Última revisão: 4 Nov 2020
Última atualização: 25 Out 2019

Visão geral

Doença
Descrição

A angina instável (AI) é uma síndrome coronariana aguda definida pela ausência de evidências bioquímicas de danos miocárdicos.[3] As características clínicas incluem angina prolongada (>20 minutos) em repouso; novo episódio de angina intensa; angina que se apresenta com maior frequência, maior duração ou menor limiar; ou angina que ocorre após um episódio recente de infarto do miocárdio. O ECG geralmente mostra um infradesnivelamento do segmento ST e uma inversão de onda T, mas pode estar normal.[3] O tratamento inicial dos pacientes com suspeita de angina instável (AI) se concentra nas intervenções iniciais e na triagem de acordo com o diagnóstico presuntivo. Quando os biomarcadores cardíacos estão disponíveis, o diagnóstico de AI é estabelecido se não houver elevação da creatina quinase-MB ou da troponina. No entanto, com a disponibilidade de marcadores cada vez mais sensíveis, os diagnósticos de AI se tornaram menos comuns.[2]

O infarto do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST) é um evento isquêmico agudo que cause necrose de miócitos. O ECG pode apresentar infradesnivelamento do segmento ST, elevação transitória do segmento ST ou inversão da onda T; entretanto, pode também estar normal ou apresentar alterações inespecíficas. A distinção da angina instável (AI) é baseada em biomarcadores cardíacos; estes estarão elevados na apresentação ou após várias horas em um IAMSSST, mas estarão normais em medições seriadas na AI.[2] O tratamento é direcionado ao alívio da isquemia, prevenção de trombose ou embolia adicionais e estabilização do estado hemodinâmico, seguido por estratificação precoce de risco para estabelecer o tratamento adicional.

Há suspeita de infarto do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) quando um paciente apresenta história clínica condizente e o ECG mostra supradesnivelamento persistente do segmento ST (>20 minutos) em duas ou mais derivações anatomicamente contíguas ou um novo bloqueio de ramo esquerdo.[1] Os biomarcadores cardíacos ficam elevados. A revascularização imediata e rápida com intervenção coronária percutânea em até 90 minutos após a primeira manifestação dos sintomas ou a trombólise em até 12 horas após o início dos sintomas pode prevenir ou minimizar os danos ao miocárdio e diminuir a morbidade e a mortalidade ao prevenir as complicações agudas. [ Cochrane Clinical Answers logo ]

Colaboradores

BMJ Publishing Group

Divulgações

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