Epidemiologia

Em todo o mundo, havia 37.9 milhões de pessoas vivendo com HIV no final de 2018, com aproximadamente 1.7 milhão sendo infectadas em 2018. Aproximadamente 70% das pessoas que vivem com HIV estão na África Subsaariana.[10] Os casos novos atingiram um pico em 1999 (3.16 milhões) e diminuíram gradualmente desde então.[11] Aproximadamente 80% das novas infecções por HIV são de pessoas que não sabem que estão infectadas ou que não estão recebendo cuidados regulares. A taxa de transmissão foi zero nos pacientes recebendo terapia antirretroviral que estavam viralmente suprimidos.[12]

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Na região europeia da Organização Mundial da Saúde (composta por 53 países e incluindo dados da Federação Russa), houve 159,420 novos casos notificados em 2017 (20 novas infecções por 100,000 habitantes). A transmissão entre os heterossexuais foi a maior via isolada de infecção, respondendo por 49.4% dos novos casos diagnosticados. Um total de 21.2% das novas infecções foi atribuído a homens que fazem sexo com homens (HSH) e 13% ao uso de drogas injetáveis.[13] O número de novas infecções foi maior na faixa etária de 30-39 anos (36%).[13] No Reino Unido, os novos diagnósticos diminuíram 6% em 2018 (em comparação com 2017) para 4484 casos (sendo 1908 em homens gays e bissexuais).[14] Em 2018, estimou-se que o número geral de pessoas que vivem com HIV no Reino Unido foi de 103,800 (estimou-se que 6700 pessoas estavam vivendo com uma infecção por HIV não diagnosticada).[15] A incidência em homens que fazem sexo com homens (HSH) está em queda em alguns países.[16]

Nos EUA, foram estimados 38,281 diagnósticos de infecção por HIV em 2017. A maioria dos diagnósticos no sexo masculino foi em HSH. Os HSH representaram 67% de todos os diagnósticos nos EUA em 2017, enquanto o contato heterossexual representou 24% e o consumo de drogas injetáveis representou 6%.[17] O número de novas infecções nos EUA foi maior na faixa etária de 25-29 anos em 2017.[17] Entre 2010 e 2016, as taxas de infecção permaneceram estáveis entre HSH, caíram aproximadamente 17% entre homens e mulheres heterossexuais e caíram cerca de 30% em indivíduos que usam drogas injetáveis. No entanto, as taxas de infecção aumentaram em certas populações, incluindo HSH latinos e HSH negros com idade entre 25 e 34 anos.[18]

Os dados da pesquisa destacam o impacto desproporcional da epidemia de AIDS nas mulheres, especialmente na África Subsaariana. Em todo o mundo, 52% dos adultos que vivem com infecção por HIV são mulheres.[10] Nos EUA, as mulheres representaram 19% dos diagnósticos de HIV estimados em 2017, sendo 86% adquiridos por transmissão heterossexual.[17]

Em todo mundo, a mortalidade atingiu o pico em 2006 com 1.95 milhão de mortes e, desde então, caiu para 0.95 milhão de mortes em 2017.[11] Esse número caiu para 770,000 em 2018.[10]

No geral, acredita-se que, globalmente, a taxa de incidência do HIV atingiu sua intensidade máxima no final dos anos 1990, estabilizando-se posteriormente, apesar da incidência crescente em alguns países. As mudanças na taxa de incidência juntamente com a crescente mortalidade por AIDS fizeram com que a prevalência global do HIV se estabilizasse. Contudo, o número de pessoas infectadas por HIV continua a aumentar devido ao aumento populacional e, mais recentemente, aos efeitos prolongadores de vida da terapia antirretroviral. Na África subsaariana, a região com o maior número de casos da epidemia de AIDS, os dados também indicam que a taxa de incidência de HIV atingiu sua intensidade máxima e está começando a se estabilizar na maioria dos países. Contudo, as epidemias nessa região são muito distintas, sendo especialmente graves no sul da África, onde algumas das epidemias ainda estão em expansão.

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