Etiologia

O vírus da influenza sazonal é um membro da família dos ortomixovírus. Ele tem um genoma com ácido ribonucleico (RNA) de fita simples segmentado que pode ser classificado em influenza A, B e C com base nas diferenças antigênicas. O RNA codifica cinco proteínas estruturais e três proteínas não estruturais. Os elementos proteína M e nucleoproteína NP são usados para classificar o vírus entre os tipos A, B e C. Outros elementos da estrutura viral, a hemaglutinina (antígeno H) e a neuraminidase (antígeno N), são importantes na patogênese da doença. O antígeno H é necessário para a ligação e entrada do vírus na célula. O antígeno N ajuda o vírus maduro a sair da célula.

Os vírus da influenza sazonal dos tipos A e B também são divididos em vários subtipos. Esses subtipos são definidos pelos antígenos H e N presentes no vírus. Há três subtipos antigênicos do antígeno H (H1, H2 e H3) e dois subtipos antigênicos do antígeno N (N1 e N2), permitindo várias combinações diferentes. Os anticorpos para um subtipo de antígeno H ou N não reagem com outro tipo de antígeno H ou N.

O influenza C não está associado a epidemias ou pandemias, e provoca doença leve. O influenza A é responsável por surtos frequentes (geralmente anuais) e locais, ou epidemias maiores de intensidade variada a cada 2-3 anos, ou pandemias ocasionais. O influenza B provoca surtos aproximadamente a cada 4 anos, com doença geralmente mais leve que o vírus influenza A.[9] A epidemia geralmente ocorre entre o final do outono e o início da primavera.

Pequenas mutações pontuais nas proteínas que formam o vírus influenza provocam uma variação antigênica, e esse é o motivo pelo qual novas vacinas são necessárias a cada estação de gripe. Alterações maiores, que resultam em novas proteínas hemaglutinina ou neuraminidase, causam variações antigênicas e podem resultar em pandemia. A terminologia especial usada ao se discutir o vírus influenza inclui o tipo de vírus, o local onde foi localizado inicialmente e o ano em que foi descoberto.

Fisiopatologia

O vírus da influenza sazonal é transmitido por gotículas respiratórias infectadas que são aerossolizadas por tosse, espirros ou fala. Com menos frequência, o contato com fômites pode causar transmissão.[5]

O vírus se liga ao epitélio ciliado traqueobrônquico e entra por ele usando a hemaglutinina da superfície viral (antígeno H). Ocorre, então, a replicação viral. A eliminação de partículas virais atinge a intensidade máxima nas primeiras 48 a 72 horas de exposição ao vírus, depois diminui e se torna indetectável em 10 dias. Crianças e pessoas imunocomprometidas podem eliminar vírus durante várias semanas.[10]

Classificação

Tipos de vírus da influenza sazonal

O vírus da gripe (influenza) é classificado em A, B e C com base em diferenças antigênicas. Outros elementos da estrutura viral são hemaglutinina (antígeno H) e neuraminidase (antígeno N).

Os vírus da gripe (influenza) tipos A e B são divididos em vários subtipos. Esses subtipos são definidos pelos antígenos H e N presentes no vírus. Há três subtipos antigênicos do antígeno H (H1, H2 e H3) e dois subtipos antigênicos do antígeno N (N1 e N2), o que permite várias combinações diferentes.

O influenza C não está associado a epidemias ou pandemias e provoca doença leve.

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