Visão geral da síndrome coronariana aguda

Última revisão: 1 Nov 2022
Última atualização: 25 Out 2022

Introdução

Condição
Descrição

A angina instável (AI) é uma síndrome coronariana aguda definida pela ausência de evidências bioquímicas de danos miocárdicos.[4] A AI se caracteriza por achados clínicos específicos de angina prolongada (>20 minutos) em repouso; novo episódio de angina intensa; angina que se apresenta com maior frequência, maior duração ou menor limiar; ou angina que ocorre após um episódio recente de infarto do miocárdio (IAM).[4] O ECG pode estar normal ou pode apresentar infradesnivelamento do segmento ST, supradesnivelamento transitório do segmento ST ou inversão da onda T.[4] Os biomarcadores cardíacos devem ser medidos à apresentação para se descartar o infarto agudo do miocárdio; podem ser necessárias medições subsequentes/em série.[4][5] O tratamento inicial dos pacientes com suspeita de angina instável (AI) se concentra nas intervenções iniciais e na triagem de acordo com o diagnóstico presuntivo.

O infarto do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST) é um evento isquêmico agudo que cause necrose de miócitos. O ECG inicial pode apresentar alterações isquêmicas, como infradesnivelamento do segmento ST, alterações da onda T ou elevações transitórias do segmento ST; entretanto, o ECG também pode estar normal ou apresentar alterações inespecíficas. A distinção da angina instável (AI) se baseia nos biomarcadores cardíacos; as troponinas cardíacas de alta sensibilidade estão elevadas (>99 percentil do normal) à apresentação ou após várias horas no IAMSSS.[3] O tratamento é direcionado ao alívio da isquemia, prevenção de trombose ou embolia adicionais e estabilização do estado hemodinâmico, seguido por estratificação precoce de risco para estabelecer o tratamento adicional.

Suspeita-se de infarto do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) quando o paciente apresenta supradesnivelamento persistente do segmento ST em duas ou mais derivações de ECG anatomicamente contíguas no contexto de uma história clínica condizente.[1] Os biomarcadores cardíacos (troponinas) estão elevados. Entretanto, o tratamento deve ser iniciado de maneira imediata nos pacientes com uma história típica e alterações no ECG, sem se aguardarem os resultados dos exames laboratoriais. A reperfusão imediata pode prevenir ou minimizar os danos ao miocárdio e aumentar as chances de sobrevida e de recuperação.[6]

Colaboradores

Autores

Editorial Team

BMJ Publishing Group

Declarações

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