História e exame físico

Principais fatores de diagnóstico

Dor abdominal periumbilical constante, que, posteriormente (1 a 12 horas), migra para o quadrante inferior direito. Geralmente piora com o movimento e ao tossir.

Sintoma importante, quase sempre associado à apendicite aguda.[32] Sem anorexia, o diagnóstico de apendicite aguda é questionável.

Um sinal clássico é o desconforto abdominal no quadrante inferior direito (sinal de McBurney). Pode haver dor à descompressão brusca, principalmente se o apêndice for anterior. A compressão do quadrante inferior esquerdo também pode provocar dor no quadrante inferior direito (sinal de Rovsing). A dor pode também ser provocada se o paciente se deitar sobre o lado esquerdo e estender lentamente a coxa direita para alongar o músculo iliopsoas (sinal do psoas) ou pela rotação interna da coxa direita flexionada (sinal do obturador).

Outros fatores de diagnóstico

A doença pode ocorrer em qualquer idade, mas é observada com mais frequência em indivíduos com idade entre o início da adolescência e os 50 anos.

Náuseas e vômitos estão presentes em 75% dos pacientes.[32]

Baixa, geralmente um aumento de um 1 °C (1.8 °F) na temperatura corporal.

Os ruídos hidroaéreos podem ser reduzidos, especialmente no lado direito, em comparação com o lado esquerdo.

A taquicardia pode estar presente, especialmente em pacientes com perfuração.[37]

Náuseas e vômitos estão presentes em 75% dos pacientes.[32]

Pressionar o lado esquerdo da cavidade abdominal provoca dor no quadrante inferior direito.

Estender a coxa direita na posição lateral esquerda provoca dor no quadrante inferior direito.

A dor é provocada no quadrante inferior direito do abdome pela rotação interna da coxa direita flexionada.

Fatores de risco

Afeta as respostas imunológicas a determinados organismos microbianos. Crianças que receberam <6 meses de aleitamento materno tiveram uma incidência maior de apendicite aguda, em comparação com aquelas que receberam aleitamento materno por >6 meses.[16][17]

Sabe-se que causa constipação. Crianças submetidas a apendicectomia têm dieta pobre em fibras, em comparação com o grupo de controle.[7][18] No entanto, essa teoria é controversa.[19]

Uma maior incidência de apendicite aguda na sociedade ocidental pode estar relacionada às condições de vida e a uma melhor higiene pessoal.[20]

O equilíbrio da flora microbiana gastrointestinal é importante para a prevenção de infecções, para a digestão e para o fornecimento de nutrientes importantes.[21] O uso frequente de antibióticos e melhores condições de higiene ocasionam uma menor exposição e/ou um desequilíbrio da flora microbiana gastrointestinal, o que pode, a certa altura, causar uma resposta modificada a infecções virais, desencadeando, assim, a apendicite.[22]

As crianças expostas ao tabagismo passivo têm uma incidência significativamente maior de apendicite aguda.[23] Também há uma maior incidência de apendicite aguda em pacientes adultos que fumam, em comparação com adultos que nunca fumaram.[23][24]

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