Epidemiologia

A prevalência de diabetes está aumentando no mundo todo, aliada ao aumento e ao envelhecimento da população.[3] Em 1980, a prevalência global de diabetes padronizada por idade foi de 4.3%.[3] Em 2017, a prevalência global de diabetes padronizada por idade foi estimada em 8.6%.[4] Dados de pesquisas sobre diabetes em adultos não separam diabetes do tipo 1 e 2, mas a maioria dos casos de diabetes (cerca de 90%) é do tipo 2.[3] No entanto, embora o risco de diabetes em geral esteja aumentando, as tendências da taxa de incidência de diabetes melhoraram e agora parecem estar diminuindo. Dados da National Health Interview Survey dos EUA documentaram que a incidência de diabetes diagnosticada ajustada à idade diminuiu de 2007 a 2017, de 7.8 para 6.0 por 1000 adultos.[5] 

A incidência e a prevalência do diabetes do tipo 2 aumentou constantemente desde 1950, impulsionada pela crescente prevalência da obesidade e sobrepeso.[6] Em 2017, nos EUA, o diabetes do tipo 2 teve uma prevalência de 8.5%.[7] No Reino Unido, a prevalência do diabetes do tipo 2 aumentou de 3.21% em 2004 para 5.26% em 2014, e a taxa de incidência permaneceu estável.[8] O início clínico geralmente é precedido por muitos anos de resistência insulínica e hiperinsulinemia antes da detecção de níveis elevados de glicose.[1] 

Pacientes com diabetes do tipo 2 têm um risco muito alto de hipertensão (80% a 90%), distúrbios lipídicos (70% a 80%) e sobrepeso ou obesidade (60% a 70%).[9] Quando o diabetes é diagnosticado aos 40 anos, homens perdem em média 5.8 anos de vida, e mulheres uma média de 6.8 anos de vida, o que destaca a importância de prevenção primária de diabetes.[10] No entanto, o início do diabetes em idade avançada tem muito menos influência sobre a expectativa de vida se puderem ser atingidos e mantidos níveis aceitáveis de glicose, pressão arterial e controle lipídico.

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