Prognóstico

A avaliação de um paciente será incompleta sem avaliações inicial e periódicas do prognóstico em curto e longo prazos. Entretanto, a probabilidade de sobrevida pode ser determinada de maneira confiável somente em populações, e não nos pacientes individuais. Vários fatores foram usados como indicadores prognósticos, incluindo demografia (idade, sexo, raça), sintomas (classificação da New York Heart Association [NYHA]), comorbidades (hipertensão, diabetes, caquexia, anemia e disfunções hepática e renal) e parâmetros clínicos objetivos (por exemplo, fração de ejeção, tamanho, volume, massa e formato do ventrículo esquerdo, capacidade de exercício e níveis séricos de sódio, noradrenalina [norepinefrina], renina, peptídeo natriurético do tipo B [PNB], ácido úrico, angiotensina II, aldosterona, fator de necrose tumoral alfa [TNF-alfa], endotelina). A análise multivariada dessas variáveis ajudou a identificar a maioria dos indicadores significativos de sobrevida e modelos prognósticos foram desenvolvidos e validados.[210][211][212][213][214][215][216][217] Entretanto, todos os modelos existentes para previsão de risco de morte ou necessidade de transplante urgente têm características que podem limitar sua aplicabilidade. A hemoglobina A1c também demonstrou ser um fator de risco progressivo independente para morte cardiovascular, internação hospitalar e mortalidade, mesmo em pacientes não diabéticos.[218]

O modelo prognóstico mais abrangente é o Seattle Heart Failure Model. The Seattle Heart Failure Model external link opens in a new window Esse modelo foi implementado como um programa interativo que emprega o Seattle Heart Failure Score para estimar a sobrevida média em 1, 2 e 5 anos e os benefícios de se adicionarem medicamentos e/ou dispositivos para um paciente individualmente.[212]

Apesar da terapia medicamentosa padrão, a sobrevida para pacientes com insuficiência cardíaca em estágio final é baixa.

Apesar da terapia medicamentosa ideal, incluindo a terapia de ressincronização cardíaca, apenas 65% dos pacientes na classe 4 da NYHA estão vivos em um acompanhamento médio de 17 meses.[219]

A sobrevida de 5 anos em pacientes com insuficiência cardíaca em estágio D é de apenas 20%.[220]

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