Epidemiologia

A incidência da espondilose cervical varia com a idade. Estudos de ressonância nuclear magnética (RNM) de base populacional mostram que quase 100% dos adultos com idade >40 anos têm degeneração grave de pelo menos 1 nível cervical (comumente C5/6).[1][2][3][4][5][6] No entanto, apenas um subconjunto de pacientes apresenta dor cervical axial e os pacientes geralmente são assintomáticos, embora as radiografias cervicais e a RNM possam mostrar doença degenerativa grave e espontânea.[4][7]com.bmj.content.model.Caption@4d5f5103[Figure caption and citation for the preceding image starts]: Alterações graves e de múltiplos níveis da doença degenerativa do disco, mas sem compressão significativa da medula espinhal (isto é, sem deformações ou alterações intrínsecas em T2) na ressonância nuclear magnética (RNM) cervical (T2 sagital)Dennis A. Turner, MA, MD [Citation ends].

A incidência de radiculopatia e mielopatia é muito menor, embora existam poucos estudos de base populacional, com exceção das que tratam das taxas de tratamentos cirúrgicos da espondilose cervical.[8] No entanto, apenas 1% a 2% dos pacientes com espondilose cervical procedem à intervenção cirúrgica, pois tratamentos não cirúrgicos são suficientes para a maioria dos pacientes.[9][10][11][12][13]

A taxa relativamente alta de realização de estudos de RNM cervical para os sintomas de dor cervical axial nos EUA provavelmente influencia tanto a taxa de intervenções agressivas quanto a conscientização geral desse problema comum. Por exemplo, é provável que a degeneração do disco (isto é, a dessecação de uma articulação de disco normalmente hidratada com subsequente estreitamento da articulação) seja ubíqua depois dos 30 anos de idade em decorrência da perda intrínseca das células do disco, que mantêm a hidratação. As facetas articulares seguem o padrão mais comum de degeneração da articulação sinovial.

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