Prognóstico

Aproximadamente 80% dos pacientes são assintomáticos, e aqueles que têm sintomas costumam apresentar uma doença leve e autolimitada que dura de 2 a 7 dias.[13][150] Doença grave que exige hospitalização é incomum e a letalidade é baixa.[13] A presença de comorbidades pode aumentar o risco de desfecho fatal, de acordo com alguns relatos de caso.[14] No entanto, desfechos fatais foram relatados em indivíduos saudáveis.[208] Nenhuma fatalidade foi registrada em crianças.[149] Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) confirmaram o primeiro óbito relacionado ao Zika na porção continental dos EUA em um residente idoso de Utah que contraiu o vírus durante viagem a uma área com transmissão ativa. O paciente também tinha uma doença não revelada, e a causa exata da sua morte é desconhecida.[209]

O prognóstico para bebês nascidos com microcefalia não está claro; no entanto, microcefalia decorrente de outras causas está associada a uma série de problemas do desenvolvimento neurológico. A estimativa da taxa de letalidade para lactentes com microcefalia associada a infecção pelo vírus da Zika é de 8.3%.[210] Um estudo envolvendo 19 lactentes nascidos com microcefalia no Brasil descobriu que a maior parte dos lactentes apresentou grave comprometimento motor e outras dificuldades funcionais aos 19 a 24 meses de idade, incluindo transtornos convulsivos, distúrbios respiratórios, comprometimento auditivo/visual e dificuldades para se alimentar/dormir. Em geral, esses desfechos ocorreram concomitantemente.[211]

Um estudo, realizado com 1450 lactentes, que utilizou dados de um registro da Zika nos EUA constatou que 14% das crianças com 1 ano de idade que foram expostas ao vírus da Zika no útero apresentavam problemas de saúde possivelmente relacionados à exposição ao vírus. Destes lactentes, 6% tiveram pelo menos uma malformação congênita associada ao Zika, 9% tiveram pelo menos uma anormalidade de desenvolvimento neurológico, possivelmente associada à exposição ao vírus da Zika, e 1% teve ambas. No entanto, os autores observaram que a maioria das crianças não apresentou evidências de realização de todas as avaliações recomendadas e, portanto, podem existir outras anomalias.[212]

Depois de recuperadas da infecção, é provável que as pessoas fiquem protegidas contra futuras infecções. Não existem evidências que sugiram que infecções prévias pelo vírus da Zika apresentem risco de malformações congênitas nas gestações futuras.[213]

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