História e exame físico

Principais fatores diagnósticos

Os principais fatores de risco incluem sepse, aspiração, trauma grave, pneumonia, pancreatite, queimaduras e inalação de fumaça, transfusões de sangue, transplante pulmonar e história de abuso de álcool.

Baixa apesar de oxigênio suplementar.

Insuficiência respiratória progressivamente agravada no cenário de estado crítico.

Outros fatores diagnósticos

Os pacientes que desenvolvem síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) estão em estado crítico, geralmente com insuficiência de múltiplos órgãos e sistemas.

A dispneia é o sintoma de apresentação mais comum.

Frequência respiratória >20 respirações por minuto.

As crepitações pulmonares na ausculta são comuns e tipicamente difusas.[26]

Medida por volume corrente/(pressão de platô menos pressão positiva expiratória final [PEEP]).

Esses sintomas estão frequentemente presentes, especialmente se a causa subjacente da SDRA for pneumonia.

Presença de tosse produtiva de escarro espumoso ou edema pulmonar franco, podendo conter sangue.

Fatores de risco

A sepse é a causa subjacente mais comum da síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), tendo geralmente uma origem pulmonar.[4] A incidência de SDRA em pacientes com sepse é de 6% a 7%,[16][17] mas é significativamente maior em pacientes com choque séptico.[7] Acredita-se que a ativação sistêmica da inflamação e coagulação conduza à lesão indireta da membrana alvéolo-capilar.

A aspiração de conteúdos gástricos é uma causa comum da SDRA. Cerca de um terço dos pacientes hospitalizados com um evento de aspiração testemunhado desenvolvem SDRA.[18][19] Acredita-se que a aspiração cause lesão direta ao epitélio alveolar e à membrana alvéolo-capilar.

Pneumonia decorrente de qualquer fonte (bacteriana, viral, fúngica, parasitária) é uma causa comum da SDRA.[20] Acredita-se que a lesão direta provocada pelo patógeno e a consequente resposta inflamatória sejam os mecanismos responsáveis.

Cerca de 7% a 10% dos pacientes com trauma grave desenvolvem SDRA.[21] O potenciais mecanismos incluem lesão indireta decorrente de choque hemorrágico inicial ou início tardio de falência múltipla de órgãos. As contusões pulmonares aumentam o risco de SDRA; fraturas de ossos longos, aspiração e transfusões múltiplas de hemoderivados também aumentam esse risco.

Transfusões múltiplas de hemoderivados estão associadas com a SDRA.

A lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão (TRALI) também pode se desenvolver em decorrência de transfusão de apenas 1 unidade de qualquer hemoderivado contendo plasma. Os mecanismos propostos para a TRALI incluem ativação dos neutrófilos do receptor pelo reconhecimento dos anticorpos do doador dos epítopos dos neutrófilos do receptor ou por lipídeos biologicamente ativos liberados dos eritrócitos armazenados.

A SDRA, também conhecida como disfunção primária do enxerto, ocorre em 10% a 25% dos pacientes após transplante de pulmão.[22] Acredita-se que o mecanismo seja decorrente de lesão de isquemia-reperfusão.

Os fatores de risco para SDRA (disfunção primária do enxerto) após o transplante pulmonar incluem doador fumante, maior FiO₂ no aloenxerto na reperfusão, uso de derivação cardiopulmonar, índice de massa corporal do receptor e hipertensão arterial pulmonar no doador ou receptor.

Embora não tenha sido bem estudada, a SDRA provavelmente ocorre em 10% a 20% dos pacientes com pancreatite aguda grave.[23] Em um estudo, o tratamento com octreotida de pacientes com pancreatite aguda reduziu a incidência da SDRA.[24]

O abuso de álcool está associado a uma incidência elevada de SDRA em adultos.[7][8]

Acredita-se que o mecanismo seja decorrente da depleção de antioxidantes endógenos.

A SDRA é comum após queimaduras e inalação de fumaça, apresentando em um estudo uma incidência de 40% entre pacientes com queimaduras e com suporte de ventilação mecânica.[25]

A SDRA é comum após episódios de afogamento significativo (graus 3 a 6).[26][27] Esses pacientes geralmente se recuperam muito mais rapidamente que aqueles com outras causas de SDRA.[28]

Com início no verão de 2019 nos EUA, um surto de lesão pulmonar associada a cigarros eletrônicos e produtos similares (EVALI) foi relatado principalmente entre adultos jovens com história de uso de cigarro eletrônico, que apresentaram uma síndrome clínica idêntica à SDRA.[29]

Muitos casos parecem ocorrer em pacientes que usam produtos com tetraidrocanabinol (THC), que contém acetato de vitamina E.[30]

A superdosagem de muitos medicamentos comuns (por exemplo, salicilatos, antidepressivos tricíclicos, opioides, fenotiazina) e a overdose de cocaína podem provocar a SDRA, embora a perda de consciência com a aspiração de conteúdos gástricos também possa contribuir nesse cenário.[31]

O tabagismo tem sido associado ao aumento do risco de SDRA em casos de trauma grave,[32] sepse não pulmonar[33] transfusão e após transplante de pulmão.[34]

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