O manejo do diabetes do tipo 2 envolve uma série de intervenções comportamentais e farmacológicas para prevenir ou protelar complicações e otimizar a qualidade de vida.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
O manejo do diabetes, antes focado principalmente na glicemia, passou a adotar uma abordagem mais holística e modificadora da doença (incluindo o controle do peso e a redução dos riscos cardiovasculares e renais).
O manejo deve ser individualizado, levando em consideração as necessidades e circunstâncias do paciente, com as metas glicêmicas discutidas e acordadas em conjunto com ele. Modificações alimentares e no estilo de vida são componentes essenciais de primeira linha no manejo. Ofereça informações estruturadas ao pacientes (e/ou seus familiares ou cuidadores) no momento ou logo após o diagnóstico, com reforço e revisão anuais.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
A educação contínua sobre automanejo por um enfermeiro ou nutricionista especialista em diabetes promove o autocuidado com o diabetes e dá suporte a mudanças de estilo de vida benéficas.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
[147]Sherifali D, Bai JW, Kenny M, et al. Diabetes self-management programmes in older adults: a systematic review and meta-analysis. Diabet Med. 2015 Nov;32(11):1404-14.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25865179?tool=bestpractice.com
[148]Pillay J, Armstrong MJ, Butalia S, et al. Behavioral programs for type 2 diabetes mellitus: a systematic review and network meta-analysis. Ann Intern Med. 2015 Dec 1;163(11):848-60.
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[149]Chatterjee S, Davies MJ, Heller S, et al. Diabetes structured self-management education programmes: a narrative review and current innovations. Lancet Diabetes Endocrinol. 2018 Feb;6(2):130-42.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28970034?tool=bestpractice.com
Isso requer o fornecimento de educação nutricional geral e sobre um estilo de vida saudável, bem como um plano individualizado de nutrição e exercícios físicos com base em uma avaliação inicial e em metas de tratamento acordadas.
Intervenções que melhoram o automanejo podem reduzir o desconforto do diabetes significativamente.[150]Fisher L, Hessler D, Glasgow RE, et al. REDEEM: a pragmatic trial to reduce diabetes distress. Diabetes Care. 2013 Sep;36(9):2551-8.
https://diabetesjournals.org/care/article/36/9/2551/37921/REDEEM-A-Pragmatic-Trial-to-Reduce-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23735726?tool=bestpractice.com
Os cuidados de adultos com diabetes do tipo 2 devem incluir o controle imediato de todos os fatores de risco cardiovascular importantes para atingir metas individualizadas. Além do controle da glicose, isso inclui o abandono do hábito de fumar, o controle da pressão arterial e dos lipídios, a consideração da terapia antiagregante plaquetária em pacientes com alto risco de doença cardiovascular (DCV) e medidas para reduzir a progressão da doença renal relacionada ao diabetes.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
[151]Cheng J, Zhang W, Zhang X, et al. Effect of angiotensin-converting enzyme inhibitors and angiotensin II receptor blockers on all-cause mortality, cardiovascular deaths, and cardiovascular events in patients with diabetes mellitus: a meta-analysis. JAMA Intern Med. 2014 May;174(5):773-85.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24687000?tool=bestpractice.com
Os agentes anti-hiperglicêmicos são componentes essenciais no tratamento do diabetes do tipo 2. A escolha do medicamento deve basear-se em fatores como as circunstâncias clínicas e preferências do paciente; a eficácia do medicamento em termos de resposta metabólica e, principalmente, proteção cardiovascular e renal; e sua segurança, tolerabilidade e requisitos de monitoramento.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Além disso, devem ser dadas considerações especiais aos pacientes com diabetes do tipo 2 e doença renal crônica, como o uso de um inibidor da ECA ou um antagonista do receptor de angiotensina II e, quando apropriado, um inibidor da proteína cotransportadora de sódio e glicose 2 (SGLT2) na presença de albuminúria clinicamente significativa.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Em pacientes com albuminúria persistente apesar do bloqueio otimizado do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) (e terapia com inibidor de SGLT2, quando apropriado), considere o uso de finerenona, de acordo com as diretrizes locais ou com a opinião de um especialista.[152]National Institute for Health and Care Excellence. Finerenone for treating chronic kidney disease in type 2 diabetes. Mar 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta877
Cuidados individualizados
Adote uma abordagem individualizada para o tratamento, adaptada às necessidades e circunstâncias específicas de cada paciente. Em relação ao paciente, leve em consideração:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Preferências pessoais
Comorbidades
Riscos da polimedicação
Capacidade de se beneficiar de intervenções em longo prazo
Deficiências (por exemplo, comprometimento visual)
Isso é particularmente importante em um contexto de multimorbidade.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Discuta e defina em conjunto com o paciente uma meta individual de hemoglobina glicada (HbA1c).[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Verifique os protocolos locais e consulte um especialista, se necessário. Considere flexibilizar o nível alvo de HbA1c caso a caso, se apropriado, com atenção especial para adultos idosos ou frágeis (veja abaixo).[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Encoraje o paciente a atingir o seu objetivo e mantê-lo, a menos que quaisquer efeitos adversos resultantes (incluindo hipoglicemia) ou o esforço necessário para atingir os seus objetivos prejudiquem a sua qualidade de vida.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Utilize cada consulta de revisão para reavaliar as necessidades e circunstâncias do paciente e considere a possibilidade de suspender medicamentos que não estejam proporcionando benefícios claros.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Procure fazer uma avaliação rotineira da fragilidade sempre que examinar um idoso com diabetes.[124]Strain WD, Hope SV, Green A, et al. Type 2 diabetes mellitus in older people: a brief statement of key principles of modern day management including the assessment of frailty – a national collaborative stakeholder initiative. Diabet Med. 2018 Jul;35(7):838-45.
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/dme.13644
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29633351?tool=bestpractice.com
[125]Sinclair A, Gallagher A. Managing frailty and associated comorbidities in older adults with diabetes: position statement on behalf of the Association of British Clinical Diabetologists (ABCD). Dec 2019 [internet publication].
https://abcd.care/sites/abcd.care/files/site_uploads/Resources/Position-Papers/ABCD-Position-Paper-Frailty.pdf
[126]Strain WD, Down S, Brown P, et al. Diabetes and frailty: an expert consensus statement on the management of older adults with type 2 diabetes. Diabetes Ther. 2021 May;12(5):1227-47.
https://link.springer.com/article/10.1007/s13300-021-01035-9
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/33830409?tool=bestpractice.com
Use uma ferramenta validada (por exemplo, o Índice de Fragilidade eletrônico [eFI], o escore de fragilidade Rockwood ou Timed Up and Go) para confirmar a suspeita clínica de fragilidade.[125]Sinclair A, Gallagher A. Managing frailty and associated comorbidities in older adults with diabetes: position statement on behalf of the Association of British Clinical Diabetologists (ABCD). Dec 2019 [internet publication].
https://abcd.care/sites/abcd.care/files/site_uploads/Resources/Position-Papers/ABCD-Position-Paper-Frailty.pdf
[126]Strain WD, Down S, Brown P, et al. Diabetes and frailty: an expert consensus statement on the management of older adults with type 2 diabetes. Diabetes Ther. 2021 May;12(5):1227-47.
https://link.springer.com/article/10.1007/s13300-021-01035-9
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/33830409?tool=bestpractice.com
Os pacientes frágeis precisam de uma abordagem personalizada para o tratamento; a redução da terapia é tão importante quanto a intensificação. Especificamente, tenha em mente que:[124]Strain WD, Hope SV, Green A, et al. Type 2 diabetes mellitus in older people: a brief statement of key principles of modern day management including the assessment of frailty – a national collaborative stakeholder initiative. Diabet Med. 2018 Jul;35(7):838-45.
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/dme.13644
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29633351?tool=bestpractice.com
Frequentemente, as metas glicêmicas recomendadas para um bom controle em pessoas jovens em boa forma são muito rígidas para os pacientes idosos frágeis.[124]Strain WD, Hope SV, Green A, et al. Type 2 diabetes mellitus in older people: a brief statement of key principles of modern day management including the assessment of frailty – a national collaborative stakeholder initiative. Diabet Med. 2018 Jul;35(7):838-45.
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/dme.13644
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29633351?tool=bestpractice.com
[125]Sinclair A, Gallagher A. Managing frailty and associated comorbidities in older adults with diabetes: position statement on behalf of the Association of British Clinical Diabetologists (ABCD). Dec 2019 [internet publication].
https://abcd.care/sites/abcd.care/files/site_uploads/Resources/Position-Papers/ABCD-Position-Paper-Frailty.pdf
Verifique seus protocolos locais e considere consultar um especialista.
Os esquemas de medicamentos mais adequados para um paciente frágil, incluindo a escolha do medicamento e a dose ideal, precisarão de consideração cuidadosa.[124]Strain WD, Hope SV, Green A, et al. Type 2 diabetes mellitus in older people: a brief statement of key principles of modern day management including the assessment of frailty – a national collaborative stakeholder initiative. Diabet Med. 2018 Jul;35(7):838-45.
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/dme.13644
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29633351?tool=bestpractice.com
"Comece devagar e avance devagar" ao dosar e ajustar medicamentos em idosos frágeis.[124]Strain WD, Hope SV, Green A, et al. Type 2 diabetes mellitus in older people: a brief statement of key principles of modern day management including the assessment of frailty – a national collaborative stakeholder initiative. Diabet Med. 2018 Jul;35(7):838-45.
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/dme.13644
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29633351?tool=bestpractice.com
Equilibre o benefício pretendido do tratamento com o risco de efeitos adversos do tratamento.[153]Hambling CE, Khunti K, Cos X, et al. Factors influencing safe glucose-lowering in older adults with type 2 diabetes: a PeRsOn-centred ApproaCh To IndiVidualisEd (PROACTIVE) glycemic goals for older people: a position statement of Primary Care Diabetes Europe. Prim Care Diabetes. 2019 Aug;13(4):330-52.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30792156?tool=bestpractice.com
Na prática, a menos que receba orientação em contrário de uma necessidade clínica ou esquema de dosagem específicos, aguarde de 3 a 6 meses para avaliar o impacto de qualquer intervenção que busque melhorar o controle glicêmico, seja farmacológica ou não farmacológica. Tenha em mente que esse período será influenciado por fatores individuais do paciente e pelos níveis basais de glicose no sangue. Considere cuidadosamente o risco que a HbA1c do paciente representa e, se necessário, adote intervenções mais intensivas com maior rapidez.
Modificação do estilo de vida
Estudos demonstraram que a adesão a um estilo de vida saudável (incluindo uma dieta saudável, atividade física regular, não fumar, consumo moderado de bebidas alcoólicas e atingir ou manter um peso saudável) está associada à redução da mortalidade em pessoas com diabetes do tipo 2.[80]Schlesinger S, Neuenschwander M, Ballon A, et al. Adherence to healthy lifestyles and incidence of diabetes and mortality among individuals with diabetes: a systematic review and meta-analysis of prospective studies. J Epidemiol Community Health. 2020 May;74(5):481-7.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32075860?tool=bestpractice.com
Modificação do estilo de vida: conselhos alimentares
As orientações nutricionais devem ser personalizadas para cada paciente e fornecidas por um profissional da saúde com experiência e competências específicas em nutrição.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
O National Institute for Health and Care Excellence (NICE) do Reino Unido e a European Association for the Study of Diabetes (EASD) recomendam que as pessoas com diabetes do tipo 2 sigam as mesmas orientações de alimentação saudável que a população em geral.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
[77]Diabetes and Nutrition Study Group (DNSG) of the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Evidence-based European recommendations for the dietary management of diabetes. Diabetologia. 2023 Jun;66(6):965-85.
https://link.springer.com/article/10.1007/s00125-023-05894-8
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37069434?tool=bestpractice.com
Em particular, incentive o paciente a:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
[77]Diabetes and Nutrition Study Group (DNSG) of the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Evidence-based European recommendations for the dietary management of diabetes. Diabetologia. 2023 Jun;66(6):965-85.
https://link.springer.com/article/10.1007/s00125-023-05894-8
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37069434?tool=bestpractice.com
Incluir fontes de carboidratos minimamente processadas, ricas em fibras, com baixo índice glicêmico (por exemplo, frutas, vegetais, nozes, sementes, grãos integrais e leguminosas).
Consumir laticínios com baixo teor de gordura e peixes oleosos
Limitar o consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas e trans
Minimizar o consumo de carnes vermelhas e processadas, sódio, bebidas açucaradas e grãos refinados
Ofereça recomendações individualizadas sobre ingestão de carboidratos, consumo de bebidas alcoólicas e padrões alimentares.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Reduzir o risco de hipoglicemia é particularmente importante para pessoas que usam insulina ou secretagogos de insulina.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Incentive a limitação do consumo de açúcares livres ou adicionados a menos de 10% da ingestão total de energia.[77]Diabetes and Nutrition Study Group (DNSG) of the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Evidence-based European recommendations for the dietary management of diabetes. Diabetologia. 2023 Jun;66(6):965-85.
https://link.springer.com/article/10.1007/s00125-023-05894-8
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37069434?tool=bestpractice.com
Adoçantes não nutritivos podem ser usados para substituir açúcares em alimentos e bebidas.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
[77]Diabetes and Nutrition Study Group (DNSG) of the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Evidence-based European recommendations for the dietary management of diabetes. Diabetologia. 2023 Jun;66(6):965-85.
https://link.springer.com/article/10.1007/s00125-023-05894-8
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37069434?tool=bestpractice.com
Embora a substituição limitada de alimentos que contenham sacarose por outros carboidratos em um plano alimentar seja aceitável, aconselhe os pacientes a evitarem o consumo excessivo de energia no geral.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
A ingestão de fibra alimentar deve ser de pelo menos 35 g/dia, sendo considerados alimentos enriquecidos com fibras e suplementos de fibras quando não for possível obter uma ingestão suficiente apenas com a dieta.[77]Diabetes and Nutrition Study Group (DNSG) of the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Evidence-based European recommendations for the dietary management of diabetes. Diabetologia. 2023 Jun;66(6):965-85.
https://link.springer.com/article/10.1007/s00125-023-05894-8
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37069434?tool=bestpractice.com
Desencoraje o consumo de alimentos comercializados especificamente para pessoas com diabetes.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Existe um debate em curso sobre o papel potencial das dietas com baixo teor de carboidratos em pessoas com diabetes do tipo 2, particularmente no que diz respeito à sustentabilidade em longo prazo e aos desfechos cardiovasculares. As evidências sugerem que dietas com baixo teor de carboidratos podem ser seguras e eficazes em curto prazo para o controle de peso, a melhora do controle glicêmico e a redução de alguns fatores de risco cardiometabólicos.[154]Diabetes UK. Position statement: low carb diets for people with diabetes. May 2021 [internet publication].
https://www.diabetes.org.uk/for-professionals/supporting-your-patients/clinical-recommendations-for-professionals/low-carb-diets-for-people-with-diabetes
Uma metanálise não encontrou nenhuma diferença nos efeitos de redução da glicose, peso ou níveis de colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL) entre dietas com baixo e alto teor de carboidratos a 1 ano ou mais.[155]Snorgaard O, Poulsen GM, Andersen HK, et al. Systematic review and meta-analysis of dietary carbohydrate restriction in patients with type 2 diabetes. BMJ Open Diabetes Res Care. 2017 Feb 23;5(1):e000354.
https://drc.bmj.com/content/5/1/e000354
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28316796?tool=bestpractice.com
Outra metanálise concluiu que existem evidências de qualidade moderada a baixa de que alguns pacientes podem alcançar a remissão do diabetes do tipo 2 seguindo uma dieta com baixo teor de carboidratos por 6 meses.[156]Goldenberg JZ, Day A, Brinkworth GD, et al. Efficacy and safety of low and very low carbohydrate diets for type 2 diabetes remission: systematic review and meta-analysis of published and unpublished randomized trial data. BMJ. 2021 Jan 13;372:m4743.
https://www.bmj.com/content/372/bmj.m4743
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/33441384?tool=bestpractice.com
A EASD não recomenda as dietas cetogênicas com teor de carboidratos muito baixo.[77]Diabetes and Nutrition Study Group (DNSG) of the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Evidence-based European recommendations for the dietary management of diabetes. Diabetologia. 2023 Jun;66(6):965-85.
https://link.springer.com/article/10.1007/s00125-023-05894-8
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37069434?tool=bestpractice.com
A American Diabetes Association (ADA) recomenda considerar uma redução na ingestão total de carboidratos em adultos para melhorar o controle glicêmico, observando que isso pode ser alcançado de forma eficaz limitando o consumo de alimentos processados.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
A ADA também destaca que o grau ideal de restrição de carboidratos e seus efeitos cardiovasculares em longo prazo permanecem incertos, e que padrões alimentares com muito baixo teor de carboidratos devem ser evitados em pessoas que tomam inibidores de SGLT2 devido ao risco de cetoacidose.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Diversos padrões alimentares que incorporam esses princípios são recomendados pela EASD, incluindo as dietas mediterrânea, nórdica e vegetariana/vegana.[77]Diabetes and Nutrition Study Group (DNSG) of the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Evidence-based European recommendations for the dietary management of diabetes. Diabetologia. 2023 Jun;66(6):965-85.
https://link.springer.com/article/10.1007/s00125-023-05894-8
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37069434?tool=bestpractice.com
A European Society of Cardiology (ESC) recomenda padrões alimentares mediterrâneos ou à base de plantas, com alto teor de gorduras insaturadas, para reduzir o risco cardiovascular.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Há cada vez mais evidências de que as dietas mediterrânea e vegetariana/vegana melhoram a glicemia e diversos fatores de risco cardiometabólicos em pessoas com diabetes do tipo 2, enquanto a dieta nórdica demonstrou melhorar o índice de massa corporal (IMC) e outros fatores de risco cardiometabólicos.[77]Diabetes and Nutrition Study Group (DNSG) of the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Evidence-based European recommendations for the dietary management of diabetes. Diabetologia. 2023 Jun;66(6):965-85.
https://link.springer.com/article/10.1007/s00125-023-05894-8
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37069434?tool=bestpractice.com
[157]Papamichou D, Panagiotakos DB, Itsiopoulos C. Dietary patterns and management of type 2 diabetes: a systematic review of randomised clinical trials. Nutr Metab Cardiovasc Dis. 2019 Jun;29(6):531-43.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30952576?tool=bestpractice.com
[158]Pollakova D, Andreadi A, Pacifici F, et al. The impact of vegan diet in the prevention and treatment of type 2 diabetes: a systematic review. Nutrients. 2021 Jun 21;13(6):2123.
https://www.mdpi.com/2072-6643/13/6/2123
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34205679?tool=bestpractice.com
[159]Tosatti JAG, Alves MT, Gomes KB. The role of the mediterranean dietary pattern on metabolic control of patients with diabetes mellitus: a narrative review. In: Islam MD, ed. Diabetes: from research to clinical practice. Vol. 4. Cham, Switzerland: Springer Nature Switzerland; 2021:115-28.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32253710?tool=bestpractice.com
No entanto, é preciso cuidado para evitar a exclusão em longo prazo de nutrientes importantes, especialmente com padrões alimentares mais restritivos.
Não existem evidências suficientes para recomendar o uso rotineiro de suplementos fitoterápicos ou preparações de micronutrientes (por exemplo, canela, curcumina [um polifenol encontrado na cúrcuma], cromo, aloe vera) para melhorar o controle glicêmico em pessoas com diabetes.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Para pacientes com sobrepeso, o NICE recomenda uma meta inicial de perda de peso de 5% a 10% do peso corporal.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
A perda de peso de >5% em adultos com sobrepeso ou obesidade está associada a melhora no controle glicêmico, nos níveis de lipídios e na pressão arterial.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Programas de perda de peso que combinam alimentação saudável e atividade física para criar um deficit energético podem levar à remissão do diabetes do tipo 2 em alguns indivíduos.[77]Diabetes and Nutrition Study Group (DNSG) of the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Evidence-based European recommendations for the dietary management of diabetes. Diabetologia. 2023 Jun;66(6):965-85.
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[81]Evert AB, Dennison M, Gardner CD, et al. Nutrition therapy for adults with diabetes or prediabetes: a consensus report. Diabetes Care. 2019 May;42(5):731-54.
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[160]National Institute for Health and Care Excellence. Overweight and obesity management. Jan 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng246
[161]Lean ME, Leslie WS, Barnes AC, et al. Primary care-led weight management for remission of type 2 diabetes (DiRECT): an open-label, cluster-randomised trial. Lancet. 2018 Feb 10;391(10120):541-51.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29221645?tool=bestpractice.com
[162]Gregg EW, Chen H, Wagenknecht LE, et al; Look AHEAD Research Group. Association of an intensive lifestyle intervention with remission of type 2 diabetes. JAMA. 2012 Dec 19;308(23):2489-96.
https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/1486829
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23288372?tool=bestpractice.com
[163]Lean ME, Leslie WS, Barnes AC, et al. Durability of a primary care-led weight-management intervention for remission of type 2 diabetes: 2-year results of the DiRECT open-label, cluster-randomised trial. Lancet Diabetes Endocrinol. 2019 May;7(5):344-55.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30852132?tool=bestpractice.com
A EASD recomenda considerar um programa de substituição total da dieta de baixa energia (por exemplo, 3500 kJ/dia [840 kcal/dia] durante 12-20 semanas), administrado por profissionais da saúde treinados, com ajuste cuidadoso dos medicamentos hipoglicemiantes e anti-hipertensivos.[77]Diabetes and Nutrition Study Group (DNSG) of the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Evidence-based European recommendations for the dietary management of diabetes. Diabetologia. 2023 Jun;66(6):965-85.
https://link.springer.com/article/10.1007/s00125-023-05894-8
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37069434?tool=bestpractice.com
Essa abordagem pode alcançar a perda de peso de 10% a 15% (ou mais) frequentemente necessária para induzir a remissão do diabetes do tipo 2.
Certifique-se de que quaisquer abordagens alimentares destinadas a criar um deficit energético sejam acompanhadas de apoio (por exemplo, de um nutricionista) e acompanhamento adequado para ajudar as pessoas a manter a perda de peso em longo prazo.[160]National Institute for Health and Care Excellence. Overweight and obesity management. Jan 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng246
Aconselhe as pessoas a evitarem dietas restritivas e nutricionalmente desequilibradas, pois estas são ineficazes em longo prazo e podem ser prejudiciais.[160]National Institute for Health and Care Excellence. Overweight and obesity management. Jan 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng246
Apoie o paciente com estratégias baseadas em evidências para alcançar e manter a perda de peso. Uma variedade de tipos de dieta e composições de macronutrientes podem ser utilizadas com o devido acompanhamento profissional, desde que estejam de acordo com as recomendações alimentares gerais.[77]Diabetes and Nutrition Study Group (DNSG) of the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Evidence-based European recommendations for the dietary management of diabetes. Diabetologia. 2023 Jun;66(6):965-85.
https://link.springer.com/article/10.1007/s00125-023-05894-8
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37069434?tool=bestpractice.com
Isso pode incluir fórmulas nutricionais completas de baixa energia. No entanto, a EASD não recomenda dietas com alto teor de carboidratos ou dietas cetogênicas com muito baixo teor de carboidratos.[77]Diabetes and Nutrition Study Group (DNSG) of the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Evidence-based European recommendations for the dietary management of diabetes. Diabetologia. 2023 Jun;66(6):965-85.
https://link.springer.com/article/10.1007/s00125-023-05894-8
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37069434?tool=bestpractice.com
Considere dietas de baixa energia (800-1200 quilocalorias por dia) para pessoas com diabetes do tipo 2 e obesidade, mas apenas como parte de uma estratégia abrangente de controle de peso com acompanhamento contínuo de um nutricionista.[160]National Institute for Health and Care Excellence. Overweight and obesity management. Jan 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng246
Certifique-se de que essas dietas sejam nutricionalmente completas e não sejam utilizadas por mais de 12 semanas.[160]National Institute for Health and Care Excellence. Overweight and obesity management. Jan 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng246
Deixe claro que essas não são estratégias de controle de peso em longo prazo e devem ser seguidas por um controle contínuo da ingestão de energia e atividade física adequada ao longo da vida. Ao final do programa, forneça orientações sobre como reintroduzir uma variedade maior de alimentos para dar suporte na manutenção da perda de peso em longo prazo.[160]National Institute for Health and Care Excellence. Overweight and obesity management. Jan 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng246
O National Health Service (NHS) da Inglaterra oferece um tratamento de substituição alimentar total com baixas calorias para pessoas que vivem com diabetes do tipo 2 e obesidade ou sobrepeso. Este programa "Caminho para a Remissão do Diabetes do Tipo 2" baseia-se em pesquisas que mostram que uma dieta especialmente formulada, com duração de 3 meses, composta por produtos de substituição alimentar total, incluindo sopas e shakes, seguida de apoio para um estilo de vida saudável, ajudou pessoas com diabetes do tipo 2 e obesidade ou sobrepeso a perder mais de 10 kg, melhorar os níveis de glicemia, reduzir a medicação relacionada ao diabetes e, em quase metade dos participantes, alcançar a remissão do diabetes do tipo 2. Para serem elegíveis, os pacientes devem ter recebido o diagnóstico de diabetes do tipo 1 nos últimos 6 anos e ter um IMC superior a 27 kg/m² (25 kg/m² se pertencerem a grupos étnicos negros, asiáticos ou outros).
NHS England: NHS type 2 diabetes Path to Remission programme
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Modificação do estilo de vida: atividade física
Integre orientações alimentares a um plano personalizado de manejo do diabetes que também aborde outros fatores de estilo de vida, incluindo o aumento da atividade física e o apoio ao controle do peso.[52]World Gastroenterology Organisation and International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Diseases. IFSO-WGO guidelines on obesity. 2023 [internet publication].
https://www.worldgastroenterology.org/guidelines/obesity/obesity-english
[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
[160]National Institute for Health and Care Excellence. Overweight and obesity management. Jan 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng246
[164]National Institute for Health and Care Excellence. Physical activity: brief advice for adults in primary care. May 2013 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ph44
Uma revisão sistemática e metanálise descobriu que mesmo níveis de atividade física abaixo dos recomendados estavam associados a uma menor incidência de complicações relacionadas ao diabetes.[165]Rietz M, Lehr A, Mino E, et al. Physical activity and risk of major diabetes-related complications in individuals with diabetes: a systematic review and meta-analysis of observational studies. Diabetes Care. 2022 Dec 1;45(12):3101-11.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/12/3101/147970/Physical-Activity-and-Risk-of-Major-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36455117?tool=bestpractice.com
Incentive o paciente a:[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
[160]National Institute for Health and Care Excellence. Overweight and obesity management. Jan 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng246
Reduzir o comportamento sedentário e a ser fisicamente mais ativo.
Incorporar atividades físicas em sua vida diária (por exemplo, caminhada rápida, jardinagem, ciclismo, subir escadas) e considerar outras atividades, como natação, definição de metas de passos ou participação em programas de exercícios supervisionados.
Fazer de 45-60 minutos de atividade física de intensidade moderada por dia para ajudar a prevenir a obesidade, principalmente se a ingestão de energia não for reduzida.
Quando não houver contraindicações, a ADA recomenda pelo menos 150 minutos por semana de exercícios aeróbicos de intensidade moderada a vigorosa, e a ESC recomenda pelo menos 150 minutos por semana de exercícios aeróbicos de intensidade moderada, ou 75 minutos por semana de intensidade vigorosa (o que, segundo a ADA, pode ser suficiente para indivíduos mais fisicamente aptos).[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Eles também recomendam exercícios de resistência pelo menos duas vezes por semana (desde que não haja contraindicações) para obter benefícios adicionais.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Ambas as organizações enfatizam a importância de incentivar qualquer aumento na atividade física acima da linha basal (por exemplo, caminhada, jardinagem, tarefas domésticas, ioga, dança, natação), mesmo que as metas recomendadas não sejam atingidas.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
A ADA também recomenda exercícios de flexibilidade e equilíbrio de 2-3 vezes por semana para idosos, como ioga ou tai chi.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
A ESC fornece recomendações adicionais para pessoas com diabetes do tipo 2:[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
As intervenções de exercícios devem ser adaptadas a qualquer comorbidade e/ou complicação do diabetes (por exemplo, fragilidade, neuropatia, retinopatia).
Considere intervenções baseadas na teoria comportamental (por exemplo, estabelecer metas) para incentivar a prática de exercícios.
O uso de intervenções estruturadas com exercícios para os pacientes com DCV estabelecida para melhorar o controle metabólico, a capacidade de exercício e a qualidade de vida, e redução dos eventos cardiovasculares.
Modificação do estilo de vida: abandono do hábito de fumar
O tabagismo é um importante fator de risco cardiovascular modificável em pessoas com diabetes do tipo 2. Se o paciente fuma, dê conselhos sobre como abandonar o hábito de fumar e informações sobre como acessar os serviços para o abandono do hábito de fumar.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
[166]National Institute for Health and Care Excellence. Tobacco: preventing uptake, promoting quitting and treating dependence. Feb 2025 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng209
A ESC recomenda considerar terapias farmacológicas (por exemplo, terapia de reposição de nicotina, vareniclina, bupropiona) juntamente com aconselhamento para melhorar a taxa de sucesso do abandono do hábito de fumar.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Modificação do estilo de vida: saúde do sono
A ADA recomenda o rastreamento da saúde do sono, incluindo sintomas de distúrbios do sono, interrupções do sono relacionadas a sintomas ou necessidades de manejo do diabetes e preocupações com o sono.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Considere encaminhar o paciente a um especialista em sono, quando apropriado.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
A obesidade e o diabetes aumentam o risco de apneia do sono, e a falta de sono pode afetar negativamente o controle glicêmico.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Aconselhe pessoas com diabetes a adotarem rotinas que promovam o sono, como manter um horário de sono consistente e limitar a ingestão de cafeína à tarde.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Manejo do risco cardiovascular
O manejo do risco cardiovascular é um componente central do cuidado para adultos com diabetes do tipo 2, visto que a DCV continua sendo a principal causa de morbidade e mortalidade nessa população. Além do controle glicêmico, o manejo proativo de fatores de risco modificáveis, particularmente a pressão arterial e os lipídios, é essencial para reduzir as complicações cardiovasculares em longo prazo. A consideração da terapia antiagregante plaquetária também faz parte da redução do risco cardiovascular, embora as recomendações variem entre as diretrizes; portanto, as decisões devem ser individualizadas e orientadas por protocolos locais.
Manejo do risco cardiovascular: pressão arterial (PA)
Consulte seus protocolos locais. As diretrizes diferem em relação às metas recomendadas de PA para as pessoas com diabetes do tipo 2.
Nas pesquisas EUROASPIRE (EAIV 2012/13 e EAV 2016/17), 80% dos homens e 87% das mulheres com diabetes também tinham história de hipertensão.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
O controle ideal da PA reduz o risco de complicações microvasculares e macrovasculares.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
O NICE recomenda a manutenção da PA através de mudanças de estilo de vida e/ou tratamento medicamentoso, visando atingir as seguintes metas:[117]National Institute for Health and Care Excellence. Hypertension in adults: diagnosis and management. Feb 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng136
Abaixo de 135/85 mmHg para adultos com <80 anos, com base no monitoramento ambulatorial ou domiciliar da PA (ou <140/90 mmHg com base na PA clínica)
Abaixo de 145/85 mmHg para pacientes com ≥80 anos, com base no monitoramento ambulatorial ou domiciliar da PA (ou <150/90 mmHg com base na PA clínica)
Abaixo de 130/80 mmHg (PA clínica) para pacientes com DRC e relação albumina/creatinina (RAC) ≥70 mg/mmol; abaixo de 140/90 mmHg (PA clínica) para aqueles com DRC e RAC <70 mg/mmol.
Embora o NICE recomende o uso do julgamento clínico para pacientes frágeis ou com múltiplas morbidades, seu comitê de diretrizes para hipertensão não encontrou evidências de que pessoas com diabetes do tipo 2 precisem de metas de pressão arterial diferentes daquelas sem diabetes.[117]National Institute for Health and Care Excellence. Hypertension in adults: diagnosis and management. Feb 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng136
Isso significa que as metas de PA recomendadas são as mesmas para adultos com ou sem diabetes do tipo 2.[117]National Institute for Health and Care Excellence. Hypertension in adults: diagnosis and management. Feb 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng136
O NICE também recomenda que essas mesmas metas se apliquem a pessoas com e sem DCV.[117]National Institute for Health and Care Excellence. Hypertension in adults: diagnosis and management. Feb 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng136
O NICE destaca a importância de medir a PA tanto em pé quanto deitado/sentado, pois pessoas com diabetes do tipo 2 apresentam aumento do risco de hipotensão postural:[117]National Institute for Health and Care Excellence. Hypertension in adults: diagnosis and management. Feb 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng136
A hipotensão postural é definida como uma queda na PA sistólica ≥20 mmHg (ou diastólica ≥10 mmHg) após permanecer em posição ortostática por, pelo menos, 1 minuto.
Caso detectada, considere e trate as causas reversíveis (por exemplo, tratamentos medicamentosos, desidratação) e meça a PA futuramente com o paciente em posição ortostática.
Encaminhe para avaliação especializada se os sintomas persistirem apesar do tratamento, ou se os achados permanecerem inconclusivos.
Se o paciente apresentar uma queda postural significativa na PA ou sintomas de hipotensão postural (por exemplo, quedas, tontura postural), o NICE recomenda tratar a hipertensão até se atingir uma meta com base em medições na posição ortostática.
A diretriz de 2023 da ESC sobre o manejo da DCV no diabetes recomendam uma abordagem individualizada para tratar a hipertensão:[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Em pessoas com <65 anos: a meta é uma PA sistólica (PAS) de 130 mmHg, e <130 mmHg, se tolerada (mas não inferior a 120 mmHg).
Em idosos (com >65 anos): meta de PAS de 130-139 mmHg.
Considerar PAS <130 mmHg em pacientes com risco particularmente elevado de AVC, se tolerado.
Independentemente da meta específica de PA, a maioria das pessoas precisará tanto de mudanças de estilo de vida quanto de terapia medicamentosa anti-hipertensiva para atingir o controle da PA. A redução da ingestão de sódio (<100 mmol/dia) e uma dieta rica em frutas, vegetais e laticínios com baixo teor de gordura demonstraram melhorar o controle da PA.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Essa modificação do estilo de vida é recomendada pela ESC, juntamente com a moderação no consumo de bebidas alcoólicas, o aumento da atividade física e a perda de peso, quando apropriado.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
No Reino Unido, o NICE recomenda uma abordagem gradual ao tratamento farmacológico da hipertensão em pessoas sem DRC, ou com DRC e uma RAC de ≤30 mg/mmol (categorias A1 e A2 de RAC), como se segue.[117]National Institute for Health and Care Excellence. Hypertension in adults: diagnosis and management. Feb 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng136
[119]National Institute for Health and Care Excellence. Chronic kidney disease: assessment and management. Nov 2021 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng203
Para recomendações sobre a escolha do agente hipertensivo em pessoas com DRC e uma RAC >30 mg/mmol (categoria A3 ou superior de RAC), consulte "Considerações farmacoterapêuticas específicas para pacientes com DRC" abaixo.
Etapa 1
Etapa 2
Se a hipertensão permanecer descontrolada:
Etapa 3
Antes de intensificar o tratamento, verifique a adesão do paciente e assegure-se de que as doses estejam otimizadas.
Caso a PA permaneça descontrolada, ofereça terapia tripla com:
Etapa 4
Se a PA permanecer descontrolada mesmo com doses ótimas toleradas dos medicamentos da terapia tripla na etapa 3, considere o paciente como portador de hipertensão resistente. Antes de considerar qualquer tratamento adicional:
Confirme as medições elevadas da PA clínica usando registros ambulatoriais ou domiciliares da PA
Avaliação da hipotensão postural
Revise a adesão ao tratamento
Considere causas secundárias (por exemplo, aldosteronismo primário, feocromocitoma, doença renovascular).
Para pessoas com hipertensão resistente confirmada:
Considere adicionar um quarto medicamento anti-hipertensivo ou encaminhe o paciente a um especialista em hipertensão.
Encaminhe os pacientes cuja PA permanece descontrolada apesar do uso de quatro agentes.
Para pessoas com DCV estabelecida, siga as orientações específicas do NICE para a doença (por exemplo, inibidores da ECA na insuficiência cardíaca, betabloqueadores na doença arterial coronariana).[117]National Institute for Health and Care Excellence. Hypertension in adults: diagnosis and management. Feb 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng136
Caso a PA permaneça descontrolada, intensifique o tratamento utilizando a abordagem gradual descrita acima.[117]National Institute for Health and Care Excellence. Hypertension in adults: diagnosis and management. Feb 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng136
A diretriz da ESC adota uma abordagem amplamente semelhante à do NICE, mas destaca mensagens importantes:[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Inibidores da ECA ou antagonistas do receptor de angiotensina II são fortemente recomendados, particularmente em pessoas com microalbuminúria, proteinúria ou hipertrofia ventricular esquerda, devido aos seus efeitos renoprotetores e cardioprotetores, além da redução da PA.
A terapia dupla é recomendada como tratamento de primeira linha porque a maioria dos pacientes não alcançará o controle da PA com um único agente anti-hipertensivo. As combinações preferenciais incluem um inibidor da ECA ou um antagonista do receptor de angiotensina II combinado com um bloqueador dos canais de cálcio ou um diurético tiazídico. Os comprimidos de combinação em dose fixa podem melhorar a adesão ao tratamento e acelerar o controle da PA, quando disponíveis.
Os betabloqueadores devem ser considerados em qualquer etapa do tratamento da hipertensão se houver uma indicação específica (por exemplo, doença arterial coronariana, fibrilação atrial, insuficiência cardíaca).
Há uma ênfase crescente em incorporar o uso do monitoramento domiciliar da PA no diagnóstico e no tratamento da hipertensão em adultos, incluindo aqueles com diabetes.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
[167]Margolis KL, Asche SE, Bergdall AR, et al. Effect of home blood pressure telemonitoring and pharmacist management on blood pressure control: a cluster randomized clinical trial. JAMA. 2013 Jul 3;310(1):46-56.
https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/1707720
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23821088?tool=bestpractice.com
Manejo do risco cardiovascular: manejo dos lípidos
O manejo de lipídios é um componente essencial na redução do risco cardiovascular em adultos com diabetes do tipo 2. Consulte os protocolos locais, pois os limites de lipídios recomendados e as abordagens de manejo variam entre as diretrizes. As diretrizes para o manejo de lipídios são diferentes para pacientes com diabetes e doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA) estabelecida ou DRC (isto é, prevenção secundária). Para obter informações adicionais, consulte Doença cardiovascular diabética e Doença renal diabética.
O NHS Accelerated Access Collaborative fornece um fluxograma resumido para o controle de lipídios na prevenção primária e secundária.
NHS England: summary of national guidance for lipid management
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O NICE recomenda:[168]National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Dec 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng238/chapter/Recommendations
Utilizar uma ferramenta validada de avaliação de risco, como o QRISK3 (ou o QRISK2, caso o QRISK3 não esteja disponível), para avaliar o risco de DCV em 10 anos em pessoas com diabetes do tipo 2 com idade entre 25 e 84 anos (pessoas com ≥85 anos devem ser consideradas como tendo um risco aumentado de DCV devido à idade, especialmente se fumarem e/ou apresentarem PA elevada).
QRISK®3 calculator
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Existem certos grupos populacionais para os quais o QRISK3, em vez do QRISK2, deve ser usado (pois o QRISK2 pode subestimar o risco de DCV nesses pacientes), incluindo pessoas com transtornos mentais graves, lúpus eritematoso sistêmico, enxaqueca ou disfunção erétil, e pessoas que tomam corticosteroides ou antipsicóticos atípicos.
É importante observar que todas as ferramentas de avaliação de risco de DCV (incluindo o QRISK3) podem subestimar o risco em certos grupos (por exemplo, pessoas em tratamento para HIV, ex-fumantes recentes), o que reforça a necessidade de julgamento clínico na interpretação dos escores.
Não utilize ferramentas de avaliação de risco para pessoas que já se sabe terem alto risco de DCV, como aquelas com DRC ou distúrbios lipídicos familiares (por exemplo, hipercolesterolemia familiar).
As diretrizes da ESC adotam uma abordagem ligeiramente diferente; elas recomendam o rastreamento de pacientes com diabetes para detectar danos graves em órgãos-alvo e avaliar sintomas e história médica sugestivos de DCVA.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Caso nenhuma das duas esteja presente, a ferramenta SCORE2-Diabetes é utilizada para estimar o risco de DCV em 10 anos.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
[169]SCORE2-Diabetes Working Group and the ESC Cardiovascular Risk Collaboration. SCORE2-Diabetes: 10-year cardiovascular risk estimation in type 2 diabetes in Europe. Eur Heart J. 2023 Jul 21;44(28):2544-56.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/28/2544/7185610
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37247330?tool=bestpractice.com
Com base nessas avaliações, os pacientes são categorizados nos seguintes grupos de risco para orientar o manejo:[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Risco muito elevado: pacientes com um ou mais dos seguintes:
DCVA clinicamente estabelecida
Danos graves a órgãos-alvo (definido como TFGe <45 mL/minuto/1.73 m² ou TFGe 45-59 mL/minuto/1.73 m² com microalbuminúria [DRC em estágio A2] ou proteinúria [DRC em estágio A3] ou presença de doença microvascular em ≥3 sítios diferentes)
Risco de DCV em 10 anos ≥20%
Alto risco: pacientes que não atendem aos critérios de risco muito alto e com risco de DCV em 10 anos entre 10% e <20%
Risco moderado: pacientes que não atendem aos critérios de risco muito alto e com risco de DCV em 10 anos entre 5% e <10%
Baixo risco: pacientes que não atendem aos critérios de risco muito alto e com risco de DCV em 10 anos <5%
As estatinas são a base do tratamento hipolipemiante devido à sua eficácia comprovada na redução de eventos cardiovasculares e mortalidade em pacientes com diabetes, além de seu perfil de segurança favorável.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Para pacientes com diabetes do tipo 2 sem DCVA estabelecida (isto é, prevenção primária), o NICE recomenda:[168]National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Dec 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng238/chapter/Recommendations
Oferecer terapia com estatina de alta intensidade (isto é, atorvastatina na dose mais alta da faixa terapêutica de alta intensidade) para indivíduos com risco ≥10% em 10 anos (estimado usando o QRISK3) de desenvolver DCV.
Considerar a terapia com estatina mesmo que o escore QRISK3 seja <10% se o paciente tiver uma preferência informada pelo tratamento ou se houver preocupação de que o risco possa estar subestimado
Considerar o uso de estatinas em pacientes com ≥85 anos, levando em conta a expectativa de vida, fragilidade, comorbidades e polimedicação
A decisão de iniciar (ou intensificar) a terapia hipolipemiante deve ser tomada com o paciente após uma discussão informada sobre os riscos e benefícios do tratamento, considerando os fatores individuais do paciente (por exemplo, preferências, comorbidades e outra farmacoterapia).[168]National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Dec 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng238/chapter/Recommendations
Observe que as estatinas são contraindicadas na gravidez; o ideal é que sejam suspensas 3 meses antes da paciente tentar engravidar e não devem ser reiniciadas até o término da amamentação.[168]National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Dec 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng238/chapter/Recommendations
Antes de iniciar a terapia de modificação lipídica, deve ser realizada uma avaliação clínica, incluindo:[168]National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Dec 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng238/chapter/Recommendations
Revisão do tabagismo, controle do diabetes, consumo de bebidas alcoólicas, PA e IMC (ou outra medida de obesidade)
Exames de sangue basais, incluindo função renal, nível de transaminase hepática (alanina aminotransferase [ALT] ou aspartato aminotransferase [AST]) e perfil lipídico completo (isto é, colesterol total, colesterol de lipoproteína de alta densidade [HDL] e triglicerídeos, a partir dos quais são calculados o colesterol não-HDL e o colesterol de lipoproteína de baixa densidade [LDL]; não é necessária amostra em jejum).
Deve-se solicitar a dosagem do hormônio estimulante da tireoide (TSH) caso haja sintomas de disfunção tireoidiana.
Os níveis de creatina quinase (CK) devem ser verificados se a pessoa apresentar sintomas musculares generalizados persistentes e inexplicáveis (dor, sensibilidade ou fraqueza).
Avaliação para possíveis distúrbios lipídicos familiares
Os achados clínicos, o perfil lipídico completo e a história familiar devem ser usados para avaliar a probabilidade de um distúrbio lipídico familiar (em vez de basear a decisão nos valores lipídicos somente).
Providencie avaliação especializada das pessoas com concentração de colesterol total de mais de 9.0 mmol/L ou concentração de colesterol não HDL de mais de 7.5 mmol/L, mesmo na ausência de uma história familiar de primeiro grau de doença coronariana prematura.[168]National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Dec 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng238/chapter/Recommendations
Os distúrbios lipídicos familiares estão fora do escopo deste tópico: para obter mais informações sobre quando suspeitar e como diagnosticar hipercolesterolemia familiar, consulte Hipercolesterolemia.
Comorbidades e causas secundárias de dislipidemia (por exemplo, hipotireoidismo) devem ser tratadas (e, se apropriado, mudanças de estilo de vida devem ser discutidas) antes de iniciar o uso de estatina para prevenção primária.[168]National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Dec 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng238/chapter/Recommendations
Em termos de monitoramento, o NICE recomenda o seguinte:[168]National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Dec 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng238/chapter/Recommendations
Repetir o perfil lipídico e o nível de transaminases hepáticas 2-3 meses após o início ou alteração da terapia.
Verificar novamente as transaminases hepáticas após 12 meses; repetir o exame apenas se clinicamente indicado após esse período.
Para prevenção primária, o objetivo é uma redução >40% no colesterol não-HDL. Para prevenção secundária, o objetivo é atingir um nível de colesterol LDL ≤2.0 mmol/L (ou colesterol não-HDL ≤2.6 mmol/L). Caso não seja alcançado:
Revise a adesão ao tratamento
Reforce a modificação do estilo de vida
Considere aumentar a dose ou a intensidade da estatina.
Se forem relatados efeitos adversos com a terapia com estatina de alta intensidade, considere as seguintes opções com o paciente:[168]National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Dec 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng238/chapter/Recommendations
Interromper a administração de estatina e reintroduzir assim que os sintomas desaparecerem, para verificar se estão relacionados à estatina; ou
Mudar para uma estatina alternativa de alta intensidade; ou
Reduzir a dose; ou
Mudar para uma estatina de menor intensidade.
Não interrompa as estatinas devido a um aumento no nível glicêmico ou da HbA1c isolada.[168]National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Dec 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng238/chapter/Recommendations
Reavalie anualmente a terapia hipolipemiante. Use essas revisões para discutir a adesão e a modificação do estilo de vida e para abordar os fatores de risco de DCV. Considere verificar o perfil lipídico completo anualmente para embasar a discussão.[168]National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Dec 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng238/chapter/Recommendations
A ESC também recomenda as estatinas como terapia de primeira linha, com a intensidade do tratamento guiada pela categoria de risco cardiovascular individual e pelas metas de colesterol LDL (ou não-HDL).[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Outras terapias hipolipemiantes (por exemplo, ezetimiba, inibidores da pró-proteína convertase subtilisina/kexin tipo 9 [PCSK9], ácido bempedoico) devem ser consideradas individualmente se a terapia com estatina for contraindicada ou não tolerada em qualquer intensidade/dose, e podem ser necessárias em adição à terapia com estatina se o paciente tiver indicações adicionais para tratamento hipolipemiante (por exemplo, hipertrigliceridemia, distúrbio lipídico familiar).[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
[168]National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Dec 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng238/chapter/Recommendations
The BMJ: PCSK9 inhibitors and ezetimibe for the reduction of cardiovascular events: a clinical practice guideline with risk-stratified recommendations
Opens in new window A ESC recomenda adicionar ezetimiba quando as metas de colesterol LDL não são atingidas apenas com estatinas.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Esquemas específicos para terapias hipolipemiantes estão fora do escopo deste tópico. Consulte Hipercolesterolemia.
Manejo do risco cardiovascular: terapia antiagregante plaquetária
O papel da terapia antiagregante plaquetária na prevenção primária de DCV em adultos com diabetes do tipo 2 permanece incerto, e as diretrizes divergem em suas recomendações. Consulte seus protocolos locais.
O NICE recomenda contra a terapia antiagregante plaquetária de rotina (aspirina ou clopidogrel) para prevenção primária para os adultos com diabetes do tipo 2 sem DCV.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
[168]National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Dec 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng238/chapter/Recommendations
Isso ocorre porque o aumento do risco de sangramento importante é considerado maior que quaisquer benefícios potenciais da prevenção primária.[170]Visseren FLJ, Mach F, Smulders YM, et al. 2021 ESC guidelines on cardiovascular disease prevention in clinical practice. Eur Heart J. 2021 Sep 7;42(34):3227-337.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/42/34/3227/6358713
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34458905?tool=bestpractice.com
O estudo ASCEND (15,480 adultos com diabetes e sem DCV) mostrou que, embora a aspirina tenha reduzido eventos vasculares graves, o benefício foi amplamente compensado por um aumento correspondente no sangramento importante ao longo de 7.4 anos de acompanhamento.[171]Bowman L, Mafham M, Wallendszus K, et al; ASCEND Study Collaborative Group. Effects of aspirin for primary prevention in persons with diabetes mellitus. N Engl J Med. 2018 Oct 18;379(16):1529-39.
https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa1804988
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30146931?tool=bestpractice.com
Em contrapartida, a ESC recomenda que o uso de aspirina em baixa dose pode ser considerado para prevenção primária em adultos com diabetes do tipo 2 que não apresentem história de DCVA sintomática ou revascularização, desde que não haja contraindicações claras.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
O tratamento deve ser individualizado, pois aqueles com maior risco cardiovascular podem obter mais benefícios.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
A ESC também recomenda considerar o uso de um inibidor da bomba de prótons (IBP) juntamente com a terapia antiagregante plaquetária em pacientes com aumento do risco de hemorragia digestiva.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Para obter orientações sobre terapia antiagregante plaquetária em adultos com DCV estabelecida ou DRC (isto é, prevenção secundária), consulte Doença cardiovascular diabética e Doença renal diabética.
Considerações específicas de farmacoterapia para pacientes com DRC
Para adultos com diabetes do tipo 2 que têm DRC ou a desenvolvem a qualquer momento após o diagnóstico, o NICE recomenda o seguinte:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
[117]National Institute for Health and Care Excellence. Hypertension in adults: diagnosis and management. Feb 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng136
[119]National Institute for Health and Care Excellence. Chronic kidney disease: assessment and management. Nov 2021 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng203
[152]National Institute for Health and Care Excellence. Finerenone for treating chronic kidney disease in type 2 diabetes. Mar 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta877
[Evidência A]61a0123d-3704-47cf-8cd7-ef9b0668234eguidelineAQual é a efetividade clínica dos inibidores da proteína cotransportadora de sódio e glicose 2 (SGLT2) como farmacoterapia complementar para adultos com doença renal crônica (DRC) e diabetes do tipo 2?[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Essas recomendações do NICE baseiam-se em evidências de ensaios clínicos randomizados e controlados que mostraram que:
Os inibidores de SGLT2 reduzem o risco de evolução da DRC, a mortalidade e os eventos cardiovasculares em adultos com diabetes do tipo 2 e DRC.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
[Evidência A]61a0123d-3704-47cf-8cd7-ef9b0668234eguidelineAQual é a efetividade clínica dos inibidores da proteína cotransportadora de sódio e glicose 2 (SGLT2) como farmacoterapia complementar para adultos com doença renal crônica (DRC) e diabetes do tipo 2?[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Os antagonistas do receptor de angiotensina II reduzem o risco de doença renal terminal e insuficiência cardíaca.[119]National Institute for Health and Care Excellence. Chronic kidney disease: assessment and management. Nov 2021 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng203
Não há uma diferença clara entre os inibidores da ECA e os antagonistas do receptor de angiotensina II em vários desfechos, incluindo doença renal em estágio terminal, mortalidade por todas as causas, mortalidade cardiovascular e hospitalização.[119]National Institute for Health and Care Excellence. Chronic kidney disease: assessment and management. Nov 2021 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng203
As recomendações de farmacoterapia para pacientes com diabetes do tipo 2 e DRC fornecidas pela diretriz de prática clínica da Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO) de 2022 estão amplamente alinhadas com o NICE.[128]Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO) Diabetes Work Group. KDIGO 2022 Clinical Practice Guideline for diabetes management in chronic kidney disease. Kidney Int. 2022 Nov;102(5s):S1-127.
https://www.kidney-international.org/article/S0085-2538(22)00507-5/fulltext
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36272764?tool=bestpractice.com
A KDIGO recomenda o tratamento com um inibidor da ECA ou um antagonista do receptor de angiotensina II na dose máxima tolerada, o uso de um inibidor de SGLT2 para a maioria dos adultos com diabetes do tipo 2 e DRC, e a consideração do uso de finerenona em pacientes com TFG ≥25 mL/min/1.73 m², níveis normais de potássio sérico e proteinúria persistente apesar da terapia com inibidor da ECA ou antagonista do receptor de angiotensina II.[128]Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO) Diabetes Work Group. KDIGO 2022 Clinical Practice Guideline for diabetes management in chronic kidney disease. Kidney Int. 2022 Nov;102(5s):S1-127.
https://www.kidney-international.org/article/S0085-2538(22)00507-5/fulltext
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36272764?tool=bestpractice.com
A United Kingdom Kidney Association (UKKA) recomenda oferecer um inibidor de SGLT2 para as pessoas com diabetes do tipo 2 e DRC (independentemente da doença renal primária, mas excluindo aquelas com doença renal policística ou receptores de transplante renal) que tiverem:[172]Herrington WG, Frankel AH. UK Kidney Association clinical practice guideline: sodium-glucose co-transporter-2 (SGLT-2) inhibition in adults with kidney disease. Apr 2023 [internet publication].
https://guidelines.ukkidney.org/sodium-glucose-co-transporter-2
uma TFGe de 20-45 mL/minuto/1.73 m², ou
uma TFGe >45 mL/minuto/1.73 m² e ACR ≥25 mg/mmol (a relação proteína/creatinina urinária ≥35 mg/mmol pode ser considerada equivalente), ou
Insuficiência cardíaca sintomática, independentemente da fração de ejeção, ou
Doença coronariana estabelecida.
A UKKA também recomenda que os inibidores de SGLT2 podem ser iniciados em pessoas com TFGe >45-60 mL/minuto/1.73 m² e RAC <25 mg/mmol para reduzir o risco cardiovascular e retardar o declínio da função renal, reconhecendo que os efeitos glicêmicos serão limitados. Os inibidores de SGLT2 também podem ser considerados em pacientes com TFGe <20 mL/minuto/1.73 m², visto que os benefícios renoprotetores parecem persistir. O tratamento deve ser continuado até que seja necessária terapia renal substitutiva.[172]Herrington WG, Frankel AH. UK Kidney Association clinical practice guideline: sodium-glucose co-transporter-2 (SGLT-2) inhibition in adults with kidney disease. Apr 2023 [internet publication].
https://guidelines.ukkidney.org/sodium-glucose-co-transporter-2
As diretrizes da ESC de 2023 sobre o manejo de DCV em diabéticos recomendam:[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Um inibidor da ECA ou um antagonista do receptor de angiotensina II como terapia de base
Um inibidor de SGLT2 quando a TFGe ≥20 mL/minuto/1.73 m² para reduzir o risco de insuficiência renal e cardiovascular
Finerenona (com monitoramento de potássio) quando:
TFGe >60 mL/minuto/1.73 m² e RAC ≥30 mg/mmol, ou
TFGe de 25-60 mL/minuto/1.73 m² e a RAC for ≥3 mg/mmol.
A atualização de 2023 da ESC sobre insuficiência cardíaca também apoia o uso de inibidores de SGLT2 e finerenona para reduzir a hospitalização por insuficiência cardíaca (tanto inibidores de SGLT2 quanto finerenona) e a morte cardiovascular (inibidores de SGLT2).[173]McDonagh TA, Metra M, Adamo M, et al. 2023 focused update of the 2021 ESC guidelines for the diagnosis and treatment of acute and chronic heart failure. Eur Heart J. 2023 Oct 1;44(37):3627-39.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/37/3627/7246292
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622666?tool=bestpractice.com
Valores-alvo glicêmicos e automonitoramento
As metas de HbA1c devem ser individualizadas em todos os estágios do tratamento; o paciente deve ser envolvido em quaisquer decisões sobre sua meta glicêmica individual.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
[174]Laiteerapong N, Cooper JM, Skandari MR, et al. Individualized glycemic control for US adults with type 2 diabetes: a cost-effectiveness analysis. Ann Intern Med. 2018 Feb 6;168(3):170-8.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29230472?tool=bestpractice.com
[175]Ismail-Beigi F, Moghissi E, Tiktin M, et al. Individualizing glycemic targets in type 2 diabetes mellitus: implications of recent clinical trials. Ann Intern Med. 2011 Apr 19;154(8):554-9.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21502652?tool=bestpractice.com
As metas individualizadas de HbA1c melhoram a qualidade de vida em comparação com o controle uniforme e rigoroso.[175]Ismail-Beigi F, Moghissi E, Tiktin M, et al. Individualizing glycemic targets in type 2 diabetes mellitus: implications of recent clinical trials. Ann Intern Med. 2011 Apr 19;154(8):554-9.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21502652?tool=bestpractice.com
No Reino Unido, o NICE recomenda:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Se o paciente maneja seu diabetes do tipo 2 com estilo de vida e dieta, ou com estilo de vida e dieta combinados com um único medicamento que não esteja associado a hipoglicemia, ajude-o a buscar um nível de HbA1c de 48 mmol/mol (6.5%).
Se o paciente estiver tomando um medicamento associado a hipoglicemia, ajude-o a buscar como meta um nível de HbA1c de 53 mmol/mol (7.0%).
A ESC recomenda um controle glicêmico rigoroso (HbA1c <53 mmol/mol [<7.0%]; se apropriado/possível) para reduzir complicações microvasculares, e ela aconselha considerar o mesmo para reduzir a doença arterial coronariana no longo prazo (de preferência usando agentes com benefício cardiovascular comprovado).[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Considere um nível ligeiramente superior de HbA1c caso a caso para:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Pacientes idosos ou frágeis
Pacientes que provavelmente não alcançarão benefícios de redução de risco a longo prazo (por exemplo, aqueles com uma expectativa de vida reduzida)
Pacientes para os quais o controle rigoroso da glicose sanguínea apresentar um alto risco de consequências de hipoglicemia, incluindo pessoas com risco de queda; pessoas com comprometimento da consciência sobre hipoglicemia; aqueles que dirigem ou operam máquinas como parte do seu trabalho
Pacientes para os quais o manejo intensivo não é apropriado (por exemplo, pessoas com comorbidades significativas)
Lembre-se de que os esquemas de medicamentos mais apropriados para um paciente frágil, incluindo a escolha do medicamento e a dose ideal, precisarão de consideração cuidadosa e provavelmente serão diferentes daqueles recomendados para pacientes mais jovens e em boa forma.[124]Strain WD, Hope SV, Green A, et al. Type 2 diabetes mellitus in older people: a brief statement of key principles of modern day management including the assessment of frailty – a national collaborative stakeholder initiative. Diabet Med. 2018 Jul;35(7):838-45.
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/dme.13644
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29633351?tool=bestpractice.com
A ADA recomenda o uso de medicamentos com baixo risco de hipoglicemia para os idosos, e a desintensificação e/ou simplificação dos planos de tratamento (dentro de metas glicêmicas individualizadas) nessa população quando os danos ou encargos do tratamento puderem superar os benefícios.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Se o paciente dirigir, verifique se ele está ciente das diretrizes locais relevantes sobre os níveis de glicose plasmática. No Reino Unido, a Driver and Vehicle Licensing Agency aconselha ter como meta um nível de, pelo menos, 5 mmol/L (90 mg/dL) antes de dirigir.[176]Driver and Vehicle Licensing Agency. Information for drivers with diabetes. Nov 2025 [internet publication].
https://www.gov.uk/government/publications/information-for-drivers-with-diabetes
O automonitoramento dos níveis de glicose pode auxiliar no autocuidado e no ajuste da farmacoterapia, especialmente para pessoas que utilizam insulina. Pode fornecer informações sobre como fatores de estilo de vida e tratamentos medicamentosos afetam a glicose sanguínea e os sintomas, especialmente quando combinados com educação e apoio.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
Os planos de monitoramento da glicose devem ser individualizados.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
Tradicionalmente, o automonitoramento envolve a medição dos níveis de glicose em amostras de sangue capilar, conhecido como automonitoramento da glicose sanguínea (AMGS), por meio de testes de punção digital.
O NICE e a EASD/ADA recomendam o AMGS como uma opção para pessoas com diabetes do tipo 2 que utilizam insulina.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
O NICE também recomenda a oferta de rotina de AMGS para adultos com diabetes do tipo 2 se:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Houver evidências de episódios hipoglicêmicos ou
o paciente está tomando agentes orais que podem aumentar o risco de hipoglicemia ao dirigir ou operar máquinas, ou
A pessoa estiver grávida ou esteja planejando engravidar.
O NICE recomenda considerar SMBG de curta duração em adultos com diabetes do tipo 2 (e revisar o tratamento, se necessário):[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Ao iniciar o tratamento com corticosteroides orais ou intravenosos, ou
Para confirmar a suspeita de hipoglicemia.
O monitoramento contínuo de glicose (MCG) também está sendo utilizado atualmente. O MCG envolve um pequeno dispositivo descartável com um sensor subcutâneo constantemente conectado à pele, que mede os níveis de glicose no fluido intersticial e envia as leituras para um dispositivo com tela ou dispositivo inteligente.[177]Lewis DM, Oser TK, Wheeler BJ. Continuous glucose monitoring. BMJ. 2023 Mar 3;380:e072420.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36868576?tool=bestpractice.com
Os dispositivos de MCG podem fornecer dados em tempo real ou dados de varredura intermitente. O MCG pode fornecer mais informações do que o AMGS, mas a disponibilidade pode variar entre regiões para pessoas com diabetes do tipo 2.
O NICE recomenda oferecer MCG a adultos com diabetes do tipo 2 se eles:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
estiverem administrando múltiplas injeções diárias de insulina e tiverem
hipoglicemia recorrente ou grave, ou
percepção prejudicada dos episódios de hipoglicemia, ou
uma condição ou incapacidade que signifique que não conseguem monitorar a glicemia por meio de SMBG, mas podem usar um dispositivo de MCG, ou
uma indicação para automedir a glicose sanguínea pelo menos 8 vezes ao dia
tratados com insulina e, de outra forma, precisariam do apoio de um cuidador ou profissional da saúde para monitorar sua glicose sanguínea.
As diretrizes de consenso da EASD/ADA afirmam que o MCG fornece mais informações e tem vantagens claras em relação ao AMGS, podendo ser útil para pessoas com diabetes do tipo 2, particularmente aquelas em tratamento com insulina.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
Em seus Padrões de Cuidado, a ADA agora recomenda oferecer o MCG a adultos com diabetes do tipo 2 no início do diabetes e sempre que se espera que isso melhore o manejo glicêmico.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Isso inclui todas as pessoas tratadas com insulina e também pode incluir aquelas que não usam insulina, nos casos em que o MCG pode auxiliar nas decisões de tratamento, melhorar o controle glicêmico ou reduzir o risco de hipoglicemia. O MCG fornece informações que vão além da HbA1c, como o tempo dentro da faixa e a variabilidade glicêmica, o que pode ajudar a orientar o tratamento individualizado.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
O NICE observa que o MCG deve ser iniciado e apoiado por uma equipe com a experiência apropriada e que os usuários devem receber treinamento e educação adequados.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
As medições de glicose sanguínea capilar ainda precisarão ser realizadas para se verificar a acurácia do dispositivo de MCG, e deverão estar disponíveis como backup caso o dispositivo de MCG falhe.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Farmacoterapia anti-hiperglicêmica: princípios gerais
Se o paciente não conseguir atingir sua meta individualizada para a HbA1c com intervenções no estilo de vida, a farmacoterapia é recomendada para reduzir o risco de complicações microvasculares (nefropatia, retinopatia, neuropatia) e macrovasculares (doença arterial coronariana, cerebrovascular e vascular periférica).[18]Holman RR, Paul SK, Bethel MA, et al. 10-year follow-up of intensive glucose control in type 2 diabetes. N Engl J Med. 2008 Oct 9;359(15):1577-89.
https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0806470
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18784090?tool=bestpractice.com
[178]UK Prospective Diabetes Study (UKPDS) Group. Effect of intensive blood-glucose control with metformin on complications in overweight patients with type 2 diabetes (UKPDS 34). Lancet. 1998 Sep 12;352(9131):854-65.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9742977?tool=bestpractice.com
Em geral, as estratégias globais de farmacoterapia mudaram para se concentrar na melhora dos desfechos das doenças cardiovascular e renal, em vez de serem orientadas apenas pelo controle glicêmico. Isso se baseia em evidências de ensaios clínicos randomizados de alta qualidade que demonstram os benefícios de alguns agentes na DCVA, insuficiência cardíaca e DRC, em grande parte independentemente de seu potencial de redução da glicose.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
Em particular, os inibidores de SGLT2 parecem ter benefícios nos pacientes com diabetes do tipo 2 que apresentam múltiplos fatores de risco para DCVA, e tanto os inibidores de SGLT2 quanto os agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon 1 (GLP-1) parecem benéficos naqueles com DCVA estabelecida e/ou DRC.[19]Gerstein HC, Miller ME, Byington RP, et al; Action to Control Cardiovascular Risk in Diabetes Study Group. Effects of intensive glucose lowering in type 2 diabetes. N Engl J Med. 2008 Jun 12;358(24):2545-59.
https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0802743
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18539917?tool=bestpractice.com
[20]Patel A, MacMahon S, et al; ADVANCE Collaborative Group. Intensive blood glucose control and vascular outcomes in patients with type 2 diabetes. N Engl J Med. 2008 Jun 6;358(24):2560-72.
https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0802987
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18539916?tool=bestpractice.com
[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[179]Li S, Vandvik PO, Lytvyn L, et al. SGLT-2 inhibitors or GLP-1 receptor agonists for adults with type 2 diabetes: a clinical practice guideline. BMJ. 2021 May 11;373:n1091. [Erratum in: BMJ. 2022 Apr 28;377:o1080.]
https://www.bmj.com/content/373/bmj.n1091
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/33975892?tool=bestpractice.com
Além disso, a metformina tem prováveis benefícios cardiovasculares.[180]Griffin SJ, Leaver JK, Irving GJ. Impact of metformin on cardiovascular disease: a meta-analysis of randomised trials among people with type 2 diabetes. Diabetologia. 2017 Sep;60(9):1620-9.
https://link.springer.com/article/10.1007/s00125-017-4337-9
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28770324?tool=bestpractice.com
Em linha com as tendências globais, o NICE recomenda uma abordagem para o tratamento do diabetes do tipo 2 que se afaste de uma que se concentre apenas em atingir metas individualizadas de HbA1c, para uma que incorpore terapias que não só reduzam os níveis glicêmicos, mas que tenham benefícios cardiovasculares e renais comprovados.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
As recomendações neste tópico se baseiam principalmente na abordagem do NICE.
Deve-se observar que nos estudos mais antigos, como o ACCORD, o ADVANCE e o Veterans Affairs Diabetes Trial (VADT), o uso de vários medicamentos para alcançar níveis quase normais de HbA1c não foi benéfico ou aumentou a mortalidade entre pacientes com diabetes do tipo 2 e DCV ou alto risco de DCV.[19]Gerstein HC, Miller ME, Byington RP, et al; Action to Control Cardiovascular Risk in Diabetes Study Group. Effects of intensive glucose lowering in type 2 diabetes. N Engl J Med. 2008 Jun 12;358(24):2545-59.
https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0802743
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18539917?tool=bestpractice.com
[20]Patel A, MacMahon S, et al; ADVANCE Collaborative Group. Intensive blood glucose control and vascular outcomes in patients with type 2 diabetes. N Engl J Med. 2008 Jun 6;358(24):2560-72.
https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0802987
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18539916?tool=bestpractice.com
[21]Duckworth W, Abraira C, Moritz T, et al. Glucose control and vascular complications in veterans with type 2 diabetes. N Engl J Med. 2009 Jan 8;360(2):129-39.
https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0808431
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19092145?tool=bestpractice.com
[181]Gerstein HC, Miller ME, Genuth S, et al; ACCORD Study Group. Long-term effects of intensive glucose lowering on cardiovascular outcomes. N Engl J Med. 2011 Mar 3;364(9):818-28.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21366473?tool=bestpractice.com
[182]Reaven PD, Emanuele NV, Wiitala WL, et al; VADT Investigators. Intensive glucose control in patients with type 2 diabetes - 15-year follow-up. N Engl J Med. 2019 Jun 6;380(23):2215-24.
https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa1806802
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31167051?tool=bestpractice.com
Entretanto, os inibidores de SGLT2 não estavam disponíveis e os agonistas do receptor de GLP-1 raramente foram usados nesses estudos.
A escolha dos agentes deve ser individualizada, tendo em conta as preferências, necessidades e circunstâncias clínicas do paciente (por exemplo, peso, comorbidades, riscos de complicações), a eficácia do agente em termos de resposta metabólica e proteção cardiovascular e renal, efeitos adversos e outros fatores.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Na hora de escolher, revisar e trocar medicamentos, sempre:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Se a terapia combinada for indicada, introduza os medicamentos de maneira gradual, verificando a tolerabilidade e eficácia de cada medicamento.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Se um adulto com diabetes do tipo 2 estiver sintomaticamente hiperglicêmico em qualquer fase do tratamento, considere a terapia de resgate com insulina ou sulfonilureia e reveja o tratamento quando o controle da glicose sanguínea for alcançado.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Farmacoterapia anti-hiperglicêmica: tratamento inicial
O NICE produziu um fluxograma que resume as suas recomendações para a escolha de medicamentos de primeira linha em adultos com diabetes do tipo 2.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
NICE: Type 2 diabetes in adults: choosing medicines
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[Figure caption and citation for the preceding image starts]: Diabetes do tipo 2 em adultos: escolha dos medicamentos - como escolher medicamentos de primeira linhaNICE NG28 (2022) Diabetes do tipo 2 em adultos: escolha de medicamentos; usado com permissão [Citation ends].
Avalie a HbA1c, o risco cardiovascular e a função renal do paciente.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Determine se o paciente tem insuficiência cardíaca crônica ou DCVA estabelecida (inclui doença coronariana, síndrome coronariana aguda, infarto do miocárdio prévio, angina estável, revascularização coronariana ou outra revascularização prévia, doença cerebrovascular [AVC isquêmico e ataque isquêmico transitório] e doença arterial periférica), ou tem alto risco de desenvolver DCV. Use esta avaliação do risco cardiovascular para adaptar o tratamento medicamentoso.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Em suas diretrizes sobre diabetes do tipo 2 (última atualização em 2022), o NICE recomenda o uso do QRISK3 para avaliar o risco de DCV em adultos com diabetes do tipo 2, mas reconhece que pode ser necessário usar o QRISK2 até que os sistemas clínicos eletrônicos sejam atualizados com o QRISK3.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Referimo-nos ao QRISK3 abaixo, mas, dependendo da disponibilidade local, tanto o QRISK2 como o QRISK3 são uma ferramenta razoável para avaliar o risco de DCV.
Observe que o NICE especifica certas populações (por exemplo, pessoas com transtornos mentais graves) para as quais o QRISK3 deve ser usado, pois o QRISK2 pode subestimar o risco de DCV nesses pacientes.[168]National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Dec 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng238/chapter/Recommendations
Além disso, o NICE observa que qualquer ferramenta de risco de DCV (incluindo o QRISK3) pode subestimar o risco em alguns grupos (por exemplo, aqueles tratados para HIV) e enfatiza o uso do julgamento clínico para interpretar os escores de risco.[168]National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Dec 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng238/chapter/Recommendations
O NICE não recomenda o uso de ferramentas de risco de DCV para as pessoas que já têm alto risco de DCV (por exemplo, aquelas com TFGe <60 mL/minuto/1.73 m² e/ou albuminúria).[168]National Institute for Health and Care Excellence. Cardiovascular disease: risk assessment and reduction, including lipid modification. Dec 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng238/chapter/Recommendations
Metformina
Prescreva metformina como o tratamento medicamentoso de primeira linha para todos os adultos com diabetes do tipo 2.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
A dose de metformina de liberação imediata deve ser aumentada gradualmente ao longo de várias semanas para minimizar o risco de efeitos adversos gastrointestinais.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Caso ocorram distúrbios gastrointestinais, uma formulação de liberação modificada pode ser utilizada em vez disso.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Entretanto, uma metanálise encontrou melhora mínima nos sintomas gastrointestinais com as formulações de liberação modificada versus liberação imediata.[183]Abrilla AA, Pajes ANNI, Jimeno CA. Metformin extended-release versus metformin immediate-release for adults with type 2 diabetes mellitus: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Diabetes Res Clin Pract. 2021 Aug;178:108824.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/33887354?tool=bestpractice.com
Se a metformina for contraindicada ou não tolerada, a terapia medicamentosa alternativa deve se basear no perfil de risco cardiovascular do paciente.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Se o paciente não tiver DCV/não apresentar alto risco de DCV, considere usar um dos seguintes medicamentos em vez de metformina:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Um inibidor da dipeptidil peptidase-4 (DPP-4) ou
Pioglitazona ou
Uma sulfonilureia ou
um inibidor de SGLT2 (pode ser considerado como monoterapia em pacientes cujo controle glicêmico é inadequado apenas com dieta e exercícios, e para os quais a metformina é contraindicada ou não tolerada, mas somente quando um inibidor de DPP-4 seria a escolha alternativa, e uma sulfonilureia ou pioglitazona não for apropriada).
Se o paciente pertencer a um dos seguintes grupos, ofereça um inibidor de SGLT2 com benefício cardiovascular comprovado (por exemplo, canagliflozina, dapagliflozina, empagliflozina) em vez de metformina:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
[184]National Institute for Health and Care Excellence. Canagliflozin, dapagliflozin and empagliflozin as monotherapies for treating type 2 diabetes. May 2016 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta390
[185]National Institute for Health and Care Excellence. Ertugliflozin as monotherapy or with metformin for treating type 2 diabetes. Mar 2019 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta572
eles apresentam alto risco de desenvolver DCV (idade ≥40 anos com QRISK3 >10%, ou idade <40 anos com ≥1 fator de risco cardiovascular), ou
eles têm insuficiência cardíaca crônica ou DCVA estabelecida.
Antes de iniciar o tratamento com um inibidor de SGLT2, sempre:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Informe o paciente sobre o risco de CAD e aborde os fatores de risco modificáveis para CAD; por exemplo, aqueles que seguem uma dieta com teor muito baixo de carboidratos ou dieta cetogênica podem precisar adiar o tratamento até que tenham mudado sua dieta.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Quando apropriado, forneça informações sobre estratégias de mitigação de riscos e acesso ao monitoramento de cetonas.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Adição de medicamentos hipoglicemiantes com benefício cardiovascular e renal (pacientes selecionados)
A menos que a metformina seja contraindicada/não tolerada, assim que a tolerabilidade à metformina for confirmada (após aumento gradual da dose de metformina de liberação imediata ao longo de várias semanas), o NICE recomenda o seguinte:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Se o paciente apresentar alto risco de desenvolver DCVA, considere adicionar um inibidor de SGLT2 com benefício cardiovascular comprovado (juntamente com a metformina).
Se o paciente tiver insuficiência cardíaca crônica ou DCVA estabelecida, adicione um inibidor de SGLT2 com benefício cardiovascular comprovado ao seu esquema de tratamento (juntamente com a metformina).
Estas recomendações se aplicam a todas as fases do tratamento. Desta forma, se um paciente sem DCVA estabelecida ou insuficiência cardíaca crônica desenvolver posteriormente qualquer uma dessas condições, adicione um inibidor de SGLT2 com benefício cardiovascular comprovado ao esquema de tratamento existente ou substitua-o por outro agente hipoglicemiante.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Da mesma forma, se um paciente for recentemente identificado como tendo alto risco de DCVA, considere adicionar um inibidor de SGLT2 à terapia atual ou substituir um dos agentes existentes por um inibidor de SGLT2 com benefício cardiovascular comprovado.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Embora o NICE não recomende os agonistas do receptor de GLP-1 como tratamento de primeira linha para diabetes do tipo 2, uma atualização de 2022 de um relatório de consenso conjunto da American Diabetes Association (ADA) e da European Association for the Study of Diabetes (EASD) recomenda que a monoterapia com um agonista do receptor de GLP-1 (por exemplo, dulaglutida, exenatida, liraglutida, semaglutida) ou um inibidor de SGLT2 pode ser considerada como uma alternativa à metformina em indivíduos selecionados, com base em evidências de benefícios cardiovasculares e renais independentes dos efeitos hipoglicemiantes.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[179]Li S, Vandvik PO, Lytvyn L, et al. SGLT-2 inhibitors or GLP-1 receptor agonists for adults with type 2 diabetes: a clinical practice guideline. BMJ. 2021 May 11;373:n1091. [Erratum in: BMJ. 2022 Apr 28;377:o1080.]
https://www.bmj.com/content/373/bmj.n1091
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/33975892?tool=bestpractice.com
Em suas Diretrizes de Cuidados em Diabetes, a ADA recomenda ainda a individualização da terapia hipoglicemiante de acordo com a presença de comorbidades e observa que, em pessoas com DCVA estabelecida, insuficiência cardíaca, DRC ou múltiplos fatores de risco para DCVA, a decisão de usar um agonista do receptor de GLP-1 ou um inibidor de SGLT2 com benefício comprovado deve ser independente do nível basal de HbA1c e do uso prévio de metformina:[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
A ESC emite recomendações bastante alinhadas, aconselhando que, independentemente do nível basal de HbA1c ou da terapia hipoglicemiante concomitante, os inibidores de SGLT2 e os agonistas do receptor de GLP-1 com benefício cardiovascular comprovado devem ser priorizados de acordo com o perfil de comorbidades.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
[173]McDonagh TA, Metra M, Adamo M, et al. 2023 focused update of the 2021 ESC guidelines for the diagnosis and treatment of acute and chronic heart failure. Eur Heart J. 2023 Oct 1;44(37):3627-39.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/37/3627/7246292
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622666?tool=bestpractice.com
[186]European Society of Cardiology (ESC). Correction to: 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2024 Feb 16;45(7):518.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/45/7/518/7582941
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/38247449?tool=bestpractice.com
Farmacoterapia anti-hiperglicêmica: escalonamento da terapia
O NICE produziu um fluxograma que resume as suas recomendações para a escolha dos medicamentos para o tratamento adicional em adultos com diabetes do tipo 2.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
NICE: Type 2 diabetes in adults: choosing medicines
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[Figure caption and citation for the preceding image starts]: Diabetes do tipo 2 em adultos: escolha de medicamentos - como escolher medicamentos para tratamento adicionalNICE NG28 (2022) Diabetes do tipo 2 em adultos: escolha de medicamentos; usado com permissão [Citation ends].
Se a HbA1c do paciente não estiver controlada abaixo do limite acordado individualmente, pode ser apropriado trocar ou adicionar tratamentos. Os medicamentos devem ser introduzidos de forma gradual, verificando a tolerabilidade e a eficácia de cada medicamento.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Se a terapia inicial não tiver continuado a controlar a HbA1c abaixo do limite acordado individualmente pela pessoa para intervenção adicional, considere trocar, ou adicionar:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Um inibidor de DPP-4[185]National Institute for Health and Care Excellence. Ertugliflozin as monotherapy or with metformin for treating type 2 diabetes. Mar 2019 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta572
[187]National Institute for Health and Care Excellence. Canagliflozin in combination therapy for treating type 2 diabetes. Jun 2014 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta315
[188]National Institute for Health and Care Excellence. Empagliflozin in combination therapy for treating type 2 diabetes. Mar 2015 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta336
[189]National Institute for Health and Care Excellence. Dapagliflozin in combination therapy for treating type 2 diabetes. Nov 2016 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta288
pioglitazona
Uma sulfonilureia ou
um inibidor de SGLT2.[187]National Institute for Health and Care Excellence. Canagliflozin in combination therapy for treating type 2 diabetes. Jun 2014 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta315
[188]National Institute for Health and Care Excellence. Empagliflozin in combination therapy for treating type 2 diabetes. Mar 2015 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta336
[189]National Institute for Health and Care Excellence. Dapagliflozin in combination therapy for treating type 2 diabetes. Nov 2016 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta288
[190]National Institute for Health and Care Excellence. Ertugliflozin with metformin and a dipeptidyl peptidase-4 inhibitor for treating type 2 diabetes. Jun 2019 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/TA583
Se a terapia dupla com metformina e outro medicamento oral não tiver continuado a controlar a HbA1c para abaixo do limite acordado individualmente pelo paciente para intervenção adicional, considere:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Se a metformina for contraindicada ou não tolerada e a terapia dupla com outros dois medicamentos orais for insuficiente, considere o tratamento à base de insulina (consulte Farmacoterapia anti-hiperglicêmica: tratamentos à base de insulina).[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Se a terapia tripla com metformina e dois outros agentes orais não for efetiva, não tolerada ou for contraindicada, considere a terapia tripla trocando um medicamento por um agonista do receptor de GLP-1 ou tirzepatida em:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
[192]National Institute for Health and Care Excellence. Tirzepatide for treating type 2 diabetes. Sep 2025 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta924
Pacientes com IMC ≥35 kg/m² (ajuste de acordo para negros, asiáticos e pessoas de outros grupos étnicos minoritários) e problemas psicológicos específicos ou outros problemas clínicos associados à obesidade, ou
Aqueles com IMC <35 kg/m² e para os quais a terapia com insulina teria implicações ocupacionais significativas, ou a perda de peso beneficiaria outras comorbidades significativas relacionadas à obesidade.
Vale ressaltar que a ADA recomenda que um agonista do receptor de GLP-1 ou um agonista duplo de GIP/GLP-1 sejam considerados antes da insulina se a terapia injetável for necessária e o paciente ainda não estiver sendo tratado com um desses medicamentos.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Alertas
Considere cuidadosamente as combinações de medicamentos, garantindo que sejam seguras e apropriadas para o seu paciente. Se possível, evite combinar insulina com pioglitazona. A Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency (MHRA) do Reino Unido alerta que os pacientes devem ser observados quanto a sinais e sintomas de insuficiência cardíaca, ganho de peso e edema se a pioglitazona for usada em combinação com a insulina. Isso se deve ao aumento da incidência de insuficiência cardíaca com essa combinação, especialmente em pacientes com fatores predisponentes.[193]Medicines and Healthcare products Regulatory Agency. Insulin combined with pioglitazone: risk of cardiac failure. Dec 2014 [internet publication].
https://www.gov.uk/drug-safety-update/insulin-combined-with-pioglitazone-risk-of-cardiac-failure
Somente ofereça um agonista do receptor de GLP-1 em combinação com a insulina sob aconselhamento de um especialista e suporte contínuo de uma equipe multidisciplinar liderada por um especialista.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
A MHRA alerta sobre casos de cetoacidose diabética em pacientes com diabetes do tipo 2 que recebem uma combinação de agonista do receptor de GLP-1 e insulina, cujas doses de insulina concomitante foram reduzidas rapidamente ou descontinuadas.[194]Medicines and Healthcare products Regulatory Agency. GLP-1 receptor agonists: reports of diabetic ketoacidosis when concomitant insulin was rapidly reduced or discontinued. Jun 2019 [internet publication].
https://www.gov.uk/drug-safety-update/glp-1-receptor-agonists-reports-of-diabetic-ketoacidosis-when-concomitant-insulin-was-rapidly-reduced-or-discontinued
A mesma advertência da MHRA se aplica à tirzepatida, pois um risco semelhante não pode ser descartado.[194]Medicines and Healthcare products Regulatory Agency. GLP-1 receptor agonists: reports of diabetic ketoacidosis when concomitant insulin was rapidly reduced or discontinued. Jun 2019 [internet publication].
https://www.gov.uk/drug-safety-update/glp-1-receptor-agonists-reports-of-diabetic-ketoacidosis-when-concomitant-insulin-was-rapidly-reduced-or-discontinued
Tenha em mente que as recomendações para medicamentos com benefícios cardiovasculares e renais se aplicam a todas as fases do tratamento. Portanto, se um paciente que originalmente não apresentava DCVA ou insuficiência cardíaca crônica desenvolver alguma dessas condições, adicione um inibidor de SGLT2 com benefício cardiovascular comprovado ao seu esquema de tratamento existente ou administre um inibidor de SGLT2 em substituição a um medicamento já em uso.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Se for constatado recentemente que um paciente apresenta alto risco de DCVA, considere adicionar um inibidor de SGLT2 ao tratamento atual ou substituir um dos medicamentos em uso por um inibidor de SGLT2.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Propriedades clínicas de agentes anti-hiperglicêmicos específicos
Selecione os agentes caso a caso, após uma conversa cuidadosa com o paciente sobre os prós e os contras de cada opção. Os agentes que oferecem proteção cardiovascular e renal e reduzem a mortalidade por todas as causas, ou a cardiovascular, podem ser preferenciais.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Metformina
A metformina é um “sensibilizador” da insulina, administrado por via oral. É altamente eficaz na redução do nível glicêmico, apresenta risco mínimo de hipoglicemia quando usado como monoterapia, não afeta o peso (com potencial para perda de peso modesta) e oferece um perfil de segurança favorável, comprovado por longa experiência clínica.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[195]Tsapas A, Karagiannis T, Kakotrichi P, et al. Comparative efficacy of glucose-lowering medications on body weight and blood pressure in patients with type 2 diabetes: a systematic review and network meta-analysis. Diabetes Obes Metab. 2021 Sep;23(9):2116-24.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34047443?tool=bestpractice.com
[196]Tsapas A, Avgerinos I, Karagiannis T, et al. Comparative effectiveness of glucose-lowering drugs for type 2 diabetes: a systematic review and network meta-analysis. Ann Intern Med. 2020 Aug 18;173(4):278-86.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32598218?tool=bestpractice.com
Essas propriedades, juntamente com seu custo favorável, significam que ela é geralmente o agente de primeira escolha recomendado nos pacientes com diabetes do tipo 2 (no entanto, deve-se observar que algumas diretrizes, como as da ESC em 2023, defendem o uso de outros agentes de primeira linha quando o paciente tiver fatores de risco ou comorbidades adicionais específicos, como DCVA ou DRC).[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
É provável que a metformina tenha efeitos benéficos sobre os eventos cardiovasculares adversos graves (por exemplo, infarto do miocárdio, AVC, morte cardiovascular) e a mortalidade por todas as causas, e seu uso em longo prazo provavelmente melhora o prognóstico cardiovascular (embora a ESC informe que os benefícios cardiovasculares da metformina são inconclusivos).[18]Holman RR, Paul SK, Bethel MA, et al. 10-year follow-up of intensive glucose control in type 2 diabetes. N Engl J Med. 2008 Oct 9;359(15):1577-89.
https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0806470
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18784090?tool=bestpractice.com
[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
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http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
[178]UK Prospective Diabetes Study (UKPDS) Group. Effect of intensive blood-glucose control with metformin on complications in overweight patients with type 2 diabetes (UKPDS 34). Lancet. 1998 Sep 12;352(9131):854-65.
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[180]Griffin SJ, Leaver JK, Irving GJ. Impact of metformin on cardiovascular disease: a meta-analysis of randomised trials among people with type 2 diabetes. Diabetologia. 2017 Sep;60(9):1620-9.
https://link.springer.com/article/10.1007/s00125-017-4337-9
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28770324?tool=bestpractice.com
[197]Monami M, Candido R, Pintaudi B, et al. Effect of metformin on all-cause mortality and major adverse cardiovascular events: an updated meta-analysis of randomized controlled trials. Nutr Metab Cardiovasc Dis. 2021 Mar 10;31(3):699-704.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/33549430?tool=bestpractice.com
A metformina parece ter um efeito neutro sobre a insuficiência cardíaca e a doença renal diabética.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
A metformina pode ser usada com segurança em pessoas com taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) reduzida, com ajuste de dose e monitoramento adequados. No entanto, não deve ser iniciada em pessoas com uma TFGe <45 mL/minuto/1.73 m²; em pacientes que já tomam metformina, a dose deve ser reduzida quando a TFGe cair abaixo de 45 mL/minuto/1.73 m² e o tratamento deve ser interrompido se a TFGe cair abaixo de 30 mL/minuto/1.73 m².[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Os efeitos adversos mais comuns são diarreia, distensão abdominal e desconforto abdominal, que podem ser atenuados iniciando com uma dose baixa e aumentando lentamente.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
O NICE recomenda que, se um paciente apresentar efeitos adversos gastrointestinais com a metformina de liberação padrão, pode-se considerar um teste com metformina de liberação modificada.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Entretanto, uma revisão sistemática e metanálise encontrou melhora mínima nos sintomas gastrointestinais com as formulações de liberação modificada versus liberação imediata.[183]Abrilla AA, Pajes ANNI, Jimeno CA. Metformin extended-release versus metformin immediate-release for adults with type 2 diabetes mellitus: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Diabetes Res Clin Pract. 2021 Aug;178:108824.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/33887354?tool=bestpractice.com
A diminuição dos níveis ou a deficiência de vitamina B12 são um efeito adverso reconhecido e comum da terapia com metformina, particularmente em indivíduos que recebem doses mais elevadas, que se submetem a tratamento em longo prazo ou que apresentam fatores de risco preexistentes.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[198]Medicines and Healthcare products Regulatory Agency. Metformin and reduced vitamin B12 levels: new advice for monitoring patients at risk. Jun 2022 [internet publication].
https://www.gov.uk/drug-safety-update/metformin-and-reduced-vitamin-b12-levels-new-advice-for-monitoring-patients-at-risk
No Reino Unido, a MHRA alerta que a diminuição dos níveis de vitamina B12 é comum em pacientes que utilizam metformina e recomenda a verificação dos níveis de vitamina B12 quando houver suspeita de deficiência, além de considerar o monitoramento periódico em pacientes com fatores de risco.[198]Medicines and Healthcare products Regulatory Agency. Metformin and reduced vitamin B12 levels: new advice for monitoring patients at risk. Jun 2022 [internet publication].
https://www.gov.uk/drug-safety-update/metformin-and-reduced-vitamin-b12-levels-new-advice-for-monitoring-patients-at-risk
A ADA recomenda verificar os níveis séricos de vitamina B12 anualmente em pacientes que tomam metformina há mais de 4 anos ou que apresentam fatores de risco adicionais para deficiência de vitamina B12.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
A ADA também recomenda a realização de exames de sangue para verificar os níveis de vitamina B12 sempre que houver suspeita de deficiência, inclusive em indivíduos que apresentem anemia ou neuropatia periférica.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Inibidores da SGLT2
Os inibidores de SGLT2 inibem a recaptação renal de glicose. Eles são medicamentos orais e os exemplos incluem a canagliflozina, a dapagliflozina, a empagliflozina e a ertugliflozina.
Eles têm um efeito de redução da glicose de intermediário a alto, com menor eficácia glicêmica em TFGe mais baixas.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
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http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[196]Tsapas A, Avgerinos I, Karagiannis T, et al. Comparative effectiveness of glucose-lowering drugs for type 2 diabetes: a systematic review and network meta-analysis. Ann Intern Med. 2020 Aug 18;173(4):278-86.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32598218?tool=bestpractice.com
Eles não aumentam o risco de hipoglicemia e estão associados a uma perda de peso moderada (2-3 kg).[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[195]Tsapas A, Karagiannis T, Kakotrichi P, et al. Comparative efficacy of glucose-lowering medications on body weight and blood pressure in patients with type 2 diabetes: a systematic review and network meta-analysis. Diabetes Obes Metab. 2021 Sep;23(9):2116-24.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34047443?tool=bestpractice.com
Eles causam glicosúria renal e têm um efeito diurético, o qual reduz a pressão arterial.[199]Scheen AJ. Pharmacodynamics, efficacy and safety of sodium-glucose co-transporter type 2 (SGLT2) inhibitors for the treatment of type 2 diabetes mellitus. Drugs. 2015 Jan;75(1):33-59.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25488697?tool=bestpractice.com
Há também evidências consideráveis que dão suporte aos benefícios dos inibidores específicos de SGLT2 na redução de eventos cardíacos adversos graves, infarto do miocárdio, hospitalização por insuficiência cardíaca, morte cardiovascular, mortalidade por todas as causas e melhora dos desfechos renais, nos pacientes com diabetes do tipo 2 com DCV estabelecida/alto risco.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[200]Palmer SC, Tendal B, Mustafa RA, et al. Sodium-glucose cotransporter protein-2 (SGLT-2) inhibitors and glucagon-like peptide-1 (GLP-1) receptor agonists for type 2 diabetes: systematic review and network meta-analysis of randomised controlled trials. BMJ. 2021 Jan 13;372:m4573.
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Os benefícios são em grande parte independentes do seu efeito de redução da glicose.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
Especificamente, demonstrou-se que a canagliflozina e a empagliflozina têm efeitos benéficos sobre os principais eventos adversos cardíacos e a mortalidade cardiovascular; a canagliflozina, a dapagliflozina, a empagliflozina e a ertugliflozina demonstraram efeitos benéficos sobre a insuficiência cardíaca; e a canagliflozina, a dapagliflozina e a empagliflozina demonstraram efeitos benéficos renais, inclusive sobre a progressão da doença renal diabética e a prevenção de desfechos renais importantes (diálise, transplante ou morte por doença renal).[27]Zinman B, Wanner C, Lachin JM, et al; EMPA-REG OUTCOME Investigators. Empagliflozin, cardiovascular outcomes, and mortality in type 2 diabetes. N Engl J Med. 2015 Nov 26;373(22):2117-28.
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http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26378978?tool=bestpractice.com
[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
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A análise dos dados sugere que os inibidores de SGLT2 têm efeitos benéficos nos desfechos relacionados com a insuficiência cardíaca em pessoas com insuficiência cardíaca, independentemente da fração de ejeção ou do status de diabético.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
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Além dos benefícios cardiovasculares, os inibidores de SGLT2 também podem reduzir o risco de hipercalemia grave em pessoas com diabetes do tipo 2 com alto risco cardiovascular ou com DRC, sem aumentar o risco de hipocalemia.[218]Neuen BL, Oshima M, Agarwal R, et al. Sodium-glucose cotransporter 2 inhibitors and risk of hyperkalemia in people with type 2 diabetes: a meta-analysis of individual participant data from randomized, controlled trials. Circulation. 2022 May 10;145(19):1460-70.
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Até o momento, existe maior incerteza em torno dos benefícios cardiovasculares associados à ertugliflozina do que aos outros inibidores de SGLT2.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
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Em sua diretriz sobre diabetes do tipo 2, o NICE informou que a ertugliflozina não demonstrou redução consistente de insuficiência cardíaca em comparação com o placebo na metanálise de rede, nem apresentou melhor significância estatística que o placebo para o desfecho de eventos adversos cardiovasculares importantes de 3 pontos (incluindo morte cardiovascular, infarto do miocárdio não fatal e AVC não fatal).[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Além disso, um ensaio clínico randomizado e duplo-cego de fase 3 avaliou os efeitos da ertugliflozina versus placebo sobre os desfechos cardiovasculares e renais em pessoas com diabetes do tipo 2 e DCVA estabelecida; os resultados mostraram não inferioridade ao placebo no desfecho primário de eventos adversos cardiovasculares importantes, mas nenhuma superioridade nos principais desfechos cardiovasculares e renais secundários.[220]ClinicalTrials.gov. Cardiovascular outcomes following ertugliflozin treatment in type 2 diabetes mellitus participants with vascular disease: the VERTIS CV study (MK-8835-004). NCT01986881. Sep 2022 [internet publication].
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Os inibidores de SGLT2 estão associados a um aumento do risco de infecções genitais fúngicas (geralmente leves e tratáveis) e cetoacidose diabética (embora a incidência seja baixa).[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
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A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA emitiu um alerta sobre o risco de lesão renal aguda com a canagliflozina e a dapagliflozina.[226]US Food and Drug Administration (FDA). FDA drug safety communication: FDA strengthens kidney warnings for diabetes medicines canagliflozin (Invokana, Invokamet) and dapagliflozin (Farxiga, Xigduo XR). Jun 2016 [internet publication].
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A MHRA e a European Medicines Agency (EMA) alertam para um aumento do risco de amputação de membros inferiores (principalmente pododáctilos) em pacientes com diabetes do tipo 2 que tomam canagliflozina, e a MHRA enfatiza a importância dos cuidados preventivos com os pés para todos os pacientes com diabetes.[227]European Medicines Agency. SGLT2 inhibitors: information on potential risk of toe amputation to be included in prescribing information. Feb 2017 [internet publication].
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As diretrizes de consenso da EASD/ADA sobre o tratamento da hiperglicemia no diabetes do tipo 2 observam que, embora os estudos iniciais tenham destacado potenciais preocupações de segurança relacionadas com os inibidores de SGLT2, incluindo lesão renal aguda e amputação, estudos de longo prazo que avaliaram e monitoraram prospectivamente estes eventos não observaram um desequilíbrio significativo nos riscos.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
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A MHRA e a FDA também alertam sobre casos de fasciite necrosante do períneo (também conhecida como gangrena de Fournier) observados na vigilância pós-comercialização dos inibidores de SGLT2.[229]US Food and Drug Administration. FDA drug safety communication: FDA warns about rare occurrences of a serious infection of the genital area with SGLT2 inhibitors for diabetes. Aug 2018 [internet publication].
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Agonistas do receptor de GLP-1
Os agonistas do receptor de GLP-1 são medicamentos à base de incretina. As incretinas são um grupo de hormônios metabólicos que diminuem o nível glicêmico, estimulando a liberação de insulina e inibindo a liberação de glucagon; as duas incretinas mais importantes são os peptídeos intestinais GLP-1 e o GIP. Os agonistas do receptor de GLP-1 promovem a secreção de insulina e a supressão do glucagon dependentes de glicose, desaceleram o esvaziamento gástrico, limitam os incrementos glicêmicos pós-refeição e reduzem o apetite e a ingestão de energia.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
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Os exemplos incluem a dulaglutida, a exenatida, a liraglutida e a semaglutida. Geralmente são administrados por via subcutânea, embora exista uma formulação oral de semaglutida.
Eles têm um efeito hipoglicemiante de alto a muito alto, não causam hipoglicemia e produzem perda de peso de intermediária a muito alta.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
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Isso os torna particularmente adequados para pacientes obesos (sem gastroparesia) que desejam a perda de peso, estão dispostos a tomar injeções e podem tolerar o efeito adverso comum de náusea inicial.[232]Htike ZZ, Zaccardi F, Papamargaritis D, et al. Efficacy and safety of glucagon-like peptide-1 receptor agonists in type 2 diabetes: a systematic review and mixed-treatment comparison analysis. Diabetes Obes Metab. 2017 Apr;19(4):524-36.
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A ADA recomenda que um agonista do receptor de GLP-1 com eficácia superior na perda de peso (por exemplo, semaglutida) ou um agonista duplo do receptor de GIP/GLP-1 seja a farmacoterapia preferencial para pessoas com diabetes e sobrepeso ou obesidade.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
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Da mesma forma, a ESC considera os agonistas do receptor de GLP-1 como os agentes hipoglicemiantes de escolha para perda de peso em pacientes com diabetes do tipo 2, devido aos seus comprovados benefícios cardiovasculares nessa população de pacientes.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
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As evidências comprovam os benefícios dos agonistas específicos do receptor de GLP-1 na redução de eventos cardiovasculares adversos importantes em pacientes de alto risco com diabetes do tipo 2; esses benefícios ocorrem em grande parte independentemente de seus efeitos hipoglicemiantes.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
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Os agonistas do receptor de GLP-1 com evidências mais robustas para a redução do risco de DCVA são a liraglutida, a semaglutida (injetável) e a dulaglutida.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
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Foi demonstrado que a liraglutida reduz significativamente a mortalidade cardiovascular e a mortalidade por todas as causas em pessoas com diabetes e DCV ou alto risco de DCV.[28]Marso SP, Daniels GH, Brown-Frandsen K, et al; LEADER Steering Committee on behalf of the LEADER Trial Investigators. Liraglutide and cardiovascular outcomes in type 2 diabetes. N Engl J Med. 2016 Jul 28;375(4):311-22.
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Tanto a semaglutida quanto a dulaglutida demonstraram reduzir os eventos cardiovasculares adversos importantes, mas não a mortalidade por todas as causas ou a mortalidade cardiovascular.[29]Marso SP, Bain SC, Consoli A, et al; SUSTAIN-6 Investigators. Semaglutide and cardiovascular outcomes in patients with type 2 diabetes. N Engl J Med. 2016 Nov 10;375(19):1834-44.
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[238]Kaul S. Mitigating cardiovascular risk in type 2 diabetes with antidiabetes drugs: a review of principal cardiovascular outcome results of EMPA-REG OUTCOME, LEADER, and SUSTAIN-6 trials. Diabetes Care. 2017 Jul;40(7):821-31.
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[239]Westerink J, Matthiessen KS, Nuhoho S, et al. Estimated life-years gained free of new or recurrent major cardiovascular events with the addition of semaglutide to standard of care in people with type 2 diabetes and high cardiovascular risk. Diabetes Care. 2022 May 1;45(5):1211-8.
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[240]Gerstein HC, Colhoun HM, Dagenais GR, et al; REWIND Investigators. Dulaglutide and cardiovascular outcomes in type 2 diabetes (REWIND): a double-blind, randomised placebo-controlled trial. Lancet. 2019 Jul 13;394(10193):121-30.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31189511?tool=bestpractice.com
O estudo PIONEER 6 demonstrou a segurança cardiovascular da semaglutida oral em pacientes de alto risco com diabetes do tipo 2, mostrando não inferioridade em comparação com o placebo para eventos cardiovasculares adversos importantes, bem como uma redução estatisticamente significativa na mortalidade cardiovascular e mortalidade por todas as causas.[241]Husain M, Birkenfeld AL, Donsmark M, et al; PIONEER 6 Investigators. Oral semaglutide and cardiovascular outcomes in patients with type 2 diabetes. N Engl J Med. 2019 Aug 29;381(9):841-51.
https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa1901118
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31185157?tool=bestpractice.com
No ensaio clínico SOUL, a semaglutida oral reduziu significativamente os eventos cardiovasculares adversos importantes em comparação com o placebo em uma população de alto risco com diabetes do tipo 2 e DCVA estabelecida ou DRC.[242]McGuire DK, Marx N, Mulvagh SL, et al; SOUL Study Group. Oral semaglutide and cardiovascular outcomes in high-risk type 2 diabetes. N Engl J Med. 2025 May 29;392(20):2001-12.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/40162642?tool=bestpractice.com
Nos ensaios clínicos PIONEER 6 e SOUL, os efeitos adversos gastrointestinais foram mais frequentes nos grupos que receberam semaglutida oral.[241]Husain M, Birkenfeld AL, Donsmark M, et al; PIONEER 6 Investigators. Oral semaglutide and cardiovascular outcomes in patients with type 2 diabetes. N Engl J Med. 2019 Aug 29;381(9):841-51.
https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa1901118
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[242]McGuire DK, Marx N, Mulvagh SL, et al; SOUL Study Group. Oral semaglutide and cardiovascular outcomes in high-risk type 2 diabetes. N Engl J Med. 2025 May 29;392(20):2001-12.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/40162642?tool=bestpractice.com
Ao contrário de outros agonistas do receptor de GLP-1, não foi demonstrado que a exenatida reduza os eventos cardiovasculares adversos importantes.[243]Hu Y. Advances in reducing cardiovascular risk in the management of patients with type 2 diabetes mellitus. Chronic Dis Transl Med. 2019 Mar 15;5(1):25-36.
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2095882X18300653
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30993261?tool=bestpractice.com
Dulaglutida, liraglutida e semaglutida (injetável) demonstraram produzir endpoints de benefício renal, impulsionados por desfechos na albuminúria, que parecem ser mais pronunciados em pacientes com DRC preexistente.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
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[235]Kristensen SL, Rørth R, Jhund PS, et al. Cardiovascular, mortality, and kidney outcomes with GLP-1 receptor agonists in patients with type 2 diabetes: a systematic review and meta-analysis of cardiovascular outcome trials. Lancet Diabetes Endocrinol. 2019 Oct;7(10):776-85.
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[245]Shaman AM, Bain SC, Bakris GL, et al. Effect of the glucagon-like peptide-1 receptor agonists semaglutide and liraglutide on kidney outcomes in patients with type 2 diabetes: pooled analysis of SUSTAIN 6 and LEADER. Circulation. 2022 Feb 22;145(8):575-85.
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[246]Botros FT, Gerstein HC, Malik R, et al. Dulaglutide and kidney function-related outcomes in type 2 diabetes: a REWIND post hoc analysis. Diabetes Care. 2023 Aug 1;46(8):1524-30.
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O estudo histórico FLOW (n=3533, acompanhamento mediano de 3.4 anos), demonstrou que a semaglutida subcutânea reduziu significativamente o risco de desfechos renais graves em 24% nos indivíduos com diabetes do tipo 2 e DRC em comparação com o placebo.[247]Perkovic V, Tuttle KR, Rossing P, et al; FLOW Trial Committees and Investigators. Effects of semaglutide on chronic kidney disease in patients with type 2 diabetes. N Engl J Med. 2024 Jul 11;391(2):109-21.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/38785209?tool=bestpractice.com
Esse benefício se estendeu à mortalidade específica por causas renais e cardiovasculares, com a semaglutida também retardando o declínio da TFGe, reduzindo os eventos cardiovasculares adversos importantes em 18% e diminuindo a mortalidade por todas as causas em 20%.[247]Perkovic V, Tuttle KR, Rossing P, et al; FLOW Trial Committees and Investigators. Effects of semaglutide on chronic kidney disease in patients with type 2 diabetes. N Engl J Med. 2024 Jul 11;391(2):109-21.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/38785209?tool=bestpractice.com
No entanto, a proteção renal oferecida pelos agonistas do receptor de GLP-1 é mais modesta do que a proporcionada pelos inibidores de SGLT2.[235]Kristensen SL, Rørth R, Jhund PS, et al. Cardiovascular, mortality, and kidney outcomes with GLP-1 receptor agonists in patients with type 2 diabetes: a systematic review and meta-analysis of cardiovascular outcome trials. Lancet Diabetes Endocrinol. 2019 Oct;7(10):776-85.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31422062?tool=bestpractice.com
Ao contrário dos inibidores de SGLT2, as evidências para o uso de agonistas do receptor de GLP-1 na redução da insuficiência cardíaca têm sido inconsistentes entre os ensaios. Uma metanálise revelou que eles podem prevenir novos episódios de insuficiência cardíaca e mortalidade nos pacientes com diabetes do tipo 2; no entanto, eles não reduziram as hospitalizações por insuficiência cardíaca e a mortalidade nos pacientes com insuficiência cardíaca preexistente.[248]Ferreira JP, Saraiva F, Sharma A, et al. Glucagon-like peptide 1 receptor agonists in patients with type 2 diabetes with and without chronic heart failure: a meta-analysis of randomized placebo-controlled outcome trials. Diabetes Obes Metab. 2023 Jun;25(6):1495-502.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36722252?tool=bestpractice.com
A redução nos eventos ateroscleróticos observados com os agonistas do receptor de GLP-1 não foi influenciada pela presença ou não de insuficiência cardíaca.[248]Ferreira JP, Saraiva F, Sharma A, et al. Glucagon-like peptide 1 receptor agonists in patients with type 2 diabetes with and without chronic heart failure: a meta-analysis of randomized placebo-controlled outcome trials. Diabetes Obes Metab. 2023 Jun;25(6):1495-502.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36722252?tool=bestpractice.com
Os agonistas do receptor de GLP-1 têm sido associados a melhora na esteatose e na fibrose hepática e podem ser benéficos em pacientes com doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica (DHGDM, anteriormente conhecida como doença hepática gordurosa não alcoólica [DHGNA]) comórbida.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
[249]Abushamat LA, Shah PA, Eckel RH, et al. The emerging role of glucagon-like peptide-1 receptor agonists for the treatment of metabolic dysfunction-associated steatohepatitis. Clin Gastroenterol Hepatol. 2024 Aug;22(8):1565-74.
https://www.cghjournal.org/article/S1542-3565(24)00160-5/fulltext
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/38367743?tool=bestpractice.com
Os efeitos adversos mais comuns dos agonistas do receptor de GLP-1 são gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia, mas tendem a diminuir com o tempo. O ajuste mais lento pode melhorar a tolerabilidade.
Uma associação com pancreatite e câncer de pâncreas foi relatada em ensaios clínicos, mas a causalidade não foi estabelecida.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
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http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
Uma metanálise de 43 ensaios clínicos randomizados e controlados (ECRCs) não encontrou evidências claras de um aumento do risco de pancreatite.[250]Nreu B, Dicembrini I, Tinti F, et al. Pancreatitis and pancreatic cancer in patients with type 2 diabetes treated with glucagon-like peptide-1 receptor agonists: an updated meta-analysis of randomized controlled trials. Minerva Endocrinol (Torino). 2023 Jun;48(2):206-13.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32720500?tool=bestpractice.com
Após analisar os dados disponíveis, a FDA e a EMA concluíram que não há evidências suficientes para estabelecer um aumento do risco de câncer de pâncreas associado a terapias baseadas em GLP–1.[251]Egan AG, Blind E, Dunder K, et al. Pancreatic safety of incretin-based drugs - FDA and EMA assessment. N Engl J Med. 2014 Feb 27;370(9):794-7.
https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMp1314078
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24571751?tool=bestpractice.com
No entanto, a ADA recomenda evitar esses medicamentos em indivíduos com história de pancreatite e suspender seu uso caso haja suspeita de pancreatite.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Os agonistas do receptor de GLP-1 também foram associados a um aumento do risco de doenças da vesícula biliar e das vias biliares, incluindo colelitíase e colecistite, particularmente em casos de perda de peso. Casos raros de íleo paralítico foram relatados na farmacovigilância pós-comercialização, e os pacientes devem ser aconselhados a procurar atendimento médico caso apresentem sintomas gastrointestinais graves ou persistentes.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
O risco de hipoglicemia aumenta com o uso concomitante de sulfonilureias e insulina. A redução da intensidade do tratamento com esses agentes ou diuréticos, principalmente nos indivíduos idosos e frágeis, é recomendada para evitar a hipoglicemia e a hipovolemia.[252]Brown E, Heerspink HJL, Cuthbertson DJ, et al. SGLT2 inhibitors and GLP-1 receptor agonists: established and emerging indications. Lancet. 2021 Jul 17;398(10296):262-76.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34216571?tool=bestpractice.com
Em estudos com roedores, os agonistas do receptor de GLP-1 foram associados a câncer de tireoide medular, resultando em um alerta para esses agentes nos pacientes com história pessoal ou familiar de neoplasia endócrina múltipla do tipo 2 ou câncer de tireoide medular; no entanto, há evidências conflitantes sobre se esse risco se aplica aos humanos.[252]Brown E, Heerspink HJL, Cuthbertson DJ, et al. SGLT2 inhibitors and GLP-1 receptor agonists: established and emerging indications. Lancet. 2021 Jul 17;398(10296):262-76.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34216571?tool=bestpractice.com
[253]Silverii GA, Monami M, Gallo M, et al. Glucagon-like peptide-1 receptor agonists and risk of thyroid cancer: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Diabetes Obes Metab. 2024 Mar;26(3):891-900.
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[254]Bjerre Knudsen L, Madsen LW, Andersen S, et al. Glucagon-like peptide-1 receptor agonists activate rodent thyroid C-cells causing calcitonin release and C-cell proliferation. Endocrinology. 2010 Apr;151(4):1473-86.
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[255]Hu W, Song R, Cheng R, et al. Use of GLP-1 receptor agonists and occurrence of thyroid disorders: a meta-analysis of randomized controlled trials. Front Endocrinol (Lausanne). 2022 Jul 11:13:927859.
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[256]Bezin J, Gouverneur A, Pénichon M, et al. GLP-1 receptor agonists and the risk of thyroid cancer. Diabetes Care. 2023 Feb 1;46(2):384-90.
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[257]Thompson CA, Stürmer T. Putting GLP-1 RAs and thyroid cancer in context: additional evidence and remaining doubts. Diabetes Care. 2023 Feb 1;46(2):249-51.
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A EMA e a FDA analisaram relatos de ideação suicida e autolesão em indivíduos tratados com agonistas do receptor de GLP-1, incluindo liraglutida e semaglutida; no entanto, até o momento, essas avaliações não estabeleceram uma relação causal, e as agências regulatórias continuam o monitoramento de segurança de rotina.[258]European Medicines Agency. EMA statement on ongoing review of GLP-1 receptor agonists. Jul 2023 [internet publication].
https://www.ema.europa.eu/en/news/ema-statement-ongoing-review-glp-1-receptor-agonists
[259]US Food and Drug Administration. Update on FDA’s ongoing evaluation of reports of suicidal thoughts or actions in patients taking a certain type of medicines approved for type 2 diabetes and obesity. Jan 2024 [internet publication].
https://www.fda.gov/drugs/drug-safety-and-availability/update-fdas-ongoing-evaluation-reports-suicidal-thoughts-or-actions-patients-taking-certain-type
[260]Schoretsanitis G, Weiler S, Barbui C, et al. Disproportionality analysis from World Health Organization data on semaglutide, liraglutide, and suicidality. JAMA Netw Open. 2024 Aug 1;7(8):e2423385.
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De forma notável, os dados do mundo real de um estudo de coorte retrospectivo nacional dos EUA usando prontuários eletrônicos não mostraram aumento do risco de ideação suicida com semaglutida em comparação com medicamentos antiobesidade ou anti-hiperglicêmicos não relacionados ao agonista do receptor de GLP-1.[261]Wang W, Volkow ND, Berger NA, et al. Association of semaglutide with risk of suicidal ideation in a real-world cohort. Nat Med. 2024 Jan;30(1):168-76.
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11034947
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Isso está alinhado com uma metanálise de 27 ECRCs, que também não encontrou aumento significativo em suicídios ou autolesão em adultos com diabetes ou obesidade recebendo agonistas do receptor de GLP-1 em comparação com placebo.[262]Ebrahimi P, Batlle JC, Ayati A, et al. Suicide and self-harm events with GLP-1 receptor agonists in adults with diabetes or obesity: a systematic review and meta-analysis. JAMA Psychiatry. 2025 Sep 1;82(9):888-95.
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Agonistas duplos do receptor de GIP/GLP-1
A tirzepatida é o primeiro e único agonista duplo dos receptores de GIP/GLP-1 disponível. Ela aumenta a sensibilidade e a secreção de insulina, suprime a secreção de glucagon e retarda o esvaziamento gástrico. Foi demonstrado que ela tem um efeito maior nos níveis de glicose e na perda de peso do que os agonistas seletivos do receptor de GLP-1, sem aumento do risco de hipoglicemia.[263]Rosenstock J, Wysham C, Frías JP, et al. Efficacy and safety of a novel dual GIP and GLP-1 receptor agonist tirzepatide in patients with type 2 diabetes (SURPASS-1): a double-blind, randomised, phase 3 trial. Lancet. 2021 Jul 10;398(10295):143-55.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34186022?tool=bestpractice.com
[264]Frías JP, Davies MJ, Rosenstock J, et al; SURPASS-2 Investigators. Tirzepatide versus semaglutide once weekly in patients with type 2 diabetes. N Engl J Med. 2021 Aug 5;385(6):503-15.
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[265]Frias JP, Nauck MA, Van J, et al. Efficacy and safety of LY3298176, a novel dual GIP and GLP-1 receptor agonist, in patients with type 2 diabetes: a randomised, placebo-controlled and active comparator-controlled phase 2 trial. Lancet. 2018 Nov 17;392(10160):2180-93.
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[266]Inagaki N, Takeuchi M, Oura T, et al. Efficacy and safety of tirzepatide monotherapy compared with dulaglutide in Japanese patients with type 2 diabetes (SURPASS J-mono): a double-blind, multicentre, randomised, phase 3 trial. Lancet Diabetes Endocrinol. 2022 Sep;10(9):623-33.
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Nos ensaios clínicos SURPASS-3 e SURPASS-4, a tirzepatida demonstrou superioridade em relação à insulina degludec e à insulina glargina ajustadas em pacientes com diabetes do tipo 2, alcançando reduções maiores e clinicamente significativas na HbA1c e no peso corporal, juntamente com um menor risco de hipoglicemia.[267]Ludvik B, Giorgino F, Jódar E, et al. Once-weekly tirzepatide versus once-daily insulin degludec as add-on to metformin with or without SGLT2 inhibitors in patients with type 2 diabetes (SURPASS-3): a randomised, open-label, parallel-group, phase 3 trial. Lancet. 2021 Aug 14;398(10300):583-98.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34370970?tool=bestpractice.com
[268]Del Prato S, Kahn SE, Pavo I, et al. Tirzepatide versus insulin glargine in type 2 diabetes and increased cardiovascular risk (SURPASS-4): a randomised, open-label, parallel-group, multicentre, phase 3 trial. Lancet. 2021 Nov 13;398(10313):1811-24.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34672967?tool=bestpractice.com
Doses mais altas de tirzepatida estão associadas a um maior grau de perda de peso, enquanto os efeitos na HbA1c parecem ser menos dose-dependentes, presentes mesmo a doses baixas.[192]National Institute for Health and Care Excellence. Tirzepatide for treating type 2 diabetes. Sep 2025 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta924
Em 2023, o NICE recomendou o uso da tirzepatida (como adjuvante à dieta e aos exercícios) em adultos cujo diabetes do tipo 2 não estiver adequadamente controlado, somente se a terapia antidiabética tripla for inefetiva, contraindicada ou não tolerada, e se eles atenderem a um dos seguintes critérios:[192]National Institute for Health and Care Excellence. Tirzepatide for treating type 2 diabetes. Sep 2025 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta924
IMC ≥35 kg/m² (ajuste de acordo para pessoas negras, asiáticas e outros grupos étnicos minoritários) e problemas psicológicos ou outros problemas médicos específicos associados à obesidade; ou
IMC <35 kg/m² e implicações ocupacionais significativas da insulinoterapia ou benefícios potenciais da perda de peso sobre outras complicações significativas relacionadas à obesidade.
Assim sendo, o NICE posiciona a tirzepatida como uma alternativa ao uso de um agonista do receptor de GLP-1.[192]National Institute for Health and Care Excellence. Tirzepatide for treating type 2 diabetes. Sep 2025 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta924
Isso está em consonância com o uso clínico atual no Reino Unido, onde os agonistas do receptor de GLP-1 são normalmente reservados para linhas de tratamento posteriores devido aos desafios de custo e administração na atenção primária, apesar de seu uso internacional mais amplo.[192]National Institute for Health and Care Excellence. Tirzepatide for treating type 2 diabetes. Sep 2025 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta924
A tirzepatida está aprovada na Europa para adultos com diabetes do tipo 2 controlado de forma insuficiente, servindo como adjuvante à dieta e ao exercício, seja como monoterapia quando a metformina é contraindicada ou não tolerada, ou em combinação com outros agentes anti-hiperglicêmicos. Entretanto, a ADA recomenda priorizar medicamentos hipoglicemiantes com efeito benéfico sobre o peso, particularmente agonistas do receptor de GLP-1 e agonistas duplos do receptor de GIP/GLP-1, como a tirzepatida, ao considerar o controle glicêmico em pacientes com sobrepeso ou obesidade.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Análises (incluindo uma metanálise pré-especificada) dos resultados iniciais sobre a segurança cardiovascular em curto prazo da tirzepatida nos ensaios clínicos SURPASS sugerem que não há excesso de risco cardiovascular ou aumento do risco de eventos cardiovasculares adversos importantes com a tirzepatida em comparação com os controles (incluindo semaglutida e dulaglutida, agonistas do receptor de GLP-1 com benefícios cardiovasculares conhecidos).[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
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http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[268]Del Prato S, Kahn SE, Pavo I, et al. Tirzepatide versus insulin glargine in type 2 diabetes and increased cardiovascular risk (SURPASS-4): a randomised, open-label, parallel-group, multicentre, phase 3 trial. Lancet. 2021 Nov 13;398(10313):1811-24.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34672967?tool=bestpractice.com
[269]Sattar N, McGuire DK, Pavo I, et al. Tirzepatide cardiovascular event risk assessment: a pre-specified meta-analysis. Nat Med. 2022 Mar;28(3):591-8.
https://www.nature.com/articles/s41591-022-01707-4
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/35210595?tool=bestpractice.com
Além disso, a análise post-hoc do ensaio clínico SURMOUNT-1 (conduzido para avaliar a eficácia e a segurança da tirzepatida em pacientes com obesidade ou sobrepeso), que excluiu particularmente os pacientes com diabetes do tipo 2, concluiu que foram observados benefícios significativos na redução do risco cardiovascular com a tirzepatida em comparação com o placebo.[270]Hankosky ER, Wang H, Neff LM, et al. Tirzepatide reduces the predicted risk of atherosclerotic cardiovascular disease and improves cardiometabolic risk factors in adults with obesity or overweight: SURMOUNT-1 post hoc analysis. Diabetes Obes Metab. 2024 Jan;26(1):319-28.
https://dom-pubs.pericles-prod.literatumonline.com/doi/10.1111/dom.15318
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37932236?tool=bestpractice.com
Entretanto, são necessárias pesquisas adicionais sobre os efeitos cardiovasculares de longo prazo da tirzepatida. Os ensaios em andamento SURPASS-CVOT (em pacientes com diabetes do tipo 2) e SURMOUNT-MMO (em pacientes com obesidade sem diabetes) buscarão fornecer dados mais robustos sobre a segurança cardiovascular da tirzepatida e seus efeitos sobre os desfechos cardiovasculares e a morbidade e mortalidade.[271]Nicholls SJ, Bhatt DL, Buse JB, et al; SURPASS-CVOT investigators. Comparison of tirzepatide and dulaglutide on major adverse cardiovascular events in participants with type 2 diabetes and atherosclerotic cardiovascular disease: SURPASS-CVOT design and baseline characteristics. Am Heart J. 2024 Jan;267:1-11.
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0002870323002806
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37758044?tool=bestpractice.com
[272]ClinicalTrials.gov. A study of tirzepatide (LY3298176) on the reduction on morbidity and mortality in adults with obesity (SURMOUNT-MMO). ClinicalTrials.gov Identifier: NCT05556512. Jan 2026 [internet publication].
https://clinicaltrials.gov/study/NCT05556512
É importante observar uma análise post-hoc do SURPASS-4, que comparou a tirzepatida com a insulina glargina em pacientes com diabetes do tipo 2 e risco cardiovascular aumentado ou DCV estabelecida, sugeriu que a tirzepatida pode estar associada a benefícios renais.[273]Heerspink HJL, Sattar N, Pavo I, et al. Effects of tirzepatide versus insulin glargine on kidney outcomes in type 2 diabetes in the SURPASS-4 trial: post-hoc analysis of an open-label, randomised, phase 3 trial. Lancet Diabetes Endocrinol. 2022 Nov;10(11):774-85.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36152639?tool=bestpractice.com
A tirzepatida foi razoavelmente bem tolerada nos ensaios, com os efeitos adversos mais comuns sendo semelhantes aos observados com os agonistas do receptor de GLP-1 (náuseas, vômitos e dispepsia). O ajuste gradual da dose pode minimizar o risco desses efeitos adversos.[192]National Institute for Health and Care Excellence. Tirzepatide for treating type 2 diabetes. Sep 2025 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ta924
Os mesmos avisos e precauções observados acima para os agonistas do receptor de GLP-1 se aplicam à tirzepatida.
Inibidores da DPP-4
Os inibidores de DPP-4 são medicamentos orais à base de incretina. As incretinas GLP-1 e GIP são rapidamente inativadas pela enzima DPP-4. Os inibidores de DPP-4 (também conhecidos como gliptinas) incluem a alogliptina, a linagliptina, a saxagliptina, a sitagliptina e a vildagliptina. Eles têm um efeito modesto de redução da glicose, são neutros em termos de peso e são geralmente bem tolerados, com um risco mínimo de hipoglicemia.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[195]Tsapas A, Karagiannis T, Kakotrichi P, et al. Comparative efficacy of glucose-lowering medications on body weight and blood pressure in patients with type 2 diabetes: a systematic review and network meta-analysis. Diabetes Obes Metab. 2021 Sep;23(9):2116-24.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34047443?tool=bestpractice.com
[196]Tsapas A, Avgerinos I, Karagiannis T, et al. Comparative effectiveness of glucose-lowering drugs for type 2 diabetes: a systematic review and network meta-analysis. Ann Intern Med. 2020 Aug 18;173(4):278-86.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32598218?tool=bestpractice.com
Podem ser considerados para pessoas idosas ou outras para quem os efeitos adversos são especialmente preocupantes, quando a hiperglicemia é leve e principalmente pós-prandial, e quando a sensibilidade à insulina é alta. Essas características são comuns em populações asiáticas onde os inibidores de DPP-4 são amplamente utilizados.[274]Riddle MC. Individualizing treatment of type 2 diabetes after metformin: more insights from GRADE. Diabetes Care. 2024 Apr 1;47(4):556-61.
https://diabetesjournals.org/care/article/47/4/556/154379/Individualizing-Treatment-of-Type-2-Diabetes-After
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/38527123?tool=bestpractice.com
Foi relatado que essa classe de medicamentos proporciona melhor controle glicêmico em populações asiáticas do que em outras populações.[275]Kim YG, Hahn S, Oh TJ, et al. Differences in the glucose-lowering efficacy of dipeptidyl peptidase-4 inhibitors between Asians and non-Asians: a systematic review and meta-analysis. Diabetologia. 2013 Apr;56(4):696-708.
https://link.springer.com/article/10.1007/s00125-012-2827-3
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23344728?tool=bestpractice.com
De forma geral, os inibidores de DPP-4 não estão associados a qualquer aumento ou redução de eventos cardiovasculares adversos importantes ou mortalidade por todas as causas; no entanto, com base em dados de ensaios clínicos, há preocupações de que a saxagliptina, e possivelmente a alogliptina, possam estar associadas a um aumento do risco de hospitalização por insuficiência cardíaca.[276]Scirica BM, Bhatt DL, Braunwald E, et al; SAVOR-TIMI 53 Steering Committee and Investigators. Saxagliptin and cardiovascular outcomes in patients with type 2 diabetes mellitus. N Engl J Med. 2013 Oct 3;369(14):1317-26.
https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa1307684
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23992601?tool=bestpractice.com
[277]Zannad F, Cannon CP, Cushman WC, et al; EXAMINE Investigators. Heart failure and mortality outcomes in patients with type 2 diabetes taking alogliptin versus placebo in EXAMINE: a multicentre, randomised, double-blind trial. Lancet. 2015 May 23;385(9982):2067-76.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25765696?tool=bestpractice.com
As diretrizes da ESC especificam que a saxagliptina não deve ser usada para o tratamento da redução da glicose em pacientes com risco de insuficiência cardíaca ou com história de insuficiência cardíaca.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Entretanto, a FDA aconselha que, caso um paciente desenvolva insuficiência cardíaca durante o tratamento com saxagliptina ou alogliptina, seja considerada a possibilidade de descontinuar o uso do medicamento.[278]US Food and Drug Administration. FDA drug safety communication: FDA adds warnings about heart failure risk to labels of type 2 diabetes medicines containing saxagliptin and alogliptin. Apr 2016 [internet publication].
https://www.fda.gov/drugs/drug-safety-and-availability/fda-drug-safety-communication-fda-adds-warnings-about-heart-failure-risk-labels-type-2-diabetes
A vildagliptina foi associada ao aumento do volume do ventrículo esquerdo (de significado clínico desconhecido) em um ensaio clínico pequeno, mas nenhum efeito significativo na fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) foi demonstrado.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
[279]McMurray JJV, Ponikowski P, Bolli GB, et al; VIVIDD Trial Committees and Investigators. Effects of vildagliptin on ventricular function in patients with type 2 diabetes mellitus and heart failure: a randomized placebo-controlled trial. JACC Heart Fail. 2018 Jan;6(1):8-17.
https://www.jacc.org/doi/10.1016/j.jchf.2017.08.004
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29032139?tool=bestpractice.com
A ESC observa que a linagliptina e a sitagliptina têm um efeito neutro no risco de hospitalização por insuficiência cardíaca e devem ser consideradas opções para redução da glicose em pacientes com diabetes do tipo 2 com alto risco de insuficiência cardíaca.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Os inibidores de DPP-4 não retardam a progressão da doença renal diabética; no entanto, foi observada uma redução no risco de progressão da albuminúria com a linagliptina em um ensaio clínico controlado com placebo.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
Eles podem ser usados nos casos de comprometimento renal, embora possa ser necessário o ajuste da dose.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
Dor nas articulações foi relatada como um evento adverso raro da terapia com inibidores de DPP-4.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
Casos de pancreatite foram relatados em ensaios clínicos; no entanto, uma relação causal não foi estabelecida. Em consonância com as recomendações da ADA, os médicos devem descontinuar o uso de inibidores de DPP-4 caso haja suspeita de pancreatite ou em pacientes com história de pancreatite.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Um estudo de base populacional realizado no Reino Unido relatou que os inibidores de DPP-4 foram associados a um aumento de 53% no risco de lesão hepática aguda em comparação com os inibidores da SGLT2.[280]Pradhan R, Yin H, Yu OHY, et al. Incretin-based drugs and the risk of acute liver injury among patients with type 2 diabetes. Diabetes Care. 2022 Oct 1;45(10):2289-98.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/35866685?tool=bestpractice.com
Além disso, análises de dados do mundo real do Sistema de Relato de Eventos da FDA identificaram sinais consistentes de eventos adversos relacionados à vesícula biliar e às vias biliares associados aos inibidores de DPP-4, destacando a necessidade de conscientização clínica sobre esses riscos potenciais.[281]He L, Wang J, Li Z, et al. Dipeptidyl peptidase 4 inhibitors and gallbladder or biliary diseases: data from the U.S. Food and Drug Administration adverse event reporting system. Diabetes Care. 2023 Feb 1;46(2):e72-3.
https://diabetesjournals.org/care/article/46/2/e72/148158/Dipeptidyl-Peptidase-4-Inhibitors-and-Gallbladder
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36534433?tool=bestpractice.com
Sulfonilureias
As sulfonilureias são medicamentos orais que estimulam a liberação de insulina pelas células beta pancreáticas. Os exemplos incluem a gliclazida e a glimepirida.
As sulfonilureias têm um elevado efeito redutor da glicose e são objeto de longa experiência clínica.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[196]Tsapas A, Avgerinos I, Karagiannis T, et al. Comparative effectiveness of glucose-lowering drugs for type 2 diabetes: a systematic review and network meta-analysis. Ann Intern Med. 2020 Aug 18;173(4):278-86.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32598218?tool=bestpractice.com
Elas podem reduzir as complicações microvasculares, mas não proporcionam redução do risco cardiovascular nem retardam a progressão da doença renal diabética, e podem causar ganho de peso e hipoglicemia.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[195]Tsapas A, Karagiannis T, Kakotrichi P, et al. Comparative efficacy of glucose-lowering medications on body weight and blood pressure in patients with type 2 diabetes: a systematic review and network meta-analysis. Diabetes Obes Metab. 2021 Sep;23(9):2116-24.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/34047443?tool=bestpractice.com
Desfechos adversos cardiovasculares foram relatados em alguns estudos, embora revisões sistemáticas não tenham encontrado um aumento na mortalidade por todas as causas em comparação com outros tratamentos ativos.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[282]Khunti K, Chatterjee S, Gerstein HC, et al. Do sulphonylureas still have a place in clinical practice? Lancet Diabetes Endocrinol. 2018 Oct;6(10):821-32.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29501322?tool=bestpractice.com
Além disso, um ensaio clínico randomizado e controlado em adultos com diabetes do tipo 2 demonstrou segurança cardiovascular comparável entre a glimepirida e o inibidor de DPP-4 linagliptina ao longo de 6.3 anos, e um estudo comparativo de segurança no mundo real realizado na Escócia concluiu que é improvável que as sulfonilureias de segunda linha aumentem o risco cardiovascular ou a mortalidade por todas as causas.[283]Rosenstock J, Kahn SE, Johansen OE, et al; CAROLINA Investigators. Effect of linagliptin vs glimepiride on major adverse cardiovascular outcomes in patients with type 2 diabetes: the CAROLINA randomized clinical trial. JAMA. 2019 Sep 24;322(12):1155-66.
https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2751398
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31536101?tool=bestpractice.com
[284]Wang H, Cordiner RLM, Huang Y, et al. Cardiovascular safety in type 2 diabetes with sulfonylureas as second-line drugs: a nationwide population-based comparative safety study. Diabetes Care. 2023 May 1;46(5):967-77.
https://diabetesjournals.org/care/article/46/5/967/148656/Cardiovascular-Safety-in-Type-2-Diabetes-With
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36944118?tool=bestpractice.com
Elas devem ser utilizadas com precaução nas pessoas com risco de hipoglicemia.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
Pioglitazona
A pioglitazona é um sensibilizador de insulina administrado por via oral. Pertence à classe das tiazolidinedionas e possui um potente efeito hipoglicemiante sem causar hipoglicemia.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[196]Tsapas A, Avgerinos I, Karagiannis T, et al. Comparative effectiveness of glucose-lowering drugs for type 2 diabetes: a systematic review and network meta-analysis. Ann Intern Med. 2020 Aug 18;173(4):278-86.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32598218?tool=bestpractice.com
Demonstrou potenciais benefícios cardiovasculares, bem como potenciais benefícios na DHGDM.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
A ADA reconhece a pioglitazona como opção terapêutica para o manejo glicêmico em adultos com diabetes do tipo 2 e doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica (DHGDM; anteriormente denominada esteatose hepática não alcoólica) comprovada por biópsia, ou naqueles com alto risco de fibrose hepática com base em testes não invasivos, devido aos seus potenciais efeitos benéficos na DHGDM.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Embora um agonista do receptor de GLP-1 seja preferencial nessa população, a pioglitazona ou um agonista duplo do receptor de GIP/GLP-1 podem ser considerados opções alternativas, e a pioglitazona também pode ser usada em combinação com um agonista do receptor de GLP-1 para o tratamento da hiperglicemia devido aos potenciais benefícios adicionais na EHDM.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
A pioglitazona tem sido associada à retenção de líquidos, insuficiência cardíaca congestiva, ganho de peso e fratura óssea.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
[196]Tsapas A, Avgerinos I, Karagiannis T, et al. Comparative effectiveness of glucose-lowering drugs for type 2 diabetes: a systematic review and network meta-analysis. Ann Intern Med. 2020 Aug 18;173(4):278-86.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32598218?tool=bestpractice.com
A ESC recomenda seu uso em pacientes com risco de, ou com história de, insuficiência cardíaca.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Ela também foi associada a um aumento do risco de câncer de bexiga, embora essa associação seja controversa, com estudos produzindo resultados conflitantes; no entanto, ela deve ser evitada em pacientes com câncer de bexiga ativo e usada com cautela nas pessoas com história da doença.[285]US Food and Drug Administration. FDA drug safety communication: updated FDA review concludes that use of type 2 diabetes medicine pioglitazone may be linked to an increased risk of bladder cancer. Dec 2016 [internet publication].
https://www.fda.gov/drugs/drug-safety-and-availability/fda-drug-safety-communication-updated-fda-review-concludes-use-type-2-diabetes-medicine-pioglitazone
Outra tiazolidinediona, a rosiglitazona, foi retirada do mercado devido a preocupações de segurança persistentes.[286]European Medicines Agency. Questions and answers on the suspension of rosiglitazone-containing medicines (Avandia, Avandamet and Avaglim). Sep 2010 [internet publication].
https://www.ema.europa.eu/en/documents/medicine-qa/questions-answers-suspension-rosiglitazone-containing-medicines-avandia-avandamet-avaglim_en.pdf
Farmacoterapia anti-hiperglicêmica: tratamentos baseados em insulina
Ao iniciar a insulinoterapia, o paciente deve manter a metformina, desde que não haja contraindicações ou intolerâncias.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Revise a necessidade contínua de outras terapias para redução da glicose sanguínea (por exemplo, considere o risco aditivo de hipoglicemia e se há benefícios adicionais em continuar com outros medicamentos, como cardiometabólicos ou relacionados aos rins).[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Escolha o tipo de insulina mais adequado para o paciente e desenvolva um esquema individualizado, baseado nas seguintes opções:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Administrar insulina isofana basal (protamina neutra de Hagedorn [NPH]), injetada uma ou duas vezes ao dia, de acordo com a necessidade
Considerar iniciar a insulina NPH e a insulina de ação curta (particularmente se a HbA1c da pessoa for ≥75 mmol/mol [≥9.0%]), administradas:
Considerar o uso de insulina glargina como alternativa à insulina NPH se:
o paciente precisar da assistência de um cuidador ou profissional da saúde para injetar a insulina, e o uso de insulina glargina reduziria a frequência das injeções de duas para uma vez ao dia ou
o estilo de vida do paciente é restringido por episódios hipoglicêmicos sintomáticos recorrentes ou
caso contrário, o paciente precisaria de injeções de insulina NPH duas vezes ao dia em combinação com medicamentos hipoglicemiantes orais.
Considerar preparações pré-misturadas (bifásicas) que incluam análogos de insulina de ação curta, em vez de preparações pré-misturadas (bifásicas) que incluam preparações de insulina humana de ação curta, se:.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
O paciente prefere injetar insulina imediatamente antes das refeições ou
A hipoglicemia é um problema ou
Os níveis glicêmicos aumentam acentuadamente após as refeições.
Considerar a troca da insulina NPH por insulina glargina se o paciente:[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Não atingir sua meta de HbA1c devido a hipoglicemia significativa ou
Tiver hipoglicemia significativa com insulina NPH, independentemente do nível de HbA1c alcançado ou
não for capaz de usar o dispositivo necessário para injetar insulina NPH, mas conseguir administrar sua própria insulina com segurança e precisão se trocada para um análogo de insulina de ação prolongada ou
precisar da ajuda de um cuidador ou profissional de saúde para administrar injeções de insulina e para quem a mudança para um análogo de insulina de ação prolongada reduziria o número de injeções diárias.
Se o paciente estiver recebendo um esquema de insulina basal (insulina NPH ou insulina glargina), monitore a necessidade de insulina de ação curta antes das refeições (ou uma preparação de insulina pré-misturada [bifásica]).[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
Se o paciente estiver tomando insulina pré-misturada (bifásica), monitore a necessidade de uma nova injeção de insulina de ação curta antes das refeições ou de uma mudança para um esquema de bolus-basal com insulina NPH ou insulina glargina, se o controle da glicose sanguínea permanecer inadequado.[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
A maioria das pessoas com diabetes do tipo 2 usará dispositivos de aplicação de insulina (canetas de insulina).
Estes podem ser ajustados para administrar doses definidas de insulina, estão amplamente disponíveis e oferecem conveniência e precisão na dosagem da insulina.
As bombas de insulina e os sistemas de bomba adesiva são usados com menos frequência e normalmente apenas em indivíduos selecionados que necessitam de múltiplas doses diárias de insulina; a terapia com bomba é geralmente reservada para pessoas com diabetes do tipo 1.
A insulina exógena é uma terapia muito eficaz para diminuir a glicose sérica e reduzir a HbA1c. No entanto, seu uso seguro e adequado geralmente requer automonitoramento regular da glicose sanguínea, seja por meio de testes de glicemia capilar ou monitoramento contínuo de glicose.
A hipoglicemia (glicose ≤3.9 mmol/L [≤70 mg/dL]) é a possível complicação mais grave da insulinoterapia. As pessoas que dirigem devem ter um cuidado especial para evitar a hipoglicemia, e devem ser informadas dos perigos. Consulte a seção Complicações deste tópico.
Outro efeito adverso significativo é o ganho de peso.
Efeitos adversos menos comuns incluem fome, náuseas, diaforese, irritação no local da injeção e, raramente, anafilaxia.
Doses complementares de insulina
Quando a insulina em esquema basal-bolus é usada por pacientes motivados e bem informados, a dose de insulina de ação rápida administrada antes de cada refeição pode ser baseada no teor de carboidrato previsto para a próxima refeição e, às vezes, ajustada para atividade física prevista.
Uma dose complementar (ou de ajuste) pode ser adicionada à insulina em bolus com base no nível glicêmico pré-prandial. Na prática, uma abordagem conservadora para calcular uma dose complementar é presumir que 1 unidade de insulina reduzirá a glicose sanguínea do paciente em 2 a 4 mmol/L (36-72 mg/dL). A dose complementar também pode ser calculada usando-se a dose diária total de insulina do paciente, se a ingestão alimentar estiver estável. A dose complementar pode ser adicionada à prescrição de insulina prandial do paciente (baseada no tamanho geral da refeição ou na contagem de carboidratos) e administrada como a dose total em bolus.
Alternativas para um esquema de insulina basal-bolus
Embora o NICE recomende a consideração de um esquema de insulina basal-bolus para pacientes que não conseguem manter as metas glicêmicas apenas com insulina basal, as diretrizes de consenso da ADA/EASD de 2022 também propõem uma alternativa: intensificar o tratamento adicionando um agonista do receptor de GLP-1 à insulina basal.[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
Além disso, em suas diretrizes anuais atualizadas sobre diabetes, a ADA recomenda especificamente essa combinação (ou a combinação de insulina associada a um agonista duplo do receptor de GIP/GLP-1) sempre que a insulina for utilizada, enfatizando os benefícios de eficácia glicêmica superior, redução de peso, menor risco de hipoglicemia (atribuível à menor necessidade de insulina), diminuição de eventos cardiovasculares e atenuação da progressão da DRC.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
[287]Wysham CH, Lin J, Kuritzky L. Safety and efficacy of a glucagon-like peptide-1 receptor agonist added to basal insulin therapy versus basal insulin with or without a rapid-acting insulin in patients with type 2 diabetes: results of a meta-analysis. Postgrad Med. 2017 May;129(4):436-45.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28294702?tool=bestpractice.com
[288]Maiorino MI, Chiodini P, Bellastella G, et al. Insulin and glucagon-like peptide 1 receptor agonist combination therapy in type 2 diabetes: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Diabetes Care. 2017 Apr;40(4):614-24.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28325801?tool=bestpractice.com
[289]Aroda VR, Arulandu JR, Cannon AJ. Insulin/glucagon-like peptide-1 receptor agonist combination therapy for the treatment of type 2 diabetes: are two agents better than one? Clin Diabetes. 2018 Apr;36(2):138-47.
https://diabetesjournals.org/clinical/article/36/2/138/32834/Insulin-Glucagon-Like-Peptide-1-Receptor-Agonist
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29686453?tool=bestpractice.com
Isso pode ser particularmente útil para pacientes com obesidade que necessitam de altas doses de insulina devido à resistência insulínica, nos quais o ganho de peso decorrente do uso de insulina pode ser especialmente problemático.
Combinações de agonistas do receptor de GLP-1 e insulina basal (quando disponíveis) em proporções fixas oferecem a opção de maior conveniência, com menos injeções, maior eficácia e menor risco de efeitos adversos.[290]Ahmad E, Lim S, Lamptey R, et al. Type 2 diabetes. Lancet. 2022 Nov 19;400(10365):1803-20.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36332637?tool=bestpractice.com
A dosagem de insulina deve ser reavaliada sempre que um agonista do receptor de GLP-1 ou um agonista duplo do receptor de GIP/GLP-1 for adicionado ou tiver sua dose aumentada; reduções de dose são frequentemente necessárias para minimizar o risco de hipoglicemia.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
Evidências também mostram que um inibidor de SGLT2 pode ser adicionado à insulina basal para reduzir a glicose sanguínea sem qualquer ganho de peso ou hipoglicemia.[291]Tang H, Cui W, Li D, et al. Sodium-glucose co-transporter 2 inhibitors in addition to insulin therapy for management of type 2 diabetes mellitus: a meta-analysis of randomized controlled trials. Diabetes Obes Metab. 2017 Jan;19(1):142-7.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27598833?tool=bestpractice.com
[292]Rosenstock J, Jelaska A, Zeller C, et al; EMPA-REG BASALTM trial investigators. Impact of empagliflozin added on to basal insulin in type 2 diabetes inadequately controlled on basal insulin: a 78-week randomized, double-blind, placebo-controlled trial. Diabetes Obes Metab. 2015 Oct;17(10):936-48.
https://dom-pubs.pericles-prod.literatumonline.com/doi/10.1111/dom.12503
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26040302?tool=bestpractice.com
[293]Rosenstock J, Jelaska A, Frappin G, et al; EMPA-REG MDI Trial Investigators. Improved glucose control with weight loss, lower insulin doses, and no increased hypoglycemia with empagliflozin added to titrated multiple daily injections of insulin in obese inadequately controlled type 2 diabetes. Diabetes Care. 2014 Jul;37(7):1815-23.
https://diabetesjournals.org/care/article/37/7/1815/37773/Improved-Glucose-Control-With-Weight-Loss-Lower
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24929430?tool=bestpractice.com
Esses esquemas só devem ser iniciados por um especialista em diabetes.
Regras para quando o paciente se sentir mal
Certifique-se de que o paciente esteja ciente de que qualquer doença intercorrente pode fazer com que os níveis de glicose aumentem.[294]Down S. How to advise on sick day rules. Diabetes Prim Care. 2020 Apr;22(3):47-8.
https://diabetesonthenet.com/diabetes-primary-care/how-to-advise-on-sick-day-rules
Dê ao paciente orientações orais e por escrito claras e individualizadas ("regras para dias de doença") sobre como adaptar o manejo durante doenças intercorrentes. Alguns medicamentos precisam ser suspensos durante doenças intercorrentes; é importante garantir que o paciente esteja ciente de que precisará reiniciar qualquer medicamento suspenso quando estiver se sentindo melhor e puder comer e beber.
DiabetesontheNet: sick day rules
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O mnemônico SADMANS pode ser útil como um lembrete dos medicamentos a serem pausados temporariamente durante os dias de doença, onde a doença leva à desidratação:[295]Diabetes Canada. Clinical practice guidelines for the prevention and management of diabetes in Canada: appendix 8 - sick-day medication list. 2018 [internet publication].
https://guidelines.diabetes.ca/cpg
S - sulfonilureias
A - inibidores da ECA
D - diuréticos, inibidores diretos da renina
M - metformina
A - antagonistas de receptores de angiotensina II
N - anti-inflamatórios não esteroidais
S - inibidores de SGLT2
Se um adulto com diabetes do tipo 2 não estiver bem, considere a necessidade de providenciar uma internação hospitalar ou procure o conselho de um especialista. Use seu julgamento clínico e leve em consideração a idade, a fragilidade, as comorbidades e o risco de complicações do paciente e a presença de hiperglicemia, hipoglicemia e/ou cetose.
Lembre-se de que existe um risco considerável de hipoglicemia em alguns pacientes. Esta é uma preocupação particular nos pacientes idosos e/ou frágeis, naqueles com apetite reduzido (e subsequente redução da ingestão oral) devido à doença aguda e naqueles que tomam medicamentos que os colocam em risco específico de hipoglicemia (por exemplo, sulfonilureias e insulina). Esses pacientes precisarão de monitoramento rigoroso da glicose sanguínea e podem necessitar de ajustes na medicação.
Cirurgia bariátrica para o tratamento de pacientes com obesidade
As diretrizes da World Gastroenterology Organisation e da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Diseases sobre obesidade observam que a cirurgia bariátrica (também conhecida como cirurgia metabólica) é o tratamento de longo prazo mais eficaz para a obesidade e muitas das condições de saúde associadas.[52]World Gastroenterology Organisation and International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Diseases. IFSO-WGO guidelines on obesity. 2023 [internet publication].
https://www.worldgastroenterology.org/guidelines/obesity/obesity-english
A gastrectomia vertical e o bypass gástrico em Y de Roux são os procedimentos bariátricos mais realizados em todo o mundo.[52]World Gastroenterology Organisation and International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Diseases. IFSO-WGO guidelines on obesity. 2023 [internet publication].
https://www.worldgastroenterology.org/guidelines/obesity/obesity-english
Uma avaliação clínica, psicológica e nutricional abrangente envolvendo uma equipe multidisciplinar deve ser concluída antes da cirurgia bariátrica ser considerada, para determinar a adequação do paciente e identificar quaisquer questões que precisem ser abordadas; acompanhamento ao longo da vida, bem como o abandono do hábito de fumar, cessação do uso de álcool e de substâncias também são necessários.[52]World Gastroenterology Organisation and International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Diseases. IFSO-WGO guidelines on obesity. 2023 [internet publication].
https://www.worldgastroenterology.org/guidelines/obesity/obesity-english
As diretrizes do NICE recomendam o seguinte para adultos com diabetes do tipo 2:[160]National Institute for Health and Care Excellence. Overweight and obesity management. Jan 2026 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng246
Oferecer encaminhamento para uma avaliação abrangente por serviços especializados em tratamento de sobrepeso e obesidade para determinar a adequação à cirurgia bariátrica em adultos com IMC ≥35 kg/m², desde que também estejam recebendo (ou venham a receber) avaliação por uma equipe especializada em controle de peso.
Oferecer avaliação acelerada para cirurgia bariátrica a qualquer pessoa com IMC ≥35 kg/m² e diabetes do tipo 2 de início recente (diagnosticada nos últimos 10 anos), com a mesma necessidade de acompanhamento especializado em controle de peso.
Considerar a avaliação acelerada para cirurgia bariátrica para pacientes com IMC entre 30.0 e 34.9 kg/m² e diabetes do tipo 2 de início recente, novamente com o envolvimento de especialistas em controle de peso.
Para pessoas de ascendência sul-asiática, chinesa, de outras regiões da Ásia, do Oriente Médio, africana negra ou afro-caribenha, considerar a avaliação acelerada em limiares de IMC mais baixos (reduzidos em 2.5 kg/m²), refletindo o maior risco cardiometabólico e a maior adiposidade central observados em níveis de IMC mais baixos.
Outras diretrizes diferem ligeiramente em seus limites:
Em seus Padrões de Tratamento atualizados anualmente, a ADA recomenda a cirurgia bariátrica para tratar o diabetes do tipo 2 em adultos com IMC ≥30 kg/m² (ou ≥27.5 kg/m² para asiático-americanos) que, de outra forma, sejam bons candidatos à cirurgia.[58]American Diabetes Association. Standards of care in diabetes. Diabetes Care. 2026 Jan;49(Suppl_1):S1-S371.
https://diabetesjournals.org/care/issue/49/Supplement_1
A diretriz de consenso da ADA/EASD de 2022 recomenda que a cirurgia bariátrica seja considerada para adultos com diabetes do tipo 2 que sejam candidatos cirúrgicos adequados e que atendam aos seguintes critérios:[88]Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2022. A consensus report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022 Nov 1;45(11):2753-86.
https://diabetesjournals.org/care/article/45/11/2753/147671/Management-of-Hyperglycemia-in-Type-2-Diabetes
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36148880?tool=bestpractice.com
IMC ≥40.0 kg/m² (≥37.5 kg/m² para ascendência asiática) ou
IMC de 35.0 a 39.9 kg/m² (32.5 a 37.4 kg/m² para ascendência asiática) quando a perda de peso duradoura e a melhora das comorbidades, incluindo hiperglicemia, não foram alcançadas com métodos não cirúrgicos.
As diretrizes da ESC de 2023 para o tratamento de doenças cardiovasculares em pacientes com diabetes recomendam que a cirurgia seja considerada para todos os adultos com diabetes do tipo 2 e IMC ≥35 kg/m² que não obtiveram perda de peso suficiente com mudanças de estilo de vida e farmacoterapia.[122]Marx N, Federici M, Schütt K, et al. 2023 ESC guidelines for the management of cardiovascular disease in patients with diabetes. Eur Heart J. 2023 Oct 14;44(39):4043-140.
https://academic.oup.com/eurheartj/article/44/39/4043/7238227
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/37622663?tool=bestpractice.com
Evidências de ECRCs mostram que a cirurgia bariátrica proporciona desfechos superiores de curto prazo (1-3 anos) em comparação com a terapia medicamentosa isolada, incluindo maiores taxas de remissão do diabetes, melhor controle glicêmico, menor dependência de agentes hipoglicemiantes, melhor qualidade de vida e melhora nos marcadores de risco cardiovascular.[52]World Gastroenterology Organisation and International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Diseases. IFSO-WGO guidelines on obesity. 2023 [internet publication].
https://www.worldgastroenterology.org/guidelines/obesity/obesity-english
[296]Carlsson LM, Peltonen M, Ahlin S, et al. Bariatric surgery and prevention of type 2 diabetes in Swedish obese subjects. N Engl J Med. 2012 Aug 23;367(8):695-704.
https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa1112082
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22913680?tool=bestpractice.com
[297]Schauer PR, Kashyap SR, Wolski K, et al. Bariatric surgery versus intensive medical therapy in obese patients with diabetes. N Engl J Med. 2012 Apr 26;366(17):1567-76.
https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa1200225
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22449319?tool=bestpractice.com
[298]Schauer PR, Bhatt DL, Kirwan JP, et al; STAMPEDE Investigators. Bariatric surgery versus intensive medical therapy for diabetes - 5-year outcomes. N Engl J Med. 2017 Feb 16;376(7):641-51.
https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa1600869
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28199805?tool=bestpractice.com
[299]Kashyap SR, Bhatt DL, Wolski K, et al. Metabolic effects of bariatric surgery in patients with moderate obesity and type 2 diabetes: analysis of a randomized control trial comparing surgery with intensive medical treatment. Diabetes Care. 2013 Aug;36(8):2175-82.
https://diabetesjournals.org/care/article/36/8/2175/33090/Metabolic-Effects-of-Bariatric-Surgery-in-Patients
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23439632?tool=bestpractice.com
[300]Ikramuddin S, Korner J, Lee WJ, et al. Roux-en-Y gastric bypass vs intensive medical management for the control of type 2 diabetes, hypertension, and hyperlipidemia: the Diabetes Surgery Study randomized clinical trial. JAMA. 2013 Jun 5;309(21):2240-9.
https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/1693889
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23736733?tool=bestpractice.com
[301]Halperin F, Ding SA, Simonson DC, et al. Roux-en-Y gastric bypass surgery or lifestyle with intensive medical management in patients with type 2 diabetes: feasibility and 1-year results of a randomized clinical trial. JAMA Surg. 2014 Jul;149(7):716-26.
http://jamanetwork.com/journals/jamasurgery/fullarticle/1876617
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24899464?tool=bestpractice.com
Estudos de coorte sugerem ainda que o bypass gástrico em Y de Roux e a gastrectomia vertical podem induzir a remissão do diabetes com duração média de aproximadamente 5 anos em mais da metade dos pacientes, juntamente com reduções significativas na mortalidade por todas as causas, AVC, infarto do miocárdio e complicações microvasculares.[302]Yska JP, van Roon EN, de Boer A, et al. Remission of type 2 diabetes mellitus in patients after different types of bariatric surgery: a population-based cohort study in the United Kingdom. JAMA Surg. 2015 Dec;150(12):1126-33.
https://jamanetwork.com/journals/jamasurgery/fullarticle/2446843
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26422580?tool=bestpractice.com
[303]Fisher DP, Johnson E, Haneuse S, et al. Association between bariatric surgery and macrovascular disease outcomes in patients with type 2 diabetes and severe obesity. JAMA. 2018 Oct 16;320(15):1570-82.
https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2707461
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30326126?tool=bestpractice.com
[304]O'Brien R, Johnson E, Haneuse S, et al. Microvascular outcomes in patients with diabetes after bariatric surgery versus usual care: a matched cohort study. Ann Intern Med. 2018 Sep 4;169(5):300-10.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30083761?tool=bestpractice.com
Em comparação com a gastrectomia vertical, o bypass gástrico em Y de Roux está associado a maior perda de peso e benefícios metabólicos, mas é um procedimento tecnicamente mais complexo e acarreta maiores riscos de reoperação e reinternação hospitalar. Uma revisão sistemática relatou taxas mais altas de remissão do diabetes do tipo 2 com bypass gástrico em Y de Roux em 1 ano; no entanto, essas diferenças não eram mais evidentes após 2-5 anos de acompanhamento.[305]Borgeraas H, Hofsø D, Hertel JK, et al. Comparison of the effect of Roux-en-Y gastric bypass and sleeve gastrectomy on remission of type 2 diabetes: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Obes Rev. 2020 Jun;21(6):e13011.
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/obr.13011
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32162437?tool=bestpractice.com
O equilíbrio entre benefícios e riscos varia substancialmente entre os subgrupos de pacientes. Dados observacionais indicam que os maiores benefícios são observados em indivíduos com diabetes do tipo 2 de início mais recente e naqueles que não recebem insulinoterapia.[306]O'Keefe KL, Kemmeter PR, Kemmeter KD. Bariatric surgery outcomes in patients aged 65 years and older at an American Society for Metabolic and Bariatric Surgery Center of Excellence. Obes Surg. 2010 Sep;20(9):1199-205.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20532834?tool=bestpractice.com
[307]Park JY. Prediction of type 2 diabetes remission after bariatric or metabolic surgery. J Obes Metab Syndr. 2018 Dec 30;27(4):213-22.
https://www.jomes.org/journal/view.html?doi=10.7570/jomes.2018.27.4.213
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31089566?tool=bestpractice.com
Benefícios significativos foram demonstrados tanto em adultos mais jovens (entre 40-50 anos) quanto em adultos com mais de 65 anos.[306]O'Keefe KL, Kemmeter PR, Kemmeter KD. Bariatric surgery outcomes in patients aged 65 years and older at an American Society for Metabolic and Bariatric Surgery Center of Excellence. Obes Surg. 2010 Sep;20(9):1199-205.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20532834?tool=bestpractice.com
[307]Park JY. Prediction of type 2 diabetes remission after bariatric or metabolic surgery. J Obes Metab Syndr. 2018 Dec 30;27(4):213-22.
https://www.jomes.org/journal/view.html?doi=10.7570/jomes.2018.27.4.213
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31089566?tool=bestpractice.com
Os procedimentos de cirurgia bariátrica, em particular o bypass gástrico em Y de Roux, têm sido associados a um aumento do risco de complicações subsequentes relacionadas ao álcool.[52]World Gastroenterology Organisation and International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Diseases. IFSO-WGO guidelines on obesity. 2023 [internet publication].
https://www.worldgastroenterology.org/guidelines/obesity/obesity-english
[308]Mahmud N, Panchal S, Abu-Gazala S, et al. Association between bariatric surgery and alcohol use-related hospitalization and all-cause mortality in a veterans affairs cohort. JAMA Surg. 2023 Feb 1;158(2):162-71.
https://jamanetwork.com/journals/jamasurgery/fullarticle/2799697
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36515960?tool=bestpractice.com
Esse risco deve ser explicitamente considerado durante a seleção de pacientes, e os médicos devem oferecer aconselhamento pré-operatório adequado e apoio contínuo em relação ao consumo de álcool.[308]Mahmud N, Panchal S, Abu-Gazala S, et al. Association between bariatric surgery and alcohol use-related hospitalization and all-cause mortality in a veterans affairs cohort. JAMA Surg. 2023 Feb 1;158(2):162-71.
https://jamanetwork.com/journals/jamasurgery/fullarticle/2799697
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/36515960?tool=bestpractice.com
Consulte Obesidade em adultos.
Planejamento da gravidez
As mulheres com diabetes do tipo 2 devem usar um método eficaz de contracepção até o momento em que planejem engravidar.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Para quem está planejando uma gravidez e tem um índice de massa corporal (IMC) >27 kg/m², ofereça conselhos sobre como perder peso.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
É importante avaliar a presença de retinopatia, nefropatia, neuropatia e doenças cardiovasculares em mulheres antes da gravidez, pois essas condições podem piorar ou levar a complicações durante a gestação.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Explique às mulheres com diabetes que estiverem planejando engravidar que:[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Se elas tiverem um bom controle da glicose sanguínea antes da concepção e durante a gravidez, isso reduzirá os riscos de aborto espontâneo, malformação congênita, natimorto e morte neonatal
Os riscos podem ser reduzidos, mas não eliminados
Ofereça medidores de glicose sanguínea para automonitoramento às mulheres com diabetes que estão planejando engravidar.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Defina metas individualizadas para o automonitoramento da glicose sanguínea, levando em consideração o risco de hipoglicemia.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
O NICE recomenda que a HbA1c seja <48 mmol/mol (6.5%) antes da concepção, se esse nível puder ser alcançado sem hipoglicemia problemática.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Qualquer redução em direção a essa meta provavelmente reduzirá o risco de malformações congênitas. O NICE recomenda a medição mensal dos níveis de HbA1c para mulheres com diabetes que planejam engravidar.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Aconselhe fortemente as mulheres com diabetes cujo nível de HbA1c estiver acima de 86 mmol/mol (10%) a não engravidarem até que o nível de HbA1c esteja mais baixo, devido aos riscos associados.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Revise a história medicamentosa do paciente. Interrompa qualquer medicamento contraindicado na gravidez se a paciente estiver planejando engravidar, ou assim que a gravidez for confirmada; use agentes alternativos adequados para gestantes.
As mulheres com diabetes podem ser aconselhadas a usar metformina (com ou sem insulina) no período pré-concepção (e durante a gravidez), quando os prováveis benefícios de um melhor controle da glicose sanguínea superarem o potencial de danos. Interrompa todos os outros agentes redutores orais da glicose sanguínea antes (e durante) a gravidez, incluindo os inibidores de SGLT2.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
[172]Herrington WG, Frankel AH. UK Kidney Association clinical practice guideline: sodium-glucose co-transporter-2 (SGLT-2) inhibition in adults with kidney disease. Apr 2023 [internet publication].
https://guidelines.ukkidney.org/sodium-glucose-co-transporter-2
Interrompa o uso de inibidores da ECA e os antagonistas do receptor de angiotensina II antes da concepção ou assim que a gravidez for confirmada.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Interrompa o uso de estatinas antes da gravidez ou assim que a gravidez for confirmada.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Aconselhe as mulheres que planejam engravidar a tomar ácido fólico, que deve ser mantido até as 12 semanas de gestação.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Mulheres com diabetes apresentam aumento de risco de gerar bebês com defeitos do tubo neural em comparação com a população geral.[309]Tinker SC, Gilboa SM, Moore CA, et al; National Birth Defects Prevention Study. Specific birth defects in pregnancies of women with diabetes: National Birth Defects Prevention Study, 1997-2011. Am J Obstet Gynecol. 2020 Feb;222(2):176.e1-11.
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7186569
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/31454511?tool=bestpractice.com
Durante a gestação
O NICE recomenda que todas as gestantes com diabetes sejam encaminhadas imediatamente para uma clínica conjunta de diabetes e pré-natal, com consultas de acompanhamento a cada 1-2 semanas durante toda a gravidez; em cada consulta, o controle glicêmico deve ser avaliado e elas devem ter acesso contínuo a informações e orientações.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Gestantes com diabetes do tipo 2 devem receber educação contínua e estruturada sobre diabetes, incluindo orientações sobre dieta e atividade física, de forma semelhante à oferecida a adultos não gestantes com diabetes do tipo 2.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Após a confirmação da gravidez, meça o nível de HbA1c na primeira consulta pré-natal para determinar o nível de risco da gestação.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Os níveis de HbA1c não devem ser usados rotineiramente para avaliar o controle da glicose sanguínea no segundo e terceiro trimestres da gravidez, mas podem ser medidos para ajudar a avaliar o nível de risco.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Explique que um bom controle da glicose sanguínea durante a gravidez reduzirá (mas não eliminará) o risco de aborto espontâneo, malformação congênita, natimorto e morte neonatal.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
O nível de risco para a gravidez em mulheres com diabetes preexistente aumenta com um nível de HbA1c >48 mmol/mol (>6.5%).[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Mulheres com diabetes que já estejam tomando metformina podem continuar o tratamento durante a gravidez, e a metformina também pode ser iniciada durante a gravidez (ou no período pré-concepção) se o controle da glicose sanguínea for inadequado e os benefícios prováveis superarem os riscos potenciais.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
A metformina pode ser usada de forma isolada ou em conjunto com a insulina. Interrompa todos os outros agentes redutores orais da glicose sanguínea antes e durante a gravidez, incluindo os inibidores de SGLT2.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
[172]Herrington WG, Frankel AH. UK Kidney Association clinical practice guideline: sodium-glucose co-transporter-2 (SGLT-2) inhibition in adults with kidney disease. Apr 2023 [internet publication].
https://guidelines.ukkidney.org/sodium-glucose-co-transporter-2
As mulheres que estiverem amamentando podem retomar ou manter a metformina imediatamente após o parto, mas devem evitar outras terapias orais para redução da glicose sanguínea durante a amamentação.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Na prática, a maioria das gestantes com diabetes do tipo 2 precisará de insulina em algum momento da gravidez, já que o aumento da resistência insulínica relacionado à gestação normalmente torna a metformina isolada insuficiente para atingir as metas glicêmicas. As necessidades de insulina aumentam geralmente no início da gestação, diminuindo entre aproximadamente as semanas 8 a 16, antes de aumentar durante o tempo de gestação restante.
O NICE recomenda a insulina isofana (NPH) como a primeira escolha para a insulina de ação prolongada durante a gravidez.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
No entanto, mulheres que obtiveram um bom controle da glicose sanguínea com um análogo de insulina de ação prolongada (por exemplo, insulina glargina) antes da gravidez podem continuar com o esquema atual.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
As evidências disponíveis indicam que os análogos de insulina de ação rápida, como a insulina asparte e a insulina lispro, não estão associados a efeitos adversos na gravidez ou nos desfechos neonatais.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Defina metas individualizadas para o automonitoramento da glicose sanguínea, levando em consideração o risco de hipoglicemia.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
O NICE recomenda que gestantes com diabetes do tipo 2 que utilizam múltiplas injeções diárias de insulina verifiquem diariamente seus níveis de glicose sanguínea em jejum, antes das refeições, 1 hora após as refeições e ao deitar.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Para aqueles que controlam o diabetes apenas com dieta e exercícios, fazem uso de terapia oral (com ou sem modificação do estilo de vida) ou utilizam uma dose única diária de insulina de ação intermediária ou prolongada, o NICE recomenda o monitoramento diário dos níveis de glicose no sangue em jejum e 1 hora após as refeições.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
O padrão deve ser examinado a cada poucas semanas no início da gestação para que o conteúdo nutricional e o tempo, os padrões de exercício e as doses de insulina (quando aplicável) possam ser modificados para se atingir o controle ideal.
As diretrizes do NICE recomendam os seguintes valores-alvo glicêmicos em gestantes com diabetes do tipo 2 preexistente (desde que estes sejam alcançáveis sem causar hipoglicemia problemática):[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
[Evidência C]4efe3e6f-336e-471b-b4bd-bb6de160be6aguidelineCQuais são os efeitos do controle mais rígido da glicose sanguínea comparado a um controle menos rígido em gestantes com diabetes gestacional?[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Em jejum: <5.3 mmol/L (<95.4 mg/dL), e
1 hora após as refeições: <7.8 mmol/L (<140.4 mg/dL), ou
2 horas após as refeições: 6.4 mmol/L (<115.2 mg/dL).
Aconselhe as gestantes com diabetes que façam uso de insulina a manter o nível de glicose plasmática capilar acima de 4 mmol/L (72 mg/dL).[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Para gestantes em uso de insulina que apresentam hipoglicemia grave problemática ou glicose sanguínea instável, apesar dos esforços para otimizar o controle, o MCG pode ser considerado individualmente, como complemento ao automonitoramento.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Revise a história medicamentosa do paciente. Suspenda quaisquer agentes contraindicados na gestação assim que a gravidez for confirmada e utilize alternativas que sejam adequadas para gestantes, conforme descrito na seção “Planejamento da gestação” acima.
Aconselhe gestantes com diabetes do tipo 2 a tomar aspirina em baixas doses desde as 12 semanas de gestação até o nascimento do bebê.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
[310]National Institute for Health and Care Excellence. Hypertension in pregnancy: diagnosis and management. Apr 2023 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng133
Aconselhe mulheres com diabetes que estejam grávidas e que ainda não estejam tomando ácido fólico a iniciar um suplemento de ácido fólico em dose mais alta assim que a gravidez for confirmada e a continuá-lo até a 12ª semana de gestação.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
A avaliação da retina deve ser oferecida após a primeira consulta pré-natal (a menos que tenha sido realizada nos últimos 3 meses) e novamente às 28 semanas.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Caso haja retinopatia diabética no momento da primeira consulta pré-natal, realize uma avaliação retiniana adicional entre a 16ª e a 20ª semana de gestação.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
A retinopatia diabética não deve ser considerada uma contraindicação para a otimização rápida do controle da glicose sanguínea em mulheres que apresentam níveis elevados de HbA1c no início da gravidez.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Verificar a função renal no primeiro contato durante a gravidez, caso a mulher não tenha realizado esse exame nos últimos 3 meses.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Não utilize a taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) para medir a função renal em gestantes.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Considere encaminhar a paciente a um nefrologista se: creatinina sérica ≥120 micromoles/litro; ou relação albumina/creatinina urinária (RAC) >30 mg/mmol; ou excreção total de proteína >0.5 g/dia.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Considere a tromboprofilaxia para gestantes com proteinúria em níveis nefróticos >5 g/dia (RAC >220 mg/mmol).[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
O tratamento de todas as pessoas com diabetes do tipo 2 também envolve o monitoramento e o tratamento de outras complicações (incluindo exames regulares de saúde bucal e cuidados com os pés), além de medidas para otimizar os fatores de risco cardiovascular (por exemplo, tratamento da dislipidemia e manejo da pressão arterial).[34]National Institute for Health and Care Excellence. Type 2 diabetes in adults: management. Jun 2022 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng28
[123]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetic foot problems: prevention and management. Oct 2019 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng19
Todas as gestantes devem ser informadas sobre os riscos que o tabagismo representa para o feto e devem receber apoio intensivo e estruturado para o abandono do hábito de fumar.[166]National Institute for Health and Care Excellence. Tobacco: preventing uptake, promoting quitting and treating dependence. Feb 2025 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng209
Consulte Abandono do hábito de fumar.
Além dos cuidados pré-natais padrão, mulheres com diabetes devem realizar uma ultrassonografia precoce entre 7-9 semanas para confirmar a viabilidade da gravidez e a idade gestacional.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Deve ser oferecido a elas também uma avaliação ultrassonográfica do crescimento fetal e do volume de líquido amniótico a cada 4 semanas, entre 28 e 36 semanas de gestação.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
O monitoramento de rotina do bem-estar fetal antes das 38 semanas não é recomendado, a menos que haja um risco específico de restrição do crescimento fetal.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Para mulheres com aumento do risco, como aquelas com doença macrovascular ou nefropatia, deve ser implementado um plano de monitoramento individualizado.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Cuidados intraparto
Para gestantes com diabetes do tipo 2 sem complicações, recomenda-se o parto eletivo por indução ou, se indicado, parto cesáreo entre 37 e 38+6 semanas.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
O parto antecipado pode ser considerado para mulheres com complicações metabólicas, maternas ou fetais.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
O diabetes não é uma contraindicação para o parto vaginal após parto cesáreo anterior.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Para pacientes com feto macrossômico diagnosticado por ultrassonografia, discuta os riscos e benefícios do parto vaginal, da indução do parto e do parto cesáreo.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Mulheres com comorbidades como obesidade ou neuropatia autonômica devem ser submetidas a uma avaliação anestésica no terceiro trimestre.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
A glicose sanguínea deve ser monitorada de hora em hora durante o trabalho de parto e mantida entre 4 e 7 mmol/L.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
A infusão intravenosa de dextrose e insulina deve ser considerada desde o início do trabalho de parto estabelecido, ou se as metas de glicose não forem atingidas.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3
Mulheres submetidas à anestesia geral devem ter a glicemia monitorada a cada 30 minutos até que estejam totalmente conscientes.[142]National Institute for Health and Care Excellence. Diabetes in pregnancy: management from preconception to the postnatal period. Dec 2020 [internet publication].
https://www.nice.org.uk/guidance/ng3