Novos tratamentos

Zanamivir intravenoso

A European Medicines Agency aprovou uma formulação intravenosa de zanamivir para o tratamento de gripe (influenza) complicada e com risco de vida em crianças ≥6 meses de idade e adultos. A indicação é para os pacientes nos quais outros tratamentos para gripe (influenza), incluindo a formulação por via inalatória do zanamivir, sejam inadequados e/ou o vírus influenza do paciente é conhecida ou suspeitadamente resistente a outros tratamentos. Nos EUA, a formulação intravenosa só está disponível por meio de um programa de uso compassivo ou pela participação em um ensaio clínico.

Tecnologia livre de agulhas

A administração de vacina contra gripe (influenza) por meio de uma injeção de jato livre de agulhas pode evitar o problema de fobia de agulhas e o risco de lesão por picada de agulha.[139]

Terapia antiviral combinada

Combinar dois antivirais que ajam nos diferentes aspectos do ciclo de vida viral pode oferecer benefícios em relação à monoterapia, embora as opções sejam limitadas pelo baixo número de antivirais disponíveis.[140] Estudos em camundongos demonstraram sinergia terapêutica quando o oseltamivir é combinado com amantadina[141] ou com favipiravir.[142] Um estudo in vitro sugere que a terapia combinada de amantadina e oseltamivir pode reduzir o surgimento de vírus da gripe (influenza) A resistentes a medicamentos.[143] No entanto, deve-se ter cuidado, pois um estudo de oseltamivir-zanamivir combinados mostrou que a combinação é menos efetiva que o oseltamivir isoladamente.[144]

Proteína recombinante de fusão da sialidase DAS181

Sendo desenvolvido atualmente, esse agente é direcionado às células respiratórias do hospedeiro e não ao próprio vírus influenza, especificamente, ao receptor do ácido siálico usado pelo vírus influenza para se ligar ao epitélio das vias aéreas.[140] DAS181 é uma proteína de fusão da sialidase que consiste no domínio catalítico da sialidase do Actinomyces viscosus ligado à uma sequência de ancoragem da superfície da célula. A proteína de fusão por via inalatória remove os receptores para a ligação do vírus da influenza ao epitélio respiratório. Estudos demonstraram a efetividade in vitro contra os vírus da influenza A e B, e a efetividade in vitro e in vivo contra vírus parainfluenza humanos.[145][146]

Cianovirina-N

A cianovirina-N é uma proteína que interage com a proteína da superfície celular hemaglutinina tanto do vírus da influenza A quanto B in vitro.[136] Ela confere propriedades antivirais bloqueando a entrada viral,[140] mas problemas com relação à imunogenicidade e citotoxicidade vêm prejudicando o desenvolvimento adicional. Um estudo inicial com uma nova cianovirina-N peguilada derivativa alcançou, no entanto, resultados positivos.[147]

Ácidos ribonucleicos (RNAs) de interferência curtos

Embora atualmente só tenham sido estudados em camundongos, os RNAs de interferência curtos que são específicos para regiões conservadas do gene reduziram a replicação viral quando administrados por via intravenosa. Mais recentemente, foi demonstrado que a interferência do RNA inibe a infecção por vírus da gripe (influenza) em cooperação com gamainterferona.[148]

Favipiravir

Uma pirazina substituída que inibe o RNA polimerase do vírus.[140] Estudos in vitro e in vivo mostraram inibição da replicação viral e atividade contra vírus resistentes a amantadinas e a inibidores da neuraminidase. O favipiravir bloqueia a replicação de diversas cepas do vírus da gripe (influenza), incluindo o vírus aviário H7N9.[149] Além disso, é ativo contra vários arena, bunia, flavi, alfa, picorna e norovírus.

Viramidina

Um pró-fármaco da ribavirina, a viramidina tem como alvo a enzima celular IMP desidrogenase, que está envolvida na síntese do RNA viral.[140] É ativa contra os vírus da gripe (influenza) A H5N1 e sazonais,[150] e pode ser administrada por via intravenosa, oral ou por aerossol.

Vacina de ácido desoxirribonucleico (DNA)

Uma vacina de DNA trivalente foi desenvolvida com três plasmídeos expressando hemaglutinina de diferentes cepas de vírus da influenza sazonal. Ela mostrou proteção contra a gripe e tem um bom perfil de segurança.[151] Em um ensaio clínico de fase I, vacinas de DNA H5 monovalentes adjuvantes foram bem toleradas e induziram índices de resposta de inibição da hemaglutinação similares àquele de vacinas H5 inativadas baseadas em proteína.[152] Os resultados sugerem que as vacinas de DNA adjuvantes com produção rápida de vacina poderiam ser úteis para o controle pandêmico.

VIS410

O VIS410 é um anticorpo monoclonal que foi desenhado para agir contra todas as cepas conhecidas da influenza A. Ele é direcionado contra um epítopo específico na hemaglutinina, uma proteína de superfície usada para entrada e ligação celular, e é criado para pôr fim ao ciclo de replicação do vírus influenza. Ele está sendo desenvolvido para tratar pacientes hospitalizados com influenza A e está atualmente em ensaios clínicos de fase 2.

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