Novos tratamentos

Ibalizumab

O ibalizumabe, um inibidor intravenoso de fusão de anticorpo monoclonal humanizado que se liga às células CD4, foi aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA) dos EUA e European Medicines Agency para adultos intensamente experientes de tratamento e que não podem ser tratados com sucesso com outras terapias atualmente disponíveis (por exemplo, HIV resistente a múltiplos medicamentos). Em um ensaio de fase III, 43% dos pacientes alcançaram supressão do RNA do HIV após 25 semanas de tratamento (em combinação com outros medicamentos antirretrovirais).[97] Pacientes com viremia detectável em curso que não possuem opções de tratamento suficientes para construir um esquema terapêutico totalmente supressivo podem ser candidatos para este medicamento.[52]

Terapias antirretrovirais injetáveis de ação prolongada

As terapias antirretrovirais injetáveis de ação prolongada (por exemplo, cabotegravir, rilpivirina), que são administradas mensalmente ou em meses alternados, entraram em ensaios clínicos de fase III, tanto para a prevenção quanto para o tratamento da infecção por HIV e possivelmente estarão disponíveis para uso clínico para certos grupos de pacientes nos próximos anos. Um esquema injetável de cabotegravir associado à rilpivirina administrado a cada 4 ou 8 semanas foi tão eficaz quanto o cabotegravir oral associado a abacavir/lamivudina na manutenção da supressão viral por até 96 semanas, e foi bem aceito e tolerado.[98]

PRO 140

O PRO 140 (uma forma humanizada do anticorpo PA14) é um anticorpo monoclonal direcionado contra o receptor de quimiocina C-C tipo 5 nos linfócitos T (CCR5 ) que apresentou atividade antiviral significativa em três pequenos ensaios, mas que ainda é considerado um medicamento sob investigação.[99]

Outras terapias antivirais

O maraviroc (um antagonista dos receptores CCR5) e a enfuvirtida (um inibidor de fusão que se liga aos receptores gp41 ou de quimiocina e inibe a entrada do vírus nas células do sistema imunológico) são aprovados pelo FDA para a infecção pelo HIV; no entanto, seu exato lugar na terapia ainda não foi determinado e as diretrizes atualmente não recomendam o seu uso. Outras terapias antivirais atualmente sob investigação incluem inibidores de ligação e inibidores de maturação[100][101] O fostemsavir é um inibidor de ligação em investigação, o primeiro de sua classe em desenvolvimento para o tratamento da infecção pelo HIV-1. Funciona ligando-se diretamente à subunidade glicoproteína 120 (gp120) na superfície do vírus. Um pedido de aprovação foi enviado à FDA.[102]

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