Discussões ao paciente

  • Os pacientes devem ser informados de que ajustes frequentes da medicação representam bom tratamento, e não são um sinal de falha nem motivo para sentimento de culpa.

  • O uso de automonitoramento dos dados de glicemia para identificar imediatamente a perda do controle glicêmico e ajustar proativamente a terapia é uma habilidade de automanejo essencial ao usar esquemas de insulina de doses múltiplas, e requer a orientação do paciente e o fácil acesso aos membros da equipe de saúde entre as visitas ao consultório. Aqueles em regimes de insulina com doses múltiplas são frequentemente aconselhados a usar sistemas de monitorização contínua da glicose (SMCG) ou monitorar a glicemia antes das refeições e ao deitar.

  • Em outros pacientes com diabetes, o auto-monitoramento pode ser útil para avaliar o impacto de mudanças na dieta, esquema medicamentoso e exercícios, além de orientar a ingestão de líquidos e alimentos e o manejo de medicamentos durante episódios de doença.[196][198]

  • Todas mulheres em idade fértil com diabetes devem ser aconselhadas sobre a importância do controle glicêmico rigoroso antes da concepção.[2]

  • Os pacientes devem receber aconselhamento sobre como prevenir e identificar imediatamente complicações nos olhos, pés, rins e no coração.

  • Os pacientes devem ser informados de que a glicemia baixa (glicose ≤3.9 mmol/L [≤70 mg/dL]) muitas vezes é acompanhada por sintomas como taquicardia, sudorese, tremores, fome intensa ou confusão e deve ser tratada imediatamente com a ingestão de 15-20 g de carboidrato (equivalente a 3 a 4 comprimidos de glicose de 5 gramas por comprimido). Após o autotratamento, a glicemia deverá ser verificada, se possível. Oriente os pacientes a relatar imediatamente hipoglicemia noturna ou episódios recorrentes de hipoglicemia para que a terapia possa ser ajustada. Os pacientes deverão consumir um lanche com carboidrato antes de atividade física se a glicemia automonitorada estiver <5.6 mmol/L (<100 mg/dL) e o paciente estiver tomando insulina ou um secretagogo de insulina (sulfonilureia ou meglitinida). Pacientes que usam inibidores da alfa-glicosidase e que apresentam hipoglicemia devem usar comprimidos de glicose para hipoglicemia, pois a absorção de carboidratos convencionais é diminuída pelo tratamento.[2] Aqueles com risco de hipoglicemia clinicamente significativa (glicose <3.0 mmol/L [<54 mg/dL]) deve ter glucagon injetável disponível, e um companheiro próximo deve ser instruído sobre como injetar glucagon.[2]

O uso deste conteúdo está sujeito aos nossos avisos legais