Última revisão: 28 GUA 2021
Última atualização: 24 Nov 2020

Introdução

Condição
Descrição

Independentemente da etiologia específica, um AVC isquêmico ocorre quando o suprimento de sangue para um território vascular cerebral é reduzido em decorrência da oclusão ou estenose crítica de uma artéria cerebral. Uma minoria dos AVCs isquêmicos é causada por trombose sinusal cerebral ou por trombose venosa cortical. Os fatores de risco fortemente associados a AVCs isquêmicos incluem idade avançada, história de ataque isquêmico transitório, história de AVC isquêmico, história familiar de AVC com pouca idade, hipertensão, tabagismo, diabetes mellitus, fibrilação atrial, comorbidades cardíacas, estenose da artéria carótida, doença falciforme e dislipidemia.[1][2][3][4][5][6][7][8][9][10][11][12][13][14][15]

Estenose da artéria carótida

Causa de uma minoria dos acidentes vasculares cerebrais (AVCs) isquêmicos. Os principais fatores de risco incluem idade avançada, tabagismo e história familiar de doença cardiovascular.[16] A revascularização da carótida em caso de estenose da artéria carótida recentemente sintomática de grau moderado ou alto previne futuros AVCs. O benefício da revascularização em caso de estenose assintomática é menos certo.

Deve-se suspeitar de ataque isquêmico transitório (AIT) em qualquer pessoa que apresente deficit neurológico focal de início súbito que se tenha resolvido completamente dentro de 24 horas após o início e não possa ser explicado por outra condição, como hipoglicemia. Ataques isquêmicos transitórios (AITs) têm grande risco de eventos isquêmicos cerebrais recorrentes precoces.[2] Fatores de risco fortes incluem fibrilação atrial, valvopatia cardíaca, insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão, diabetes mellitus, estenose da carótida, outras doenças significativas (como estado hipercoagulável ou vasculite, como arterite temporal), tabagismo, transtorno decorrente do uso de bebidas alcoólicas e idade avançada.[17][18][19][20][21][22][23][24] A avaliação e a iniciação de prevenção secundária devem ocorrer rapidamente.

A hemorragia intracerebral é causada pela ruptura vascular com sangramento no parênquima cerebral, resultando em uma lesão mecânica primária no tecido cerebral. Em 2017, a prevalência global de hemorragia intracerebral (HIC) foi de 17.9 milhões de pessoas.[25] Fatores de risco fortes incluem hipertensão, idade avançada, história familiar de HIC, hemofilia, angiopatia amiloide cerebral, anticoagulação, uso de drogas simpaticomiméticas ilícitas, malformações vasculares e síndrome de Moyamoya.[6][26][27][28][29][30][31][32]

Geralmente assintomático até a ruptura, que resulta em hemorragia subaracnoide. Recomenda-se rastreamento das populações de risco com neuroangiografia não invasiva. Fatores de risco fortes incluem tabagismo, consumo moderado a elevado de bebidas alcoólicas, história familiar, hemorragia subaracnoide prévia e doenças hereditárias do tecido conjuntivo.[33][34]

Uma emergência médica em que ocorre sangramento dentro do espaço subaracnoide. A causa mais comum de hemorragia subaracnoide não traumática é a ruptura de um aneurisma intracraniano. Fatores de risco fortes incluem idade ≥50 anos, sexo feminino, hipertensão, tabagismo, história familiar, abuso de álcool e doença renal policística autossômica dominante.[35][36][37]

Colaboradores

Autores

Editorial Team

BMJ Publishing Group

Declarações

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