Visão geral da síndrome coronariana aguda

Última revisão das evidências: 3 Mar 2026
Última atualização do tópico: 04 Mar 2026

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Introdução

CondiçãoDescrição

Angina instável (AI)

A AI é definida como isquemia miocárdica em repouso ou com esforço mínimo na ausência de lesão/necrose aguda de cardiomiócitos.[1]​ A AI caracteriza-se por achados clínicos específicos de angina prolongada (>20 minutos) em repouso; novo episódio de angina intensa; angina que se apresenta com maior frequência, maior duração ou menor limiar; ou angina que ocorre após episódio recente de infarto do miocárdio.[1]​ Os biomarcadores miocárdicos (ausência de elevação dinâmica da troponina cardíaca acima do 99º percentil) descartam o infarto agudo do miocárdio. Pode-se observar infradesnivelamento do segmento T e alterações na onda T no ECG de pacientes com AI. De forma alternativa, o ECG inicial pode mostrar elevação transitória do segmento ST ou pode estar normal.[1]

Infarto do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST)

O IAMSSST é um evento isquêmico agudo que causa necrose irreversível dos miócitos. Geralmente, é o resultado de uma oclusão transitória ou quase completa de uma artéria coronária ou de um fator agudo que impossibilita a oxigenação do miocárdio. O IAMSSST se diferencia da AI pela elevação dinâmica da troponina acima do 99º percentil.[1] ​Os pacientes com IAMSSST também podem estar clinicamente instáveis (por exemplo, hipotensão arterial, choque, insuficiência ventricular esquerda), o que não é uma característica da AI. O ECG inicial pode apresentar alterações isquêmicas, como infradesnivelamento do segmento ST, alterações da onda T ou elevações transitórias do segmento ST; entretanto, o ECG também pode estar normal ou apresentar alterações inespecíficas.

Infarto do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST)

O IAMCSST é a necrose irreversível do músculo cardíaco, geralmente causada pela oclusão aterotrombótica completa de uma artéria coronária. O supradesnivelamento do segmento ST persistente em duas ou mais derivações do ECG anatomicamente contíguas é o padrão eletrocardiográfico característico. Um aumento nos níveis de troponinas cardíacas específicas confirma o diagnóstico. Entretanto, o tratamento deve ser iniciado imediatamente nos pacientes com uma história típica e com alterações no ECG, sem se aguardarem os resultados dos exames laboratoriais.[1]

Colaboradores

Autores

Editorial Team

BMJ Publishing Group

Declarações

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Referências

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Artigos de referência

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