Caso clínico

Caso clínico

Uma mulher de 67 anos com história de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) apresenta piora da dispneia há 3 dias e aumento na frequência de tosse. Sua tosse é produtiva com expectoração verde e purulenta. A paciente tem história de tabagismo de 100 maços-ano. Ela vem apresentando febre baixa e intermitente de 37.7 °C (100 °F) e falta de apetite nos últimos 3 dias. Foi necessário aumentar o uso de terapia de resgate com broncodilatador, além dos medicamentos de manutenção para controlar os sintomas.

Outras apresentações

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) frequentemente não é identificada. Até que a DPOC seja diagnosticada, os pacientes tipicamente apresentam dispneia apenas com esforços físicos leves a moderados, e podem apresentar uma tosse produtiva crônica, e o volume expiratório forçado 1 (VEF1) já é, geralmente, <50% do nível predito. Muitos pacientes são diagnosticados com DPOC pela primeira vez quando precisam ser hospitalizados devido a uma exacerbação aguda da doença.[2] As exacerbações podem ser desencadeadas por uma infecção ou pela exposição a um poluente do ar ou a outra mudança nas condições ambientais. Os pacientes normalmente queixam-se de aumento da dispneia, uma mudança na intensidade e na frequência da tosse crônica e/ou da sibilância, e uma mudança na cor e/ou volume da expectoração produzida. Os pacientes que apresentam exacerbação podem ter febre baixa, mas a presença de febre, especialmente >38.5 °C (>101.3 °F), deve aumentar a suspeita de um diagnóstico alternativo, como pneumonia.

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