Epidemiologia

Estima-se que a prevalência de nefrolitíase ao longo da vida esteja entre 5% e 12%, com a probabilidade de ter um cálculo variando de acordo com idade, sexo, raça e localização geográfica.[5][6][7] A nefrolitíase tipicamente afeta mais homens adultos que mulheres adultas, com uma razão de homens/mulheres de 2:1 ou 3:1.[8][9][10] No entanto, há evidências de que essa diferença de incidência entre homens e mulheres esteja diminuindo.[11] Nos EUA, entre homens, a maior prevalência de nefrolitíase verifica-se entre brancos, seguido por hispânicos, asiáticos e negros.[9] Nos EUA, entre as mulheres, a prevalência é maior entre as brancas e menor entre as asiáticas.[12] No entanto, a taxa de incidência de cálculos tem aumentado mais rapidamente em negros do que em brancos e, sobretudo, em mulheres negras em comparação com homens.[13] Historicamente, a ocorrência de cálculos era relativamente incomum antes dos 20 anos de idade, mas a incidência de cálculos em crianças e adolescentes está aumentando.[13] Em adultos, a incidência de cálculos atinge a intensidade máxima a partir da quarta até a sexta década de vida.[14] A nefrolitíase tem prevalência maior em climas quentes, áridos ou secos como montanhas, desertos ou áreas tropicais. No mundo todo, as regiões com alta prevalência de cálculos incluem os EUA, as Ilhas Britânicas, os países escandinavos e mediterrâneos, o norte da Índia e o Paquistão, o norte da Austrália, a Europa central, partes da península malaia e a China.[15][16] A exposição ao calor e a desidratação são fatores de risco de nefrolitíase. A prevalência e o risco de incidência de nefrolitíase estão diretamente correlacionados com o peso e com o índice de massa corporal (IMC) em ambos os sexos, embora a magnitude dessa correlação seja mais alta nas mulheres que nos homens.[17][18]

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