevenção da hipoglicemia e da hiponatremia, a terapia anticonvulsivante, se necessária, para o controle precoce das convulsões, e as medidas para diminuir a pressão intracraniana e prevenir flutuações do fluxo sanguíneo cerebral são importantes no tratamento de pacientes com meningite bacteriana e doença meningocócica.[49]McGill F, Heyderman RS, Michael BD, et al. The UK joint specialist societies guideline on the diagnosis and management of acute meningitis and meningococcal sepsis in immunocompetent adults. J Infect. 2016 Apr;72(4):405-38.
https://www.journalofinfection.com/article/S0163-4453(16)00024-4/fulltext
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26845731?tool=bestpractice.com
[73]Evans L, Rhodes A, Alhazzani W, et al. Surviving Sepsis Campaign: international guidelines for management of sepsis and septic shock 2021. Crit Care Med. 2021 Nov 1;49(11):e1063-143.
https://journals.lww.com/ccmjournal/Fulltext/2021/11000/Surviving_Sepsis_Campaign__International.21.aspx
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34605781?tool=bestpractice.com
[74]Weiss SL, Peters MJ, Alhazzani W, et al. Surviving sepsis campaign international guidelines for the management of septic shock and sepsis-associated organ dysfunction in children. Intensive Care Med. 2020 Feb;46(suppl 1):10-67.
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[75]Sáez-Llorens X, McCracken GH Jr. Bacterial meningitis in children. Lancet. 2003 Jun 21;361(9375):2139-48.
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Os vasopressores devem ser administrados a pacientes com hipotensão ou má perfusão que não responderem prontamente à ressuscitação fluídica.[73]Evans L, Rhodes A, Alhazzani W, et al. Surviving Sepsis Campaign: international guidelines for management of sepsis and septic shock 2021. Crit Care Med. 2021 Nov 1;49(11):e1063-143.
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[74]Weiss SL, Peters MJ, Alhazzani W, et al. Surviving sepsis campaign international guidelines for the management of septic shock and sepsis-associated organ dysfunction in children. Intensive Care Med. 2020 Feb;46(suppl 1):10-67.
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7095013
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32030529?tool=bestpractice.com
Se necessário, consulte um especialista para obter orientação sobre os esquemas de vasopressores/inotrópicos adequados.
Os fluidos devem ser administrados com cautela em pacientes com evidência de hipertensão intracraniana, disfunção miocárdica ou síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA).
Tratamento para a meningite confirmada
Assim que o diagnóstico de infecção meningocócica for confirmado (geralmente dentro de 12-48 horas após a hospitalização), a antibioticoterapia do paciente é alterada, se necessário, para uma terapia definitiva adequada. A maioria dos especialistas recomenda descontinuar os corticosteroides para meningite bacteriana se ficar comprovado que o organismo causador é a N meningitidis, embora alguns recomendem a continuação do tratamento adjuvante independentemente do patógeno até um total de 2-4 dias de tratamento.[55]van de Beek D, Cabellos C, Dzupova O, et al. ESCMID guideline: diagnosis and treatment of acute bacterial meningitis. Clin Microbiol Infect. 2016 May;22 Suppl 3:S37-62.
https://www.clinicalmicrobiologyandinfection.com/article/S1198-743X(16)00020-3/fulltext
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27062097?tool=bestpractice.com
[68]Brouwer MC, McIntyre P, Prasad K, et al. Corticosteroids for acute bacterial meningitis. Cochrane Database Syst Rev. 2015 Sep 12;(9):CD004405.
https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD004405.pub5/full
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26362566?tool=bestpractice.com
O tratamento para N meningitidis confirmada (duração da terapia de 7 dias) baseia-se na suscetibilidade:[55]van de Beek D, Cabellos C, Dzupova O, et al. ESCMID guideline: diagnosis and treatment of acute bacterial meningitis. Clin Microbiol Infect. 2016 May;22 Suppl 3:S37-62.
https://www.clinicalmicrobiologyandinfection.com/article/S1198-743X(16)00020-3/fulltext
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27062097?tool=bestpractice.com
[66]Hasbun R. Progress and challenges in bacterial meningitis: a review. JAMA. 2022 Dec 6;328(21):2147-54.
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[76]Tunkel AR, Hartman BJ, Kaplan SL, et al. Practice guidelines for the management of bacterial meningitis. Clin Infect Dis. 2004 Nov 1;39(9):1267-84.
https://academic.oup.com/cid/article/39/9/1267/402080
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15494903?tool=bestpractice.com
Sensível à penicilina (concentração inibitória mínima [CIM] <0.1 micrograma/mL): ampicilina ou benzilpenicilina. As alternativas incluem uma cefalosporina de terceira geração (por exemplo, ceftriaxona).
Sensibilidade intermediária à penicilina (CIM de 0.1 a 1.0 microgramas/mL): ceftriaxona ou cefotaxima. As alternativas incluem uma fluoroquinolona ou meropeném.
Os antibióticos fluoroquinolonas sistêmicos podem causar eventos adversos graves, incapacitantes e potencialmente duradouros ou irreversíveis. Eles incluem, entre outros: tendinopatia/ruptura tendínea; neuropatia periférica; artropatia/artralgia; aneurisma e dissecção da aorta; regurgitação de valva cardíaca; disglicemia; e efeitos sobre o sistema nervoso central, inclusive convulsões, depressão, psicose e pensamentos e comportamento suicidas.[77]Rusu A, Munteanu AC, Arbănași EM, et al. Overview of side-effects of antibacterial fluoroquinolones: new drugs versus old drugs, a step forward in the safety profile? Pharmaceutics. 2023 Mar 1;15(3):804.
https://www.mdpi.com/1999-4923/15/3/804
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36986665?tool=bestpractice.com
Aplicam-se restrições de prescrição ao uso das fluoroquinolonas, e essas restrições podem variar entre os países. Em geral, o uso das fluoroquinolonas deve ser restrito apenas às infecções bacterianas graves e com risco à vida. Algumas agências regulatórias também podem recomendar que elas sejam usadas apenas nas situações em que os outros antibióticos comumente recomendados para a infecção forem inadequados (por exemplo, resistência, contraindicações, falha de tratamento, indisponibilidade).
Consulte as diretrizes e a fonte de informações de medicamentos locais para obter mais informações sobre adequação, contraindicações e precauções.
A escolha do agente baseia-se nas circunstâncias individuais do paciente, nas suscetibilidades antibióticas e na disponibilidade local.
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How do third generation cephalosporins compare with conventional antibiotics at improving outcomes in people with acute bacterial meningitis?/cca.html?targetUrl=https://cochranelibrary.com/cca/doi/10.1002/cca.75/fullMostre-me a resposta
Os pacientes não tratados com cefalosporinas de terceira geração devem receber terapia com rifampicina, ceftriaxona ou ciprofloxacino para erradicar a colonização nasofaríngea antes da alta hospitalar.
Cepas resistentes
Em um levantamento populacional nacional sobre a suscetibilidade antimicrobiana dos isolados meningocócicos dos EUA, 25% das cepas eram intermediárias à penicilina ou ampicilina.[78]Potts CC, Rodriguez-Rivera LD, Retchless AC, et al. Antimicrobial susceptibility survey of invasive Neisseria meningitidis, United States 2012-2016. J Infect Dis. 2022 Jun 1;225(11):1871-5.
https://academic.oup.com/jid/article/225/11/1871/6546244
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/35266516?tool=bestpractice.com
Menos de 1% era resistente a penicilina e ampicilina, ciprofloxacino ou levofloxacino, e todas as cepas eram suscetíveis a cefotaxima, ceftriaxona, meropeném, rifampicina, minociclina e azitromicina.[78]Potts CC, Rodriguez-Rivera LD, Retchless AC, et al. Antimicrobial susceptibility survey of invasive Neisseria meningitidis, United States 2012-2016. J Infect Dis. 2022 Jun 1;225(11):1871-5.
https://academic.oup.com/jid/article/225/11/1871/6546244
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/35266516?tool=bestpractice.com
A resistência ao cloranfenicol e às fluoroquinolonas é cada vez mais relatada na África e na Ásia e entre as cepas do sorotipo Y nos EUA.[79]Alderson MR, Arkwright PD, Bai X, et al; GMI Collaborators. Surveillance and control of meningococcal disease in the COVID-19 era: a Global Meningococcal Initiative review. J Infect. 2022 Mar;84(3):289-96.
https://www.journalofinfection.com/article/S0163-4453(21)00578-8/fulltext
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34838594?tool=bestpractice.com
O tratamento das infecções causadas por essas cepas resistentes deve basear-se nos resultados dos teste de sensibilidade aos antibióticos. Os isolados resistentes relatados até o momento têm permanecido suscetíveis à cefotaxima e à ceftriaxona.
Tratamento para a bacteremia meningocócica confirmada
Assim que o diagnóstico de bacteremia meningocócica sem meningite for confirmado, a antibioticoterapia do paciente deve ser alterada para uma cefalosporina de terceira geração intravenosa ou outra terapia definitiva. O tratamento geralmente tem a duração de 5-7 dias, dependendo da idade do paciente, da gravidade da infecção e da resposta à terapia inicial.[51]American Academy of Pediatrics. Meningococcal infections. In: Kimberlin DW, Banerjee R, Barnett ED, et al, eds. Red Book: 2024-2027 report of the Committee on Infectious Diseases. 33rd ed. Itasca, IL: American Academy of Pediatrics; 2024:585-99.
A maioria dos isolados meningocócicos é suscetível à benzilpenicilina, que pode ser usada para cepas completamente suscetíveis. Os agentes alternativos incluem a ampicilina, o meropeném ou o cloranfenicol. A escolha do agente se baseia nas circunstâncias individuais do paciente, nas suscetibilidades antibióticas e na disponibilidade local. Se o paciente estiver recebendo dexametasona para suspeita de meningite, ela deverá ser descontinuada.[48]National Institute for Health and Care Excellence. Meningitis (bacterial) and meningococcal disease: recognition, diagnosis and management. Mar 2024 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng240
[55]van de Beek D, Cabellos C, Dzupova O, et al. ESCMID guideline: diagnosis and treatment of acute bacterial meningitis. Clin Microbiol Infect. 2016 May;22 Suppl 3:S37-62.
https://www.clinicalmicrobiologyandinfection.com/article/S1198-743X(16)00020-3/fulltext
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27062097?tool=bestpractice.com
Os pacientes não tratados com cefalosporinas de terceira geração devem receber terapia com rifampicina, ceftriaxona ou ciprofloxacino para erradicar a colonização nasofaríngea antes da alta hospitalar.