Caso clínico

Caso clínico #1

Um homem de 72 anos de idade é trazido ao hospital por uma instituição asilar em decorrência de letargia progressiva. O paciente apresenta história de hipertensão complicada por um AVC 3 anos antes. Isso comprometeu sua fala e o confinou a uma cadeira de rodas. Ele também tem um distúrbio esquizotímico, para o qual começou recentemente a tomar clozapina. Na apresentação, ele está desorientado quanto ao espaço e tempo, febril, com temperatura de 38.3 °C (101 °F). Os sinais vitais incluem pressão arterial (PA) de 106/67 mmHg, frequência cardíaca de 106 batimentos por minuto e frequência respiratória de 32 respirações por minuto. A investigação laboratorial inicial revela glicose sérica de 52.7 mmol/L (950 mg/dL), sódio sérico de 127 mmol/L (127 mEq/L), ureia sérica de 21.1 mmol/L (59 mg/dL) e creatinina sérica de 175.4 micromoles/L (2.3 mg/dL). A osmolalidade sérica é calculada como 338 mmol/kg (338 mOsm/kg). A urinálise revela numerosos leucócitos e bactérias. A urina é positiva para nitratos, mas negativa para cetonas. O soro é negativo para beta-hidroxibutirato.

Caso clínico #2

Um homem de 45 anos de idade com história de diabetes do tipo 2 é internado diretamente pela clínica em virtude de a glicose sérica ser de 53.8 mmol/L (970 mg/dL). Ele iniciou recentemente a insulinoterapia pelo sistema basal em bolus após vários anos de tratamento com agentes antiglicêmicos por via oral. No entanto, ele relata não ter seguido a prescrição de insulina por causa do alto custo. Nas últimas 2 semanas, ele teve poliúria e polidipsia e perdeu 5 kg de peso. Ele também observou um agravamento progressivo da tosse produtiva de escarro marrom-esverdeado por aproximadamente 3 semanas. No exame físico, ele se apresenta febril, com temperatura de 38.5 °C (101.3 °F), taquipneico (frequência respiratória de 24 respirações por minuto) e normotenso. A urinálise revela traços de cetonas, mas o beta-hidroxibutirato sérico não está elevado. Bicarbonato sérico é de 17 mmol/L (17 mEq/L) e pH venoso de 7.32.

Outras apresentações

Até 20% dos pacientes internados devido ao EHH têm diabetes não diagnosticado anteriormente.[5][7][8] Aproximadamente 33% dos pacientes com crises hiperglicêmicas apresentam um quadro misto de cetoacidose diabética e EHH.[5][6]

O coma é uma apresentação rara da SHH. Tipicamente, o coma está associado a níveis de osmolalidade sérica >330 a 340 mmol/kg (>330-340 mOsm/kg) e é mais frequentemente decorrente de hipernatremia que de hiperglicemia.

Ocasionalmente, os pacientes com SHH podem apresentar convulsões ou hemiparesia.[9] A acidemia leve e a cetoacidose podem frequentemente estar presentes.[6]

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