Última revisão: 24 Set 2021
Última atualização: 11 Jun 2021
11 Jun 2021

Orientações internacionais atualizadas sobre o diagnóstico e o tratamento da apendicite aguda.

A World Society of Emergency Surgery divulgou uma atualização (2020) de suas diretrizes de Jerusalem sobre o diagnóstico e o tratamento da apendicite aguda. As recomendações novas ou revisadas incluem as seguintes:

Na apendicite não complicada:

  • Os antibióticos pós-operatórios não devem mais ser prescritos, pois não há evidências de que diminuam a taxa de infecção cirúrgica. Isso resolve a controvérsia prévia sobre a relação entre riscos e benefícios do seu uso.

  • Uma abordagem baseada apenas em antibióticos não deve ser usada se houver apendicolito, pois o tratamento não cirúrgico apresenta uma taxa de falhas significativa.

Na apendicite complicada:

  • O rastreamento para neoplasia maligna de cólon deve ser concluído em qualquer paciente com ≥40 anos que seja tratado de forma conservadora sem apendicectomia posterior, uma vez que a incidência de neoplasias apendiculares é alta neste grupo.

  • O tratamento conservador deve ser considerado em pacientes selecionados com flegmão ou abscesso peri-apendicular. Embora o tratamento ideal continue sujeito a debate, os antibióticos intravenosos e a drenagem percutânea guiada por imagem nos pacientes são uma alternativa razoável à cirurgia se o paciente estiver estável e uma apendicectomia laparoscópica não estiver disponível.

Na gestação:

  • Uma RNM negativa ou inconclusiva não descarta apendicite, e a cirurgia ainda deve ser considerada se a suspeita clínica for alta.

  • A apendicectomia laparoscópica deve ser preferível à apendicectomia aberta, quando a cirurgia for indicada e houver expertise para laparoscopia disponível. A laparoscopia durante a gestação é segura em termos dos riscos de perda fetal e parto prematuro, e está associada a um período menor de internação hospitalar e à menor incidência de infecção no sítio cirúrgico, comparada com a cirurgia por via aberta. Esta recomendação resolve a controvérsia prévia sobre os riscos fetais associados com a abordagem cirúrgica.

Ver Diagnóstico: abordagem

Ver Tratamento: abordagem

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Resumo

Definição

História e exame físico

Principais fatores diagnósticos

  • dor abdominal
  • anorexia
  • sensibilidade no quadrante inferior direito

Outros fatores diagnósticos

  • idade de ocorrência
  • náuseas
  • febre
  • diminuição dos ruídos hidroaéreos
  • taquicardia
  • vômitos
  • sinal de Rovsing
  • sinal do psoas
  • sinal do obturador

Fatores de risco

  • <6 meses de aleitamento materno
  • dieta pobre em fibras
  • melhor higiene pessoal
  • tabagismo

Investigações diagnósticas

Primeiras investigações a serem solicitadas

  • Hemograma completo
  • proteína C-reativa
  • tomografia computadorizada (TC) abdominal e pélvica
  • teste de urina para detecção de gravidez

Investigações a serem consideradas

  • ultrassonografia abdominal
  • urinálise
  • RNM abdominal e pélvica na gestação

Algoritmo de tratamento

Colaboradores

Autores

Peter Szasz, MD, PhD, FRCSC

General and Minimally Invasive Surgeon

Toronto

Ontario

Canada

Declarações

PS declares that he has no competing interests.

Agradecimentos

Dr Peter Szasz would like to gratefully acknowledge Professor Ali Tavakkoli, Professor Dileep N. Lobo and Dr Nasim Ahmed, previous contributors to this topic. AT is a consultant for Medtronic. DNL is the author of an article cited in the topic. NA declares that he has no competing interests.

Revisores

John M. Davis, MD

General Surgery

Jersey Shore Medical Center

Neptune

NJ

Declarações

JMD declares that he has no competing interests.

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