Epidemiologia

É difícil determinar a incidência de infecção por influenza sazonal, pois nem todas as pessoas com influenza procuram atendimento médico, e nem todos os indivíduos com doenças similares à influenza terão infecção por influenza; o diagnóstico pode ser feito clinicamente, sem confirmação laboratorial. Além disso, a incidência varia a cada ano, com alterações antigênicas nos vírus significando que não há proteção adicional das imunizações prévias. Em geral, estima-se que ela afete 20% das crianças e 5% dos adultos anualmente em todo o mundo.[5] Estudos com crianças relatam uma média de incidência anual de 4.6% durante um período de 5 anos em crianças com até 19 anos de idade. Nos EUA, em um período de 25 anos, a incidência foi de 9.5% em crianças <5 anos de idade.[5] No hemisfério norte, a atividade da influenza sazonal tem seu pico entre o fim de dezembro e o início de março, e no hemisfério sul, tem seu pico entre maio e setembro.

Houve quatro pandemias de influenza desde 1918, sendo a mais recente a epidemia da “gripe suína“ do Influenza A (H1N1), em abril de 2009. Em 1957 e 1968, as pandemias foram resultantes de novas cepas de influenza humano e aviário. No entanto, a pandemia de 2009 foi resultante de um novo rearranjo gênico de influenza humana, aviária e suína.[6]

Em 2017, uma cepa de mutação rápida da influenza A (H3N2) foi relatada na Austrália, onde se observou o maior número de casos desde a pandemia de 2009.[7] Na temporada de 2017-2018, também se relatou que a atividade da gripe nos EUA atingiu seu nível mais alto desde a pandemia da H1N1 de 2009. CDC: FluView - weekly influenza surveillance report external link opens in a new window

Em 2005, pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) reconstruíram com êxito o vírus da gripe (influenza) A (H1N1) de 1918, permitindo um melhor entendimento de sua virulência. É altamente improvável que o vírus de 1918 ressurgisse de uma fonte natural e, mesmo que isso ocorresse, imunidade residual significa que ele não seria mais considerado uma nova cepa. Se ele fosse isolado fora de um laboratório, tratamentos atuais (como os antivirais rimantadina e oseltamivir) provavelmente seriam eficazes e haveria a possibilidade de vacinas, já que aquelas contendo a proteína hemaglutinina de 1918 se mostraram protetoras em camundongos.[8]

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