Etiologia

A obstrução do lúmen do apêndice é a principal causa da apendicite aguda. Fecalito (massa rígida de matéria fecal), fezes normais ou hiperplasia linfoide são as principais causas de obstrução. Dados retrospectivos de apendicectomia sugerem uma prevalência de fecalito de 14% a 18% (entre pacientes com indicação clínica/síndrome clínica de apendicite ou pacientes de apendicectomia de emergência, respectivamente).[11][12] Em pacientes submetidos a uma apendicectomia de emergência, a prevalência de fecalito foi de 39.4% na apendicite perfurada, mas de apenas 14.6% na apendicite não perfurada.[11]

Há evidências sugerindo etiologia neuroimune em alguns casos, mas isso ainda está sendo investigado.[13]

Fisiopatologia

O lúmen distal à obstrução do apêndice começa a encher-se de muco e age como uma obstrução de curva fechada. Isso causa distensão e aumento das pressões intraluminal e intramural. Conforme a doença evolui, as bactérias presentes no apêndice se multiplicam rapidamente. As bactérias mais comuns no apêndice são Bacteroides fragilis e Escherichia coli.[14]

A distensão do lúmen do apêndice causa anorexia reflexiva, náuseas e vômitos e dor visceral ao redor do umbigo, com base nas origens embrionárias do apêndice.

Como a pressão do lúmen excede a pressão venosa, ocorre a formação de trombos nas pequenas vênulas e nos vasos capilares, mas as arteríolas permanecem abertas, o que causa ingurgitamento e congestão do apêndice. O processo inflamatório rapidamente envolve a serosa do apêndice e, em seguida, o peritônio parietal na região, o que causa a clássica dor no quadrante inferior direito no ponto de McBurney.

Após as arteríolas estarem trombosadas, a área na borda antimesentérica torna-se isquêmica, causando infarto e perfuração. As bactérias atravessam a parede e ocorre a formação de pus (supuração) no interior e ao redor do apêndice. Geralmente, as perfurações são observadas logo após a obstrução e não na ponta do apêndice.[15]

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