Complicações

Complicações table
ComplicaçãoPeríodo de ocorrênciaProbabilidade

hipoglicemia relacionada à insulina

curto prazoalta

Essa complicação iatrogênica pode ocorrer com uma insulinoterapia de dose excessivamente alta.

Pode ser prevenida seguindo os protocolos de tratamento com o monitoramento frequente da glicose plasmática e uso de fluidos intravenosos contendo glicose.[1][62] A hipoglicemia grave relacionada ao tratamento está associada ao aumento da mortalidade.[6]

hipocalemia relacionada ao tratamento

curto prazoalta

Essa complicação iatrogênica pode ocorrer com a insulinoterapia de dose excessivamente alta, reposição de potássio inadequada e terapia com bicarbonato. A hipocalemia grave relacionada ao tratamento está associada ao aumento da mortalidade.[6]

Pode ser prevenida seguindo os protocolos de tratamento com monitoramento frequente dos níveis de potássio e reposição apropriada.[1][63]

acidente vascular cerebral (AVC)

curto prazobaixa

Relatada como complicação da SHH. Os fatores predisponentes incluem depleção de volume com aumento de viscosidade, hiperfibrinogenemia e níveis elevados de inibidor do ativador de plasminogênio (PAI-1) plasmático.[15][64]

A hidratação precoce agressiva é útil para reduzir a incidência dessas complicações para cerca de 2%.[15] Não há evidências de anticoagulação total. O tratamento profilático é baseado na avaliação clínica dos fatores de risco para eventos tromboembólicos.[9]

infarto do miocárdio

curto prazobaixa

Relatada como complicação da SHH. Os fatores predisponentes incluem depleção de volume com aumento de viscosidade, hiperfibrinogenemia e níveis elevados de PAI-1 plasmático.[15][64]

A hidratação precoce agressiva é útil para reduzir a incidência dessas complicações para cerca de 2%.[15] Não há evidências de anticoagulação total. O tratamento profilático é baseado na avaliação clínica dos fatores de risco para eventos tromboembólicos.[9]

embolia pulmonar

curto prazobaixa

Relatada como complicação da SHH. Os fatores predisponentes incluem depleção de volume com aumento de viscosidade, hiperfibrinogenemia e níveis elevados de PAI-1 plasmático.[15][64]

A hidratação precoce agressiva é útil para reduzir a incidência dessas complicações para cerca de 2%.[15] Não há evidências de anticoagulação total. O tratamento profilático é baseado na avaliação clínica dos fatores de risco para eventos tromboembólicos.[9]

coagulação intravascular disseminada

curto prazobaixa

Relatada como complicação rara da SHH. Os fatores predisponentes incluem depleção de volume com aumento de viscosidade, hiperfibrinogenemia e níveis elevados de PAI-1 plasmático.[15][64]

A hidratação precoce agressiva é útil para reduzir a incidência dessas complicações para cerca de 2%.[15] Não há evidências de anticoagulação total. O tratamento profilático é baseado na avaliação clínica dos fatores de risco para eventos tromboembólicos.[9]

trombose do vaso mesentérico

curto prazobaixa

Relatada como complicação rara da SHH. Os fatores predisponentes incluem depleção de volume com aumento de viscosidade, hiperfibrinogenemia e níveis elevados de PAI-1 plasmático.[15][64]

A hidratação precoce agressiva é útil para reduzir a incidência dessas complicações para cerca de 2%.[15] Não há evidências de anticoagulação total. O tratamento profilático é baseado na avaliação clínica dos fatores de risco para eventos tromboembólicos.[9]

edema cerebral

curto prazobaixa

Raro em adultos com SHH. Apresenta-se com cefaleia, letargia, alterações pupilares e convulsão. A mortalidade é alta.

Devem ser usadas infusão de manitol e ventilação mecânica. Pode-se prevenir o edema cerebral evitando-se uma redução da osmolalidade plasmática de mais de 3 mmol/kg/hora (3 mOsm/kg/hora). Isso pode ser atingido pelo monitoramento da osmolalidade plasmática, adicionando dextrose à fluidoterapia intravenosa, uma vez que a glicose plasmática fique abaixo de 250 a 300 mg/dL, e selecionando a concentração correta de soro fisiológico intravenoso.[14][49][65][66]

coma

curto prazobaixa

Geralmente associado a níveis de osmolalidade sérica >330 a 340 mmol/kg (>330-340 mOsm/kg) e é mais frequentemente de natureza hipernatrêmica que hiperglicêmica.[8][9]

São necessários a internação na unidade de terapia intensiva, um monitoramento rigoroso e fluidoterapia e insulinoterapia agressivos. Muitos pacientes podem necessitar da proteção das vias aéreas e ventilação mecânica.

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