Última revisão: 3 Jul 2021
Última atualização: 15 Jun 2021
15 Jun 2021

As orientações dos EUA recomendam o tratamento de curta duração com antibióticos em homens e mulheres com pielonefrite não complicada.

Antibióticos em ciclos curtos são preferíveis a períodos de tratamento mais longos para homens e não gestantes com pielonefrite não complicada, de acordo com as novas orientações de boas práticas do American College of Physicians (ACP).

  • O ACP ressalta que o uso excessivo de antimicrobianos é um grande problema de saúde que contribui para a resistência a antibióticos.

  • Ele recomenda a terapia de ciclo curto em homens e mulheres com uma fluoroquinolona (5 a 7 dias) ou sulfametoxazol/trimetoprima (14 dias) com base na susceptibilidade a antibióticos, de acordo com as diretrizes de 2010 da Infectious Diseases Society of America e da European Society for Microbiology and Infectious Diseases (IDSA/ESCMID) para mulheres.

  • A recomendação do ACP sobre fluoroquinolonas é respaldada por uma metanálise que avaliou a terapia de ciclo mais curto para pielonefrite em homens e mulheres e não relatou nenhuma diferença significativa global na falha clínica com as fluoroquinolonas, exceto em pacientes com infecção complicada do trato urinário (8 ensaios clínicos randomizados e controlados; N = 2515 pacientes) e três ensaios clínicos randomizados e controlados posteriores que mostraram que um ciclo de 5 dias não foi inferior a um ciclo de 10 dias para esses grupos de pacientes.

  • Esses dados respaldam a orientação da IDSA/ESCMID de 2010 sobre a antibioticoterapia de ciclo mais curto para mulheres com pielonefrite não complicada, estendendo-a aos homens também.

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Ver Tratamento: algoritmo de tratamento

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Resumo

Definição

História e exame físico

Outros fatores diagnósticos

  • náuseas e vômitos
  • disúria, aumento da frequência ou urgência
  • dor nos flancos ou sensibilidade no ângulo costovertebral

Fatores de risco

  • infecção do trato urinário
  • diabetes mellitus
  • incontinência urinária de esforço
  • corpo estranho no trato urinário (por exemplo, cálculo, cateter)
  • anomalia urinária anatômica/funcional
  • estado de imunossupressão (por exemplo, vírus da imunodeficiência humana [HIV], transplante, quimioterapia, uso de corticosteroides)
  • gestação
  • relação sexual frequente
  • mãe com história de infecções do trato urinário
  • novo parceiro sexual
  • uso de espermicida
  • idade entre 18 e 50 anos
  • idade >60 anos

Investigações diagnósticas

Primeiras investigações a serem solicitadas

  • urinálise
  • coloração de Gram
  • urocultura
  • hemograma completo
  • velocidade de hemossedimentação
  • proteína C-reativa
  • procalcitonina
  • hemocultura

Investigações a serem consideradas

  • ultrassonografia renal
  • tomografia computadorizada helicoidal com contraste
  • ressonância nuclear magnética

Novos exames

  • interleucina
  • copeptina

Algoritmo de tratamento

Colaboradores

Autores

Lynda A. Frassetto, MD

Professor of Medicine

Division of Nephrology

University of California

San Francisco

CA

Declarações

LAF declares that she has no competing interests.

Agradecimentos

Dr Lynda A. Frassetto would like to gratefully acknowledge the assistance of Donna M. Frassetto. DMF declares that she has no competing interests.

Revisores

John Lam, MD

Attending Urologist

Providence Saint Joseph Medical Center

Burbank

Assistant Clinical Professor of Urology

Department of Urology

David Geffen School of Medicine at UCLA

Los Angeles

CA

Declarações

JL declares that he has no competing interests.

Robert Mactier, MD, FRCP

Consultant Nephrologist/Lead Clinician

Renal Unit

Glasgow Royal Infirmary

NHS Greater Glasgow and Clyde

Glasgow

UK

Declarações

RM declares that he has no competing interests.

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