Epidemiologia

Estima-se que a prevalência ao longo da vida de nefrolitíase seja de cerca de 10%.[2] A probabilidade de ter cálculos varia de acordo com a idade, sexo, raça e localização geográfica.[2][3][4] Normalmente, a nefrolitíase afeta mais homens adultos que mulheres adultas; no entanto, há evidências de que essa diferença de incidência entre homens e mulheres esteja diminuindo.[3] Nos EUA, entre homens, a maior prevalência de nefrolitíase verifica-se entre brancos, seguido por hispânicos, não hispânicos e negros.[2] No entanto, a taxa de incidência de cálculos tem aumentado mais rapidamente em negros do que em brancos e, sobretudo, em mulheres negras em comparação com homens.[5] Historicamente, a ocorrência de cálculos era relativamente incomum antes dos 20 anos de idade, mas a incidência de cálculos em crianças e adolescentes está aumentando.[5] Em adultos, a incidência de cálculos atinge o pico entre 40 e 50 anos de idade.[6]

A nefrolitíase tem prevalência maior em climas quentes, áridos ou secos como montanhas, desertos ou áreas tropicais.[3][7] No mundo todo, as regiões com alta prevalência de cálculos incluem os EUA, o Reino Unido, os países escandinavos e mediterrâneos, o norte da Índia e o Paquistão, o norte da Austrália, a Europa central, partes da península malaia e a China.[3] A exposição ao calor e a desidratação são fatores de risco de nefrolitíase. A prevalência e o risco de incidência de nefrolitíase estão diretamente correlacionados com o diabetes do tipo 2, a obesidade e as medições de variáveis de adiposidade, inclusive maior circunferência da cintura e índice de massa corporal (IMC) em ambos os sexos, embora a magnitude dessa correlação seja mais alta nas mulheres que nos homens.[8][9][10]

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