Prevenção primária

O meio primário para conter o vírus H5N1 da influenza aviária A altamente patogênica (IAAP) em comunidades e diminuir o risco à saúde humana é a imunização de aves para o H5N1 ou o abate imediato de aves com suspeita de infecção pelo vírus H5N1 da IAAP com desinfecção do ambiente contaminado. A forma mais eficaz de evitar a infecção pelo vírus H5N1 da IAAP é minimizar a exposição evitando o contato direto ou próximo com aves doentes ou mortas em países afetados pelo vírus H5N1 da IAAP.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e as organizações de saúde pública nacionais não recomendam restrições de viagens a países afetados pelo H5N1 da IAAP. Recomenda-se, entretanto, que as pessoas evitem contato com aves com suspeita de infecção pelo vírus H5N1 da IAAP, com animais em mercados de alimentos vivos em países afetados pelo H5N1 da IAAP e quaisquer superfícies que possam estar contaminadas por fezes de aves ou outros animais com suspeita de infecção pelo vírus H5N1 da IAAP.[17]

As vacinas contra influenza A (H5N1) foram consideradas seguras e imunogênicas.[67][68][69] Várias vacinas estão licenciadas em todo o mundo, inclusive na Europa e nos EUA, para uso em crianças e adultos em situações pandêmicas. Os EUA contêm um estoque nacional que pode ser usado se o vírus passar a ser transmitido facilmente de pessoa para pessoa.[70] O status de desenvolvimento e disponibilidade de vacinas candidatas está disponível na Organização Mundial da Saúde (OMS).

WHO: candidate vaccine viruses and potency testing reagents for influenza A (H5N1) external link opens in a new window

Recomenda-se que os profissionais da saúde em países endêmicos do vírus H5N1 da IAAP recebam vacinação anual contra influenza sazonal, a fim de diminuir o risco de transmissão nosocomial dos vírus da influenza sazonal no ambiente de atendimento de saúde. A prevenção de influenza sazonal entre pessoas expostas ao vírus H5N1 da IAAP também pode diminuir o risco teórico de coinfecção humana com influenza sazonal A e os vírus H5N1 da IAAP e de rearranjo viral (um evento que poderia causar o surgimento de uma cepa de vírus potencialmente pandêmica).

A maioria das organizações de saúde pública considera desnecessário o uso de oseltamivir por via oral ou quimioprofilaxia antiviral com zanamivir por via inalatória para a prevenção primária se o equipamento de proteção individual apropriado e as precauções de controle de infecção forem utilizados.

São recomendadas medidas padronizadas de proteção pessoal (por exemplo, isolamento domiciliário, etiqueta quanto aos hábitos respiratórios, higiene das mãos) para diminuir a disseminação da infecção; no entanto, medidas adicionais também podem ser recomendadas durante pandemias, incluindo:[71]

  • Quarentena voluntária em domicílio

  • Uso de máscaras faciais por pessoas que estão doentes (ou que não estão)

  • Fechamento de escolas, universidades ou creches

  • Medidas de distanciamento social (por exemplo, locais de trabalho, concentrações em massa)

  • Medidas de limpeza de superfícies ambientais.

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