História e exame físico

Principais fatores de diagnóstico

A espondilose cervical está associada ao aumento da idade (>40 anos) e pode haver uma história familiar ou de trauma, distensão miofascial ou cirurgia cervical.

Mais provavelmente associado à espondilose cervical, particularmente se houver episódios múltiplos ao longo do tempo. Se a dor cervical for aguda e associada a um evento, o trauma ou a tensão miofascial cervical pode ser considerada, especialmente se a dor cervical for mais intensa. A dor cervical após uma infecção ou com história de neoplasia sistêmica pode sugerir afecções mais graves.

A dor cervical axial pode existir em qualquer músculo cervical axial, incluindo escalenos (síndrome do escaleno anterior), músculos trapézio e interescapulares e músculos paraespinhais que se estendem desde a região occipital até a lombar, onde o espasmo muscular axial pode se difundir.

Os componentes referidos incluem dor occipital e cefaleias tensionais ou em salvas.

A presença subjetiva foca o diferencial nas complicações neurológicas da espondilose cervical ou em algum outro problema neurológico com queixas semelhantes.

A dor distal ao ombro desencadeia a consideração de uma radiculopatia; a dor irradiada raramente está presente na mielopatia cervical.

Os reflexos reduzidos são um sinal de radiculopatia, e quando aumentados podem ser um sinal de mielopatia cervical, possivelmente no membro superior, mas particularmente no membro inferior.

Pode ocorrer na radiculopatia de C5, mas é incomum com a mielopatia cervical, sugerindo um diferencial mais amplo em muitos casos.

Particularmente nos músculos intrínsecos da mão (por exemplo, interósseos, abdutor curto do polegar), sugere mielopatia cervical.

Isto é, dificuldade em andar em uma linha reta. Pode indicar mielopatia cervical, através da compressão dos tratos de substância branca que descem para a medula espinhal inferior.

Outros fatores de diagnóstico

Um sintoma secundário comum associado à espondilose cervical.

Comumente causada por alterações degenerativas, semelhantes à osteoartrite em qualquer articulação.

São comuns e frequentemente menos úteis no diagnóstico, a menos que uma raiz específica (radiculopatia) ou um padrão de nervo periférico sugira um diagnóstico diferente (por exemplo, síndrome do túnel do carpo com hipoalgesia do nervo mediano).

Fatores de risco

Estudos de ressonância nuclear magnética (RNM) de base populacional mostram que quase 100% dos adultos com idade >40 anos têm degeneração grave de pelo menos 1 nível cervical (comumente C5/6).[1][3][4] No entanto, apenas uma subpopulação de pacientes apresenta dor cervical axial, e os pacientes comumente são assintomáticos.[8]

Pode acelerar o processo da degeneração do disco e das facetas, particularmente se houver uma fratura de um aspecto da articulação (isto é, uma fratura de faceta).

Pode predispor as articulações adjacentes a alterações degenerativas aceleradas, especialmente depois de uma fusão cervical.[8] Isso tem sido difícil de comprovar, pois essas articulações também degeneram espontaneamente e a taxa de alteração mostra pouca diferença com ou sem cirurgia prévia. No entanto, particularmente a cirurgia cervical posterior (isto é, uma laminectomia) pode melhorar os sintomas de espasmo muscular paraespinhal observado com a dor cervical axial relacionada à espondilose cervical.[21]

Uma lesão prévia nos tecidos moles do pescoço pode resultar em uma tensão miofascial cervical (incluindo lesão em chicote), que pode predispor aos mesmos tipos de sintomas de dor cervical axial observados apenas em alterações degenerativas.

Algumas formas de alterações degenerativas graves e aceleradas, incluindo hiperostose esquelética idiopática difusa, espondilite anquilosante e ossificação do ligamento longitudinal posterior, são mais propensas a ocorrer em algumas populações.[8] Essas formas menos comuns de alterações degenerativas graves também podem causar a redução acentuada do movimento cervical em virtude da calcificação em torno das articulações e dos ligamentos. Tanto as mudanças degenerativas cervicais quanto a mielopatia espondilótica cervical mostram uma tendência de predisposição genética.[14][15]

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