Prognóstico

Diversos ensaios clínicos mostraram que a hipertensão não controlada constitui um grande fator de risco para o desenvolvimento de doença cardíaca, vascular, renal e vascular cerebral, morbidade e mortalidade. No entanto, mesmo reduções moderadas na pressão arterial (PA) diminuem a morbidade e a mortalidade.[5] São necessários estudos adicionais para confirmar os alvos de PA ideais no diabetes.

No ensaio clínico randomizado ACCORD, uma pressão arterial desejada mais rigorosa para pacientes com diabetes do tipo 2 não reduziu significativamente o desfecho vascular primário ou a maioria dos desfechos secundários, em comparação com as metas padrão de PA. Nesse estudo, o número total de acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e de AVCs não fatais foi menor no grupo que recebeu terapia intensa, embora o benefício clínico tenha sido limitado (número necessário para tratar [NNT] = 89 por 5 anos para evitar um AVC).[71]

Em pacientes com diabetes, a diminuição da pressão arterial durante o sono – novo objetivo terapêutico que exige avaliação por monitoramento ambulatorial – é o preditor independente mais significativo de sobrevida livre de eventos em alguns estudos.[140][141][142][143][144]

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