Caso clínico

Caso clínico #1

Uma mulher de 67 anos se apresenta ao clínico geral com queixa de dispneia crescente, especialmente quando tenta dormir. Ela apresenta história de hipertensão mal controlada e hiperlipidemia e está em tratamento com uma terapia com betabloqueadores e estatinas. Ela não fuma e consome bebidas alcoólicas com moderação. No exame físico, a pressão arterial é de 160/90 mmHg e a frequência cardíaca é de 126 batimentos por minuto. Há uma quarta bulha (B4) audível e a pressão venosa jugular está elevada 3 cm acima do normal. Não há edema, mas, no exame pulmonar, ela apresenta crepitação fina e bilateral na zona média a baixa. O ECG mostra hipertrofia ventricular esquerda, e a ecocardiografia transtorácica mostra hipertrofia ventricular esquerda, dilatação atrial esquerda, função sistólica do ventrículo esquerdo e direito normal, com fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 60%.

Caso clínico #2

Um homem de 60 anos chega ao pronto-socorro. Ele relata sentir dispneia progressiva. Ele tem uma história de hipertensão, diabetes mellitus não insulinodependente e é fumante compulsivo há mais de 40 anos. Ele se submeteu a uma angioplastia primária bem-sucedida devido a um extenso infarto agudo do miocárdio (IAM) anterior há 2 meses. Apresenta pressão arterial de 75/40 mmHg, a frequência cardíaca é de 110 bpm e a frequência respiratória é de 30. Ele tem estase jugular e uma B3 proeminente. Seu eletrocardiograma (ECG) evidencia taquicardia sinusal e uma ecocardiografia transtorácica realizada no pronto-socorro revela uma função sistólica ventricular esquerda comprometida, com a fração de ejeção de 20%.

Outras apresentações

Muitos pacientes permanecem assintomáticos por longo período porque o leve comprometimento da função cardíaca é equilibrado por mecanismos compensatórios. Em geral, as manifestações clínicas ocorrem somente na presença de fatores precipitantes que aumentam a carga de trabalho cardíaca e levam o estado equilibrado para a descompensação. Portanto, os primeiros sinais e sintomas podem ser os decorrentes da condição precipitante subjacente, como flutter ou fibrilação atrial, anemia, febre, infecção, hipertireoidismo ou até mesmo gestação. Uma embolia pulmonar extensa também pode ocasionar a primeira apresentação dos sintomas ou a exacerbação de insuficiência cardíaca congestiva (ICC) crônica conhecida, ao provocar hipoxemia, diminuição do suprimento de oxigênio para o miocárdio e maior pós-carga do ventrículo direito. Uma lesão isquêmica aguda (isto é, uma síndrome coronariana aguda ou um infarto agudo do miocárdio) ou a introdução de um medicamento inotrópico negativo por outro motivo (por exemplo, altas doses de betabloqueadores e determinados bloqueadores dos canais de cálcio para hipertensão) pode deprimir de forma aguda a contratilidade miocárdica e desencadear os sintomas em um paciente compensado.

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